{"id":81308,"date":"2017-03-21T10:02:00","date_gmt":"2017-03-21T10:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/03\/21\/igreja-arte-nisreen-a-historia-real-de-uma-refugiada-atraves-da-danca-contemporanea\/"},"modified":"2017-03-21T10:02:00","modified_gmt":"2017-03-21T10:02:00","slug":"igreja-arte-nisreen-a-historia-real-de-uma-refugiada-atraves-da-danca-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-arte-nisreen-a-historia-real-de-uma-refugiada-atraves-da-danca-contemporanea\/","title":{"rendered":"Igreja\/Arte: \u00abNisreen\u00bb, a hist\u00f3ria real de uma refugiada atrav\u00e9s da dan\u00e7a contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>Iniciativa solid\u00e1ria foi pensada por Rita Coelho, volunt\u00e1ria na Gr\u00e9cia <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 21 mar 2017 (Ecclesia) &ndash; Nisreen &eacute; uma jovem refugiada s&iacute;ria com 23 anos que agora vive na Holanda mas tamb&eacute;m &eacute; um bailado de dan&ccedil;a contempor&acirc;nea que conta essa hist&oacute;ria de fuga e sobreviv&ecirc;ncia da guerra que sensibiliza para uma realidade pr&oacute;xima de Portugal.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O bailado pretende contar uma hist&oacute;ria, entrar na humanidade e na proximidade que nos permite p&ocirc;r-nos na pele, compadecer e sentir pr&oacute;ximo. E que isso nos inquiete, transforme, nos convide &agrave; a&ccedil;&atilde;o, &agrave; compaix&atilde;o, ao amor&rdquo;, disse a diretora art&iacute;stica e argumentista do bailado.<\/p>\n<p> \t&Agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, Rita Coelho contextualiza que que conheceu Nisreen, nos primeiros dias de voluntariado no campo de refugiados de Lesbos, na Gr&eacute;cia, em abril de 2016, onde esteve pela Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).<\/p>\n<p> \t&ldquo;Foi exatamente o que aconteceu comigo, os meus olhos estavam a chorar. As mem&oacute;rias voltaram todas&rdquo;, contou por sua vez Dolair Kuradz, refugiado iraquiano que vive em Lisboa com a esposa e os dois filhos.<\/p>\n<p> \t&Agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA resume que fugiu com a roupa do corpo depois de atentarem v&aacute;rias vezes contra a sua vida e antes de chegar a Portugal esteve na Turquia, de onde atravessou num &ldquo;pequeno barco&rdquo; com 60 pessoas para a Gr&eacute;cia.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Todos precisam de paz e em Portugal h&aacute; paz, as pessoas s&atilde;o simp&aacute;ticas, bondosas, n&atilde;o s&atilde;o violentas. A minha vida &eacute; nova&rdquo;, acrescentou Dolair Kuradz que est&aacute; a trabalhar, os filhos est&atilde;o na escola e a esposa a aprender portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p> \tRita Coelho recorda que quando conheceu Nisreen foi ela que se ofereceu para a ajudar como volunt&aacute;ria, afinal &ldquo;n&atilde;o falava nem grego, nem &aacute;rabe&rdquo;, e desenvolveram uma &ldquo;amizade e rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA hist&oacute;ria da jovem s&iacute;ria marcou muito a jovem portuguesa &ldquo;por ser t&atilde;o jovem, ter tantos sonhos&rdquo;, e por se &ldquo;identificar e rever na situa&ccedil;&atilde;o dela&rdquo;: &ldquo;E pensar e se fosse eu?&rdquo;<\/p>\n<p> \tO espet&aacute;culo esteve em cena durante dois dias e a receita reverteu para a PAR, que segundo o seu coordenador vai utilizar todo o montante para &ldquo;o trabalho na &lsquo;Linha da Frente&rsquo;, concretamente na Gr&eacute;cia&rdquo;, onde t&ecirc;m volunt&aacute;rios em Lesbos e Atenas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Quando as crises ganham nomes, ganham rostos humanos tornam-se muito mais pr&oacute;ximos e percebemos o que &eacute; a vida de uma jovem como a Nisreen que se viu obrigada a sair da sua terra por motivo da guerra e &eacute; obrigada a procurar uma vida nova, uma vida diferente&rdquo;, desenvolve Rui Marques.<\/p>\n<p> \tNeste contexto, considera &eacute; uma excelente forma de ter &ldquo;consci&ecirc;ncia&rdquo; do qu&atilde;o importante &eacute; &ldquo;receber uma pessoa, uma fam&iacute;lia, centenas de fam&iacute;lia&rdquo; e a PAR tem o sonho de duplicar o acolhimento em Portugal at&eacute; &agrave; visita do Papa Francisco ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, a 12 e 13 de maio.<\/p>\n<p> \tA coreografa e bailarina Carolina Themudo revela que gosta &ldquo;muito de temas que mexem com o cora&ccedil;&atilde;o e mexem o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e recorda que h&aacute; cerca de um ano e meio a crise dos refugiados era o mais mexia e lhe tocava mas n&atilde;o podia ir para a Gr&eacute;cia.<\/p>\n<p> \tEm &lsquo;Nisreen&rsquo; procurou &ldquo;transmitir sentimentos&rdquo; num bailado que &eacute; &ldquo;emo&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria real&rdquo;, um trabalho que n&atilde;o foi f&aacute;cil porque as bailarinas s&atilde;o adolescentes e tiveram de &ldquo;transmitir&rdquo; uma &ldquo;mensagem com um tema pesado&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA interpreta&ccedil;&atilde;o foi da responsabilidade da Classe de Dan&ccedil;a Contempor&acirc;nea d&#39;O Espa&ccedil;o e Filipa Duarte que deu corpo &agrave; Nisreen conta que quando a refugiada s&iacute;ria atravessou-se na sua vida percebeu &ldquo;que nada sabia&rdquo; dessa realidade.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Acho importante as pessoas darem aten&ccedil;&atilde;o ao que se passa l&aacute; fora, &agrave; nossa volta, porque vivemos numa sociedade muito individualista&rdquo;, acrescentou a jovem de 22 anos, apenas um ano mais nova do que Nisreen.<\/p>\n<p> \t<em>CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa solid\u00e1ria foi pensada por Rita Coelho, volunt\u00e1ria na 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