{"id":80848,"date":"2017-02-20T15:28:00","date_gmt":"2017-02-20T15:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/02\/20\/refugiados-duas-voluntarias-portuguesas-respondem-ao-apelo-da-missao-em-lesbos\/"},"modified":"2017-02-20T15:28:00","modified_gmt":"2017-02-20T15:28:00","slug":"refugiados-duas-voluntarias-portuguesas-respondem-ao-apelo-da-missao-em-lesbos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-duas-voluntarias-portuguesas-respondem-ao-apelo-da-missao-em-lesbos\/","title":{"rendered":"Refugiados: Duas volunt\u00e1rias portuguesas respondem ao apelo da miss\u00e3o em Lesbos"},"content":{"rendered":"<p>B\u00e1rbara deixou o emprego para estar \u00abonde \u00e9 preciso\u00bb, Madalena destaca uma das \u00abmaiores crises humanas\u00bb atuais <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Henrique Matos, enviado da Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &agrave; Gr&eacute;cia<\/em><\/p>\n<p> \tLesbos, Gr&eacute;cia, 20 fev 2017 (Ecclesia) &ndash; B&aacute;rbara Ara&uacute;jo e Madalena Souto Moura s&atilde;o duas volunt&aacute;rias portuguesas atualmente a trabalhar com refugiados na ilha grega de Lesbos, atrav&eacute;s da Plataforma de Apoio aos Refugiados.<\/p>\n<p> \tEm entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, B&aacute;rbara Ara&uacute;jo real&ccedil;a a dificuldade mas tamb&eacute;m a esperan&ccedil;a que marca o dia-a-dia destas pessoas, vindas de pa&iacute;ses como a S&iacute;ria, o Ir&atilde;o e o Iraque.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Pessoas que vieram a fugir de uma guerra, mi&uacute;dos que j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o mi&uacute;dos porque precisam que amadurecer muito cedo, pessoas que carregam muita dor e tristeza no cora&ccedil;&atilde;o mas no meio disso amor, alegria, partilha, e &eacute; bonito ver que h&aacute; esperan&ccedil;a&rdquo;, frisa a volunt&aacute;ria.<\/p>\n<p> \tAtualmente a coordenar a miss&atilde;o da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) em Lesbos, B&aacute;rbara Ara&uacute;jo &eacute; formada em Ci&ecirc;ncias Pol&iacute;ticas e Desenvolvimento Internacional e passou pela Col&ocirc;mbia numa investiga&ccedil;&atilde;o sobre meninos-soldado.<\/p>\n<p> \tTrabalhava em Finan&ccedil;as numa multinacional quando decidiu deixar tudo e ir para a Gr&eacute;cia, em 2016.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Fazer o que fazemos, muitas vezes &eacute; super intenso, emocionalmente &eacute; um desgaste muito grande, mas ao mesmo tempo &eacute; mesmo preciso&rdquo;, sustenta a volunt&aacute;ria portuguesa, que diz &ldquo;n&atilde;o conseguir imaginar estar noutro s&iacute;tio&rdquo;.<\/p>\n<p> \tAl&eacute;m de apoiar nas necessidades mais b&aacute;sicas, como a roupa, a alimenta&ccedil;&atilde;o e teto, os volunt&aacute;rios presentes em Lesbos ajudam os refug&iacute;amos a lidar com o tempo de espera por um destino, que &ldquo;&eacute; muito longo&rdquo;, e que, muitas vezes, resulta em situa&ccedil;&otilde;es de ang&uacute;stia e depress&atilde;o.<\/p>\n<p> \tSobre a realidade grega, que tem estado a receber muitos milhares de Refugiados, B&aacute;rbara Ara&uacute;jo salienta que a popula&ccedil;&atilde;o &ldquo;tamb&eacute;m sofre com isto&rdquo;, ainda que &ldquo;tentem ter o cora&ccedil;&atilde;o aberto&rdquo; para o acolhimento.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A maior parte dos gregos quer ajudar, mas a Gr&eacute;cia tamb&eacute;m precisa de ajuda, e nesse sentido acho que a Europa tem falhado porque virou as costas &agrave; Gr&eacute;cia, est&aacute; a virar as costas aos refugiados, por medo e ignor&acirc;ncia porque as pessoas t&ecirc;m medo que venha o terrorismo, esquecendo-se do que estas pessoas est&atilde;o a fugir&rdquo;, alerta aquela respons&aacute;vel.<\/p>\n<p> \tPara a volunt&aacute;ria da PAR, &eacute; fundamental que a Europa consiga &ldquo;abrir as suas portas&rdquo; e fazer com que estas pessoas &ldquo;se sintam seguras&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Elas merecem uma outra oportunidade e s&atilde;o pessoas que podem contribuir para a sociedade europeia&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p> \tMadalena Souto Moura, outra volunt&aacute;ria portuguesa, trocou o Porto pela Gr&eacute;cia para contribuir na resolu&ccedil;&atilde;o daquela que considera ser &ldquo;uma das maiores crises humanas deste momento&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Viemos para ajudar mas eles ajudam-nos muito tamb&eacute;m e ensinam-nos muito, sendo pessoas que passaram coisas que nem imaginamos, aprendemos muito com a for&ccedil;a deles&rdquo;, aponta a jovem.<\/p>\n<p> \tA grande parte dos refugiados que chega a Lesbos tem como sonho chegar a Atenas ou a outras grandes cidades europeias e construir a&iacute; uma vida melhor.<\/p>\n<p> \tNo entanto, muitos acabam por n&atilde;o conseguir esse objetivo, sobretudo os que s&atilde;o provenientes de outros pa&iacute;ses que n&atilde;o a S&iacute;ria ou o Iraque.<\/p>\n<p> \tMuitas dessas pessoas, vindas de outros pa&iacute;ses da &Aacute;sia e de &Aacute;frica, s&atilde;o deportadas para a Turquia, ao abrigo do acordo com a Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p> \t&ldquo;H&aacute; fam&iacute;lias e pessoas que est&atilde;o aqui em Lesbos por exemplo j&aacute; quase h&aacute; um ano, o que n&atilde;o era suposto. V&atilde;o se apercebendo que aqui tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; um mar de rosas, embora seja melhor do que o s&iacute;tio de onde eles vieram&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p> \tMadalena vai permanecer em Lesbos pelo menos mais dois meses e trabalha neste momento sobretudo com crian&ccedil;as, jovens e mulheres, procurando que o tempo de espera num campo de refugiados, que por vezes parece &ldquo;uma aut&ecirc;ntica pris&atilde;o&rdquo;, n&atilde;o seja &quot;t&atilde;o doloroso&quot;.<\/p>\n<p> \t<em>HM\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>B\u00e1rbara deixou o emprego para estar \u00abonde \u00e9 preciso\u00bb, Madalena destaca uma das \u00abmaiores crises humanas\u00bb atuais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[187,203,291],"class_list":["post-80848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}