{"id":81591,"date":"2017-04-07T12:36:00","date_gmt":"2017-04-07T12:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/04\/07\/fatima-a-postos-para-receber-o-papa\/"},"modified":"2017-04-07T12:36:00","modified_gmt":"2017-04-07T12:36:00","slug":"fatima-a-postos-para-receber-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fatima-a-postos-para-receber-o-papa\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima a postos para receber o Papa"},"content":{"rendered":"<p>O reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, padre Carlos Cabecinhas, assumiu a responsabilidade de coordenar a visita do Papa Francisco \u00e0 Cova da Iria, pelo Centen\u00e1rio das Apari\u00e7\u00f5es. Um trabalho que procura valorizar a dimens\u00e3o festiva de um acontecimento \u00fanico que n\u00e3o se esgota em 2017. <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Podemos dizer que F&aacute;tima est&aacute; a postos para receber o Papa Francisco?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Pe. Carlos Cabecinhas (CC)<\/em> &#8211; Sem d&uacute;vida, F&aacute;tima est&aacute; a postos. Ali&aacute;s, esta era a expectativa que t&iacute;nhamos h&aacute; muito tempo, embora o an&uacute;ncio oficial da visita fosse h&aacute; menos tempo, pelo que os preparativos para acolher o Papa e os peregrinos que v&ecirc;m para estar com o Papa, dando a gra&ccedil;as a Deus pelos 100 anos de F&aacute;tima, h&aacute; muito que esses preparativos se vinham a fazer. Podemos dizer que estamos na reta final de prepara&ccedil;&atilde;o, a ultimar tudo para que seja um momento particularmente festivo aqui, no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; J&aacute; admitiu que este recinto poder&aacute; ser pequeno&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; O recinto do Santu&aacute;rio tem limites, como qualquer espa&ccedil;o f&iacute;sico, e os limites s&atilde;o estes: s&atilde;o os limites f&iacute;sicos. A nossa expectativa &eacute; que, de facto, a aflu&ecirc;ncia de peregrinos possa tornar insuficiente o espa&ccedil;o do recinto de ora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica, pelo contr&aacute;rio, e aquilo que ser&aacute; a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; proporcionar, mesmo aos peregrinos que n&atilde;o v&atilde;o poder aceder ao recinto, boas condi&ccedil;&otilde;es para acompanhar as celebra&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m boas oportunidades para poder, se poss&iacute;vel, ver o Papa de perto.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Por esses dias os peregrinos v&atilde;o ter algumas ferramentas especiais, at&eacute; interativas, para os ajudar na mobilidade dentro de F&aacute;tima? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Estamos a articular toda a nossa a&ccedil;&atilde;o com as autoridades para facilitar e permitir que todo o peregrino que venha a F&aacute;tima possa descobrir a melhor forma de chegar ao Santu&aacute;rio com o m&iacute;nimo de constrangimentos poss&iacute;vel. Por outro lado, da nossa parte, estamos a estudar a possibilidade de estender alguns meios que facilitem a participa&ccedil;&atilde;o, concretamente com a coloca&ccedil;&atilde;o de ecr&atilde;s gigantes e a difus&atilde;o sonora de tudo o que acontece no recinto de ora&ccedil;&atilde;o, para que quem n&atilde;o consiga aceder ao espa&ccedil;o possa sentir-se envolvido no conjunto celebrativo e festivo deste dia t&atilde;o importante.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; O programa do Papa n&atilde;o inclui encontros com &lsquo;periferias&rsquo;&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; O an&uacute;ncio que foi feito pelo Vaticano para caraterizar esta visita do Papa era muito claro, dizendo: o Papa vem como peregrino, para rezar com os peregrinos. Isto significa que n&atilde;o est&atilde;o previstas, efetivamente, audi&ecirc;ncias ou encontros particulares com nenhum grupo. Isso n&atilde;o implica uma menor aten&ccedil;&atilde;o do Papa &agrave;s periferias que ele tanto ama e a quem tanta aten&ccedil;&atilde;o tem dedicado. Significa que, numa visita que ser&aacute; necessariamente muito curta, n&atilde;o h&aacute; possibilidade de inserir outros elementos nesse programa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Desde Paulo VI que os Papas t&ecirc;m vindo a F&aacute;tima, tornou-se frequente a sua presen&ccedil;a neste Santu&aacute;rio. F&aacute;tima imp&ocirc;s-se aos Papas?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; N&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que a Mensagem de F&aacute;tima teve esse cond&atilde;o de tocar tamb&eacute;m a Igreja na pessoa do Santo Padre. Esta &eacute; uma mensagem com dimens&atilde;o universal e, nesse aspeto, foi atingindo progressivamente toda a Igreja e foi atingindo tamb&eacute;m a cabe&ccedil;a vis&iacute;vel da Igreja, o seu sinal vis&iacute;vel de unidade, que &eacute; o Santo Padre. N&oacute;s vimos no Cinquenten&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es essa peregrina&ccedil;&atilde;o do Papa Paulo VI; tivemos depois no Papa Jo&atilde;o Paulo o grande Papa de F&aacute;tima, aquele que se sentiu pessoalmente ligado &agrave; Mensagem de F&aacute;tima e, por isso, se fez peregrino tr&ecirc;s vezes a este Santu&aacute;rio; tivemos a presen&ccedil;a do Papa Bento XVI no 10.&ordm; anivers&aacute;rio da beatifica&ccedil;&atilde;o dos Pastorinhos; e temos agora o Papa Francisco no Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \tTudo isto &eacute; sinal, por um lado, do impacto universal da mensagem; por outro lado, mostra quanto a Mensagem de F&aacute;tima mant&eacute;m ainda hoje, 100 anos depois, toda a sua atualidade e capacidade de intervir naquilo que &eacute; a vida da Igreja e do mundo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; O Papa Francisco contagiou muita gente fora da Igreja. Esta vinda a F&aacute;tima poder&aacute; ser a ponte para que o Santu&aacute;rio chegue de forma mais efetiva a esta gente?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; A presen&ccedil;a do Papa Francisco, em concreto, pode ajudar tamb&eacute;m pessoas que habitualmente n&atilde;o olhavam para a F&aacute;tima a olhar agora com uma nova perspetiva para a Mensagem, para o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Devo dizer tamb&eacute;m que os dados que temos apontam que F&aacute;tima tem sido motivo de interesse para muitas outras pessoas, para al&eacute;m da Igreja Cat&oacute;lica. Estou a pensar noutras confiss&otilde;es crist&atilde;s, noutras religi&otilde;es, que embora de forma residual, do ponto de vista quantitativo, n&atilde;o deixavam de visitar F&aacute;tima e marcavam presen&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tH&aacute; tamb&eacute;m todo um p&uacute;blico, que eu diria menos vinculado ao fen&oacute;meno religioso, que nos &uacute;ltimos tempos tem procurado F&aacute;tima, sobretudo pela via cultural. Penso que a vinda do Papa pode potenciar essa aproxima&ccedil;&atilde;o entre F&aacute;tima e essas franjas menos sens&iacute;veis &agrave; tem&aacute;tica da Mensagem deste lugar.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Foi dif&iacute;cil assegurar do Papa este compromisso de vir a F&aacute;tima?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Eu creio que as retic&ecirc;ncias do Papa tiveram a ver, sobretudo, com a consci&ecirc;ncia da sua fr&aacute;gil condi&ccedil;&atilde;o. O Sumo Pont&iacute;fice, como sabemos, embora v&aacute; acumulando juventude, tem tamb&eacute;m todas as dificuldades pr&oacute;prias de algu&eacute;m que sente o peso dos anos. Parece-me que a grande dificuldade do Papa nesta confirma&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a ou n&atilde;o tinha a ver precisamente com o n&atilde;o saber as suas condi&ccedil;&otilde;es efetivas de sa&uacute;de e disponibilidade f&iacute;sica para se poder fazer presente.<\/p>\n<p> \tA n&iacute;vel mais particular, mais privado, o Papa desde o in&iacute;cio manifestou a boa vontade e a disponibilidade para estar presente, se tivesse vida e sa&uacute;de. Ali&aacute;s, recordo que a primeira confirma&ccedil;&atilde;o foi dada pelo pr&oacute;prio ao bispo desta diocese, D. Ant&oacute;nio Marto, dizendo-lhe: &ldquo;Se Deus me der vida e sa&uacute;de, estarei em F&aacute;tima a 13 de maio de 2017&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; A decis&atilde;o de vir apenas a F&aacute;tima, como o Papa referiu, n&atilde;o deixa Portugal, o pa&iacute;s, fora da visita? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Diria que de forma alguma Portugal fica fora da visita. A viagem &eacute; uma visita &agrave; Igreja portuguesa, centrada em F&aacute;tima por ocasi&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Creio que aqui temos de alargar os nossos horizontes e perceber que esta &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o do pontificado, o Papa Francisco n&atilde;o tem visitados outros pa&iacute;ses europeus, outras capitais, tem dado uma particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s periferias e, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Europa, tem feito sempre visitas muito cir&uacute;rgicas, orientadas para um ou outro lugar.<\/p>\n<p> \tF&aacute;tima&hellip; eu diria Portugal e F&aacute;tima n&atilde;o s&atilde;o exce&ccedil;&atilde;o, no sentido de que o Papa vem, vem estar com a Igreja portuguesa, vem com a Igreja portuguesa celebrar o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, mas quis vir apenas a F&aacute;tima e n&atilde;o propriamente alargar a sua visita pastoral, na continuidade daquilo que tem sido a sua op&ccedil;&atilde;o deste pontificado.<\/p>\n<p> \tO Papa Francisco traz sempre novidade, at&eacute; pelos seus discursos, pelos desafios que nos deixa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; N&atilde;o teme que o facto de aterrar em Monte Real traga &agrave; mem&oacute;ria tens&otilde;es do passado?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; N&atilde;o, n&atilde;o creio que, do ponto de vista pol&iacute;tico, haja neste momento qualquer perigo de reavivar esse tipo de tens&otilde;es do passado, as tens&otilde;es que estiveram presentes quando o Papa Paulo VI veio, para o Cinquenten&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Parece-me que &eacute; necess&aacute;rio sublinhar, pelo contr&aacute;rio, que da parte do Estado portugu&ecirc;s, da parte da Presid&ecirc;ncia, em primeiro lugar &#8211; porque o convite foi dirigido tamb&eacute;m, depois dos bispos portugueses, pelo presidente da Rep&uacute;blica -, do Governo portugu&ecirc;s temos tido sempre toda a possibilidade de colabora&ccedil;&atilde;o para preparar da melhor forma esta visita.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; &Eacute; importante a Canoniza&ccedil;&atilde;o dos Pastorinhos neste ano de Centen&aacute;rio? Qual seria a data prefer&iacute;vel?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Eu diria que, qualquer que seja a data &#8211; 13 de maio, 13 de outubro, 13 de agosto &#8211; qualquer que seja a data, tratando-se da Canoniza&ccedil;&atilde;o dos Pastorinhos &eacute; muito bem-vinda, por um motivo simples: esta canoniza&ccedil;&atilde;o &eacute; muito significativa para F&aacute;tima, para os devotos de F&aacute;tima, para o pr&oacute;prio Santu&aacute;rio. Para n&oacute;s seria particularmente significativo se a canoniza&ccedil;&atilde;o ficasse ligada &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio, mas n&atilde;o depende disso.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Como avalia a especula&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica associada aos valores das dormidas, por ocasi&atilde;o da vinda do Papa, ou a explora&ccedil;&atilde;o de produtos que se associam ao nome do Centen&aacute;rio? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; O Santu&aacute;rio olha com alguma surpresa para aquilo que s&atilde;o os desvios e os abusos. Estas ocasi&otilde;es proporcionam sempre alguma tentativa de aproveitamento e para n&oacute;s isso &eacute; particularmente doloroso, porque nos parece indevido que haja algum tipo de aproveitamento comercial de uma ocasi&atilde;o como esta, do Centen&aacute;rio, da vinda do Papa.<\/p>\n<p> \tTamb&eacute;m me parece, por outro lado, que o destaque dado a situa&ccedil;&otilde;es excecionais de abuso pode ajudar a generalizar &#8211; e esse &eacute; um lamento que vou ouvindo &#8211; e a criar a ideia de que todos fazem assim, o que n&atilde;o corresponde &agrave; verdade.<\/p>\n<p> \tVemos com pena que algumas pessoas fa&ccedil;am aproveitamento indevido destas ocasi&otilde;es, mas temos o conforto de achar e de ter a perce&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; muita gente que n&atilde;o procurar aproveitar estas ocasi&otilde;es para explorar seja quem for, procura de facto, da forma mais leg&iacute;timas poss&iacute;vel, assegurar aquilo que s&atilde;o os servi&ccedil;os aos peregrinos que v&ecirc;m.<\/p>\n<p> \tH&aacute; sempre alguma infla&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os, tratando-se destes momentos especiais, e o coment&aacute;rio que o Santu&aacute;rio tem a fazer &eacute; que, em rela&ccedil;&atilde;o aos pre&ccedil;os que praticamos, este ano decidimos n&atilde;o fazer qualquer atualiza&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os de alojamento e nos pre&ccedil;os das lojas, como um sinal. O que queremos &eacute; que os peregrinos venham e se sintam bem aqui em F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Que recomenda&ccedil;&atilde;o se pode dar aos peregrinos para que n&atilde;o se exponham a estas situa&ccedil;&otilde;es abusivas?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; A grande recomenda&ccedil;&atilde;o a dar &eacute; que venham a F&aacute;tima, sem medo de serem explorados, porque n&atilde;o haver&aacute; propriamente uma estrutura de explora&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica dos peregrinos. Que estejam atentos ao que lhes &eacute; proposto, com a prud&ecirc;ncia necess&aacute;ria para perceber o que &eacute; justo, o que &eacute; razo&aacute;vel, e o que ultrapassa o razo&aacute;vel&hellip;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; F&aacute;tima mudou ao longo destes 100 anos?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Eu diria que, em 100 anos, F&aacute;tima como lugar mudou muito. Houve uma evolu&ccedil;&atilde;o, o pr&oacute;prio Santu&aacute;rio cresceu, foi criando a sua estrutura, tamb&eacute;m f&iacute;sica, para acolher peregrinos, e ou&ccedil;o com muita frequ&ecirc;ncia esse testemunho, de quem h&aacute; muito tempo vem a F&aacute;tima, dizendo que agora &eacute; muito diferente.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Dizem isso em tom descontente?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; N&atilde;o, n&atilde;o, n&atilde;o, dizem isso como uma constata&ccedil;&atilde;o, uma constata&ccedil;&atilde;o feliz de quem percebe que o Santu&aacute;rio se foi adequando &agrave; necessidade de acolher os peregrinos e de os acolher da melhor forma.<\/p>\n<p> \tJ&aacute; a Mensagem n&atilde;o mudou. Mas &eacute; verdade que, a esse n&iacute;vel, foi mudando o nosso aprofundamento e o nosso conhecimento. Se a Mensagem mant&eacute;m toda a sua atualidade, mant&eacute;m-se tamb&eacute;m todo o desafio de percebermos a aprofundarmos o seu conte&uacute;do. Tamb&eacute;m aqui as coisas t&ecirc;m mudado, no sentido de que n&atilde;o paramos este esfor&ccedil;o de conhecer mais, melhor, de procurar aprofundar as consequ&ecirc;ncias desta mensagem.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; H&aacute; vontade de explorar campos novos, novas &aacute;reas de incid&ecirc;ncia onde se pode encontrar relacionamento com a Mensagem de F&aacute;tima?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Essa tem sido sempre uma vontade que nos tem acompanhado, isto &eacute;, refletir sobre a Mensagem de F&aacute;tima, sobretudo ir percebendo que esta mensagem &eacute; importante, significativa para n&oacute;s, hoje. Isto implica sempre descobrir novas dimens&otilde;es, novos desafios da pr&oacute;pria mensagem, por exemplo o convite a uma espiritualidade em Igreja. Eu creio que esse &eacute;, no momento atual, um dos desafios tamb&eacute;m ao pr&oacute;prio Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, no sentido de percebermos que a Mensagem de F&aacute;tima tem em si um conjunto de elementos de uma espiritualidade que nos desafia para a nossa viv&ecirc;ncia crist&atilde; hoje.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; F&aacute;tima tem sublinhado mais uma dimens&atilde;o intelectual?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; N&oacute;s nunca abandonamos a dimens&atilde;o da F&aacute;tima popular, no sentido que o peregrino &eacute; o grande protagonista de F&aacute;tima. Por isso, essa dimens&atilde;o popular esteve sempre presente e tem acompanhado o Santu&aacute;rio, acompanha-nos hoje nas nossas preocupa&ccedil;&otilde;es. N&oacute;s procuramos ir ao encontro desse peregrino que vem.<\/p>\n<p> \tA verdade &eacute;, tamb&eacute;m, que procuramos ir sempre mais al&eacute;m. Percebemos, por exemplo, que a n&iacute;vel intelectual, a n&iacute;vel cultural, h&aacute; ainda uma certa resist&ecirc;ncia a F&aacute;tima. Por isso, temos trabalhado essa dimens&atilde;o, temos procurado que a nossa reflex&atilde;o, que a nossa oferta, procure tamb&eacute;m atingir outras dimens&otilde;es que habitualmente n&atilde;o est&atilde;o contempladas. Nesse sentido, temos procurado alargar o nosso horizonte, que F&aacute;tima tenha tamb&eacute;m essa dimens&atilde;o, essa vertente cultural que era menos valorizado.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; A dimens&atilde;o est&eacute;tica tem sido importante&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; A dimens&atilde;o est&eacute;tica tem sido uma &aacute;rea preferencial de atua&ccedil;&atilde;o. Por um lado, porque h&aacute; toda a import&acirc;ncia iconogr&aacute;fica, todo o simbolismo ligado ao que n&oacute;s bebemos e sentimos, do ponto de vista est&eacute;tico. Por outro lado, essa dimens&atilde;o da arte &eacute; significativa quer na dimens&atilde;o de F&aacute;tima quer na dimens&atilde;o mais cultural de que agora fal&aacute;vamos.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; H&aacute; que potenciar tamb&eacute;m um espa&ccedil;o como os Valinhos? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; Esse &eacute; um espa&ccedil;o que esteve sempre presente, que o Santu&aacute;rio tem procurado valorizar e que pouco a pouco vai sendo descoberto. J&aacute; s&atilde;o muitos os peregrinos que procuram fazer o caminho dos peregrinos, o percurso da Via-Sacra, que procuram os Valinhos, que visitam Aljustrel. Eles mesmo v&atilde;o descobrindo essa outra dimens&atilde;o.<\/p>\n<p> \tDa nossa parte, como Santu&aacute;rio, a preocupa&ccedil;&atilde;o tem sido n&atilde;o apenas criar boas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas mas tamb&eacute;m, tanto quanto poss&iacute;vel, divulgar esses espa&ccedil;os como espa&ccedil;os complementares, de contacto com a natureza, como espa&ccedil;os de sil&ecirc;ncio, para uma outra experi&ecirc;ncia de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Que desafios se colocam para o p&oacute;s-centen&aacute;rio?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>CC<\/em> &#8211; A nossa grande preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao p&oacute;s-centen&aacute;rio, ou melhor, ao p&oacute;s-2017, &eacute; continuarmos esta din&acirc;mica que iniciamos nestes 7 anos de prepara&ccedil;&atilde;o e viv&ecirc;ncia do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Quer isto dizer que pretendemos valorizar o facto do Centen&aacute;rio &#8211; por isso &eacute; que tenho dificuldades em falar num p&oacute;s-centen&aacute;rio.<\/p>\n<p> \tA partir daqui, n&oacute;s vamos estar a festejar o centen&aacute;rio de uma s&eacute;rie de outros acontecimentos, vamos estar ainda em ambiente festivo de centen&aacute;rio. Pretendemos, antes de mais, prolongar a festa, prolongar esta din&acirc;mica de viv&ecirc;ncia festiva do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Neste sentido, queremos aproveitar o dinamismo destes anos, prolongando algumas das suas a&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m fazendo novas propostas, que ainda est&atilde;o a ser trabalhadas, para que a vinda a F&aacute;tima tenha sempre aspeto de novidade, tenha sempre algo novo a oferecer.<\/p>\n<p> \t<em style=\"text-align: -webkit-right;\">Entrevista conduzida por Henrique Matos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, padre Carlos Cabecinhas, assumiu a responsabilidade de coordenar a visita do Papa Francisco \u00e0 Cova da Iria, pelo Centen\u00e1rio das Apari\u00e7\u00f5es. 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