{"id":8113,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/26o-aniversario-do-pontificado-de-joao-paulo-ii\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"26o-aniversario-do-pontificado-de-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/26o-aniversario-do-pontificado-de-joao-paulo-ii\/","title":{"rendered":"26\u00ba Anivers\u00e1rio do Pontificado de Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p>Te Deum, na S\u00e9 do Porto, presidido por D. Armindo Lopes Coelho <!--more--> Ex.mas Autoridades Caros Fi\u00e9is  Celebramos o 26\u00ba anivers\u00e1rio da investidura do Papa Jo\u00e3o Paulo II como sucessor de Pedro e Sumo Pont\u00edfice da Igreja Cat\u00f3lica. Eleito em 16 de Outubro de 1978 pelo Col\u00e9gio dos Cardeais, de harmonia com a pr\u00e1tica da Igreja, foi solenemente empossado no dia 22 do mesmo m\u00eas e ano. N\u00e3o celebramos um anivers\u00e1rio de rotina social, mas vivemos hoje um momento de express\u00e3o forte da f\u00e9 de crist\u00e3os congregados em Igreja, ao mesmo tempo que convidamos \u201cos que podem compreender\u201d para reflectir connosco sobre a presen\u00e7a e miss\u00e3o da Igreja no mundo, tomando como refer\u00eancia qualificada a pessoa, doutrina e actividade do Papa. Quando um dia Cristo entrou na Sinagoga de Nazar\u00e9, sua terra de adop\u00e7\u00e3o, entregaram-lhe o rolo da Lei para fazer a leitura ritual. O texto do profeta Isa\u00edas dizia: \u201c O esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova\u2026\u201d (Is. 61,1). E, sentando-se, esclareceu: \u201cCumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir\u201d (Lc. 4, 20-21). Assim, Cristo afirmava que \u00e9 o Messias prometido e esperado, o Ungido de Deus para a miss\u00e3o. E a miss\u00e3o que o Pai lhe confiou foi por Ele iniciada, para ser continuada pela Igreja: \u201cAssim como o Pai me enviou tamb\u00e9m eu vos envio a v\u00f3s\u201d (Jo. 20,21); \u201cFoi-me dado todo o poder no c\u00e9u e na terra. Ide, pois\u2026 E Eu estarei sempre convosco, at\u00e9 ao fim do mundo\u201d (Mt. 28, 18-20). Se a un\u00e7\u00e3o ou messianidade de Cristo se destinava \u00e0 miss\u00e3o, tamb\u00e9m a Igreja n\u00e3o tem para o mundo qualquer miss\u00e3o que n\u00e3o tenha por base ou causa a messianidade ou un\u00e7\u00e3o que passa por Cristo e vem da fonte que \u00e9 Deus Pai. Escolhido de entre os Doze para ser o Vig\u00e1rio de Cristo, n\u00e3o a t\u00edtulo individual mas por raz\u00f5es institucionais, Pedro iniciou a s\u00e9rie de Vig\u00e1rios de Cristo continuada em cada um dos seus sucessores. Jo\u00e3o Paulo II \u00e9 o actual sucessor de Pedro e Vig\u00e1rio de Cristo. \u00c9 por isso aquele a quem com verdade e propriedade s\u00e3o atribu\u00eddas, como a primeiro analogante, as notas e dimens\u00f5es da miss\u00e3o que o profeta anunciou e Cristo aplicou a si mesmo. Quando os exegetas e analistas chamam ao profeta Isa\u00edas o quinto Evangelista, deixam-nos \u00e0 vontade para afirmar que esta profecia (este evangelho) n\u00e3o precisa de tradu\u00e7\u00e3o actualizada. \u00c9 miss\u00e3o de Cristo, da Igreja, do Papa, de todos os crist\u00e3os \u201canunciar a boa nova aos infelizes, curar os cora\u00e7\u00f5es atribulados, proclamar a liberdade aos prisioneiros, consolar todos os aflitos, convencer os aflitos a proclamar c\u00e2nticos de louvor em vez de manifestar um esp\u00edrito abatido\u201d (cf. Is. 61, 2-3). Vindo de Leste, do mesmo modo que se viesse de outra proced\u00eancia, Jo\u00e3o Paulo II sentou-se simbolicamente na C\u00e1tedra de Pedro porque \u00e9 e para ser Pastor Universal da Igreja. Dotado de uma personalidade que \u00e9 caracter\u00edstica de uma ra\u00e7a, uma na\u00e7\u00e3o e uma cultura, o Papa \u00e9 estruturalmente livre, providencialmente conterr\u00e2neo e contempor\u00e2neo de todos n\u00f3s. N\u00e3o se deixa aprisionar por causas ou interesses que dividam as na\u00e7\u00f5es, incapaz de ser apropriado como bandeira tutelar de qualquer grupo ou pa\u00eds. Universal ou cat\u00f3lico como a Igreja a que preside, mission\u00e1rio por dever e devo\u00e7\u00e3o, firme como a rocha fundamental (\u201cTu \u00e9s Pedro\u201d), consciente dos grandes problemas do presente e com os olhos no futuro, de uma Esperan\u00e7a aliada ao optimismo realista e sereno, quase natural e providencial. Vig\u00e1rio de Cristo, Jo\u00e3o Paulo II continua a ouvir em Pedro a garantia que vem de Cristo: \u201cEu roguei por ti, para que a tua f\u00e9 n\u00e3o desfale\u00e7a. E tu, uma vez convertido, confirma na f\u00e9 os teus irm\u00e3os\u201d (Lc. 22, 32).  O servi\u00e7o ou \u201cdiaconia da Verdade\u201d (Fides et Ratio, n\u00ba 2) d\u00e1-lhe for\u00e7a para proclamar que a verdade n\u00e3o resulta de consensos (cf. Fides et Ratio, n\u00ba 56), mas da conformidade do intelecto com a realidade objectiva, e \u00e9 com esta lucidez e coragem que o Papa disse j\u00e1 e escreveu cap\u00edtulos fortes de doutrina sobre a defesa da vida, o matrim\u00f3nio como sacramento, os direitos humanos, a paz, o desenvolvimento ao servi\u00e7o da pessoa humana, a reconcilia\u00e7\u00e3o, os horrores da guerra, a fome no mundo, o terrorismo, a juventude, a fam\u00edlia, o consumismo, as seitas religiosas, a riqueza ultrajante, o comunismo, as ideologias, nomeadamente as que prescindem de Deus e dos valores humanos, a justi\u00e7a social, etc. Prega e proclama \u201coportuna e importunamente\u201d, como aconselhava S. Paulo (2 Tim. 4, 2), sem mudan\u00e7a de doutrina e sem contemporiza\u00e7\u00e3o, sem sacrificar a f\u00e9 e a verdade a simpatias f\u00e1ceis ou a uma toler\u00e2ncia simp\u00e1tica, avesso a sincretismos no di\u00e1logo ecum\u00e9nico ou inter-religioso, notas distintivas de uma firmeza que muitos julgam contradit\u00f3ria. A sociedade do nosso tempo j\u00e1 se habituou a este ritmo de uma doutrina\u00e7\u00e3o que vem a prop\u00f3sito de tudo o que importa ser dito, que parece fora de prop\u00f3sito para os que n\u00e3o querem ouvir sen\u00e3o o que lhes agrada ou conv\u00e9m. Constata-se at\u00e9 que h\u00e1 uma certa opini\u00e3o p\u00fablica de contesta\u00e7\u00e3o e deprecia\u00e7\u00e3o pelo magist\u00e9rio da Igreja convergente e identificado com o patrim\u00f3nio doutrinal do Papa e com a defesa de valores que s\u00e3o do Evangelho e da Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja. S. Paulo profetizava: \u201cTempo vir\u00e1 em que os homens n\u00e3o suportar\u00e3o mais a s\u00e3 doutrina\u201d (2 Tim. 4,3). \u00c0s vezes pressente-se a tenta\u00e7\u00e3o de pensar que est\u00e1 realizada esta profecia, sobretudo quando se percebe ou se ouve amea\u00e7ar com o dilema: ou a Igreja (com o Papa) muda muito para se adaptar e ser aceite ou n\u00e3o tem futuro\u2026 Afirma\u00e7\u00f5es ou insinua\u00e7\u00f5es que v\u00eam de fora ou que se ouvem dentro da Igreja. S\u00e3o tantos e t\u00e3o d\u00edspares hoje aqueles que tamb\u00e9m s\u00e3o Igreja\u2026 O testemunho exemplar do Papa, em doutrina e em visitas pastorais pelo mundo que \u00e9 todo ele um espa\u00e7o de solicitude e de evangeliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 o testemunho de um programa religiosamente cumprido mas ainda em processo. A prud\u00eancia do Papa que nos d\u00e1 confian\u00e7a, os sofrimentos conhecidos e aceites com bonomia, o trabalho incans\u00e1vel, a vontade ind\u00f3mita para continuar, s\u00e3o exemplos de perseveran\u00e7a, sacrif\u00edcio, mart\u00edrio, dedica\u00e7\u00e3o do Pastor que d\u00e1 a vida\u2026 enquanto a Igreja navega e caminha na serenidade das bonan\u00e7as que v\u00eam depois de cada tempestade, com a esperan\u00e7a que sai refor\u00e7ada dos avisos e premoni\u00e7\u00f5es de todos os agoiros. Temos a promessa fundada de que Jo\u00e3o Paulo II, de sa\u00fade abalada num esp\u00edrito de fortaleza a toda a prova, continuar\u00e1 a realizar a miss\u00e3o de Pont\u00edfice Supremo at\u00e9 ao fim, \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de Cristo que nos \u201camou at\u00e9 ao fim\u201d (cf. Jo. 13, 1). Tendo-nos convidado e acompanhado a preparar e celebrar o Grande Jubileu do ano 2000, n\u00e3o esmoreceu com os desafios \u00e0 nossa Esperan\u00e7a pela explos\u00e3o do terrorismo no mundo. Programando a vida e actividade da Igreja para este terceiro mil\u00e9nio da era crist\u00e3, proclamou um ano do Ros\u00e1rio para que pud\u00e9ssemos contemplar o rosto de Cristo a partir da perspectiva mariana; publicou a carta enc\u00edclica \u201cA Igreja vem da Eucaristia\u201d para situarmos o mist\u00e9rio eucar\u00edstico na base da nossa f\u00e9 e no centro da vida da Igreja; acaba de proclamar o \u201cano da Eucaristia\u201d a partir do Congresso Eucar\u00edstico Internacional (de 10 a 17 de Outubro de 2004) at\u00e9 Outubro de 2005. Est\u00e1 j\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o um S\u00ednodo sobre a Eucaristia para Outubro de 2005. Est\u00e3o convocados os jovens para mais um Encontro Mundial, em Col\u00f3nia (Alemanha) em Agosto de 2005.  \u201cDuc in altum\u201d (Lc. 5, 4) \u2013 \u201cFaz-te ao largo\u201d, continuamos a ouvir de Cristo no eco da voz do Papa, no termo do Grande Jubileu do ano 2000, como agora. O \u00e2nimo que este apelo nos d\u00e1 tem a sua fonte e for\u00e7a inesgot\u00e1vel na voz e no cora\u00e7\u00e3o de Cristo, e tamb\u00e9m na fortaleza, na seguran\u00e7a, na orienta\u00e7\u00e3o, no calor mission\u00e1rio e na Esperan\u00e7a que o Papa personifica. Demos gra\u00e7as a Deus pelo Papa, e oremos com a ora\u00e7\u00e3o tradicional e actual da Igreja: Que o Senhor o conserve, lhe d\u00ea vida e sa\u00fade, e n\u00e3o o deixe cair nas m\u00e3os dos inimigos. Assim seja.  Porto, 17 de Outubro de 2004 D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Te Deum, na S\u00e9 do Porto, presidido por D. Armindo Lopes Coelho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[108,110,148,160,187,189,206,237,285],"class_list":["post-8113","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-da-eucaristia","tag-ano-do-rosario","tag-congresso-eucaristico-internacional","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-do-porto","tag-direitos-humanos","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8113"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8113\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}