{"id":7854,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bencao-dos-barcos-dos-emigrantes-portugueses-anima-cidade-do-cabo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bencao-dos-barcos-dos-emigrantes-portugueses-anima-cidade-do-cabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bencao-dos-barcos-dos-emigrantes-portugueses-anima-cidade-do-cabo\/","title":{"rendered":"B\u00ean\u00e7\u00e3o dos Barcos dos emigrantes portugueses anima Cidade do Cabo"},"content":{"rendered":"<p>D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira em vista \u00e0 \u00c1frica do Sul <!--more--> No domingo 3 de Outubro, em plena Primavera africana e ap\u00f3s 10 anos da queda do sistema do \u201dapartheid\u201d, aconteceu a Festa da B\u00ean\u00e7\u00e3o dos Barcos dos emigrantes portugueses da Cidade do Cabo. Este ano contou com as presen\u00e7as de D. Januario Ferreira e do director da OCPM, delegados da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es em visita pastoral as comunidades da \u00c1frica do Sul. Esta \u00e9, sem duvida, a grande festa anual da Comunidade Cat\u00f3lica Portuguesa radicada no extremo sul do Continente africano que mobiliza Igreja, Associa\u00e7\u00f5es portuguesas e Organiza\u00e7\u00f5es locais. Os 25.000 portugueses e suas fam\u00edlias aqui residentes, na sua maioria origin\u00e1rios da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira, trabalham, sobretudo, na faina do mar \u2013 pesca do atum, lagosta e pescada &#8211; e no ramo do comercio local.   A festa come\u00e7ou no ano 1989, por vontade de algumas \u201cmulheres do mar\u201d e \u00e8 hoje apoiada pelo Centro Portugu\u00eas de Cultura e Benefic\u00eancia e pela Capelania Portuguesa do Cabo que tem no Pe. Rog\u00e9rio Bett\u00fa, brasileiro, o seu capel\u00e3o actual. Todo o programa da festa realizou-se dentro das velhas docas do porto de pesca, mesmo em frente \u00e1 \u201cRoben Island\u201d onde este preso Nelson Mandela, facto este que deu aos actos liturgicos, civicos e musicais uma beleza mar\u00edtima invulgar e significa\u00e7\u00e3o \u00fanica nesta cidade portu\u00e1ria. O Porto do Cabo e a zona tur\u00edstica nobre da cidade e s\u00e3o os portugueses que a animam, com a sua f\u00e9, uma vez por ano com esta manifesta\u00e7\u00e3o em honra do trabalho, da vida, do mar e da f\u00e9. \u00c8 um dos momentos de maior visibilidade da sua religiosidade popular e identidade cultural. Estavam perto de 800 pessoas reunidas para a Eucaristia onde D. Janu\u00e1rio convidou os presentes a \u201clan\u00e7ar as redes mais em profundidade\u201d na defesa dos valores da paz, da fam\u00edlia, da educa\u00e7\u00e3o e do trabalho digno; na abertura \u00e1s outras culturas, na solidariedade para com os mais pobres \u2013 sejam portugueses ou sul-africanos; dirigiu ainda um forte apelo \u00e1 comunidade para continuar a empenhar-se no progresso social e moral e no processo de reconcilia\u00e7\u00e3o desta na\u00e7\u00e3o &#8211; ferida pelo apartheid &#8211; que os acolhe h\u00e1 mais de cinquenta anos e que agora precisa de todos as comunidades emigrantes para a consolidar a paz e facultar p\u00e3o para todos. Ap\u00f3s a Eucaristia, celebrada em portugu\u00eas e ingl\u00eas, os barcos zarparam em prociss\u00e3o rumo ao mar, com os andores de S. Pedro e de N. Sra. do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima. Os barcos de pesca estavam engalanados e o Bispo das Migra\u00e7\u00f5es, da proa do \u201cAntoniette\u201d, benzeu os barcos um a um \u00e0 medida que a frota dobrava o estreito da \u201cdoca este\u201d para se fazer ao mar. A prociss\u00e3o prosseguiu. A meio da viagem foi lan\u00e7ada ao mar uma coroa de flores pelas vitimas do trabalho no mar e tamb\u00e9m pelos emigrantes e refugiados, muitos africanos, que em varias partes do mundo, como por exemplo no Mediterr\u00e2neo, morrem afogados no mar em busca de uma p\u00e1tria de liberdade e de trabalho. De ano para ano, a festa torna-se na grande festa popular do Porto do Cabo (por ela passaram perto de 2.000 pessoas!) e de todos aqueles que a ela se associam por motivos de f\u00e9 e de encontro com a cultura, musica e gastronomia madeirense e portuguesa. A habitual presen\u00e7a do Arcebispo, D. Lawrence Henry, \u00e9 precisamente sinal do modo como a Igreja local estima esta manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9, fiel \u00e1 religiosidade madeirense, numa cidade multicultural e multireligiosa, com tra\u00e7os \u201ceuropeus\u201d acentuados, onde os cat\u00f3licos rondam o 9% da popula\u00e7\u00e3o.  Este ano, pela primeira vez, houve a presen\u00e7a de um bispo portugu\u00eas, facto que mobilizou ainda mais as organiza\u00e7\u00f5es da Comunidade e toda o numeroso grupo de volunt\u00e1rios que prepararam e participam na festa.  A receita da festa popular que, este ano coincidiu com a Visita pastoral de 2 a 5 de Outubro, reverte a favor dos mais desfavorecidos da comunidade: actividades com idosos carenciados, jovens toxicodependentes, situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia familiar e doentes. Entre estes carenciados tamb\u00e9m se encontra um grande grupo de refugiados das guerras africanas esquecidas &#8211; no Congo, Sud\u00e3o, Ruanda, Burundi, Angola, Zimbabwe&#8230; -, tamb\u00e9m eles presentes na festa da b\u00ean\u00e7\u00e3o dos barcos, que um grupo de leigos crist\u00e3os volunt\u00e1rios portugueses acompanham e auxiliam social e juridicamente, com o apoio dos mission\u00e1rios Scalabrinianos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira em vista \u00e0 \u00c1frica do Sul<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[101,106,122,187,193,206,207,258,269,291,292,305,314],"class_list":["post-7854","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-africa","tag-angola","tag-brasil","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-familia","tag-fatima","tag-migracoes","tag-ocpm","tag-refugiados","tag-religiosidade-popular","tag-scalabrinianos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}