{"id":78137,"date":"2016-08-27T10:00:00","date_gmt":"2016-08-27T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/08\/27\/incendios-chamas-vieram-agravar-situacoes-de-isolamento-e-pobreza\/"},"modified":"2016-08-27T10:00:00","modified_gmt":"2016-08-27T10:00:00","slug":"incendios-chamas-vieram-agravar-situacoes-de-isolamento-e-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/incendios-chamas-vieram-agravar-situacoes-de-isolamento-e-pobreza\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios: Chamas vieram agravar situa\u00e7\u00f5es de isolamento e pobreza"},"content":{"rendered":"<p>\u00abT\u00ednhamos aqui um vale que era uma maravilha, todo verdinho, veio o fogo, ficou tudo sem nada\u00bb, conta Jo\u00e3o Brito, no Concelho de Seia <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 27 ago 2016 (Ecclesia) &ndash; As dioceses do territ&oacute;rio continental mais atingidas pelos recentes inc&ecirc;ndios, como Aveiro, Porto, Guarda, Viana do Castelo e Viseu, temem agora um cen&aacute;rio de maior isolamento e pobreza das popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \tO presidente da C&aacute;ritas de Aveiro, o di&aacute;cono Jos&eacute; Alves, sublinhou &nbsp;&agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que &ldquo;o levantamento ainda est&aacute; a ser feito no terreno&rdquo; mas destaca os danos materiais &ldquo;em casas, armaz&eacute;ns e estaleiros, e a &ldquo;grande extens&atilde;o de &aacute;rea florestal ardida&rdquo;, sobretudo nas &ldquo;zonas de &Aacute;gueda e Anadia&rdquo;.<\/p>\n<p> \tMuitos agricultores ficaram &ldquo;sem as suas alfaias, os seus tratores&rdquo; e tamb&eacute;m sem &ldquo;pastos para alimentar os animais&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNeste momento est&aacute; uma equipa a &ldquo;avaliar as necessidades imediatas&rdquo; das pessoas, constitu&iacute;da por elementos da C&aacute;ritas diocesana, da autarquia de &Aacute;gueda, da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de &Aacute;gueda, das confer&ecirc;ncias vicentinas e mais algumas institui&ccedil;&otilde;es locais&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A c&acirc;mara pediu aos propriet&aacute;rios para que fa&ccedil;am tamb&eacute;m a sua pr&oacute;pria an&aacute;lise aos estragos e &agrave;s necessidades que t&ecirc;m&rdquo;, salientou o presidente da C&aacute;ritas de Aveiro.<\/p>\n<p> \tRecorde-se que o Distrito de Aveiro foi o mais afetado no pa&iacute;s pelos fogos, com mais de 41 mil hectares de floresta destru&iacute;dos pelas chamas.<\/p>\n<p> \tNa Diocese do Porto, Arouca foi o ponto mais complicado do mapa de inc&ecirc;ndios, com as chamas a consumirem 58 por cento da floresta do munic&iacute;pio.<\/p>\n<p> \tOs agricultores e produtores de gado perderam quase todo o pasto dispon&iacute;vel, e a autarquia estima que sejam necess&aacute;rios pelo menos 430 mil euros para garantir a alimenta&ccedil;&atilde;o dos animais.<\/p>\n<p> \tSegundo Daniela Guimar&atilde;es, t&eacute;cnica coordenadora da C&aacute;ritas do Porto, neste momento &ldquo;as situa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a ser resolvidas a n&iacute;vel local&rdquo;, mas tanto a diocese, por interm&eacute;dio do seu bispo, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, como a pr&oacute;pria C&aacute;ritas j&aacute; manifestaram toda a disponibilidade para ajudar, &ldquo;caso haja necessidade&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Houve o caso de uma fam&iacute;lia desalojada em Gondomar, mas esse problema tamb&eacute;m foi prontamente resolvido a n&iacute;vel local&rdquo;, salienta aquela respons&aacute;vel.<\/p>\n<p> \tEm Viseu, nomeadamente em S&atilde;o Pedro do Sul, v&aacute;rias comunidades foram tamb&eacute;m tocadas pela calamidade.<\/p>\n<p> \tO padre Adelino Pires acompanha diversas comunidades espalhadas pela Serra de S&atilde;o Mac&aacute;rio, como S&atilde;o Martinho das Moitas, onde as chamas chegaram a amea&ccedil;ar mas &ldquo;n&atilde;o houve pessoas desalojadas&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNo entanto, aldeias como Soito e Posmil tiveram mesmo de ser evacuadas por precau&ccedil;&atilde;o, com diversas casas a serem consumidas pelo fogo.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A serra ficou com uma grande queimada e os pinhais eram um modo de vida, de sobreviv&ecirc;ncia, de muitas destas pessoas, que consoante a necessidade iam tamb&eacute;m vendendo pinheiros que davam algum dinheiro para as suas necessidades&rdquo;, real&ccedil;a o sacerdote.<\/p>\n<p> \tNestas povoa&ccedil;&otilde;es mais isoladas, no meio da serra, as popula&ccedil;&otilde;es perderam bens e outros recursos essenciais, como o alimento para o gado e terras de cultivo.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o um pouco de desespero, de querer dar de comer aos animais e n&atilde;o ter onde&rdquo;, salienta o padre Adelino Pires.<\/p>\n<p> \tPerante este contexto, a C&aacute;ritas Portuguesa est&aacute; a avaliar formas de ajudar as pessoas que menos t&ecirc;m e a C&acirc;mara Municipal de S&atilde;o Pedro do Sul j&aacute; emitiu um apelo &agrave; popula&ccedil;&atilde;o para que fa&ccedil;a chegar por exemplo fardos de palha, feno, aos agricultores carenciados.<\/p>\n<p> \tAo n&iacute;vel dos recursos materiais e naturais, as chamas afetaram ainda gravemente outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, como Viana do Castelo (23 mil hectares de floresta ardida) e a Guarda (8 mil hectares).<\/p>\n<p> \tEm Viana, segundo o padre Artur Coutinho, do setor da pastoral social e caritativa, as zonas mais fustigadas foram Arcos de Valdevez, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Ponte de Lima e Melga&ccedil;o.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Casas parcialmente ardidas foram v&aacute;rias&rdquo;, assim como &ldquo;terrenos, bolsas de cultivo e de pasto&rdquo;, o que &ldquo;veio aumentar&rdquo; a necessidade das pessoas, sobretudo as &ldquo;que vivem nas serras&rdquo;, real&ccedil;a o sacerdote.<\/p>\n<p> \tDe acordo com aquele respons&aacute;vel, Viana do Castelo &eacute; uma das regi&otilde;es onde a pobreza e o desemprego mais se fazem sentir, tendo inclusivamente &ldquo;aumentado o n&uacute;mero de pessoas que recorrem ao refeit&oacute;rio social&rdquo; da C&aacute;ritas diocesana.<\/p>\n<p> \tNa Guarda, o Concelho de Seia viu o seu nome colocado no mapa dos fogos, com particular realce para a localidade de Teixeira, com cerca de 100 habitantes, que passaram por momentos de grande afli&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tJo&atilde;o Brito foi um dos moradores que &ldquo;perdeu tudo&rdquo; para as chamas, desde &ldquo;vinha, feij&atilde;o, batata, tudo o que tinha semeado no campo, inclusivamente tr&ecirc;s casas agr&iacute;colas arderam&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; uma desilus&atilde;o total, t&iacute;nhamos aqui um vale que era uma maravilha, todo verdinho, veio o fogo, ficou tudo sem nada&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p> \tNuma localidade com acessos muito dif&iacute;ceis, situada nos contrafortes da Serra da Estrela, foi ainda mais complicado receber ajuda.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A estrada est&aacute; com uma derrocada mesmo aqui ao p&eacute; de n&oacute;s, vinha o fogo e a gente n&atilde;o podia sair daqui, est&aacute;vamos isolados completamente. Faz dois anos que isto aconteceu e n&atilde;o vemos a situa&ccedil;&atilde;o resolvida&rdquo;, aponta Jo&atilde;o Brito.<\/p>\n<p> \tDepois de v&aacute;rias semanas de tens&atilde;o, devido aos inc&ecirc;ndios, as regi&otilde;es mais afetadas do pa&iacute;s procuram agora reerguer-se e retomar a vida normal, com a esperan&ccedil;a de que cat&aacute;strofes como estas n&atilde;o voltem a suceder.<\/p>\n<p> \tA Caritas Portuguesa tem uma conta banc&aacute;ria solid&aacute;ria de &ldquo;Ajuda as V&iacute;timas dos Inc&ecirc;ndios em Portugal&quot;, com o IBAN &#8211; PT50 0035 0697 0059 7240130 28.<\/p>\n<p> \t<em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abT\u00ednhamos aqui um vale que era uma maravilha, todo verdinho, veio o fogo, ficou tudo sem nada\u00bb, conta Jo\u00e3o Brito, no Concelho de 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