{"id":8030,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-tv-precisa-de-trazer-o-bem-as-pessoas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-tv-precisa-de-trazer-o-bem-as-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-tv-precisa-de-trazer-o-bem-as-pessoas\/","title":{"rendered":"A TV precisa de trazer o bem \u00e0s pessoas"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 conversa com J\u00falio Isidro <!--more--> VP \u2013 Em tra\u00e7os gerais, quais os passos e fun\u00e7\u00f5es principais que foi seguindo e pisando na sua longa carreira? J\u00falio Isidro (JI) \u2013 Penso que em TV fiz tudo o que h\u00e1 para fazer. Portanto, fa\u00e7o programas em directo, de entretenimento, de informa\u00e7\u00e3o, muita reportagem, feitos a partir do estrangeiro, mas, fundamentalmente, programas de car\u00e1cter cultural. A \u00e1rea onde talvez sou mais conhecido \u00e9 o entretenimento, de longa dura\u00e7\u00e3o. Fui eu que criei esse tipo de programas, dos quais todos estes s\u00e3o derivados dos programas da manh\u00e3, da tarde e da noite, quer da RTP, da TVI e da SIC. Foram formatos que criei para Portugal h\u00e1 20 e tal anos.  VP \u2013 Qual desses programas lhe deu maior gozo fazer e lhe fez sentir melhor, enquadrando perfeitamente com a sua pessoa\/personalidade? JI \u2013 \u00c9 um bocado dif\u00edcil de responder a isso, porque fui autor de todos. Portanto, nunca fui apresentador do trabalho de outros. Se eu fazia aquilo \u00e9 porque gostava. S\u00e3o est\u00e9ticas diferentes dentro dum mesmo conceito b\u00e1sico, que \u00e9 o programa de entretenimento variado, de m\u00faltiplas facetas. Posso dizer que o primeiro, o \u201cPasseio dos Alegres\u201d, que inventei do nada em 1981, evidentemente tem uma marca especial. S\u00f3 por isso!  VP \u2013 Sente uma grande responsabilidade pela imagem de Portugal que se criou e se vai criando l\u00e1 fora, ao ter sido o pioneiro da RTP Internacional e da RTP \u00c1frica?  JI \u2013 Criei os primeiros programas especificamente para ambos os canais. N\u00e3o fui o fundador, pois o canal at\u00e9 j\u00e1 existia, mas essencialmente com material produzido no 1.\u00ba e 2.\u00ba canais da RTP, daquela altura. Fui a primeira pessoa a fazer programas especificamente a pensar nos portugueses residentes l\u00e1 fora. O que eu me sinto fundamentalmente respons\u00e1vel \u00e9 uma responsabilidade de imagem, \u00e9 transmitir a eles a imagem do Portugal que hoje temos: o Portugal rejuvenescido, o Portugal diferente, o Portugal certamente melhor \u2013 desejamos todos o melhor \u2013 e, sobretudo, a responsabilidade de os ouvir e sentir o seu pulsar.  VP \u2013 Falando nos portugueses \u201cl\u00e1 fora\u201d, acha que com essa evolu\u00e7\u00e3o a imagem de Portugal melhorou, ap\u00f3s os eventos que nos cercaram e envolveram, e que os emigrantes, ao regressarem onde est\u00e3o das f\u00e9rias, v\u00e3o fixar apenas essa mesma imagem curta e recente? Ir\u00e3o sentir maior saudade? JI \u2013 Pelo quadro espec\u00edfico que conhe\u00e7o da emigra\u00e7\u00e3o \u00e9 que a primeira e, eventualmente, a segunda gera\u00e7\u00e3o acho que vivem l\u00e1 fora a pensar no dia em que voltam. A primeira foi. Depois de l\u00e1 nascerem penso que \u00e9 muito dif\u00edcil imaginarem-se de volta. E creio que h\u00e1 muitos emigrantes da primeira gera\u00e7\u00e3o que nunca mais voltam a Portugal por causa dos filhos e dos netos que j\u00e1 l\u00e1 v\u00eam. Penso que \u00e9 este o fen\u00f3meno. Agora, n\u00e3o tenho d\u00favidas nenhumas, de que h\u00e1 muitos que deixaram um Portugal e que, ao longo dos anos, foram assistindo, certamente durante as f\u00e9rias, ao renascer do pa\u00eds.  VP \u2013 Confidenciou j\u00e1 na TV que se sente t\u00edmido e intimidado quando entra num caf\u00e9 ou quando se abeira de si uma multid\u00e3o de pessoas. Por outro lado, apresenta-se na TV duma forma bem \u00e0 vontade, com uma certa boa dose de humor. Qual \u00e9 o truque para esta mudan\u00e7a reactiva? JI \u2013 H\u00e1 uma duplicidade na nossa personalidade e h\u00e1 tamb\u00e9m uma coisa que algu\u00e9m uma vez disse e eu tamb\u00e9m o digo \u2013 penso que o disse j\u00e1, de minha autoria \u2013 \u201co palco, e veja-se a TV como tal, \u00e9 uma esp\u00e9cie de sof\u00e1 de psiquiatra\u201d. N\u00f3s quando pisamos um palco, neste caso, quando estamos num est\u00fadio, abrimo-nos como quando estamos sentados ou deitados num sof\u00e1 de psiquiatra, ou seja, sai outra pessoa. E essa outra pessoa sou eu. Independentemente disso, eu creio que o meu sentido profissional \u00e9 t\u00e3o apurado \u2013 isto n\u00e3o \u00e9 um auto elogio \u2013 realmente n\u00e3o se pode viver nesta vida sem ser profissional. Eu sou ultra profissional. Mesmo que me sinta menos bem ou mais triste eu tenho um carisma dentro de mim que, quase sem esfor\u00e7o ou at\u00e9 com algum, faz com que esteja em frente \u00e0s c\u00e2maras muito bem disposto.  VP \u2013 E assim consegue esconder as suas limita\u00e7\u00f5es e fraquezas? JI \u2013 \u00c9 um carisma. N\u00e3o tenho que estar a mostrar isso \u00e0s c\u00e2maras. Mas sou, naturalmente, uma pessoa t\u00edmida. Conhe\u00e7o pessoas cheias de talento muito mais t\u00edmidas ainda. At\u00e9 mesmo introvertidos. N\u00e3o vou falar de nomes, porque os conhe\u00e7o, se quiserem eles que falem disso. Mas h\u00e1 muita gente que quando est\u00e1 no \u201cpalco\u201d \u00e9 uma coisa e quando est\u00e1 c\u00e1 fora \u00e9 outra. At\u00e9 porque penso que isso \u00e9 importante, para tamb\u00e9m o p\u00fablico n\u00e3o imaginar que somos uns tontinhos, que estamos sempre na vida com um sorriso \u201cde orelha a orelha\u201d. \u00c9 que a vida n\u00e3o nos motiva muito para estarmos sempre a sorrir dessa forma.  VP \u2013 Ter um sorriso permanente \u201cde orelha a orelha\u201d \u00e9 talvez um ideal. O que \u00e9 que acha que seria necess\u00e1rio e que urge fazer para que o tal estado de esp\u00edrito animador venha para ficar de vez? JI \u2013 Para ficar de vez \u00e9 imposs\u00edvel. A TV, pelo menos em termos informativos, deve reflectir o estado do mundo, quer dizer n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estar feliz quando se liga a TV com o notici\u00e1rio e entram as bombas pela casa dentro, assim como as desgra\u00e7as entre os povos e os grandes desastres que v\u00e3o acontecendo. S\u00e3o coisas terr\u00edveis. \u00c9 natural que o cidad\u00e3o consciente assimile isso. Talvez que independentemente do retratar da vida do mundo \u2013 fazer o contr\u00e1rio era estar a mentir \u2013 n\u00e3o vamos dar isso \u00e0s pessoas porque as incomoda. Incomoda todos os dias. Mas, para al\u00e9m disso, h\u00e1 uma programa\u00e7\u00e3o em termos de TV, de r\u00e1dio, de artigos de jornais que podiam ter uma atitude mais positiva, para ajudar a auto-estima dos portugueses que, neste momento, est\u00e1 afastada e em baixo. Saiu, em finais de Agosto, um artigo na POP que revela isso.  VP \u2013 Ent\u00e3o o Euro2004 de pouco serviu ou serviu apenas para levantar a poeira instalada\u2026 JI \u2013 Era um simples facto. Era fazer de conta. Mas, pronto, fizemos de conta!  VP \u2013 H\u00e1 outra realidade, mesmo que pouco ou nada dada a conhecer pelos O.C.S., que tem a ver com acontecimentos revestidos pela F\u00e9 e Religiosidade popular e a maioria dos portugueses, sen\u00e3o praticamente todos, s\u00e3o crist\u00e3os. Por que raz\u00e3o n\u00e3o nos \u00e9 mostrado devidamente esse outro mundo mais equilibrado e mais favor\u00e1vel? JI \u2013 Vou dizer-lhe o que penso a esse respeito. Penso que a f\u00e9, o fen\u00f3meno da f\u00e9, propaga-se, comunica-se. E, por exemplo, um trabalho como aquele que eu fiz h\u00e1 tempos atr\u00e1s, o \u201cTer\u00e7o ao Vivo\u201d \u2013 convidaram-me para o fazer e deu-me uma enorme honra \u2013 \u00e9 um espect\u00e1culo da f\u00e9 no bom sentido do termo. Sem demagogia, sem coisa nenhuma. Tanto quanto sei, no dia seguinte na RTP e n\u00e3o s\u00f3, disseram-me, outros telefonaram-me, que foi algo impec\u00e1vel. Portanto, eu penso que a TV tamb\u00e9m pode transmitir. Mas h\u00e1 uma outra quest\u00e3o: disse que os portugueses na sua maioria s\u00e3o crist\u00e3os, mas na sua maioria n\u00e3o s\u00e3o crist\u00e3os praticantes. \u00c9 bem diferente. As outras religi\u00f5es quase n\u00e3o t\u00eam esse conceito: quem \u00e9 religioso pratica a religi\u00e3o. Portanto, sem se praticar a quest\u00e3o da f\u00e9 n\u00e3o se p\u00f5e. Acho que se perde muitas vezes at\u00e9. Costumo inverter a tradicional express\u00e3o: \u00abenquanto h\u00e1 vida, h\u00e1 esperan\u00e7a\u00bb. Penso que \u00e9 o contr\u00e1rio: \u201cenquanto h\u00e1 esperan\u00e7a, h\u00e1 vida\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 \u00e9 a mesma coisa. Mas, quem \u00e9 que nos vai dar um bilhete do gesto solid\u00e1rio? Quem \u00e9 que nos d\u00e1 o exemplo da honestidade? Quem \u00e9 que nos d\u00e1 a bondade, sem ser o brincar \u00e0 \u2018caridadezinha\u2019? Quem nos d\u00e1 o prisma da verticalidade, da moralidade, sem ser a \u2018moralidadezinha\u2019? N\u00f3s n\u00e3o temos muitos exemplos vindos de cima. Acho que os portugueses, hoje em dia e sobretudo, perderam a f\u00e9 nos seus dirigentes, n\u00e3o me refiro aos dirigentes religiosos mas aos pol\u00edticos. Acho que olham para eles, e penso que duma maneira justa, com descren\u00e7a, com desagrado, alguns com tro\u00e7a at\u00e9. Isso \u00e9 tr\u00e1gico!  VP \u2013 E o que diz da nova fornada de beatifica\u00e7\u00f5es e canoniza\u00e7\u00f5es de portugueses? N\u00e3o ser\u00e3o epifania dos sinais dos tempos? JI \u2013 Devo dizer que a circunst\u00e2ncia de termos mais beatos e santos, mais portugueses mais crentes que levaram uma vida exemplar, infelizmente, parece-me ser a excep\u00e7\u00e3o para confirmar a regra do que acabei de abordar.  VP \u2013 Referindo agora o seu \u00faltimo trabalho que vai fazendo, o \u201cTributo\u201d a grandes figuras portuguesas de todas as \u00e1reas, questiono qual vai sendo o grande crit\u00e9rio de selec\u00e7\u00e3o. Refugia-se na orla das amizades? JI \u2013 N\u00e3o. A filosofia do programa \u00e9 fazer, essencialmente, aquilo que pouca gente faz. \u00c9 dizer \u2018obrigado\u2019 \u00e0s pessoas pelo nosso meio, que t\u00eam uma vida inteira de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico. Este \u00e9 o meu conceito, porque acho que, para al\u00e9m da falta da f\u00e9, h\u00e1 sobretudo falta de mem\u00f3ria. Portanto, acho grav\u00edssimo que n\u00e3o se diga \u00e0s pessoas em determinada altura das suas vidas \u2013 n\u00e3o t\u00eam que ter 80 ou 70 anos, nem 40, t\u00eam que ter biografia \u2013 \u201cmuito obrigado!\u201d. \u00c9 ainda muito bom que praticamente n\u00e3o prestei tributo a pessoas desactivadas. O importante \u00e9 ter biografia e, de prefer\u00eancia, que tenham ainda futuro, na presta\u00e7\u00e3o do seu servi\u00e7o, no contributo para a sociedade. Tem sido uma das maiores lutas da minha vida profissional o dizer \u00e0 RTP, faz\u00ea-los acreditar, que \u00e9 urgente dizer a certas pessoas \u201cmuito obrigado\u201d pelo que nos t\u00eam estado a dar, e n\u00e3o pelo que deram. N\u00e3o estou aqui a fazer uma l\u00e1pide para pessoas no fim da vida, n\u00e3o! Portanto, fa\u00e7o isso com grande amor, independentemente de ter maior ou menor amizade por alguns. Alguns at\u00e9 s\u00e3o mais velhos do que eu e foram apenas meus \u2018her\u00f3is\u2019, tanto da minha gera\u00e7\u00e3o como de gera\u00e7\u00f5es anteriores.   VP \u2013 Vivemos uma hora de luto, todos n\u00f3s e a TV. Quis Deus chamar esse grande homem, o primeiro do \u201ctriunvirato\u201d da TV. Em tempos prestou homenagem em vida ao Fialho Gouveia. Que homenagem lhe presta agora na nova vida que acreditamos que ele vai ter? JI \u2013 Quero dizer-lhe que l\u00e1 nas alturas ele continue a ser t\u00e3o bom como sempre foi. Vai ser premiado, com certeza, por isso. E que viva alegre entre os anjos.  VP \u2013 Haver\u00e1 algu\u00e9m capaz de continuar o trabalho e as qualidades dele, a fim de avivar eficazmente a tal mem\u00f3ria de h\u00e1 pouco abordava?  JI \u2013 Eu desejo bem que se possa encontrar e apostar em pessoas que sejam t\u00e3o boas \u2013 o que \u00e9 dif\u00edcil hoje em dia \u2013 porque a TV, de facto, est\u00e1 doente. E, portanto, acho que a TV precisa de gente com sa\u00fade, sa\u00fade respeitante \u00e0 maneira de estar na vida: a alegria, o comunicar com as pessoas, a trazer o bem \u00e0s pessoas, o comunicar as coisas insubstitu\u00edveis da vida. Desejo sinceramente que haja muitos sucessores, porque est\u00e3o l\u00e1 com certeza. \u00c9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de permitir que ponham em pr\u00e1tica essa miss\u00e3o, pois estar \u00e0 frente da TV \u00e9 uma miss\u00e3o.  <i>Aspectos de Elei\u00e7\u00e3o<\/i> VP \u2013 Melhor Programa televisivo&#8230; JI \u2013 O do J\u00f4 Soares.  VP \u2013 Melhores Canais televisivos&#8230; JI \u2013 \u201cPeople &#038; Arts\u201d, \u201cCanal Hist\u00f3ria\u201d e \u201cMezzo\u201d.  VP \u2013 Melhor Informa\u00e7\u00e3o nacional&#8230; JI \u2013 \u201cSic Not\u00edcias\u201d.  VP \u2013 Melhor lazer da vida&#8230; JI \u2013 Objectivamente \u00e9 viajar. Tenho dificuldade de conceber umas f\u00e9rias onde fa\u00e7a somente praia.  <i>Entrevista de Andr\u00e9 Rubim Rangel, Voz Portucalense<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 conversa com J\u00falio Isidro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[101,211,292,316],"class_list":["post-8030","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-africa","tag-ferias","tag-religiosidade-popular","tag-terco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8030\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}