{"id":78904,"date":"2016-10-19T16:53:00","date_gmt":"2016-10-19T16:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/10\/19\/o-futuro-da-humanidade-que-virou-as-costas-a-deus\/"},"modified":"2016-10-19T16:53:00","modified_gmt":"2016-10-19T16:53:00","slug":"o-futuro-da-humanidade-que-virou-as-costas-a-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-futuro-da-humanidade-que-virou-as-costas-a-deus\/","title":{"rendered":"O futuro da humanidade que \u00abvirou as costas a Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista ao cardeal Robert Sarah, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos <!--more--> <\/p>\n<p> \tO cardeal Robert Sarah, o prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa S&eacute;), veio a Portugal falar sobre as suas preocupa&ccedil;&otilde;es com a &ldquo;crise de Deus&rdquo; no Ocidente e do seu percurso de vida, desde uma aldeia remota da Guin&eacute;-Conacri. Nascido em 1945, foi nomeado bispo por S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II em 1979, chegando ao Vaticano em 2001, num percurso que o levou a ser criado cardeal por Bento XVI em 2010.<\/p>\n<p align=\"right\"> \t<em>Entrevista conduzida por Henrique Matos<\/em><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Como &eacute; que uma crian&ccedil;a da Guin&eacute;-Conacri faz a descoberta de Deus na sua vida e chega a ser cardeal da Igreja Cat&oacute;lica?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Cardeal Robert Sarah (RS)<\/em> &#8211; Deus utiliza sempre pessoas para se dar a conhecer. No meu caso, foram os mission&aacute;rios Espiritanos que estavam na Guin&eacute; e me deram a conhecer o Evangelho e Jesus Cristo. Ensinaram-me a rezar, isto &eacute;, a encontrar Deus na ora&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s da Missa, porque era ac&oacute;lito, pouco a pouco, descobri quem era Deus. Da mesma forma, Ele suscitou em mim esta escuta do seu apelo para ser padre.<\/p>\n<p> \tOuvi este apelo e, naturalmente, julgava que n&atilde;o fosse poss&iacute;vel para um africano, porque eu s&oacute; tinha visto mission&aacute;rios. Quando falei disso aos meus pais, eles n&atilde;o acreditavam que isso fosse poss&iacute;vel, foi o sacerdote que disse: &ldquo;Sim, ele pode ser padre&rdquo;. Foi uma surpresa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; &Eacute; f&aacute;cil ser crist&atilde;o na Guin&eacute;-Conacri?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; N&atilde;o, porque o meu pa&iacute;s &eacute; maioritariamente mu&ccedil;ulmano, pelo menos 73% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; mu&ccedil;ulmana. 12% &eacute; animista. Apenas 3, 4% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; cat&oacute;lica e o ambiente nem sempre &eacute; favor&aacute;vel. Devo dizer, ainda assim, que tanto o Isl&atilde;o como o animismo tiveram sempre boas rela&ccedil;&otilde;es com os cat&oacute;licos, rela&ccedil;&otilde;es que nos estimulam a colocar Deus na nossa vida, no nosso trabalho, nas nossas rela&ccedil;&otilde;es. Na Guin&eacute;, a palavra Deus est&aacute; sempre em primeiro lugar, por isso, apesar destas diferen&ccedil;as de credo, h&aacute; boas rela&ccedil;&otilde;es entre n&oacute;s.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Por vezes, esteve mesmo em perigo&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; Sim, corri perigo do ponto de vista pol&iacute;tico mas Deus n&atilde;o permite que sejamos atingidos. Em abril de 1984, o Governo revolucion&aacute;rio da &eacute;poca [ditadura militar de Lansana Cont&eacute;, ap&oacute;s a morte de S&eacute;kou Tour&eacute;, ndr], com outras pessoas, decidiu eliminar-nos, mas felizmente Deus n&atilde;o o permitiu, porque quem queria matar-nos acabou por morrer, durante uma opera&ccedil;&atilde;o. A pessoa que nos deveria prender caiu, magoou-se numa perna, foi levada para fora da Guin&eacute; para ser tratada e foi assim que escapamos.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Foi um sinal de Deus?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; Foi um sinal de Deus, que me disse: &ldquo;Eu protejo-te&rdquo;. Eu n&atilde;o fiz nada, tudo o que fiz na vida foi feito por Deus, tudo aquilo em que me tornei, foi Deus que o fez. Eu sou natural de uma pequena aldeia, de uma pequena fam&iacute;lia, somos apenas tr&ecirc;s, sou filho &uacute;nico. Deus tomou este filho para o levar ao semin&aacute;rio, ele tornou-se padre, bispo, cardeal&hellip; Tudo isso foi Deus que o fez, eu apenas fui d&oacute;cil ao que Ele quis fazer de mim.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; A Igreja Cat&oacute;lica est&aacute; a crescer em &Aacute;frica, onde tem carater&iacute;sticas pr&oacute;prias. &Eacute; uma li&ccedil;&atilde;o para a Europa?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; Efetivamente, a Igreja cresce em &Aacute;frica e &eacute; uma gra&ccedil;a de Deus. H&aacute; um s&eacute;culo, em 1900, havia s&oacute; 2 milh&otilde;es de cat&oacute;licos; hoje somos 200 milh&otilde;es. &Eacute; um crescimento extraordin&aacute;rio, com muitas voca&ccedil;&otilde;es &agrave; vida religiosa e sacerdotal, muitas convers&otilde;es. Apesar da pobreza, das doen&ccedil;as, da guerra, a Igreja cresce. Isso &eacute; um dom, uma gra&ccedil;a de Deus.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o temos li&ccedil;&otilde;es a dar &agrave; Europa, o que temos ao nosso dispor &eacute; o que Deus realizou em &Aacute;frica. Sei que Deus realiza sempre coisas magn&iacute;ficas com os pobres, com os que n&atilde;o t&ecirc;m nada, os que n&atilde;o s&atilde;o nada. N&atilde;o temos li&ccedil;&otilde;es a dar ao Ocidente, mas penso que este pode olhar &agrave; sua volta, para a &Aacute;sia, a &Aacute;frica, para ver como &eacute; que estes continentes respondem ao Evangelho, respondem ao apelo de Deus, e, talvez, voltar &agrave; sua f&eacute; original.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Fala-se numa crise de Deus no mundo ocidental. Qual &eacute; o papel dos crist&atilde;os neste cen&aacute;rio?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; T&ecirc;m a miss&atilde;o de ser testemunhas, de manifestar a f&eacute; que t&ecirc;m Deus, pelo qual vivemos e nos movemos. Sem Deus, n&atilde;o saber&iacute;amos para onde ir, quem somos, porque fomos criados &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus, Ele guia-nos, respeitando a nossa liberdade. Se nos separarmos de Deus, &eacute; como uma &aacute;rvore sem ra&iacute;zes, morre. Se o rio n&atilde;o tiver uma nascente que o alimente, ele seca, j&aacute; n&atilde;o tem &aacute;gua.<\/p>\n<p> \tO homem n&atilde;o pode ter a pretens&atilde;o de dispensar Deus sem correr o risco de morrer e de desaparecer, pela viol&ecirc;ncia que ele pr&oacute;prio cria, as guerras, todas as situa&ccedil;&otilde;es de conflito, de barb&aacute;rie. Foi o homem que criou tudo isso, porque virou as costas a Deus, porque pensamos que somos aut&oacute;nomos, independentes, que podemos fazer tudo o que queremos.<\/p>\n<p> \tO crist&atilde;o tem o dever, sem impor a sua f&eacute; a ningu&eacute;m, de manifestar que Deus tem um lugar importante na sua vida.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Relativamente ao seu trabalho no dicast&eacute;rio para a Liturgia, o que &eacute; que podemos esperar em termos de mudan&ccedil;as?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; O trabalho mais importante que estamos a fazer hoje s&atilde;o as tradu&ccedil;&otilde;es do Missal Romano em v&aacute;rias l&iacute;nguas. De momento, est&aacute; apenas terminada e aprovada a tradu&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua inglesa, em vigor h&aacute; mais de tr&ecirc;s anos. A linguagem da Liturgia, naturalmente, &eacute; uma linguagem sagrada, n&atilde;o &eacute; a linguagem que utilizamos num mercado. Mesmo que queiramos facilitar a compreens&atilde;o, &eacute; preciso manter a sacralidade da Palavra de Deus, &eacute; preciso manter a sua beleza. A Liturgia tem de ser bela, tem de ser silenciosa, n&atilde;o barulhenta.<\/p>\n<p> \tEsse &eacute; o trabalho que procuramos fazer, que a Liturgia seja verdadeiramente um encontro, face a face, pessoal, com Deus. Se a Liturgia n&atilde;o me coloca diante de Deus, se n&atilde;o me permite encontrar-me com Ele, n&atilde;o permite crescer na f&eacute;.<\/p>\n<p> \tA Liturgia n&atilde;o &eacute; feita para mim, &eacute; feita para Deus, a fim de que Deus se revele e eu o possa conhecer. Portanto, &eacute; um ato de obedi&ecirc;ncia: quando Deus me fala, quando me ordena algo, tenho de faz&ecirc;-lo, por amor e por obedi&ecirc;ncia a Ele. N&atilde;o sou eu que tenho de inventar a Liturgia, n&atilde;o sou eu que a tenho de criar, mas tenho de entrar naquilo que a Igreja sempre viveu, desde os primeiros s&eacute;culos.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Pode dizer-se que a Liturgia perdeu a sua sacralidade nalguns momentos?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; Penso que alguns t&ecirc;m a impress&atilde;o de que &eacute; preciso banalizar a Liturgia, &eacute; preciso coloca-la ao n&iacute;vel das pessoas, que seja compreens&iacute;vel. &Eacute; verdade que temos de fazer que todos compreendam o que fazem durante a Missa, mas isso n&atilde;o deve acontecer em detrimento da sacralidade, do mist&eacute;rio. Se eu entrar no mist&eacute;rio, ele leva-me para a intimidade de Deus.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; &Eacute; necess&aacute;ria uma pedagogia, em particular junto dos mais jovens?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; Sim, &eacute; preciso educ&aacute;-los, form&aacute;-los para a Liturgia. N&atilde;o s&oacute; os jovens, mas todos, em primeiro lugar os bispos e os padres. Todos devem ser formados na Liturgia, porque &eacute; o momento mais precioso para os crist&atilde;os, &eacute; onde se encontram com Deus. N&atilde;o para satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, mas para louvar Deus, para o adorar, para o descobrir. &Eacute; normal que haja pedagogia, sem que esta seja prejudicial para a sacralidade e o mist&eacute;rio.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; No recente S&iacute;nodo dos Bispos sobre a fam&iacute;lia houve um grande debate sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos cat&oacute;licos divorciados, a sua integra&ccedil;&atilde;o nas comunidades. Como &eacute; que viu esta discuss&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; A miss&atilde;o da Igreja &eacute; revelar o pensamento de Deus sobre o matrim&oacute;nio, a fam&iacute;lia, a pessoa humana. O pensamento da Igreja n&atilde;o &eacute; inventar coisas, mas revelar o que Deus pensa. Por isso, a Igreja n&atilde;o pode inventar, para fazer bem ao homem deve dizer-lhe: Isto &eacute; o que Deus pensa, &eacute; bom para ti. Isso n&atilde;o significa que a Igreja n&atilde;o se deva interessar, estar pr&oacute;xima de quem vive situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, como por exemplo os divorciados que voltaram a casar. Como ajud&aacute;-los? Primeiro, promover a reconcilia&ccedil;&atilde;o, se for poss&iacute;vel. Se isso n&atilde;o puder acontecer, ajud&aacute;-los a praticar a sua f&eacute;, a ir &agrave; Missa, a ensinar a catequese aos filhos. Naturalmente, n&atilde;o poder&atilde;o participar no Sacramento da Eucaristia, porque n&atilde;o est&atilde;o na disposi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para comungar, mas poder&atilde;o perfeitamente estar na comunidade, participar na vida comunit&aacute;ria, na organiza&ccedil;&atilde;o da par&oacute;quia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Aqui, em Portugal, estamos a caminhar para o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Como v&ecirc; a mensagem de F&aacute;tima?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; A mensagem de F&aacute;tima &eacute; t&atilde;o clara, t&atilde;o ben&eacute;fica para a humanidade e para a Igreja, que penso que este centen&aacute;rio vai despertar em n&oacute;s essa mensagem da Virgem Maria que pede convers&atilde;o, que nos pede sacrif&iacute;cios. &Eacute; t&atilde;o v&aacute;lida como h&aacute; um s&eacute;culo. O homem tem necessidade de romper com o pecado, converter-se, voltar para Deus, rezar pela sua convers&atilde;o, fazer sacrif&iacute;cios para a sua purifica&ccedil;&atilde;o, pela purifica&ccedil;&atilde;o do mundo. Espero que Nossa Senhora desperte a Igreja, a humanidade, para a sua mensagem.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Como antigo presidente do Conselho Pontif&iacute;cio &lsquo;Cor Unum&rsquo; [organismo da Santa S&eacute; que coordena as atividades das organiza&ccedil;&otilde;es caritativas], qual &eacute; a sua opini&atilde;o sobre o novo secret&aacute;rio-geral da ONU, Ant&oacute;nio Guterres?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; &Eacute; um grande privil&eacute;gio, uma grande honra para Portugal poder dar o seu contributo ao mundo de hoje, para que este n&atilde;o se preocupe apenas com o sucesso material mas tamb&eacute;m com o sucesso interior. Um sucesso espiritual.<\/p>\n<p> \tPortugal levou sempre o Evangelho a todo o mundo, em particular &agrave; Am&eacute;rica Latina. Esta fun&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m uma ocasi&atilde;o para que Portugal fale dos seus valores, fale da sua f&eacute;, para dizer que conserva a sua identidade cat&oacute;lica, os seus valores cat&oacute;licos, universais, e que vai combater para proteger a fam&iacute;lia, proteger a vida, a dignidade da pessoa humana. Penso que &eacute; capaz disso.<\/p>\n<p> \tPenso tamb&eacute;m que &eacute; bom que Ant&oacute;nio Guterres diga que &eacute; crist&atilde;o, que n&atilde;o tenha qualquer vergonha de ser crist&atilde;o, pelo contr&aacute;rio. Sem impor a sua f&eacute; a ningu&eacute;m, sem julgar-se superior, mas afirmando claramente que acredita em Deus e que acredita no valor que Deus nos deu para sermos felizes, humana e espiritualmente.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Uma das quest&otilde;es humanit&aacute;rias mais prementes &eacute; a dos refugiados que chegam &agrave; Europa. Como v&ecirc; esta situa&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>RS <\/em>&#8211; O Ocidente n&atilde;o pode julgar-se inocente em rela&ccedil;&atilde;o ao que se passa hoje. Se h&aacute; refugiados, isso deve-se, em boa parte, ao Ocidente, que destruiu o Iraque, a L&iacute;bia&hellip; Quem apoia hoje a rebeli&atilde;o s&iacute;ria contra o Governo estabelecido?<\/p>\n<p> \tO Ocidente n&atilde;o pode dizer que est&aacute; inocente do caos que se gerou &agrave; nossa volta. Naturalmente, eu desejaria uma solu&ccedil;&atilde;o para os refugiados na sua terra. Ningu&eacute;m vai para o estrangeiro se puder ter trabalho, do qu&ecirc; viver, tranquilidade, paz. Mas se h&aacute; guerra, &eacute; claro que as pessoas v&atilde;o fugir. E quem faz a guerra? Quem fabrica as armas, quem d&aacute; as armas a quem n&atilde;o tem dinheiro para as pagar? Por qu&ecirc; motivo?<\/p>\n<p> \tN&oacute;s somos todos respons&aacute;veis por esta situa&ccedil;&atilde;o, principalmente o Ocidente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao cardeal Robert Sarah, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,127,197,203,246,291,294],"class_list":["post-78904","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-espiritanos","tag-europa","tag-liturgia","tag-refugiados","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78904\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}