{"id":79255,"date":"2016-11-10T14:30:00","date_gmt":"2016-11-10T14:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/11\/10\/nota-pastoral-da-cep-sobre-os-quatro-seculos-de-evangelizacao-e-tres-de-presenca-em-portugal-da-congregacao-da-missao\/"},"modified":"2016-11-10T14:30:00","modified_gmt":"2016-11-10T14:30:00","slug":"nota-pastoral-da-cep-sobre-os-quatro-seculos-de-evangelizacao-e-tres-de-presenca-em-portugal-da-congregacao-da-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-da-cep-sobre-os-quatro-seculos-de-evangelizacao-e-tres-de-presenca-em-portugal-da-congregacao-da-missao\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral da CEP sobre os quatro s\u00e9culos de evangeliza\u00e7\u00e3o  e tr\u00eas de presen\u00e7a em Portugal da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t<strong>1. Carisma Vicentino<\/strong><\/p>\n<p> \tCompletam-se em 2017 quatro s&eacute;culos ap&oacute;s S. Vicente de Paulo, animado de zelo apost&oacute;lico, ter recebido a inspira&ccedil;&atilde;o celeste que o chamava a fundar uma comunidade de mission&aacute;rios devotados &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o dos pobres e &agrave; criteriosa forma&ccedil;&atilde;o espiritual, doutrinal e pastoral do clero. Gra&ccedil;as &agrave; fecundidade apost&oacute;lica dessa intui&ccedil;&atilde;o fundacional viriam a nascer a Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o, a Companhia das Filhas da Caridade e a pl&ecirc;iade de institui&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;o fraterno aos mais pobres e marginalizados, de que as Confer&ecirc;ncias Vicentinas s&atilde;o hoje uma das express&otilde;es sociais mais conhecidas. Celebra-se igualmente no ano de 2017 o terceiro centen&aacute;rio da entrada em Portugal do carisma vicentino trazido pelo instituto da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o.<\/p>\n<p> \tA Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa congratula-se com a feliz efem&eacute;ride e associa-se &agrave; a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e louvor que toda a Fam&iacute;lia Vicentina eleva ao Senhor nesta data comemorativa. Com efeito, as duas datas evocam a miss&atilde;o eclesial de S. Vicente de Paulo e do carisma que o inspirou a favor dos pobres, da reforma do clero e da caridade que ele soube converter em in&uacute;meros projetos sociais. E se altas figuras da aristocracia francesa de ent&atilde;o encontraram nele conselho e assist&ecirc;ncia espiritual, foram os pobres do mundo rural e das cidades que mais o inquietaram, estimulando-o &agrave; pr&aacute;tica das obras de miseric&oacute;rdia espirituais e corporais. Escolheu, por isso, servir pastoralmente a Igreja como p&aacute;roco numa humilde aldeia rural e, pouco a pouco, foi descobrindo que a verdadeira dimens&atilde;o da pobreza tanto diz respeito &agrave; falta de p&atilde;o como &agrave; necessidade de uma f&eacute; viva e esclarecida. Da&iacute; a urg&ecirc;ncia que sentiu de promover tr&ecirc;s linhas de a&ccedil;&atilde;o principais: organizar as caridades, grupos de crist&atilde;os leigos dedicados a servir os pobres; efetuar miss&otilde;es populares que despertem e eduquem na f&eacute; o povo humilde dos campos; dinamizar a forma&ccedil;&atilde;o cultural e pastoral do clero atrav&eacute;s de confer&ecirc;ncias e da organiza&ccedil;&atilde;o dos semin&aacute;rios.<\/p>\n<p> \tDa vasta obra caritativa do fundador da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o e das Filhas da Caridade, lembremos aqui duas li&ccedil;&otilde;es not&aacute;veis. A guerra da Fronda, que devastou com os seus tent&aacute;culos de viol&ecirc;ncia v&aacute;rias regi&otilde;es da Fran&ccedil;a, espalhando fome, doen&ccedil;a e toda a esp&eacute;cie de mis&eacute;rias, gerou multid&otilde;es de desalojados que, fugindo das frentes de batalha, acorriam &agrave;s cidades. Em vez de melhorarem a situa&ccedil;&atilde;o, tornavam-na muitas vezes mais grave ainda. Com imagina&ccedil;&atilde;o e empenho, logo cuidou de p&ocirc;r em a&ccedil;&atilde;o um projeto destinado a conter a desumanidade dessas migra&ccedil;&otilde;es. Passou a enviar, por diversos caminhos, alimentos e outros bens de primeira necessidade, evitando que fossem os pobres a fazer longas caminhadas, tornando assim a vida do povo menos sofrida. Esta capacidade de mobilizar recursos materiais e humanos de forma bem organizada e, por isso, mais eficaz, descobriu-a ele muito cedo.<\/p>\n<p> \tAlertado, quando se preparava para celebrar a missa dominical, para a exist&ecirc;ncia, em lugar remoto, de uma fam&iacute;lia cujos membros estavam todos gravemente doentes, apelou do p&uacute;lpito ao cora&ccedil;&atilde;o dos ouvintes para levarem ajuda a t&atilde;o dolorosa situa&ccedil;&atilde;o. A resposta fraterna dos presentes foi generosa e r&aacute;pida. Mas como assegurar continuidade a esse gesto epis&oacute;dico de caridade? Vicente de Paulo percebeu ent&atilde;o, por experi&ecirc;ncia, que caridade sem organiza&ccedil;&atilde;o pode resultar em falta de caridade. E tornou-se mestre na arte de organizar e gerir as caridades, sem jamais esquecer que a caridade de Cristo deve animar sempre a dedica&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;o dos pobres. A&ccedil;&atilde;o social, evangeliza&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o do clero, eis tr&ecirc;s campos fundamentais nos quais trabalhou S. Vicente de Paulo e em que continua vivo o carisma que imprimiu nas obras que fundou. Foi, por isso, com justi&ccedil;a e verdade, chamado por S. Jo&atilde;o Paulo II &ldquo;homem de a&ccedil;&atilde;o e de ora&ccedil;&atilde;o, de organiza&ccedil;&atilde;o e de imagina&ccedil;&atilde;o, de dire&ccedil;&atilde;o firme e de humildade, homem de ontem e de hoje&rdquo; (Alocu&ccedil;&atilde;o &agrave; Assembleia Geral da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o, em 1986).<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>2. Presen&ccedil;a em Portugal<\/strong><\/p>\n<p> \tOs filhos de S. Vicente de Paulo entraram em Portugal em come&ccedil;os do s&eacute;culo XVIII. Foi apoiado num breve de Clemente XI que autorizava a erigir a Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o no reino de Portugal que o padre Jos&eacute; Gomes da Costa (1667-1725), natural de Torre de Moncorvo, e superior da casa de Monte C&eacute;lio, em Roma, onde tinha ingressado na congrega&ccedil;&atilde;o vicentina, chegou a Lisboa, em novembro de 1716, para dar in&iacute;cio &agrave; funda&ccedil;&atilde;o. Tem a data de 20 de maio de 1717 o documento em que o Procurador do Supremo Tribunal da Justi&ccedil;a do Reino concede exist&ecirc;ncia legal &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o. A Prov&iacute;ncia de Roma, donde vinha o fundador, enviou de imediato quatro sacerdotes e um irm&atilde;o para formarem a primeira comunidade. E, em 1720, era fundada a primeira casa da Miss&atilde;o, na quinta de Rilhafoles, em Lisboa, casa central donde irradiar&aacute; intensa e frutuosa atividade votada &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do clero e &agrave;s miss&otilde;es populares. At&eacute; 1834, a vida da Congrega&ccedil;&atilde;o desenvolveu-se &agrave; volta de tr&ecirc;s grandes centros: Lisboa (casa de Rilhafoles); Braga (casa da Cruz) e &Eacute;vora (Semin&aacute;rio). A par desta a&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria dentro do pa&iacute;s, ocorreu tamb&eacute;m intensa atividade apost&oacute;lica no Oriente (semin&aacute;rios de Goa e Macau, miss&otilde;es em Pequim, Nanquim e Malaca), e ainda no Brasil, com a obra mission&aacute;ria do padre Ant&oacute;nio Ferreira Vi&ccedil;oso, que ser&aacute; depois s&eacute;timo bispo de Mariana.<\/p>\n<p> \tAp&oacute;s a extin&ccedil;&atilde;o em 1834, a vida da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o come&ccedil;ou a ser restabelecida a partir de 1857. Durante este segundo per&iacute;odo, que se prolongou at&eacute; &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em 1910, as atividades principais da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o foram as miss&otilde;es populares, a forma&ccedil;&atilde;o da juventude em col&eacute;gios, a funda&ccedil;&atilde;o e acompanhamento de confer&ecirc;ncias vicentinas e associa&ccedil;&otilde;es religiosas, nomeadamente na Igreja de S. Lu&iacute;s dos Franceses, em Lisboa, na resid&ecirc;ncia de Santa Quit&eacute;ria, Felgueiras, e no Funchal, Madeira, onde, al&eacute;m da capelania do Hosp&iacute;cio Princesa Dona Am&eacute;lia, assumiram a dire&ccedil;&atilde;o do Semin&aacute;rio Maior da Diocese. Este surto de crescimento foi bruscamente interrompido em 1910, ano em que foram assassinados dois virtuosos mission&aacute;rios, os padres Alfredo Fragues, Provincial, e Bernardino Barros Gomes, ilustre homem de ci&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> \tOutra vez renascida das cinzas em 1927, os esfor&ccedil;os dos res&shy;pons&aacute;veis da Prov&iacute;ncia Portuguesa da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o concentraram-se na organiza&ccedil;&atilde;o das comunidades e respetivas obras, e ainda na forma&ccedil;&atilde;o de novos mission&aacute;rios. Com essa finalidade, ergueram v&aacute;rios Semin&aacute;rios: Pombeiro e Oleiros (Felgueiras) e, mais tarde, Mafra e Braga. Novas condi&ccedil;&otilde;es e exig&ecirc;ncias de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e pedag&oacute;gica obri&shy;garam &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de Lares de Estudantes no Ameal, Porto, e na Luz, em Lisboa. Nova fase da Miss&atilde;o <em>Ad Gentes<\/em> teve in&iacute;cio em 1940, com a funda&ccedil;&atilde;o de comunidades mission&aacute;rias em Mo&ccedil;ambique. Na d&eacute;cada de 1960, metade dos seus membros, quase sempre os mais jovens, rumava a Mo&ccedil;ambique. Esta situa&ccedil;&atilde;o exigiu a cria&ccedil;&atilde;o de uma estrutura jur&iacute;dica mais &aacute;gil e bem inserida no terreno mo&ccedil;ambicano. Nascia, assim, em 1965, a Vice-Prov&iacute;ncia. Al&eacute;m da presen&ccedil;a mission&aacute;ria junto das popula&ccedil;&otilde;es aut&oacute;ctones, assumiram, na linha do carisma do Santo Fundador e em condi&ccedil;&otilde;es de grande exig&ecirc;ncia e responsabilidade eclesial, a obra dos semin&aacute;rios. Dirigiram a forma&ccedil;&atilde;o do clero mo&ccedil;ambicano em tr&ecirc;s semin&aacute;rios. Por estas institui&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o passou a maior parte do clero local, bem como muitos dos bis&shy;pos desse pa&iacute;s.<\/p>\n<p> \tAl&eacute;m de obras de apostolado mission&aacute;rio j&aacute; existentes em Chaves, Viseu, Felgueiras, Lisboa e Funchal, o regresso de alguns mission&aacute;rios, ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia de Mo&ccedil;ambique, permitiu que fossem assumidas obras diocesanas, designadamente par&oacute;quias nas dioceses de Santar&eacute;m, Beja e Portalegre-Castelo Branco. Voltou, depois, com renovada entrega e din&acirc;mica evangelizadora a tradicional obra das miss&otilde;es populares. De norte a sul, equipas de Padres, Filhas da Caridade e Leigos, preparadas para anunciar a mensagem do Evangelho em novos contextos sociais e culturais, percorreram in&uacute;meras par&oacute;quias, a convite dos respetivos bispos e p&aacute;rocos. Entre essas renovadas iniciativas de evangeliza&ccedil;&atilde;o contam-se as Comunidades Familiares de Caridade, pequenos grupos de agentes pastorais dispon&iacute;veis para assegurar continuida&shy;de &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o realizada nas miss&otilde;es populares.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>3. Desafios do carisma vicentino para o nosso tempo<\/strong><\/p>\n<p> \tO cora&ccedil;&atilde;o do carisma vicentino &eacute; o exerc&iacute;cio da caridade cujo modelo foi dado pelo divino Mestre. S. Vicente de Paulo resumiu as virtudes do Filho de Deus a duas principais: uni&atilde;o com o Pai e caridade para com os homens. A atualiza&ccedil;&atilde;o deste carisma passa hoje pelo compromisso com os mais pobres, que de todos os crist&atilde;os exige a&ccedil;&otilde;es concretas que, em esp&iacute;rito de miss&atilde;o e de servi&ccedil;o &agrave; Igreja, se h&atilde;o de traduzir em obras mais do que em palavras. Urge, antes de mais, revisitar as origens e divulgar o pensamento e a obra do santo da caridade como imperativo de programas pastorais.<\/p>\n<p> \tEste &ldquo;vinho novo&rdquo; do carisma ter&aacute;, com certeza, consequ&ecirc;ncias na atividade pastoral e na qualidade do servi&ccedil;o &agrave; Igreja em geral. Importa tamb&eacute;m perceber que as institui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o chamadas a ser a express&atilde;o encarnada do carisma. Mas as institui&ccedil;&otilde;es vivem mergulhadas na hist&oacute;ria de sociedades em acelerada transforma&ccedil;&atilde;o. &Eacute;, por isso, necess&aacute;rio escutar os sinais dos tempos e discernir, nas situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis e t&atilde;o frequentemente desumanas, o que ao apelo dos pobres tem a dizer com obras de miseric&oacute;rdia o carisma vicentino. E h&aacute; de ter a coragem de reajustar estruturas de outros tempos, como se reajustam as roupas que vestem um corpo que cresce e se transforma.<\/p>\n<p> \tNeste processo de escuta e discernimento em ordem &agrave; tomada de decis&atilde;o sobre a participa&ccedil;&atilde;o nas estruturas eclesiais, a vis&atilde;o prof&eacute;tica de <em>aggiornamento<\/em> de S. Jo&atilde;o XXIII continua de plena atualidade. Abrir horizontes, reavivar o esp&iacute;rito mission&aacute;rio e estar dispon&iacute;vel para ir mais longe, &eacute; pr&oacute;prio de homens chamados por Deus a continuar a obra salv&iacute;fica de seu Filho. Sem otimismos ing&eacute;nuos, vivemos tempos de abertura a projetos novos, reconhecendo que &eacute; sempre poss&iacute;vel fazer-se ao largo e participar em iniciativas eclesiais que v&atilde;o para al&eacute;m da nossa realidade geogr&aacute;fica. No mundo globalizado de hoje, as fronteiras s&atilde;o sobretudo a estreiteza do horizonte que acomodamos nas nossas mentes e que nos podem impedir de chegar mais longe.<\/p>\n<p> \tO carisma vicentino &eacute; portador de um c&oacute;digo gen&eacute;tico de conte&uacute;do espiritual que se transmite, de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o, a todos os ramos da fam&iacute;lia. Esse n&uacute;cleo de gra&ccedil;a, que o Esp&iacute;rito anima, faz com que ela viva em saud&aacute;vel e cont&iacute;nua &ldquo;inconformidade com as coisas do mundo presente&rdquo; (Rm 12,12), num processo de busca constante.<\/p>\n<p> \tEnquanto dom celeste, esse n&uacute;cleo de gra&ccedil;a tem a marca da intemporalidade e apela a uma renova&ccedil;&atilde;o permanente. Com a coragem dos profetas, a vis&atilde;o dos m&iacute;sticos, o zelo dos mission&aacute;rios, a simplicidade dos homens de cora&ccedil;&atilde;o puro, e impelidos pela caridade, podem os filhos espirituais de S. Vicente de Paulo continuar a fazer o que o Filho de Deus fazia na terra. Chamados para evangelizar os pobres, t&ecirc;m como miss&atilde;o anunciar-lhes a paz e a justi&ccedil;a que vem com o Reino de Deus. Aos homens que, neste mundo de crise e desamparo, continuam marcados pelo infort&uacute;nio, como desempregados, refugiados, exclu&iacute;dos e v&iacute;timas de cada vez mais refinadas formas de pobreza, devem dar raz&otilde;es &agrave; esperan&ccedil;a de um mundo mais justo e fraterno.<\/p>\n<p> \tA Confer&ecirc;ncia Episcopal exorta, em Cristo, os herdeiros do carisma de S. Vicente de Paulo, em Portugal, a sentirem-se comprometidos com todas as situa&ccedil;&otilde;es que degradam a dignidade do homem. &Agrave; luz da mensagem de miseric&oacute;rdia de que d&aacute; testemunho o pontificado do Papa Francisco, crentes e n&atilde;o crentes est&atilde;o agora mais atentos &agrave; desumanidade das periferias humanas e existenciais. Caminha ao encontro dessa mensagem de amor misericordioso o carisma vicentino, que deve colocar o mundo dos pobres no centro de aten&ccedil;&atilde;o de todos os crist&atilde;os e homens de boa vontade.<\/p>\n<p> \t<em>F&aacute;tima, 10 de novembro de 2016<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Carisma Vicentino Completam-se em 2017 quatro s&eacute;culos ap&oacute;s S. Vicente de Paulo, animado de zelo apost&oacute;lico, ter recebido a inspira&ccedil;&atilde;o celeste que o chamava a fundar uma comunidade de mission&aacute;rios devotados &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o dos pobres e &agrave; criteriosa forma&ccedil;&atilde;o espiritual, doutrinal e pastoral do clero. 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