{"id":80395,"date":"2017-01-24T16:56:00","date_gmt":"2017-01-24T16:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/01\/24\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-51-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais\/"},"modified":"2017-01-24T16:56:00","modified_gmt":"2017-01-24T16:56:00","slug":"mensagem-do-papa-francisco-para-o-51-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-51-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Francisco para o 51.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais"},"content":{"rendered":"<p>\u00abN\u00e3o temas, porque Eu estou contigo\u00bb (Is 43, 5). Comunicar esperan\u00e7a e confian\u00e7a no nosso tempo <!--more--> <\/p>\n<p> \tO acesso aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as ao desenvolvimento tecnol&oacute;gico, &eacute; tal que muitas pessoas t&ecirc;m a possibilidade de partilhar quase instantaneamente as not&iacute;cias e de as divulgar de forma capilar. Estas not&iacute;cias podem ser boas ou m&aacute;s, verdadeiras ou falsas. J&aacute; os nossos antigos pais na f&eacute; falavam da mente humana como de uma m&oacute; de moinho que, movida pela &aacute;gua, n&atilde;o se pode parar. Mas o moleiro tem a possibilidade de decidir se quer moer trigo ou joio. A mente do homem est&aacute; sempre em a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o pode parar de &laquo;moer&raquo; o que recebe, mas cabe a n&oacute;s decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, <em>Carta a Le&ocirc;ncio Igumeno<\/em>).<\/p>\n<p> \tGostaria que esta mensagem pudesse atingir e todos aqueles que diariamente, seja no &acirc;mbito profissional seja nas rela&ccedil;&otilde;es pessoais, &laquo;moem&raquo; tantas informa&ccedil;&otilde;es para oferecer um p&atilde;o fresco e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunica&ccedil;&atilde;o. A todos quero exortar a uma comunica&ccedil;&atilde;o construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, favore&ccedil;a uma cultura do encontro gra&ccedil;as &agrave; qual se possa aprender a olhar a realidade com convicta confian&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tCreio que h&aacute; necessidade de romper o c&iacute;rculo vicioso da ang&uacute;stia e deter a espiral do medo, resultante do h&aacute;bito de se fixar a aten&ccedil;&atilde;o nas &laquo;not&iacute;cias m&aacute;s&raquo; (guerras, terrorismo, esc&acirc;ndalos e todo o tipo de fracasso nas vicissitudes humanas). N&atilde;o se trata, naturalmente, de promover desinforma&ccedil;&atilde;o onde seria ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ing&eacute;nuo que n&atilde;o se deixe atingir pelo esc&acirc;ndalo do mal. Pelo contr&aacute;rio, gostaria que todos procur&aacute;ssemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e de resigna&ccedil;&atilde;o que muitas vezes se apodera de n&oacute;s, lan&ccedil;ando-nos na apatia, gerando medos ou a impress&atilde;o de n&atilde;o ser poss&iacute;vel p&ocirc;r limites ao mal. Ali&aacute;s, num sistema de comunica&ccedil;&atilde;o onde vigora a l&oacute;gica de que uma not&iacute;cia boa n&atilde;o desperta a aten&ccedil;&atilde;o e, por conseguinte, n&atilde;o &eacute; uma not&iacute;cia, e onde o drama do sofrimento e o mist&eacute;rio do mal facilmente s&atilde;o elevados a espet&aacute;culo, podemos ser tentados a anestesiar a consci&ecirc;ncia ou cair no desespero.<\/p>\n<p> \tGostaria, pois, de dar a minha contribui&ccedil;&atilde;o para a busca de um estilo de comunica&ccedil;&atilde;o aberto e criativo que n&atilde;o se prontifique a conceder ao mal o papel de protagonista, mas procure evidenciar as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es, inspirando uma abordagem propositiva e respons&aacute;vel nas pessoas a quem se comunica a not&iacute;cia. A todos gostaria de convidar a oferecer aos homens e &agrave;s mulheres do nosso tempo relatos marcados pela l&oacute;gica da &laquo;boa not&iacute;cia&raquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>A boa not&iacute;cia<\/strong><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tA vida do homem n&atilde;o &eacute; apenas uma cr&oacute;nica ass&eacute;ptica de acontecimentos, mas &eacute; hist&oacute;ria, e uma hist&oacute;ria &agrave; espera de ser contada atrav&eacute;s da escolha de uma chave interpretativa capaz de selecionar e recolher os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade n&atilde;o tem um significado un&iacute;voco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos &laquo;&oacute;culos&raquo; que decidimos p&ocirc;r para a ver: mudando as lentes, tamb&eacute;m a realidade aparece diversa. Ent&atilde;o, donde podemos partir para ler a realidade com &laquo;&oacute;culos&raquo; certos?<\/p>\n<p> \tPara n&oacute;s, crist&atilde;os, os &oacute;culos adequados para decifrar a realidade s&oacute; podem ser os da boa not&iacute;cia, a partir da Boa Not&iacute;cia por excel&ecirc;ncia: o &laquo;Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus&raquo; (<em>Mc<\/em> 1, 1). &Eacute; com estas palavras que o evangelista Marcos come&ccedil;a a sua narra&ccedil;&atilde;o, com o an&uacute;ncio da &laquo;boa not&iacute;cia&raquo; que tem a ver com Jesus, mas, mais do que uma informa&ccedil;&atilde;o sobre Jesus, <em>a boa not&iacute;cia &eacute; o pr&oacute;prio Jesus<\/em>. Com efeito, ao ler as p&aacute;ginas do Evangelho, descobre-se que o t&iacute;tulo da obra corresponde ao seu conte&uacute;do e, sobretudo, que este conte&uacute;do &eacute; a pr&oacute;pria pessoa de Jesus.<\/p>\n<p> \tEsta boa not&iacute;cia, que &eacute; o pr&oacute;prio Jesus, n&atilde;o &eacute; boa porque priva de sofrimento, mas porque tamb&eacute;m o sofrimento &eacute; vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e &agrave; humanidade. Em Cristo, Deus tornou-Se solid&aacute;rio com toda a situa&ccedil;&atilde;o humana, revelando-nos que n&atilde;o estamos sozinhos porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. &laquo;N&atilde;o temas, porque Eu estou contigo&raquo; (<em>Is<\/em> 43, 5): &eacute; a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na hist&oacute;ria do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus &ndash; &laquo;Eu estou contigo&raquo; &ndash; chega a assumir toda a nossa fraqueza ao ponto de sofrer a nossa morte. N&rsquo;Ele, tamb&eacute;m as trevas e a morte tornam-se lugar de comunh&atilde;o com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperan&ccedil;a acess&iacute;vel a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do fracasso. Trata-se de uma esperan&ccedil;a que n&atilde;o dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos cora&ccedil;&otilde;es (cf. <em>Rm<\/em> 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente ca&iacute;da na terra. Nesta luz, qualquer novo drama que aconte&ccedil;a na hist&oacute;ria do mundo torna-se tamb&eacute;m cen&aacute;rio de uma poss&iacute;vel boa not&iacute;cia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar cora&ccedil;&otilde;es capazes de se comover, rostos capazes de n&atilde;o se abater, m&atilde;os prontas a construir.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>A confian&ccedil;a na semente do Reino<\/strong><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tPara introduzir os seus disc&iacute;pulos e as multid&otilde;es nesta mentalidade evang&eacute;lica e entregar-lhes os &laquo;&oacute;culos&raquo; adequados para se aproximar da l&oacute;gica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria &agrave;s par&aacute;bolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja for&ccedil;a vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. <em>Mc<\/em> 4, 1-34). O recurso a imagens e met&aacute;foras para comunicar a for&ccedil;a humilde do Reino n&atilde;o &eacute; um modo de reduzir a sua import&acirc;ncia e urg&ecirc;ncia, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o &laquo;espa&ccedil;o&raquo; de liberdade para a acolher e aplicar tamb&eacute;m a si mesmo. Al&eacute;m disso, &eacute; o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mist&eacute;rio pascal, deixando que sejam as imagens &ndash; mais do que os conceitos &ndash; a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz n&atilde;o anulam, mas realizam a salva&ccedil;&atilde;o de Deus, onde a fraqueza &eacute; mais forte do que qualquer poder humano, onde o fracasso pode ser o prel&uacute;dio da maior realiza&ccedil;&atilde;o de tudo no amor. Na verdade, &eacute; precisamente assim que amadurece e se aprofunda a esperan&ccedil;a do Reino de Deus: &laquo;Como um homem que lan&ccedil;ou a semente &agrave; terra; quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce&raquo; (<em>Mc<\/em> 4, 26-27).<\/p>\n<p> \tO Reino de Deus j&aacute; est&aacute; no meio de n&oacute;s, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no sil&ecirc;ncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Esp&iacute;rito Santo, consegue v&ecirc;-la germinar e n&atilde;o deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Os horizontes do Esp&iacute;rito<\/strong><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tA esperan&ccedil;a fundada na boa not&iacute;cia que &eacute; Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contempl&aacute;-l&#39;O no quadro lit&uacute;rgico da Festa da Ascens&atilde;o. Embora pare&ccedil;a que o Senhor Se afasta de n&oacute;s, na realidade alargam-se os horizontes da esperan&ccedil;a. De facto, em Cristo, que eleva a nossa humanidade at&eacute; ao C&eacute;u, cada homem e cada mulher pode ter plena liberdade para &laquo;entrar no santu&aacute;rio por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para n&oacute;s um caminho novo e vivo atrav&eacute;s do v&eacute;u, isto &eacute;, da sua humanidade&raquo; (<em>Heb<\/em> 10, 19-20). Atrav&eacute;s &laquo;da for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo&raquo;, podemos ser &laquo;testemunhas&raquo; e comunicadores de uma humanidade nova, redimida, &laquo;at&eacute; aos confins da terra&raquo; (cf. <em>At<\/em> 1, 7-8).<\/p>\n<p> \tA confian&ccedil;a na semente do Reino de Deus e na l&oacute;gica da P&aacute;scoa n&atilde;o pode deixar de moldar tamb&eacute;m o nosso modo de comunicar. Tal confian&ccedil;a que nos torna capazes de atuar &ndash; nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; com a persuas&atilde;o de que &eacute; poss&iacute;vel vislumbrar e iluminar a boa not&iacute;cia presente na realidade de cada hist&oacute;ria e no rosto de cada pessoa.<\/p>\n<p> \tQuem, com f&eacute;, se deixa guiar pelo Esp&iacute;rito Santo, torna-se capaz de discernir em cada acontecimento o que se passa entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cen&aacute;rio dram&aacute;tico deste mundo, vai tecendo a trama de uma hist&oacute;ria de salva&ccedil;&atilde;o. O fio com que se tece esta hist&oacute;ria sagrada &eacute; a esperan&ccedil;a e o seu tecedor s&oacute; pode ser o Esp&iacute;rito Consolador. A esperan&ccedil;a &eacute; a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas &eacute; semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Not&iacute;cia, aquele Evangelho que foi &laquo;reimpresso&raquo; em tantas edi&ccedil;&otilde;es nas vidas dos santos, homens e mulheres que se tornaram &iacute;cones do amor de Deus. Tamb&eacute;m hoje &eacute; o Esp&iacute;rito que semeia em n&oacute;s o desejo do Reino, atrav&eacute;s de muitos &laquo;canais&raquo; vivos, atrav&eacute;s das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Not&iacute;cia no meio do drama da hist&oacute;ria, tornando-se como que far&oacute;is na escurid&atilde;o deste mundo, que iluminam a rota e abrem novos caminhos de confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tVaticano, 24 de janeiro de 2017<\/p>\n<p> \t<em>Papa Francisco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abN\u00e3o temas, porque Eu estou contigo\u00bb (Is 43, 5). 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