{"id":7964,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/portugueses-de-durban-recordam-o-bispo-denis-hurley\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"portugueses-de-durban-recordam-o-bispo-denis-hurley","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugueses-de-durban-recordam-o-bispo-denis-hurley\/","title":{"rendered":"Portugueses de Durban recordam o bispo Denis Hurley"},"content":{"rendered":"<p>A comunidade cat\u00f3lica portuguesa da cidade portu\u00e1ria de Durban, na Prov\u00edncia de Ruazulu Natal, banhado pelo Indico, acolheu D. Janu\u00e1rio Ferreira e o director da OCPM, durante os dias 5, 6 e 7 de Outubro. Ap\u00f3s Capetown, esta foi a segunda etapa da visita pastoral da Comiss\u00e3o Episcopal das Migra\u00e7\u00f5es \u00e1 Rep\u00fablica da \u00c1frica do Sul.  A visita teve como objectivo n\u00e3o s\u00f3 escutar as forcas vivas da comunidade (conselho pastoral, associa\u00e7\u00f5es de emigrantes, consulado e conselheiros), como tamb\u00e9m a Igreja local, na pessoa dos mission\u00e1rios que servem os portugueses, assim como do bispo auxiliar de Durban, D. Jabulani Nxumalo.   Uma das honras dos portugueses \u00e9 que Durban \u00e9 uma cidade marcada pela \u201cperman\u00eancia\u201d do adolescente Fernando Pessoa que de 1898 a 1902 foi aluno brilhante da \u201cHigh School of Durban\u201d, e do qual a Escola conserva a mem\u00f3ria com grande orgulho e vaidade, lamentando que Portugal se interesse pouco por este facto.  O cuidado pastoral dos aproximadamente 15.000 portugueses residentes est\u00e1 confiado aos Mission\u00e1rios Espiritanos. A equipa pastoral e composta pelo Pe. Patr\u00edcio Dundom, irland\u00eas, e pelo di\u00e1c. Andr\u00e9 Javel, belga, que desde 1995 acompanham a comunidade, assessorados por um Conselho de portugueses.   A pequena comunidade, que j\u00e1 vai na terceira gera\u00e7\u00e3o, e na qual se integraram tamb\u00e9m muitos portugueses e lusodescendentes de Mo\u00e7ambique que se refugiaram aqui por causa da guerra civil naquela ex-col\u00f3nia, re\u00fane-se na Igreja de S. Jos\u00e9, o mais antigo templo da cidade, e que ap\u00f3s ter estado encerrado, foi restaurado com carinho e teimosia pelos portugueses, foi reaberto ao culto em 1980. A comunidade e composta por alguns movimentos: Equipas de Nossa Senhora, Esperan\u00e7a e Vida, Confrarias, grupos do ros\u00e1rio, grupos de benefic\u00eancia, grupo lit\u00fargico&#8230;  No breve encontro da Comiss\u00e3o Episcopal das Migra\u00e7\u00f5es com o bispo local, o prelado sul-africano reafirmou o apelo a que os portugueses se \u201ccontinuem a abrir, a dialogar e a participar activamente na Igreja local\u201d, tamb\u00e9m devido ao facto de a Igreja neste pa\u00eds ser minorit\u00e1ria, em organiza\u00e7\u00e3o interna e ainda pouco reconhecida pelas autoridades e outras comunidade religiosas. Os portugueses s\u00e3o um grande percentagem dos cat\u00f3licos deste pa\u00eds que nunca acolheu de bra\u00e7os abertos o \u201ccatolicismo romano\u201d (como dizem) devido a certos condicionantes hist\u00f3ricos.   Na eucaristia, que D. Janu\u00e1rio celebrou ladeado pelo capel\u00e3o da comunidade, Pe. Patr\u00edcio Dudom e pelo Pe. Rui Pedro (OCPM), disse estar ali para lhes \u201cdizer que a Igreja em Portugal, presente no Continente e na Madeira, nunca os esqueceu nem esquece os emigrantes dispersos pelo mundo\u201d. O prelado apelou a que \u201csejam, em terras de \u00c1frica, mission\u00e1rios do Evangelho da fraternidade, da unidade e da reconcilia\u00e7\u00e3o, apesar das dificuldades, tensoes e \u201ccontradi\u00e7\u00f5es\u201d que o pa\u00eds e a Igreja atravessam na \u00c1frica do Sul, pois no horizonte h\u00e1-de surgir a Paz\u201d. Insistiu ao dizer que h\u00e1 que trabalhar pela reconcilia\u00e7\u00e3o dos afectos, do passado, das culturas e das v\u00e1rias culturas que tornam o pa\u00eds uma espa\u00e7o em fase de interculturalidade activa. Aos jovens e lusodescendentes recordou que \u201ch\u00e1 para eles um lugar reservado na igreja local para que testemunhem a f\u00e9 dos pais, a f\u00e9 pessoal e sejam disc\u00edpulos de uma igreja que a todos quer integrar na comunidade\u201d para celebrar e tecer la\u00e7os de universalidade e de acolhimento.  Por\u00e9m, o momento alto da Visita, por vontade da pr\u00f3pria comunidade portuguesa, foi a singela e muito significativa cerimonia de descerramento de uma placa mural na Igreja de S. Jos\u00e9, pela m\u00e3o de D. Janu\u00e1rio Ferreira, s\u00edmbolo da comunh\u00e3o entre igrejas, em mem\u00f3ria do grande bispo sul-africano do Vaticano II, intr\u00e9pido defensor dos direitos humanos, incans\u00e1vel critico da \u201csegrega\u00e7\u00e3o racial\u201d e amigo dos portugueses, D. Denis E. Hurley, arcebispo de Durban, falecido em 13.02.2004.  Com este gesto, os portugueses quiseram afirmar toda a estima e gratid\u00e3o para com este \u201chomem da igreja e de Deus\u201d que juntamente com Nelson Mandela e o bispo Desmond Tutu, entre outros, foram pioneiros da fraternidade, da liberdade e da dignidade humana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunidade cat\u00f3lica portuguesa da cidade portu\u00e1ria de Durban, na Prov\u00edncia de Ruazulu Natal, banhado pelo Indico, acolheu D. Janu\u00e1rio Ferreira e o director da OCPM, durante os dias 5, 6 e 7 de Outubro. 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