{"id":80863,"date":"2017-01-20T17:54:00","date_gmt":"2017-01-20T17:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/01\/20\/conego-manuel-nunes-formigao-o-quarto-pastorinho-de-fatima\/"},"modified":"2017-01-20T17:54:00","modified_gmt":"2017-01-20T17:54:00","slug":"conego-manuel-nunes-formigao-o-quarto-pastorinho-de-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conego-manuel-nunes-formigao-o-quarto-pastorinho-de-fatima\/","title":{"rendered":"C\u00f3nego Manuel Nunes Formig\u00e3o: O quarto \u00abpastorinho\u00bb de F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p> \tH&aacute; nomes que s&atilde;o um programa de vida, o de Manuel Nunes Formig&atilde;o &eacute; um deles. Este tomarense, nascido no primeiro dia de 1883, foi &ndash; nas palavras de D. Manuel Mendes da Concei&ccedil;&atilde;o &ndash; &ldquo;uma trombeta de Deus&rdquo;. Depois de batizado na Igreja de Jo&atilde;o Baptista, na cidade do Nab&atilde;o, no mesmo ano de nascimento, Manuel Nunes Formig&atilde;o faz os estudos superiores, em Roma, e &eacute; ordenado presb&iacute;tero naquela cidade italiana a 4 de Abril de 1908.<\/p>\n<p> \t&Eacute; laureado em Teologia e Direito Can&oacute;nico pela Universidade Gregoriana e regressa a Portugal em agosto do ano seguinte &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o. Na viagem para a sua p&aacute;tria natal faz uma paragem em Lourdes (Fran&ccedil;a) e, aos p&eacute;s da Virgem compromete-se a divulgar a devo&ccedil;&atilde;o mariana, em Portugal. No m&ecirc;s de outubro de 1910 ca&iacute;a o Antigo Regime e implantava-se a Rep&uacute;blica no nosso pa&iacute;s. Durante anos, em virtude dos movimentos revolucion&aacute;rios e da persegui&ccedil;&atilde;o desencadeada contra a Igreja, n&atilde;o se puderam realizar peregrina&ccedil;&otilde;es aos Santu&aacute;rios estrangeiros. S&oacute; volta ao Santu&aacute;rio franc&ecirc;s em 1914 para participar no Congresso Eucar&iacute;stico Internacional.<\/p>\n<p> \tCom as apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima (em 1917) recebe o convite do arcebispo de Mitilene para investigar a ocorr&ecirc;ncia e est&aacute; presente na 5&ordf; apari&ccedil;&atilde;o (setembro) de Nossa Senhora. Nesse mesmo ano &eacute; nomeado professor de Teologia do Semin&aacute;rio de Santar&eacute;m. &ldquo;Mais que admirado pelos seus alunos, o jovem professor era por eles muito estimado. N&atilde;o era o professor que arrastava sem convencer. Era o pedagogo que convencia pela clareza com que expunha os temas, pela pondera&ccedil;&atilde;o e pelo m&eacute;todo que utilizava&rdquo; (1).<\/p>\n<p> \tEm 1918 exerce a doc&ecirc;ncia de v&aacute;rias disciplinas no Liceu S&aacute; da Bandeira, em Santar&eacute;m, onde funda a &laquo;Associa&ccedil;&atilde;o Nun&acute;&Aacute;lvares&raquo; e efectua v&aacute;rios interrogat&oacute;rios aos videntes que s&atilde;o a primeira fonte com que de imediato divulga o acontecimento de F&aacute;tima. Desse ano a 1956, a sua pena veloz e mestria liter&aacute;ria n&atilde;o param ao servi&ccedil;o de Nossa Senhora e da sua Mensagem. Faleceu a 30 de Janeiro de 1958.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tEstudar os acontecimentos de F&aacute;tima<\/p>\n<p> \tDas v&aacute;rias vezes que esteve no Santu&aacute;rio de Lourdes, o c&oacute;nego Nunes Formig&atilde;o prometeu consagrar a sua vida a espalhar a devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora na sua p&aacute;tria. Quando ouviu falar das apari&ccedil;&otilde;es na Cova da Iria a tr&ecirc;s crian&ccedil;as tomou duas atitudes continuadas: a de n&atilde;o ligar import&acirc;ncia ao assunto, mas que o facto deveria ser estudado, dado verificar-se uma aflu&ecirc;ncia sempre crescente ao local das apari&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \tA imprensa liberal &#8211; &laquo;O S&eacute;culo&raquo; e o &laquo;Di&aacute;rio de Not&iacute;cias&raquo; &#8211; relatavam os acontecimentos de F&aacute;tima. No entanto, ao saber da pris&atilde;o dos pequenos pastores (agosto de 1917), falou do assunto ao cardeal patriarca de ent&atilde;o e chegou &agrave; conclus&atilde;o que deveria observar o fen&oacute;meno no local. O desejo de ir ao local no m&ecirc;s de setembro estava generalizado em quase todo o pa&iacute;s e o mesmo acontecia com o c&oacute;nego Formig&atilde;o.<\/p>\n<p> \tNuma cr&oacute;nica de 11 de Outubro de 1917, o jovem padre relata no jornal &laquo;A Guarda&raquo; o que presenciou: &ldquo;Cedendo a um sentimento de curiosidade, justificada por factos t&atilde;o extraordin&aacute;rios, embora sem lograr vencer de todo a repugn&acirc;ncia que sentia em faz&ecirc;-lo, pelo receio de parecer dar import&acirc;ncia excessiva ao que talvez n&atilde;o passasse duma rid&iacute;cula supersti&ccedil;&atilde;o, resolvi partir para F&aacute;tima, juntamente com alguns amigos&rdquo;. N&atilde;o se aproximou muito do local das apari&ccedil;&otilde;es e &ldquo;apenas constatei a diminui&ccedil;&atilde;o da luz solar&rdquo; (2). Ele pr&oacute;prio confessa: &ldquo;regressei de F&aacute;tima mais c&eacute;ptico, apesar de me ter comovido bastante ao testemunhar a f&eacute; ardente e a piedade sincera dos peregrinos&rdquo; (3).<\/p>\n<p> \tApesar do ceticismo inicial, o c&oacute;nego Formig&atilde;o voltou novamente a F&aacute;tima para conhecer pessoalmente os videntes, interrog&aacute;-los e ouvir das testemunhas fidedignas a narra&ccedil;&atilde;o ver&iacute;dica dos epis&oacute;dios que se tinham verificado nos cinco meses precedentes. Feitos os primeiros interrogat&oacute;rios, o c&oacute;nego Nunes Formig&atilde;o fica com uma impress&atilde;o completamente diferente da que tinha antes. Sem chegar ainda &agrave; sobrenaturalidade dos factos, algo lhe fica indelevelmente na alma: a sinceridade dos videntes.<\/p>\n<p> \tDe 1918 a 1922, o c&oacute;nego Formig&atilde;o colabora com frequ&ecirc;ncia nos peri&oacute;dicos &laquo;A Guarda&raquo;; &laquo;Novidades&raquo; e &laquo;A.B.C.&raquo;. Nas cr&oacute;nicas descreve muitos epis&oacute;dios sobre as apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima e o seu relacionamento com os pastorinhos. Durante este per&iacute;odo escreve o livro &laquo;Os epis&oacute;dios maravilhosos de F&aacute;tima&raquo;; faz dilig&ecirc;ncias e remove obst&aacute;culos na aquisi&ccedil;&atilde;o de terrenos para a constru&ccedil;&atilde;o da capelinha e amplia&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o para a celebra&ccedil;&atilde;o dos actos de culto.<\/p>\n<p> \tNa d&eacute;cada de 20, colabora e p&otilde;e de p&eacute; o peri&oacute;dico &laquo;Voz de F&aacute;tima&raquo; e escreve a obra &laquo;As grandes maravilhas de F&aacute;tima&raquo;. Para ajudar na constru&ccedil;&atilde;o da Bas&iacute;lica escreve o livro &laquo;F&aacute;tima, o Para&iacute;so na terra&raquo;. Em 1931 sai a &laquo;A P&eacute;rola de Portugal&raquo; e cinco anos depois &laquo;F&eacute; e P&aacute;tria&raquo;. &ldquo;Atrav&eacute;s da sua ac&ccedil;&atilde;o e da sua pena ao servi&ccedil;o da Igreja e dos acontecimentos de F&aacute;tima, o c&oacute;nego Formig&atilde;o antecipou-se &agrave; Igreja que bem serviu. Depois dos Pastorinhos, o Sr. Formig&atilde;o foi o instrumento escolhido por Nossa Senhora para garantir a autenticidade desses acontecimentos&rdquo; &ndash; escreveu D. Jo&atilde;o Pereira Ven&acirc;ncio, 2&ordm; bispo de Leiria.&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tReparadoras de F&aacute;tima<\/p>\n<p> \tComo resposta ao pedido que Nossa Senhora fez a Jacinta Marto em Lisboa &#8211; &ldquo;Reparar os pecados da humanidade&rdquo; -, O padre Manuel Nunes Formig&atilde;o fundou (6 de janeiro de 1926) a Congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tDevido &agrave; fama de santidade, a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa concedeu a anu&ecirc;ncia (a 16 de novembro de 2000) para a introdu&ccedil;&atilde;o da causa de beatifica&ccedil;&atilde;o e canoniza&ccedil;&atilde;o deste ap&oacute;stolo de F&aacute;tima. A clausura do processo diocesano de canoniza&ccedil;&atilde;o realizou-se a 16 de abril de 2005. Depois de lidas as actas de encerramento do processo, foram fechadas e lacradas as 20 caixas que cont&ecirc;m as provas recolhidas durante esta fase instrut&oacute;ria, num total de mais de seis mil p&aacute;ginas.<\/p>\n<p> \tNo passado dia 28 de janeiro deste ano decorreu a cerim&oacute;nia de traslada&ccedil;&atilde;o dos restos mortais do padre Manuel Nunes Formig&atilde;o, conhecido como &laquo;o ap&oacute;stolo de F&aacute;tima&raquo;, do cemit&eacute;rio local para um mausol&eacute;u constru&iacute;do na Casa de Nossa Senhora das Dores.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t1 &ndash; Esteves, Maria da Encarna&ccedil;&atilde;o Vieira; Ap&oacute;stolo de F&aacute;tima &ndash; C&oacute;n. Manuel Nunes Formig&atilde;o; Braga; Editorial A.O; 1993<\/p>\n<p> \t2 &ndash; Ibidem<\/p>\n<p> \t3 &ndash; Ibidem<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; nomes que s&atilde;o um programa de vida, o de Manuel Nunes Formig&atilde;o &eacute; um deles. Este tomarense, nascido no primeiro dia de 1883, foi &ndash; nas palavras de D. Manuel Mendes da Concei&ccedil;&atilde;o &ndash; &ldquo;uma trombeta de Deus&rdquo;. Depois de batizado na Igreja de Jo&atilde;o Baptista, na cidade do Nab&atilde;o, no mesmo ano de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,172,207,267],"class_list":["post-80863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-fatima","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80863\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}