{"id":80866,"date":"2017-01-20T18:13:00","date_gmt":"2017-01-20T18:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/01\/20\/do-monte-ao-santuario-altar-do-mundo\/"},"modified":"2017-01-20T18:13:00","modified_gmt":"2017-01-20T18:13:00","slug":"do-monte-ao-santuario-altar-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/do-monte-ao-santuario-altar-do-mundo\/","title":{"rendered":"Do monte ao santu\u00e1rio altar do mundo"},"content":{"rendered":"<p> \tA&nbsp;Cova da Iria&nbsp;&eacute; um lugar que fica na Freguesia de F&aacute;tima, no concelho de Our&eacute;m. A dois quil&oacute;metros a oeste do centro da freguesia que h&aacute; 100 anos caracterizava-se por ser um monte com &aacute;rvores, terras de cultivo, entre outras atividades.<\/p>\n<p> \tO terreno onde est&aacute; agora o santu&aacute;rio mariana pertencia &agrave; fam&iacute;lia de&nbsp;L&uacute;cia dos Santos e era onde a pequena vidente, com os seus primos &ndash; Francisco e Jacinta Marto &ndash; dedicavam-se, por exemplo, &agrave; pastor&iacute;cia.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Dia 13 de Maio (de) 1917 &ndash; Andando a brincar com a Jacinta e o Francisco, no cimo da encosta da Cova da Iria, a fazer uma paredita em volta duma moita, vimos, de repente, como que um rel&acirc;mpago.<br \/> \t&ndash; &Eacute; melhor irmos embora para casa, &ndash; disse a meus primos &ndash; que est&atilde;o a fazer rel&acirc;mpagos; pode vir trovoada.<br \/> \t&ndash; Pois sim.<br \/> \tE come&ccedil;amos a descer a encosta, tocando as ovelhas em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; estrada. Ao chegar, mais ou menos a meio da encosta, quase junto duma azinheira grande que a&iacute; havia, vimos outro rel&acirc;mpago e, dados alguns passos mais adiante, vimos, sobre uma carrasqueira, uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz, mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio d&rsquo;&aacute;gua cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Par&aacute;mos surpreendidos pela apari&ccedil;&atilde;o&rdquo; &ndash; Irm&atilde; L&uacute;cia, em Mem&oacute;rias da Irm&atilde; L&uacute;cia I Compila&ccedil;&atilde;o do P.e Lu&iacute;s Kondor.<\/p>\n<p> \tFoi na Cova da Iria que Nossa Senhora apareceu por cinco vezes aos tr&ecirc;s pastorinhos em 1917 e onde posteriormente foi constru&iacute;da a&nbsp;Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es em 1919. &ldquo;Uma das primeiras realidades urban&iacute;sticas no local que viria centralizar um r&aacute;pido processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, destaca Ana Cl&aacute;udia Pereira da Silva na sua disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado Integrado em Arquitetura.<\/p>\n<p> \tNa tese &lsquo;&Agrave; margem da identidade: contributos para a valoriza&ccedil;&atilde;o da identidade de Aljustrel, F&aacute;tima. Espa&ccedil;o p&uacute;blico e acessos&rsquo; assinala a realidade que &eacute; vis&iacute;vel atualmente e foi-se desenvolvendo ao longo destes 100 anos: &ldquo;A enorme aflu&ecirc;ncia de peregrinos ao local tornou necess&aacute;ria a constru&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meros im&oacute;veis, como hot&eacute;is e edif&iacute;cios de apoio ao peregrino.&rdquo;<\/p>\n<p> \tCom v&aacute;rias propostas de ordenamento urbano, o primeiro plano em 1929 &eacute; de Lu&iacute;s Cristino da Silva, um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura portuguesa, e Ernesto Korrodi, su&iacute;&ccedil;o que se naturalizou&nbsp;portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p> \tJ&aacute; existiam edif&iacute;cios de &acirc;mbito religioso na zona santu&aacute;rio. A Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio come&ccedil;ou a ser constru&iacute;da um ano antes, at&eacute; 1953.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A par do com&eacute;rcio expande-se tamb&eacute;m a hotelaria a um ritmo bastante acelerado. Desde os anos 70 que se observa esta r&aacute;pida expans&atilde;o das unidades hoteleiras. Entre 1987 e 1997 regista-se um aumento de 80% em estabelecimentos hoteleiros e unidades semelhantes&rdquo;, acrescenta Ana Cl&aacute;udia Pereira da Silva.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&nbsp;Cova da Iria&nbsp;&eacute; um lugar que fica na Freguesia de F&aacute;tima, no concelho de Our&eacute;m. A dois quil&oacute;metros a oeste do centro da freguesia que h&aacute; 100 anos caracterizava-se por ser um monte com &aacute;rvores, terras de cultivo, entre outras atividades. 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