{"id":81592,"date":"2017-04-07T13:03:00","date_gmt":"2017-04-07T13:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/04\/07\/a-guerra-quimica-ainda-dura-muito-tempo\/"},"modified":"2017-04-07T13:03:00","modified_gmt":"2017-04-07T13:03:00","slug":"a-guerra-quimica-ainda-dura-muito-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-guerra-quimica-ainda-dura-muito-tempo\/","title":{"rendered":"A guerra (qu\u00edmica) ainda dura muito tempo?"},"content":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> <\/p>\n<p> \tOs conflitos armados que martirizaram o s&eacute;culo XX est&atilde;o nuclearmente ligados &agrave; Mensagem de F&aacute;tima. E as guerras que continuam a fazer m&aacute;rtires no s&eacute;culo XXI parecem ainda mais relacionadas com os acontecimentos de h&aacute; cem anos, na Cova da Iria.<\/p>\n<p> \tInvocada como Rainha da Paz, Nossa Senhora pediu aos pastorinhos para rezarem o ter&ccedil;o para que a Primeira Guerra Mundial, em curso na segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, terminasse. &ldquo;Rezem o ter&ccedil;o todos os dias, para alcan&ccedil;arem a paz para o mundo e o fim da guerra&rdquo;. Pediu Maria &agrave;s tr&ecirc;s crian&ccedil;as na primeira apari&ccedil;&atilde;o, no dia 13 de maio de 1917; apelo que repetiu em julho, setembro e outubro. E, desde ent&atilde;o, invocar a paz para o mundo, tamb&eacute;m a paz para o interior da comunidade crente, &eacute; uma insist&ecirc;ncia permanente no ambiente de F&aacute;tima e nos contextos em que se recria, em torno da imagem de Nossa Senhora.<\/p>\n<p> \tInfelizmente, o in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI torna mais premente a invoca&ccedil;&atilde;o pela paz no mundo. H&aacute; muitos focos de conflito, h&aacute; sobretudo um, a decorrer na S&iacute;ria, que solicita todas as ora&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m neste centen&aacute;rio, para que o sofrimento que atinge mulheres, homens e crian&ccedil;as n&atilde;o se alastre sem escr&uacute;pulos.<\/p>\n<p> \tNo dia 13 de maio de 1917, L&uacute;cia perguntou a Nossa Senhora: &lsquo;Vossemec&ecirc; sabe-me dizer se a guerra ainda dura muito tempo ou se acaba breve?&rsquo; Hoje, &eacute; dever de crentes e n&atilde;o crentes, de todos os que defendem o humanismo, perguntar: &ldquo;a guerra qu&iacute;mica ainda dura muito tempo?&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO que aconteceu na S&iacute;rias nos &uacute;ltimos dias n&atilde;o pode deixar indiferente o mundo inteiro, que tem de chorar consternado pela morte sem escr&uacute;pulos provocada por ataques qu&iacute;micos, cobardes, que matam pessoas indefesas, muitas delas crian&ccedil;as.<\/p>\n<p> \tNa I Guerra Mundial morreram 1,3 milh&otilde;es de pessoas na Europa, 90 mil das quais v&iacute;timas de armas qu&iacute;micas. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Proibi&ccedil;&atilde;o das Armas Qu&iacute;micas (OPAQ), o conflito que decorreu entre 1914 e 1918 fica na hist&oacute;ria pelo uso em grande escala, pela primeira vez, de armas qu&iacute;micas, que continuou, apesar de acordos que o proibiam, como o de Genebra, em 1925, ou as conven&ccedil;&otilde;es de 1972 e 1993. Em 1997, o in&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Proibi&ccedil;&atilde;o das Armas Qu&iacute;micas e a entrada em vigor da Conven&ccedil;&atilde;o das Armas Qu&iacute;micas &eacute; um passo decisivo para p&ocirc;r fim a um enorme abuso do poder da t&eacute;cnica. Incapaz, no entanto, de proibir o seu uso efetivo.<\/p>\n<p> \tEm 2013, morreram perto de 1500 pessoas na S&iacute;ria, v&iacute;timas de armas qu&iacute;micas. A imagens desse ato horrendo permanecem na mem&oacute;ria tr&aacute;gica da humanidade, atenuada pela atribui&ccedil;&atilde;o do Pr&eacute;mio Nobel da Paz de 2013 &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o para a Proibi&ccedil;&atilde;o das Armas Qu&iacute;micas (OPAQ).<\/p>\n<p> \tEm 2017, o territ&oacute;rio s&iacute;rio volta a ser atacado por estas armas mort&iacute;feras, vitimando mais de 80 pessoas e ferindo cerca de duas centenas. As consequ&ecirc;ncias deste ataque foram mostradas em direto a todo o mundo. Mesmo assim, permanecem indiferentes muitos centros de poder e de decis&atilde;o.<\/p>\n<p> \tLembrar as Apari&ccedil;&otilde;es de h&aacute; 100 anos &eacute; lembrar que sem a luz de F&aacute;tima permanecem as guerras sem fim! De facto, hoje &eacute; necess&aacute;rio continuar a perguntar, como L&uacute;cia &lsquo;A guerra (qu&iacute;mica) ainda dura muito tempo?&rsquo;<\/p>\n<p> \t<em>Paulo Rocha<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[203],"class_list":["post-81592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81592\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}