{"id":7866,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/tia-quinha\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"tia-quinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tia-quinha\/","title":{"rendered":"Tia Quinha"},"content":{"rendered":"<p>Foi para mim uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus ter conhecido e ter privado de perto com  Maria Am\u00e9lia Carvalheira. Foi no j\u00e1 long\u00ednquo ano de 1980, na Igreja de Nossa Senhora de F\u00e1tima que contactei pela primeira vez com Maria Am\u00e9lia Car-valheira. Achei-a uma pessoa simp\u00e1tica, risonha e simples que de imediato me convidou para a visitar na sua casa na Av. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo.  Tendo mostrando grande interesse pela sua obra, logo me convidou para fazer parte do grupo dos seus alunos nas aulas de cer\u00e2mica que ministrava \u00e0s quartas-feiras na Centro Paroquial de Nossa Senhora de F\u00e1tima em Lisboa. Por raz\u00f5es profissionais frequentei, na Par\u00f3quia, de F\u00e1tima somente tr\u00eas aulas. Dada a minha indisponibilidade para cumprir com o hor\u00e1rio das aulas, logo me convidou a frequentar a sua casa aos ser\u00f5es. Durante v\u00e1rios meses visitei quase diariamente a sua casa, tendo-se transmitido o gosto pela sua arte e tendo-me ensinado muitos pormenores da moldagem e pinturas das imagens. Foi um privil\u00e9gio ter assistido \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de muitos dos seus \u00faltimos trabalhos. Recordo o XV Passo da Via-Sacra dos Valinhos, a Nossa Senhora de Set\u00fabal, a Nossa Senhora M\u00e3e de Deus para a Igreja da Buraca e a Fuga para o Egipto. Maria Am\u00e9lia Carvalheira ao colocar as m\u00e3os no barro para moldar uma imagem permitia-nos adivinhar o gesto paradigm\u00e1tico de Deus Criador que meteu as m\u00e3os no barro humano para o moldar \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. A obra de Maria Am\u00e9lia Carvalheira permite-nos vislumbrar atrav\u00e9s da simbologia utilizada que, embora dependente de uma vis\u00e3o est\u00e9tica, atrav\u00e9s da beleza das formas, ultrapassa a pr\u00f3pria forma, e, enquanto representativa, chama-nos \u00e0 interioridade. Coloca-se em jogo a pr\u00f3pria viv\u00eancia espiritual da artista, na interpreta\u00e7\u00e3o e perspectiva que ela nos apresentou e que quis partilhar connosco.  Por isso, a obra de Maria Am\u00e9lia Carvalheira apela-nos a uma atitude \u00edntima de contempla\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo de ora\u00e7\u00e3o, tendo a pr\u00f3pria arte por mediadora. A escultura de Maria Am\u00e9lia Car-valheira, atrav\u00e9s da simbologia usada, das formas simples, sem express\u00f5es carregadas ou for\u00e7adas, deixa-nos descobrir, por detr\u00e1s da imagem, como por exemplo o S. Jo\u00e3o de Deus &#8211; Pr\u00e9mio de Escultura \u201cMestre Manuel Pereira em 1949 &#8211;  que se ergue, a pr\u00f3pria representa\u00e7\u00e3o de Deus que a sustenta. O Deus a quem nunca ningu\u00e9m viu o rosto, mas a quem todos conhecem gestos largos de Amor para com o Homem como nos transmite a obra de Maria Am\u00e9lia Carvalheira. A Obra de Maria Am\u00e9lia Carvalheira \u00e9 um testemunho de profissionalismo e uma assinatura da sua F\u00e9, uma F\u00e9 l\u00facida, simples e esclarecida que continuar\u00e1 hoje e sempre a manifestar-se nas imagens que criou e que poder\u00e1 conduzir muitos outros a aproximarem-se de Deus, ou seja, a sua obra ter\u00e1 sempre uma ac\u00e7\u00e3o evangelizadora atrav\u00e9s dos tempos. A sua bondade como pessoa e a nossa F\u00e9 permite-nos concluir, tal como o Santo Padre na beatifica\u00e7\u00e3o de Fra Ang\u00e9lico: \u201cquem faz coisas t\u00e3o bonitas tem que estar no c\u00e9u\u201d. Obrigado \u201cTia Quinha\u201d.  Jos\u00e9 Cruz Par\u00f3quia de N.S.de F\u00e1tima &#8211; Lisboa <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi para mim uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus ter conhecido e ter privado de perto com Maria Am\u00e9lia Carvalheira. Foi no j\u00e1 long\u00ednquo ano de 1980, na Igreja de Nossa Senhora de F\u00e1tima que contactei pela primeira vez com Maria Am\u00e9lia Car-valheira. 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