{"id":81856,"date":"2017-04-24T16:39:00","date_gmt":"2017-04-24T16:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/04\/24\/discurso-de-abertura-da-assembleia-plenaria-da-cep\/"},"modified":"2017-04-24T16:39:00","modified_gmt":"2017-04-24T16:39:00","slug":"discurso-de-abertura-da-assembleia-plenaria-da-cep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/discurso-de-abertura-da-assembleia-plenaria-da-cep\/","title":{"rendered":"Discurso de abertura da Assembleia Plen\u00e1ria da CEP"},"content":{"rendered":"<p>24 de abril de 2017 <!--more--> <\/p>\n<div>\n<p> \t\t1.&nbsp;<u>A Assembleia Plen&aacute;ria que agora come&ccedil;amos<\/u>&nbsp;prossegue normalmente a j&aacute; longa s&eacute;rie de reuni&otilde;es semelhantes do Episcopado Portugu&ecirc;s. Tratar&aacute; de temas de especial incid&ecirc;ncia na vida das nossas dioceses e da pr&oacute;pria sociedade. E decorre, muito especialmente, na proximidade do centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora neste lugar bendito e da visita do Santo Padre.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\tEst&atilde;o na agenda, al&eacute;m dos trabalhos das diversas comiss&otilde;es, a prepara&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;ximo S&iacute;nodo dos Bispos (juventude) e uma partilha sobre a aplica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica que sucedeu ao &uacute;ltimo (fam&iacute;lia); a carta pastoral sobre a catequese, a nota sobre a pr&oacute;xima canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta Marto e tamb&eacute;m a nota relativa ao problema recorrente dos inc&ecirc;ndios; uma reflex&atilde;o sobre a pastoral penitenci&aacute;ria; a pr&oacute;xima celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima e a visita do Papa Francisco&hellip; Estando a completar-se mais um tri&eacute;nio do respetivo exerc&iacute;cio, haver&aacute; elei&ccedil;&otilde;es para os &oacute;rg&atilde;os da CEP.<\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<u>2. Por&eacute;m tudo isto, realmente importante e oportuno, ser&aacute; necessariamente feito &agrave; luz do &ldquo;Centen&aacute;rio de F&aacute;tima&rdquo;<\/u>, prestes a celebrar-se na comemora&ccedil;&atilde;o, mas muito mais duradouro na vida da Igreja e do pr&oacute;prio pa&iacute;s. Lendo este discurso na presen&ccedil;a da comunica&ccedil;&atilde;o social, permitam-me aproveitar a ocasi&atilde;o para lembrar a circunst&acirc;ncia e fazer uma breve reflex&atilde;o a prop&oacute;sito. Tanto mais quanto admito nem sempre ser f&aacute;cil &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social entender o que realmente est&aacute; em jogo nas vicissitudes eclesiais&nbsp;<em>ad intra<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>ad extra<\/em>; ou faltar da nossa parte a elucida&ccedil;&atilde;o clara disso mesmo, em termos veicul&aacute;veis pelos&nbsp;<em>media<\/em>.<\/p>\n<p> \t\tNa verdade, a natureza e o tempo da Igreja t&ecirc;m especificidade e ritmo evang&eacute;licos, mais interiores e compassados do que os pr&oacute;prios da sociedade em geral, naquilo que imediatamente prende a aten&ccedil;&atilde;o e logo se difunde. O pr&oacute;prio Jesus Cristo n&atilde;o foi grandemente &ldquo;mediatizado&rdquo; no seu tempo e trabalhou mais na profundidade das mentes e dos cora&ccedil;&otilde;es do que na pra&ccedil;a p&uacute;blica &ndash; e mesmo quando nesta estivesse.<\/p>\n<p> \t\tDaqui que se abra uma dificuldade ou tens&atilde;o, quase inevit&aacute;veis, entre o que realmente temos para dizer e o que imediatamente nos quereriam perguntar. Mas manter os olhos no c&eacute;u e ao mesmo tempo os p&eacute;s bem fixos na terra &ndash; nesta terra onde n&atilde;o faltam alegrias e esperan&ccedil;as, de mistura com tristezas e ang&uacute;stias &ndash; &eacute; o ponto t&atilde;o dif&iacute;cil como certo das realidades evang&eacute;licas e evangelizadoras, propriamente ditas. N&atilde;o mais do mesmo, mas o mesmo mais a fundo, no ponto exatamente &ldquo;religioso&rdquo;. &Eacute; disto que agora falarei e de modo &ldquo;religioso&rdquo; tamb&eacute;m.<\/p>\n<p> \t\tDif&iacute;cil, mas inevit&aacute;vel. Assim aconteceu h&aacute; cem anos neste lugar e assim dever&aacute; acontecer, seja onde for. A 13 de maio de 1917 e nos meses seguintes nem a sociedade portuguesa nem as not&iacute;cias correntes coincidiam sem mais com as prioridades propostas a L&uacute;cia, Jacinta e Francisco. Num ambiente sociopol&iacute;tico t&atilde;o agitado, em pleno conflito mundial, com dificuldades grandes para o decurso normal da vida da Igreja aqu&eacute;m e al&eacute;m-fronteiras, aparecerem tr&ecirc;s crian&ccedil;as numa serra rec&ocirc;ndita, a dizerem o que diziam, insistentemente diziam, e basicamente consistia em apelar &agrave; convers&atilde;o, em mudar de vida, em corresponder aos apelos da M&atilde;e de Cristo, para s&oacute; assim chegar a paz, para s&oacute; assim a garantir no futuro &ndash; concordemos que n&atilde;o podia ser maior o contraste &ldquo;medi&aacute;tico&rdquo; e o confronto das expetativas comuns.<\/p>\n<p> \t\tFoi-o ent&atilde;o e n&atilde;o sei se ser&aacute; muito diferente hoje em dia. O cen&aacute;rio mundial &eacute; agitado, os problemas globais s&atilde;o muitos e o sentimento de perigo aumentou exponencialmente, quando se sabe ou julga saber de tudo e de toda a parte, rapidamente demais para ser discernido, situado e integrado. Navega-se &agrave; vista, na vertigem dos dias, dos ditos e contraditos, entre alvoro&ccedil;os e desist&ecirc;ncias. A pr&oacute;pria comunica&ccedil;&atilde;o social, ou as redes sociais em crescendo, t&ecirc;m dificuldade em resistir &agrave; velocidade que as reduz a apontamentos sobre apontamentos duma realidade que se torna fugidia ou virtual. &ndash; &Eacute; dif&iacute;cil sabermos realmente onde estamos, com quem estamos e para onde vamos, se &eacute; que ainda subsiste um lugar onde.<\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<u>3. Mas &eacute; precisamente neste contexto que devemos retomar F&aacute;tima e a sua mensagem<\/u>. Fizemo-lo como Confer&ecirc;ncia Episcopal na Carta Pastoral de 8 de dezembro passado, precisamente intitulada&nbsp;<em>F&aacute;tima, sinal de esperan&ccedil;a para o nosso tempo<\/em>.<\/p>\n<p> \t\tCem anos depois, o que come&ccedil;ou com os pastorinhos foi-se tornando propriamente &ldquo;pastoral&rdquo;, como conte&uacute;do e pr&aacute;tica marcantes. Uma marca de fundo que, mesmo quando desapercebida, acabou por tocar muita gente e moldar muita coisa, bem mais do que parece. Como escrevemos no referido documento: &laquo;A devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima e a espiritualidade que brota da sua mensagem rapidamente passaram a marcar a pastoral da Igreja em Portugal e em todo o mundo. A mensagem [de F&aacute;tima] &eacute; essencialmente um dom inef&aacute;vel de gra&ccedil;a, miseric&oacute;rdia, esperan&ccedil;a e paz, que nos chama ao acolhimento e ao compromisso. Esta interpela&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja a que responda ao dom misericordioso de Deus est&aacute; profundamente vinculada aos dramas e trag&eacute;dias da hist&oacute;ria do s&eacute;culo XX, mas conserva ainda a mesma for&ccedil;a e exig&ecirc;ncia para os crentes do nosso tempo&raquo; (n.&ordm; 2).<\/p>\n<p> \t\tMuita gente foi percebendo, tamb&eacute;m a partir de F&aacute;tima, que os grandes desastres humanit&aacute;rios e pessoais t&ecirc;m raiz mais profunda e consequ&ecirc;ncia mais duradoura do que aquilo que imediatamente parece. Foi procurando resposta nesse &ldquo;lugar&rdquo; primeiro e &uacute;ltimo onde as coisas definitivamente se h&atilde;o de resolver &ndash; um cora&ccedil;&atilde;o &ldquo;imaculado&rdquo;, como por gra&ccedil;a divina foi o de Maria, para conceber Jesus e assim Ele ser totalmente &ldquo;Deus connosco&rdquo;. E para, com a M&atilde;e de Miseric&oacute;rdia, participarmos ativamente na miseric&oacute;rdia divina, oferecendo-nos em favor de todos, para que ningu&eacute;m se perca e o comum destino eterno n&atilde;o seja gorado em ningu&eacute;m.<\/p>\n<p> \t\tMelhor dizendo, interpretando com o ent&atilde;o Cardeal Ratzinger o &ldquo;segredo de F&aacute;tima&rdquo; e o que deste permanece como indica&ccedil;&atilde;o premente: &laquo;O que permanece &ndash; dissemo-lo logo no in&iacute;cio das nossas reflex&otilde;es sobre o texto do &ldquo;segredo&rdquo; &ndash; &eacute; a exorta&ccedil;&atilde;o &agrave; ora&ccedil;&atilde;o como caminho para a &ldquo;salva&ccedil;&atilde;o das almas&rdquo;, e no mesmo sentido o apelo &agrave; penit&ecirc;ncia e &agrave; convers&atilde;o&raquo;. E sobre o Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria e o seu triunfo final: &laquo;Queria, no fim, tomar uma vez mais outra palavra-chave do &ldquo;segredo&rdquo; que justamente se tornou famosa: &ldquo;O meu Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o triunfar&aacute;&rdquo;. Que significa isto? Significa que este Cora&ccedil;&atilde;o aberto a Deus, purificado pela contempla&ccedil;&atilde;o de Deus, &eacute; mais forte que as pistolas ou outras armas de qualquer esp&eacute;cie&raquo; (Cardeal Joseph Ratzinger, Coment&aacute;rio teol&oacute;gico, em Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;,&nbsp;<em>A Mensagem de F&aacute;tima<\/em>, Lisboa, Paulinas, 2000, p. 54-55).<\/p>\n<p> \t\tDa vis&atilde;o do Inferno em que podemos cair &ndash; e as imagens com que os pastorinhos o viram n&atilde;o s&atilde;o assim t&atilde;o diferentes das que os&nbsp;<em>media<\/em>&nbsp;hoje nos transmitem, a crian&ccedil;as e adultos, de repetidas destrui&ccedil;&otilde;es e carnificinas por esse mundo al&eacute;m &ndash; os videntes passaram ao Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, que a gra&ccedil;a divina tornou imaculado, para com Ela correspondermos em Cristo &agrave; vontade recriadora de Deus, por n&oacute;s e pelos outros, &laquo;principalmente os que mais precisarem&raquo;. Assim seguiremos um caminho de convers&atilde;o e regresso em que, pela estrada &iacute;ngreme que nos leva &agrave; Cruz, a salva&ccedil;&atilde;o acontecer&aacute; finalmente. Estes tr&ecirc;s momentos sucessivos do &ldquo;segredo&rdquo; retomam um aut&ecirc;ntico itiner&aacute;rio crist&atilde;o. Constituem absolutamente uma mensagem de esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p> \t\tEsperan&ccedil;a que se radica na miseric&oacute;rdia divina face aos males do mundo, como o te&oacute;logo Bueno de la Fuente t&atilde;o bem carateriza: &laquo;O amor de Deus torna patente uma pot&ecirc;ncia ulterior, uma capacidade nova: a miseric&oacute;rdia; como indica o pr&oacute;prio termo (miseri-cor-dia), Deus coloca o seu cora&ccedil;&atilde;o (&ldquo;cor&rdquo;) nos infelizes e doloridos (&ldquo;miseri&rdquo;); deste modo procura conter o mal, resistir &agrave; sua sedu&ccedil;&atilde;o, para abrir um horizonte novo de esperan&ccedil;a; a iniciativa de Deus, inesperada e gratuita, interpela os seres humanos para que se entreguem ao servi&ccedil;o destes des&iacute;gnios de miseric&oacute;rdia e consagrem a sua vida a conter o mal; este ser&aacute; o testemunho e o carisma dos tr&ecirc;s pastorinhos&raquo; (Eloy Bueno de la Fuente,&nbsp;<em>A Mensagem de F&aacute;tima. A miseric&oacute;rdia de Deus: o triunfo do amor nos dramas da hist&oacute;ria<\/em>, Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, 2014, p. 18-19).<\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\t<u>4. Assim mesmo se entender&aacute; a pr&oacute;xima visita do Papa Francisco<\/u>&nbsp;no presente momento mundial e eclesial, tornado verdadeiro peregrino da esperan&ccedil;a, garantida pelo triunfo do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, &iacute;cone da humanidade reencontrada no pr&oacute;prio Cora&ccedil;&atilde;o de Deus. Lembremos que em 1931, na primeira peregrina&ccedil;&atilde;o nacional a F&aacute;tima, foi Portugal consagrado ao Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria. Que Pio XII lhe consagrou o mundo no 25.&ordm; anivers&aacute;rio da &uacute;ltima apari&ccedil;&atilde;o, em 31 de outubro de 1942. E que o Papa Francisco o fez tamb&eacute;m em Roma, em outubro de 2013, diante da imagem da Capelinha, para l&aacute; mais uma vez levada nessa altura.<\/p>\n<p> \t\tEm suma, como escrevemos na j&aacute; citada Carta Pastoral de 8 dezembro &uacute;ltimo: &laquo;A mensagem de F&aacute;tima mostra-nos uma experi&ecirc;ncia universal e permanente: o confronto entre o bem e o mal que continua no cora&ccedil;&atilde;o de cada pessoa, nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, no campo da pol&iacute;tica e da economia, no interior de cada pa&iacute;s e &agrave; escala internacional. Cada um de n&oacute;s &eacute; interpelado a corresponder ao chamamento de Deus, a combater o mal a partir do mais &iacute;ntimo de si mesmo, a compreender o sentido da convers&atilde;o e do sacrif&iacute;cio em favor dos outros, como fizeram os tr&ecirc;s pastorinhos, na sua pureza e inoc&ecirc;ncia&raquo; (n.&ordm; 7).<\/p>\n<p> \t\tE assim mesmo nos aproximaremos do que realmente atrai tantas pessoas a F&aacute;tima, individualmente ou em grupo, de Portugal ou do mundo inteiro. Necessidades e urg&ecirc;ncias de cada um e dos seus, certamente. Mas, em tudo e atrav&eacute;s de tudo o que possa ser, um apelo mais ou menos apercebido a respostas definitivas. Entramos no campo do &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;: o Cora&ccedil;&atilde;o de Deus, que &eacute; miseric&oacute;rdia; o Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, que Deus fez imaculado, alvorada de Cristo no mundo.<\/p>\n<p> \t\tNum relance de d&eacute;cadas, L&uacute;cia escreveu assim: &laquo;Nesta torrente que inundou a humilde Serra de Aire, e que ainda n&atilde;o findou, antes cresce e aumenta cada vez mais, vejo como que se fora num espelho, um povo sedento de Deus, desiludido e cansado dos enganos e atropelos do mundo paganizado, materializado, ego&iacute;sta e agressivo, sem norte nem guia que o transporte &agrave;s ombreiras de uma porta salvadora que o leve &agrave;s fontes das &aacute;guas vivas que brotam e saciam para a vida eterna: &ldquo;Quem desta &aacute;gua beber jamais ter&aacute; sede&rdquo;&raquo; (Irm&atilde; Maria L&uacute;cia de Jesus e do Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado,&nbsp;<em>Como vejo a Mensagem atrav&eacute;s dos tempos e dos acontecimentos<\/em>, Carmelo de Coimbra &ndash; Secretariado dos Pastorinhos, 2006, p. 47-48).<\/p>\n<p> \t\tQuem acompanhe e realmente oi&ccedil;a tantas pessoas que passam por F&aacute;tima e que aqui v&ecirc;m em peregrina&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o demorar&aacute; em concordar com a Irm&atilde; L&uacute;cia. Abriu-se em F&aacute;tima uma &ldquo;porta salvadora&rdquo;, pela qual, ainda que estreita, se acede &agrave; Fonte que finalmente sacia. O mais importante de F&aacute;tima &eacute; o constante caudal de convers&otilde;es que daqui corre, com inestim&aacute;vel benef&iacute;cio pr&oacute;prio e alheio. Como o ent&atilde;o Cardeal Ratzinger confidenciou: &laquo;Deixo aqui uma recorda&ccedil;&atilde;o pessoal: num col&oacute;quio que a Irm&atilde; L&uacute;cia teve comigo, ela disse-me que lhe parecia cada vez mais claramente que o objetivo de todas as apari&ccedil;&otilde;es era fazer crescer sempre mais na f&eacute;, na esperan&ccedil;a e na caridade; tudo o mais pretendia levar a isso&raquo; (Cardeal Joseph Ratzinger, em&nbsp;<em>A Mensagem de F&aacute;tima<\/em>, p. 50).<\/p>\n<p> \t\tN&atilde;o costumam ser bem assim as habituais palavras de abertura das nossas Assembleias Plen&aacute;rias, dirigidas tamb&eacute;m &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social. Desta vez, por&eacute;m, entendi que, al&eacute;m do breve enunciado das tem&aacute;ticas a tratar, devia referir principalmente o motivo maior de estarmos aqui, em pleno Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es e t&atilde;o pr&oacute;ximos da visita do Papa Francisco. Pareceu-me que, menos do que isto, seria desadequado ao tempo e &agrave; circunst&acirc;ncia.<\/p>\n<p> \t\t&nbsp;<\/p>\n<p> \t\tF&aacute;tima, 24 de abril de 2017<\/p>\n<p> \t\t<em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24 de abril de 2017<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,174,191,199,274],"class_list":["post-81856","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-de-coimbra","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81856\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}