{"id":8153,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/setenta-vezes-sete-programa-ha-25-anos-nas-emissoes-da-rtp\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"setenta-vezes-sete-programa-ha-25-anos-nas-emissoes-da-rtp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/setenta-vezes-sete-programa-ha-25-anos-nas-emissoes-da-rtp\/","title":{"rendered":"Setenta vezes sete &#8211; Programa h\u00e1 25 anos nas emiss\u00f5es da RTP"},"content":{"rendered":"<p>Negociou com a RTP um programa para a Igreja Cat\u00f3lica. D. Ant\u00f3nio Marcelino, em entrevista ao Programa de Ecclesia, recordou os passos que conduziram ao programa que se chamaria 70&#215;7. S\u00e3o excertos dessa entrevista que aqui se transcrevem. <!--more--> <i>ECCLESIA \u2013 Onde se encontram as ra\u00edzes do 70&#215;7?<\/i> D. Ant\u00f3nio Marcelino \u2013 Havia um programa &#8211; \u201cO Dia do Senhor\u201d, de que foi respons\u00e1vel, por v\u00e1rias vezes, o Cardeal Ant\u00f3nio Ribeiro &#8211; e esse programa terminou, precisamente, com a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril. Depois disso, s\u00f3 ficou a Missa, com uma \u00fanica c\u00e2mara\u2026 Assumi fun\u00e7\u00f5es, dentro da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o social em Outubro de 1975 e foi uma das minhas preocupa\u00e7\u00f5es, depois do Ver\u00e3o quente: o que poder\u00edamos fazer de novo! Tent\u00e1mos uma presen\u00e7a na televis\u00e3o no Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, que nos foi negada. Depois puseram-nos condi\u00e7\u00f5es para poder l\u00e1 ir de tal forma que eu n\u00e3o as admiti e n\u00e3o quis.  <i>Ecclesia \u2013 Como se ultrapassou essa situa\u00e7\u00e3o?<\/i> AM &#8211; Houve qualquer coisa na pr\u00f3pria Televis\u00e3o e o presidente da altura, Major Pedroso, veio ter comigo e disse-me que ir\u00edamos ter um espa\u00e7o para a Religi\u00e3o. No primeiro Governo Constitucional de M\u00e1rio Soares, come\u00e7\u00e1mos uma conversa longa com a RTP e ficou acordado que ir\u00edamos ter um tempo na televis\u00e3o. Depois houve uma desconfian\u00e7a sobre o que poderia ser e fui chamado para me dizerem que j\u00e1 n\u00e3o havia tempo para n\u00f3s. Tive de argumentar se o Governo era ou n\u00e3o de confian\u00e7a, porque j\u00e1 tinha dito que sim, mas afinal n\u00e3o. L\u00e1 acabaram por dizer que sim, que seria quinzenal e teria de ser visionado uns dias antes o que \u00edamos fazer (sem nunca lhe chamarem censura). Depois acabaram por exigir que contrat\u00e1ssemos uma empresa para fazer o programa, fic\u00e1mos sem saber como pagar. A RTP deu-nos uma quantia determinada, contrat\u00e1mos a empresa e come\u00e7amos a fazer o programa.  <i>Ecclesia \u2013 Recorda os conte\u00fados do primeiro programa?<\/i> AM &#8211; A primeira emiss\u00e3o contou com uma explica\u00e7\u00e3o B\u00edblica do 70&#215;7, uma interven\u00e7\u00e3o minha sobre o programa, mas ficou muito pobre, com os meios dispon\u00edveis na altura. O Pe. Ant\u00f3nio Rego era, contudo, um mestre, apoiou-se em gente competente e o programa avan\u00e7ou. Em 1979, veio a pr\u00f3pria RTP pedir que o programa passasse a semanal, porque era muito considerado. O director de programa\u00e7\u00e3o disponibilizou os est\u00fadios para alguma grava\u00e7\u00e3o, se fosse preciso\u2026 O programa chegou at\u00e9 a ser gravado na minha casa.  <i>Ecclesia &#8211; Como se solidificou o projecto?<\/i> AM &#8211; O Pe. Rego come\u00e7ou a fazer uma coisa maravilhosa, que foi levar o programa por esse pa\u00eds fora e ao longo destes 25 anos foi a todas as dioceses do pa\u00eds e a outros pa\u00edses irm\u00e3os. Ganhou, de facto, uma dimens\u00e3o muito grande, foi melhorando do ponto de vista t\u00e9cnico e foi ganhando uma boa ades\u00e3o. Sofremos um atropelo muito grande com a mudan\u00e7a da hora, porque na altura passava no canal 1, ao meio-dia.  <i>Ecclesia \u2013 O que ter\u00e1 contribu\u00eddo para longevidade do programa?<\/i> AM &#8211; Olhando para tr\u00e1s, penso que a grande vantagem foi n\u00e3o entrarmos com um programa do tipo apolog\u00e9tico, mas numa linguagem mais aberta, do p\u00f3s-Conc\u00edlio, do p\u00f3s-Revolu\u00e7\u00e3o, e o 70&#215;7 teve um papel important\u00edssimo por estar presente e dar oportunidade \u00e0s outras confiss\u00f5es de ganhar o seu pr\u00f3prio espa\u00e7o.  <i>Ecclesia \u2013 Qual era o p\u00fablico alvo quando come\u00e7aram o programa?<\/i> AM \u2013 Ele era verdadeiramente para toda a gente, porque pretend\u00edamos que mesmo quem n\u00e3o era cat\u00f3lico, fosse mudando a ideia que tinha da Igreja. Foi nessa linha que ele vingou. Eu vi reac\u00e7\u00f5es um pouco por todo o lado e ainda hoje ele continua a ser apreciado pelas problem\u00e1ticas que traz, pelo di\u00e1logo com o mundo, pela vis\u00e3o outra da Igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Negociou com a RTP um programa para a Igreja Cat\u00f3lica. D. Ant\u00f3nio Marcelino, em entrevista ao Programa de Ecclesia, recordou os passos que conduziram ao programa que se chamaria 70&#215;7. 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