{"id":80114,"date":"2017-01-06T10:57:00","date_gmt":"2017-01-06T10:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/01\/06\/14-mortes-por-afogamento-em-cada-dia\/"},"modified":"2017-01-06T10:57:00","modified_gmt":"2017-01-06T10:57:00","slug":"14-mortes-por-afogamento-em-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/14-mortes-por-afogamento-em-cada-dia\/","title":{"rendered":"14 mortes por afogamento em cada dia"},"content":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Ser refugiado &eacute; n&atilde;o s&oacute; ter a sensa&ccedil;&atilde;o de estar sozinho no mundo, mas fazer essa experi&ecirc;ncia todos os dias.<\/em><\/p>\n<p> \tMorreram 14 pessoas por dia no Mediterr&acirc;neo a caminho da Europa durante o ano de 2016. Foi o ano mais tr&aacute;gico para mulheres, homens e crian&ccedil;as que deixaram as suas terras de origem por causa da persegui&ccedil;&atilde;o ou da guerra: mais de 5000 mortes por afogamento no mar, na travessia para a desejada vida digna e em paz. O ano anterior, segundo Ag&ecirc;ncia da ONU para os Refugiados, tinha feito 3771 v&iacute;timas.<\/p>\n<p> \tApesar das tens&otilde;es que o tema gera, as amea&ccedil;as de inseguran&ccedil;a que est&aacute; a provocar e a aparente falta de solu&ccedil;&otilde;es administrativas para acolher o fluxo crescente de refugiados que chegam &agrave; Europa, uma certeza nunca pode ser esquecida: s&atilde;o pessoas! E o primeiro dever de todos os humanos &eacute; garantir as condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de humanidade aos seus semelhantes, ajudando-os antes de tudo a ser pessoas!<\/p>\n<p> \tEm cada dia, &eacute; essa a determina&ccedil;&atilde;o de um projeto escondido, nas margens de uma das principais ruas da capital, o Refeit&oacute;rio Ros&aacute;lia Rendu. A dedica&ccedil;&atilde;o de uma religiosa vicentina e a colabora&ccedil;&atilde;o de alguns volunt&aacute;rios tira a fome a migrantes e sobretudo refugiados, dos cinco continentes, escondidos em Portugal por diferentes motivos. Em cada refei&ccedil;&atilde;o, no acompanhamento psicol&oacute;gico e social que lhes e prestado, transparece o realismo frio e rude da condi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;ser refugiado&rdquo;, onde a fome &eacute; muitas vezes um mal menor. Pior que tudo &eacute; olhar permanentemente um muro cada vez mais intranspon&iacute;vel, que impede qualquer tentativa de pensar um projeto de vida, procurar um trabalho, ter amigos, habitar qualquer recanto do planeta com um outro.<\/p>\n<p> \tS&atilde;o essas as fonteiras de quem &eacute; irregular, permanece indocumentado, est&aacute; obrigado a viver no anonimato e, um dia, viu a cidadania a distanciar-se no horizonte.<\/p>\n<p> \tSer refugiado &eacute; n&atilde;o s&oacute; ter a sensa&ccedil;&atilde;o de estar sozinho no mundo, mas fazer essa experi&ecirc;ncia todos os dias.<\/p>\n<p> \tNo dia 15 de janeiro, assinala-se o Dia Mundial do Migrante e Refugiado. Uma iniciativa da Igreja Cat&oacute;lica com o objetivo de incluir esse tema na celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute; das comunidades crentes, n&atilde;o apenas no ambiente dos altares, mas na miss&atilde;o, na ajuda a quem procura acolhimento e na den&uacute;ncia de pol&iacute;ticas e economias que est&atilde;o na origem da fuga de muitas pessoas das suas terras. Um desafio que exige o compromisso de todos, em pequenos ou grandes projetos. O acolhimento local, na par&oacute;quia, &eacute; uma resposta necess&aacute;ria para um problema bem mais global.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[191,203,291],"class_list":["post-80114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-economia","tag-europa","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80114"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80114\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}