{"id":8160,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/memorias-do-70x7\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"memorias-do-70x7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/memorias-do-70x7\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias do 70&#215;7"},"content":{"rendered":"<p>Os testemunhos de quem viveu por dentro esta aventura televisiva <!--more--> <b>Gratid\u00e3o<\/b> Durante muitos anos o \u201c70&#215;7\u201d fez parte da minha vida. Melhor dizendo, continua a fazer parte dela embora eu j\u00e1 n\u00e3o integre a actual equipa. Os programas que realizei pouco representam comparados com o que me foi dado receber: uma consci\u00eancia mais viva do que \u00e9 ser Igreja encarnada no mundo, os mist\u00e9rios da vida, do sofrimento, da entrega e da solidariedade, a imensa beleza sa\u00edda das m\u00e3os e do cora\u00e7\u00e3o dos homens, a imensa beleza da cria\u00e7\u00e3o. Estou ainda grato ao \u201c70\u201d por me ter proporcionado trabalhar em equipa, em ambiente de camaradagem, com gente de enorme qualidade humana e profissional.  <i>(Manuel Fraz\u00e3o)<\/i>  <b>Uma escola<\/b> Recordo experi\u00eancias que nunca mais esquecerei porque palpei uma Igreja diferente daquela que estudei nos comp\u00eandios de Teologia e estava habituado a viver na cidade.  Atrav\u00e9s da imagem e do som tentei colocar em casa das pessoas a \u00abIgreja desconhecida\u00bb. Percorri o pa\u00eds todo e vi as diferentes formas de anunciar Cristo: Ele est\u00e1 no mar com os pescadores, as crian\u00e7as abandonadas esperam ansiosamente por Ele, as rugas dos idosos recordam um \u00abCristo Jovem\u00bb, os toxicodependentes deixaram os deuses e encontram o Deus Verdadeiro e os agricultores observam a natureza como verdadeiros Franciscanos. Epis\u00f3dios marcantes e enriquecedores&#8230; O 70&#215;7 foi uma escola e os professores foram aqueles (entrevistados) que transmitiram para \u00abcaixa m\u00e1gica\u00bb a sua viv\u00eancia eclesiol\u00f3gica. Nas entrevistas que fiz a muitos crist\u00e3os an\u00f3nimos, eles ensinaram-se que \u00e9 preciso sair das paredes da Igreja e ir \u00e0 procura dos mais necessitados. Este programa e os elementos que constitu\u00edam a sua equipa proporcionaram-me uma consci\u00eancia diferente do que \u00e9 ser Igreja.  <i>(Luis Filipe Santos)<\/i>  <b>Um sinal<\/b> H\u00e1 uma din\u00e2mica que atravessa o mundo e preenche o quotidiano. \u00c9 a mudan\u00e7a concretizada na revolu\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica. Um novo rasto \u201ccomunicacional\u201d que todos envolve e aproxima. Num tempo em que as liberdades adquiridas se cruzam com a tenta\u00e7\u00e3o do imobilismo, a Igreja vai navegando ainda ao sabor de uma certa incerteza. Mas h\u00e1 sinais que fazem a diferen\u00e7a e trilham novos caminhos. Um desses sinais \u00e9 o 70&#215;7. Um espa\u00e7o da responsabilidade da Igreja Cat\u00f3lica, mas de leitura plural. Durante quase uma d\u00e9cada tive a oportunidade de partilhar no 70&#215;7 a \u201cmundivis\u00e3o\u201d de uma procura. Em liberdade. Porque h\u00e1 dimens\u00f5es do \u201ctranscendente\u201d que n\u00e3o se compadecem com proselitismo.  Felicito a RTP e a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal por manterem a aposta neste espa\u00e7o de ineg\u00e1vel interesse p\u00fablico e grande import\u00e2ncia cultural. Espero que o 70&#215;7 continue a ser aquele horizonte aberto, onde a pessoa humana \u00e9 o centro de todas as procuras.  <i>(Joaquim Franco)<\/i>  <b>Gosto pela fronteira<\/b> Passar pelo programa foi muito importante, como di\u00e1cono e como padre, numa perspectiva muito aberta de Igreja no mundo, no esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II. Um pouco \u00e0 maneira da multiplica\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o, que Jesus afirmou com a express\u00e3o 70&#215;7, isto gerou n\u00e3o 490, mas muitas mais sementes de vida que se procurou testemunhar, reflectir e aprofundar. A mim, particularmente, ficou-me o gosto pela fronteira, pelo di\u00e1logo com o mundo, deixando-nos interpelar pelas quest\u00f5es e aplicando o Evangelho \u00e0 vida a partir da realidade das pessoas. <i>Pe. V\u00edtor Gon\u00e7alves<\/i>  <b>No terreno<\/b> O facto de este ser um programa j\u00e1 com 25 anos, num universo televisivo em que tudo muda e os programas se fazem em s\u00e9ries de vinte ou trinta, faz com que seja um orgulho trabalhar nele. Destaco no \u201c70&#215;7\u201d o facto de estar ligado \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica e ser um programa n\u00e3o de te\u00f3logos ou ide\u00f3logos da espiritualidade, mas um programa que trabalha no terreno e \u00e9 o rosto vis\u00edvel na sociedade. <i>(Imelda Monteiro)<\/i>  <b>Um espa\u00e7o diferente<\/b> Foi uma experi\u00eancia diferente trabalhar num programa que eu via em crian\u00e7a. A n\u00edvel profissional, foi muito gratificante, porque os moldes do programa permitem aprofundar as coisas, n\u00e3o ficar \u00e0 superf\u00edcie: foi um desafio a n\u00edvel de constru\u00e7\u00e3o de imagem, de linguagem.  A grande import\u00e2ncia desta marca do programa \u00e9 a de fugir \u00e0 inconsequ\u00eancia de que muitas vezes o jornalismo televisivo sofre. \u00c9 dos poucos espa\u00e7os que existem para este tipo de abordagem. A n\u00edvel pessoal, acabei por conhecer v\u00e1rios temas mais a fundo, num programa muito virado para toda a sociedade, vivi muitos acontecimentos por dentro e pude compreend\u00ea-los melhor do que se estivesse noutro espa\u00e7o que n\u00e3o o \u201c70&#215;7\u201d.  <i>(Filipe Messeder)<\/i>  <b>Grande p\u00fablico<\/b> Passar por este programa foi um experi\u00eancia fant\u00e1stica e hoje sinto que faz muito mais sentido ter este tipo de espa\u00e7o, em termos de televis\u00e3o p\u00fablica, do que insistir em canais ou espa\u00e7os privados da Igreja. O \u201c70&#215;7\u201d permite oferecer ao grande p\u00fablico uma vis\u00e3o das coisas que se passam dentro da Igreja, do ponto de vista social e pastoral, numa linguagem perfeitamente acess\u00edvel e dirigido a toda a gente. Estar por dentro do programa \u00e9 muito estimulante, porque foi necess\u00e1ria a abertura a toda a parte t\u00e9cnica de como fazer um programa, visto que a minha forma\u00e7\u00e3o \u00e9 da \u00e1rea filos\u00f3fica e estava a comunicar com um grupo de alunos e n\u00e3o com um pa\u00eds inteiro. O que lamento dessa altura era o hor\u00e1rio em que o programa ia para o ar, dado que quando havia desporto e o \u201c70&#215;7\u201d era empurrado para o meio-dia as audi\u00eancias disparavam, o que mostrava que n\u00e3o era o conte\u00fado do programa que afastava os potenciais espectadores.  <i>(Alfreda Fonseca)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os testemunhos de quem viveu por dentro esta aventura televisiva<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[144,154,187,199,213,314],"class_list":["post-8160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade","tag-franciscanos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}