{"id":79382,"date":"2016-11-18T10:46:00","date_gmt":"2016-11-18T10:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/11\/18\/a-misericordia-vai-modelar-a-igreja-no-terceiro-milenio\/"},"modified":"2016-11-18T10:46:00","modified_gmt":"2016-11-18T10:46:00","slug":"a-misericordia-vai-modelar-a-igreja-no-terceiro-milenio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-misericordia-vai-modelar-a-igreja-no-terceiro-milenio\/","title":{"rendered":"A miseric\u00f3rdia vai modelar a Igreja no terceiro mil\u00e9nio"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista a D. Manuel Linda <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>O Papa Francisco prop&ocirc;s a toda a Igreja a celebra&ccedil;&atilde;o de um Ano Santo Extraordin&aacute;rio sobre o tema da miseric&oacute;rdia. Iniciou no dia 8 de dezembro de 2015, dia em que se assinalavam 50 anos do encerramento do Conc&iacute;lio Vaticano II, e termina este domingo, 20 de novembro, solenidade de Cristo Rei. O objetivo foi aproximar os seguidores do Mestre, do Jesus que &ldquo;n&atilde;o estabeleceu um c&oacute;digo, mas a miseric&oacute;rdia&rdquo;. A afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; de D. Manuel Linda, bispo da Diocese das For&ccedil;as Armadas e das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a, que preside tamb&eacute;m &agrave; Comiss&atilde;o Episcopal Miss&otilde;es e Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o. No Vaticano e nas v&aacute;rias confer&ecirc;ncias episcopais, foi pedido ao setor da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o a coordena&ccedil;&atilde;o e dinamiza&ccedil;&atilde;o do Ano Jubilar<\/em><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia Ecclesia &ndash; O Jubileu da Miseric&oacute;rdia foi sobretudo um jubileu do Papa Francisco?<\/em><\/p>\n<p> \tD. Manuel Linda &#8211; Foi um ano inserido na din&acirc;mica da Igreja, que pensou fundamentalmente na fam&iacute;lia. N&atilde;o podemos esquecer que vem no seguimento do S&iacute;nodo sobre a fam&iacute;lia e, nesse ambiente, o Papa, em uni&atilde;o com a Igreja, estabeleceu ao Ano da Miseric&oacute;rdia como tentativa de ver qual o Ser de Deus e a resposta do homem. Muitas vezes privilegi&aacute;vamos o Direito Can&oacute;nico, o formalismo inerente &agrave;s leis em detrimento do ser &iacute;ntimo que &eacute; o t&iacute;pico da Igreja e de Deus.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O Papa fez muitos gestos concretos, que aconteceram tamb&eacute;m em toda a Igreja?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Aconteceram! N&atilde;o tiveram &eacute; a repercuss&atilde;o dos gestos do Papa.<\/p>\n<p> \tFundamentalmente aconteceu a forma&ccedil;&atilde;o de uma mentalidade. Claro que n&atilde;o &eacute; mensur&aacute;vel e n&atilde;o podemos dizer que hoje &ldquo;toda a Igreja &eacute; misericordiosa como o Pai &eacute; misericordioso&rdquo;. Mas a fermenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; a atuar e vai trazer os seus frutos.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O que &eacute; poss&iacute;vel continuar a fazer para que gestos como os do Papa tenham repercuss&atilde;o em todo o mundo?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; A Porta Santa encerra, mas a mentalidade que ele criou, a miseric&oacute;rdia, n&atilde;o termina. &Eacute; semente que vai florindo e que vai modelar a Igreja neste terceiro mil&eacute;nio. &Eacute; a grande proposta lan&ccedil;ada neste in&iacute;cio do terceiro mil&eacute;nio e que vai dar uma nova tonalidade &agrave; maneira de ser Igreja e de estar no mundo: pessoas de miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O novo horizonte da Igreja convida a substituir a norma pela miseric&oacute;rdia?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; O Direito Can&oacute;nico teve, tem e ter&aacute; uma import&acirc;ncia muito grande no ordenamento da Igreja, at&eacute; como corpo organizado que precisa logicamente de ter o seu enquadramento. Por isso, o Direito Can&oacute;nico n&atilde;o &eacute; algo que est&aacute; a mais, bem pelo contr&aacute;rio, &eacute; fundamental para a Igreja. Mas n&atilde;o &eacute; a norma fria, enquanto tal, que nos carateriza. <strong>Jesus Cristo n&atilde;o estabeleceu um c&oacute;digo, mas a miseric&oacute;rdia<\/strong>.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; E que desafio &eacute; esse para quem segue hoje Jesus Cristo?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Ser como Ele: misericordioso, compassivo, simp&aacute;tico, acolhedor&hellip;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Que rela&ccedil;&atilde;o se deve estabelecer entre o tema da fam&iacute;lia, que referiu, e o Jubileu da Miseric&oacute;rdia?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; O Papa n&atilde;o me disse qual a raz&atilde;o pela qual escolheu o tema para um jubileu extraordin&aacute;rio. Mas toda a gente nota que &eacute; no seguimento do S&iacute;nodo sobre a fam&iacute;lia e da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal &lsquo;A Alegria do Amor&rsquo;. N&oacute;s lidamos com uma situa&ccedil;&atilde;o muito dif&iacute;cil, como &eacute; a das fam&iacute;lias, onde h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o t&ecirc;m uma solu&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil! N&atilde;o h&aacute; outra abertura poss&iacute;vel nesta fase que n&atilde;o seja um acolhimento, uma presen&ccedil;a, um n&atilde;o deixar desanimar, que habitualmente chamamos miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Refere-se a fam&iacute;lias que n&atilde;o se configuram na estrutura tradicional&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; O grande desafio &eacute; que aqueles que podem viver a partir do ponto de vista do que a Igreja prev&ecirc; para a fam&iacute;lia crente o vivam. Mas h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que n&atilde;o &eacute; humanamente poss&iacute;vel. Mas, por isso, n&atilde;o s&atilde;o rejeitadas, n&atilde;o est&atilde;o afastadas, n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;mandadas para o inferno&rdquo;. H&aacute; que acolh&ecirc;-las, estar presente, integr&aacute;-las dentro do poss&iacute;vel nas estruturas da vida da Igreja e acalentar a esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Concretizar as propostas do S&iacute;nodo da Fam&iacute;lia, com uma atitude de miseric&oacute;rdia. Foi essa a estrat&eacute;gia do Papa?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Tamb&eacute;m por a&iacute;. Mas o jubileu &eacute; mais do que isso. Toda a vida da Igreja tem de respirar um &ldquo;oxig&eacute;nio&rdquo; de miseric&oacute;rdia, simpatia, acolhimento, presen&ccedil;a solid&aacute;ria.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Na Bula de Proclama&ccedil;&atilde;o do Jubileu, o Papa afirma que toda a a&ccedil;&atilde;o pastoral da Igreja deve estar envolvida pela &ldquo;ternura com que se dirige aos crentes&rdquo;. H&aacute; um novo paradigma para ser Igreja hoje?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; H&aacute;. Estou convencido que, da parte de todos n&oacute;s, os pastores, houve uma enorme tentativa de modelar o cora&ccedil;&atilde;o por uma maior proximidade, acolhimento. N&atilde;o quer dizer que posturas de um certo formalismo n&atilde;o possam acontecer. Acontecem! Mas encontramos a atitude de maior abertura e proximidade, particularmente diante de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis ou mesmo fraturante, gra&ccedil;as a Deus! <strong>Creio que este ano foi absolutamente extraordin&aacute;rio na mudan&ccedil;a do nosso temperamento na din&acirc;mica pastoral, no acolhimento<\/strong>.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A refer&ecirc;ncia principal &eacute; a hist&oacute;ria de vida de cada pessoa?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; N&atilde;o a hist&oacute;ria de vida, mas a pessoa enquanto tal, que n&atilde;o se concebe de forma abstrata, &agrave; maneira grega. Trata-se de uma pessoa concreta, portadora de &acirc;nsias, car&ecirc;ncias, sonhos e frustra&ccedil;&otilde;es. E se a desprezamos, desprezamos a &uacute;nica raz&atilde;o de ser da Igreja, que &eacute; a pessoa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Disse tamb&eacute;m o Papa, ao convocar o jubileu, que a credibilidade da Igreja passa pela &ldquo;estrada do amor misericordioso e compassivo&rdquo;. Falar da credibilidade de uma institui&ccedil;&atilde;o com 2000 anos, coloc&aacute;-la em causa como o Papa o fez &eacute; um desafio a que &eacute; imposs&iacute;vel ficar indiferente&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; &Eacute; evidente! <strong>Ou somos hoje repetidores, no tempo que corre, dos gestos e atitudes de Jesus Cristo, ou estamos a mais<\/strong> e criamos n&oacute;s um qualquer organismo, por mais vener&aacute;vel que seja. A Igreja &eacute; muito filantr&oacute;pica, distingue-se por fazer coisas muito bonitas, mas n&atilde;o &eacute; essa a sua ess&ecirc;ncia. A sua ess&ecirc;ncia &eacute; ser misericordiosa, compassiva, amorosa, como Jesus Cristo o foi.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Jesus foi muitas vezes al&eacute;m da lei. Que desafio constitui essa atitude para os dias de hoje?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Somos chamados &agrave; mesma atitude pedag&oacute;gica de Jesus em fun&ccedil;&atilde;o da pessoa, n&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s n&atilde;o canonizamos o mal! Bem pelo contr&aacute;rio. Se &eacute; mal, &eacute; mal. Mas a pessoa &eacute; merecedora da miseric&oacute;rdia e da aten&ccedil;&atilde;o, independentemente do bem ou do mal que traga anexa &agrave; sua vida.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Miseric&oacute;rdia e justi&ccedil;a. Que rela&ccedil;&atilde;o se deve estabelecer?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; As duas s&atilde;o componentes humanas. <strong>Mas justi&ccedil;a sem miseric&oacute;rdia ser&aacute; fria, livresca<\/strong>, que n&atilde;o serve a pessoa na sua totalidade.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O que &eacute; que a miseric&oacute;rdia acrescenta &agrave; justi&ccedil;a?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Centra-se na pessoa, n&atilde;o apenas na a&ccedil;&atilde;o. A a&ccedil;&atilde;o &eacute; contabilizada em fun&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos. E o contexto? E o que est&aacute; por tr&aacute;s de uma a&ccedil;&atilde;o? Podem ser agravantes, mas normalmente s&atilde;o atenuantes.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Acredito que de alguma forma a miseric&oacute;rdia desestabiliza quem tem de aplicar a justi&ccedil;a&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil! N&oacute;s gostar&iacute;amos de ver tudo autom&aacute;tico como o ligar de um interruptor. Mas estamos a lidar com pessoas e o seu mundo. Mas n&atilde;o tenhamos ilus&atilde;o. Esse &eacute; o &uacute;nico caminho a seguir&hellip;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Ao proclamar o jubileu, o Papa refere-se tamb&eacute;m a outras religi&otilde;es, afirmando que a miseric&oacute;rdia ultrapassa as fronteiras da Igreja. O jubileu da miseric&oacute;rdia foi tamb&eacute;m um ano de di&aacute;logo inter-religioso?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Foi e vai s&ecirc;-lo! N&atilde;o tivemos nenhum gesto significativo, mas no contexto do Pentecostes, em maio, as igrejas do COPIC (Conselho Portugu&ecirc;s das Igrejas Crist&atilde;s), que j&aacute; est&atilde;o h&aacute; muitos anos em di&aacute;logo, pretendemos recuperar uma &oacute;tima declara&ccedil;&atilde;o sobre a justifica&ccedil;&atilde;o pela f&eacute; de 1998, assinada entre as igrejas luteranas da Alemanha e a Igreja Cat&oacute;lica, que &eacute; ainda hoje um documento fundante do que deve ser a uni&atilde;o a n&iacute;vel de doutrina. Vamos pegar nesse documento e refleti-lo, em conjunto. Trata-se de um dos frutos deste Ano da Miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O setor da nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, que o D. Manuel Linda coordena na Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, dinamizou este Jubileu da Miseric&oacute;rdia. Que repercuss&atilde;o tiveram as propostas do Papa entre n&oacute;s?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; No in&iacute;cio chegaram muitos documentos de Roma e, tamb&eacute;m por meio de consultas que fizemos ao Vaticano, tentamos uniformizar crit&eacute;rios para abertura do Ano da Miseric&oacute;rdia e a din&acirc;mica no qual deveria ser vivido. Depois, cada diocese foi caminhado pelos seus meios, ao seu ritmo. Ap&oacute;s o segundo e terceiro m&ecirc;s n&atilde;o houve uma interven&ccedil;&atilde;o de coordena&ccedil;&atilde;o marcante.<\/p>\n<p> \tPor outro lado, a primeira parte do Ano da Miseric&oacute;rdia foi marcada, em muitas dioceses, pela visita Imagem Peregrina de Nossa Senhora de F&aacute;tima e, em cada uma, procurou-se associar os dois acontecimentos no tema da miseric&oacute;rdia. &nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O Jubileu da Miseric&oacute;rdia n&atilde;o se reduziu, no entanto, ao abrir e fechar de portas, passado um ano&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; N&atilde;o! <strong>Realizaram-se muitas a&ccedil;&otilde;es: umas vis&iacute;veis, mas as grandes a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as invis&iacute;veis<\/strong>. Todo o Povo de Deus esteve envolvido com muito &ecirc;xito. Marcou a maneira de ser Igreja em Portugal e em qualquer parte do mundo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; N&atilde;o seria desej&aacute;vel que gestos como os que o Papa fez, como ter a Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro com sem-abrigo, acontecessem tamb&eacute;m entre n&oacute;s?<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Sim. E aconteceram! O bispo do Porto convidou os sem-abrigo a atravessar a Porta Santa da catedral; na &uacute;nica pris&atilde;o que h&aacute; em Portugal para as For&ccedil;as Armadas e For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a, gra&ccedil;as a Deus com um n&uacute;mero reduzido de presos, celebrei o Jubileu dos reclusos, com a presen&ccedil;a da Imagem Peregrina. E muitos outros gestos ocorreram! N&atilde;o foram &eacute; t&atilde;o vis&iacute;veis, porque n&atilde;o t&ecirc;m a dimens&atilde;o da universalidade como t&ecirc;m os que se realizam no Vaticano.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Tamb&eacute;m por causa da realiza&ccedil;&atilde;o desses gestos, acredita que o novo paradigma do ser Igreja hoje est&aacute; em curso&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \tML &ndash; Acredito que &eacute; uma porta que n&atilde;o se pode encerrar e que ningu&eacute;m tem coragem para fechar a porta da miseric&oacute;rdia: um cora&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel, uma maneira pr&oacute;pria de afirmar a f&eacute; no mundo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista a D. Manuel Linda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[187,274],"class_list":["post-79382","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-do-porto","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79382\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}