{"id":8188,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/os-novos-protagonistas-da-missao-na-igreja\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"os-novos-protagonistas-da-missao-na-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/os-novos-protagonistas-da-missao-na-igreja\/","title":{"rendered":"Os novos protagonistas da Miss\u00e3o na Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Quase cem volunt\u00e1rios cat\u00f3licos passam um ou dois anos em miss\u00e3o nas Igrejas lus\u00f3fonas: jovens, adultos e mesmo fam\u00edlias inteiras <!--more--> No dia 24 de Outubro, a Igreja Cat\u00f3lica comemora o 28\u00ba Dia Mundial das Miss\u00f5es. Os n\u00fameros do voluntariado Portugu\u00eas mostram que, cada vez mais, h\u00e1 novos protagonistas da Miss\u00e3o. S\u00e3o 96 os volunt\u00e1rios cat\u00f3licos que v\u00e3o investir um ou dois anos da sua vida em projectos de solidariedade nas Igrejas Lus\u00f3fonas de tr\u00eas continentes. O voluntariado mission\u00e1rio cat\u00f3lico d\u00e1 assim mostras de um grande f\u00f4lego, com 11 movimentos de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds a levarem gente at\u00e9 Mo\u00e7ambique, com 42 volunt\u00e1rios, Angola com 24 volunt\u00e1rios, Guin\u00e9-Bissau com 11, Timor com oito, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe com 6, Brasil com 3 e Tanz\u00e2nia com 2. Os novos mission\u00e1rios s\u00e3o na sua maioria rec\u00e9m-licenciados, que antes de entrar no mundo de trabalho querem colocar o seu saber e vontade ao servi\u00e7o do outro: Ricardo Celso, psic\u00f3logo de forma\u00e7\u00e3o, acompanha as crian\u00e7as num internato perto de Maputo. Teresa Silvestre, arquitecta de profiss\u00e3o transmite os seus conhecimentos dando forma\u00e7\u00e3o em desenho t\u00e9cnico e acompanha ainda a obra de uma nova escola nos arredores dessa mesma cidade. A op\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, por\u00e9m, toca tamb\u00e9m profissionais j\u00e1 efectivos em empresas e em escolas. Lucinda Antunes, gestora e chefe de vendas de uma das maiores empresas do mercado portugu\u00eas, despediu-se e foi 8 meses para Nampula, Mo\u00e7ambique, criar um Centro Educativo para crian\u00e7as e um Centro de Inform\u00e1tica. A verdade \u00e9 que nem s\u00f3 jovens solteiros partem em miss\u00e3o, tamb\u00e9m existem casais que juntos vivem a f\u00e9 noutro continente. Ricardo e Elisabete, acabados de casar, partiram para Mo\u00e7ambique em 2000: por l\u00e1 tiveram a sua primeira filha e dedicam-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o superior de professores na Miss\u00e3o de Mapinhane, prov\u00edncia de Inhambane. Teresa Silva e Paulo Rocha partiram por 3 anos para a Tanz\u00e2nia, ela com uma licen\u00e7a sem vencimento e ele deixando o seu emprego. No terreno, dedicam-se a uma casa que acolhe crian\u00e7as da rua em Mgongo.  <b>Uma fam\u00edlia em Miss\u00e3o<\/b> A fam\u00edlia Gomes Lopes \u00e9 um outro exemplo das novas faces que a Miss\u00e3o adquire hoje em Portugal. Jos\u00e9 Maria e Rita, ele economista e ela educadora de inf\u00e2ncia, deixar\u00e3o os seus empregos com licen\u00e7as sem vencimento e partem para Mo\u00e7ambique no dia 3 de Dezembro com os seus dois filhos, de 3 e 2 anos, durante um ano. As experi\u00eancias anteriores de voluntariado contribu\u00edram para criar o \u201cbichinho\u201d que nunca os abandonou e agora os leva a voltar a \u00c1frica. A Rita passou 2 meses em Angola, aquando do seu tempo de Universidade, inserida num projecto do \u201cGAS\u2019\u00c1frica \u2013 Grupo de ac\u00e7\u00e3o social em \u00c1frica e Portugal\u201d, e o Jos\u00e9 Maria conhecia de perto a ac\u00e7\u00e3o social dos Maristas em Mo\u00e7ambique. \u201cDurante muito tempo pens\u00e1mos que um projecto desses poderia fazer parte da nossa vida, mas entretanto cas\u00e1mos, tivemos filhos e as coisas complicaram-se\u201d, relata Rita em conversa com a Ag\u00eancia ECCLESIA. Foi uma pessoa amiga que lhes deu a conhecer os Leigos para o Desenvolvimento, uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), sem fins lucrativos, que promove projectos de desenvolvimento em pa\u00edses de express\u00e3o portuguesa, nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, promo\u00e7\u00e3o social e pastoral. Ap\u00f3s alguma reflex\u00e3o, o casal decidiu que \u201cseria poss\u00edvel partir\u201d. O plano come\u00e7ou pelo pedido de licen\u00e7as sem vencimento e por assegurar que este projecto de voluntariado n\u00e3o fosse \u201cuma loucura\u201d. As responsabilidades como pais de fam\u00edlia, as contas por pagar e a manuten\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas profissionais aquando do regresso ao nosso pa\u00eds foram situa\u00e7\u00f5es devidamente ponderadas. \u201cA nossa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que pelo menos um de n\u00f3s tivesse licen\u00e7a para ir. Afortunadamente, as nossas entidades patronais facilitaram a situa\u00e7\u00e3o\u201d, confessa a Rita. O desafio que se segue \u00e9 uma Miss\u00e3o com os Jesu\u00edtas, em Fonte Boa, pr\u00f3ximo da fronteira com o Malawi. Antes de partir, foram v\u00e1rios os contactos com outros volunt\u00e1rios que passaram pelo mesmo local, inclusivamente uma fam\u00edlia com 4 filhos. \u201cA nossa maior preocupa\u00e7\u00e3o era na \u00e1rea da sa\u00fade, sobretudo por causa dos nossos filhos, e isso foi tido em considera\u00e7\u00e3o\u201d, refere a Rita. Comprometido na actividade pastoral da par\u00f3quia de Carcavelos, este casal quis dedicar-se 24 horas por dia aos outros, como resposta nascida da sua f\u00e9. Reconhecendo que h\u00e1 muito para fazer em Portugal, o Jos\u00e9 Maria e a Rita consideraram que s\u00f3 num projecto bem definido, como aquele em que v\u00e3o embarcar, poderia oferecer completa liberdade. Os novos protagonistas da Miss\u00e3o est\u00e3o convencidos de que cada vez mais os leigos devem assumir um papel activo dentro da Igreja Cat\u00f3lica. \u201cO que custa \u00e9 uma pessoa desacomodar-se do seu conforto, \u00e9 preciso dar prioridade de uma forma mais radical ao que \u00e9 verdadeiramente importante\u201d, conclui a Rita.  <b>Miss\u00e3o no feminino<\/b> Os dados oferecidos pela Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o e Culturas (FEC) revelam que a Miss\u00e3o \u00e9 feita, sobretudo, no feminino\u2013 73 mulheres contra 23 homens.  As \u00e1reas de trabalho s\u00e3o quase sempre as mesmas: a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e a evangeliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a parte principal. As motiva\u00e7\u00f5es, essas, est\u00e3o na vontade de ajudar o outro e na f\u00e9 de cada um. Raros s\u00e3o os casos de Volunt\u00e1rios que partem sem a ajuda de uma institui\u00e7\u00e3o. Existe uma lista de entidades  que preparam e enviam estes Volunt\u00e1rios, desde ONG\u2019s at\u00e9 associa\u00e7\u00f5es ligadas a Institutos Religiosos Mission\u00e1rios.  A FEC, ao funcionar como Plataforma do Voluntariado Mission\u00e1rio em Portugal, apoia todas estas iniciativas, oferecendo em conjunto com os Institutos Mission\u00e1rios, um programa de forma\u00e7\u00e3o ao longo do ano, para al\u00e9m da assist\u00eancia na realiza\u00e7\u00e3o de seguros, viagens e vistos para tal efeito.  <b>Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o e Culturas<\/b> A FEC \u00e9 uma ONGD constitu\u00edda pela Igreja Cat\u00f3lica Portuguesa com a miss\u00e3o de fomentar, potenciar e coordenar as vontades e os meios da Igreja Portuguesa no seu relacionamento e coopera\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses lus\u00f3fonos.  No \u00e2mbito do seu trabalho de coopera\u00e7\u00e3o com esses pa\u00edses, a FEC mant\u00e9m no activo dois departamentos: Coopera\u00e7\u00e3o e Plataformas e Comunica\u00e7\u00e3o. O Departamento de Coopera\u00e7\u00e3o ocupa-se, sobretudo, do Projecto de Apoio \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica em Angola (PAEBA) e do Projecto de Apoio \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o no Interior da Guin\u00e9-Bissau (PAEIGB). Apostam na Forma\u00e7\u00e3o de Professores e de outros agentes educativos nestes pa\u00edses, nomeadamente na forma\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa, Pedagogia e dinamiza\u00e7\u00e3o de Projectos Socio-Educativos, como sejam Bibliotecas. O Departamento de Plataformas e Comunica\u00e7\u00e3o da FEC gere o site www.fecongd.net, produz o programa radiof\u00f3nico Igreja Lus\u00f3fona, elabora o Boletim Igrejas Lus\u00f3fonas e organiza as suas campanhas e eventos, para al\u00e9m de desenvolver outras actividades enquanto Plataforma de liga\u00e7\u00e3o, designadamente na rela\u00e7\u00e3o com as Diocese Lus\u00f3fonas, com as entidades de voluntariado mission\u00e1rio, as congrega\u00e7\u00f5es religiosas, as par\u00f3quias e as r\u00e1dios cat\u00f3licas lus\u00f3fonas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase cem volunt\u00e1rios cat\u00f3licos passam um ou dois anos em miss\u00e3o nas Igrejas lus\u00f3fonas: jovens, adultos e mesmo fam\u00edlias 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