{"id":78078,"date":"2016-08-24T11:15:00","date_gmt":"2016-08-24T11:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/08\/24\/timor-leste-padre-jose-alves-martins-o-jesuita-que-dava-auxilio-a-resistencia-armada-nas-montanhas\/"},"modified":"2016-08-24T11:15:00","modified_gmt":"2016-08-24T11:15:00","slug":"timor-leste-padre-jose-alves-martins-o-jesuita-que-dava-auxilio-a-resistencia-armada-nas-montanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/timor-leste-padre-jose-alves-martins-o-jesuita-que-dava-auxilio-a-resistencia-armada-nas-montanhas\/","title":{"rendered":"Timor-Leste: Padre Jos\u00e9 Alves Martins, o jesu\u00edta que \u00abdava aux\u00edlio \u00e0 resist\u00eancia armada nas montanhas\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Sacerdote assinala que Igreja Cat\u00f3lica viveu os 24 anos da ocupa\u00e7\u00e3o indon\u00e9sia ao lado da popula\u00e7\u00e3o   <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 24 ago 2016 (Ecclesia) &ndash; O padre Jos&eacute; Alves Martins, da Companhia de Jesus, chegou a Timor-Leste cerca de um ano antes da ocupa&ccedil;&atilde;o Indon&eacute;sia mas optou, sem &ldquo;nunca&rdquo; se ter arrependido, por ficar a animar a &ldquo;f&eacute;&rdquo; e dar &ldquo;aux&iacute;lio &agrave; resist&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Assumi como convic&ccedil;&atilde;o que Timor e o povo um dia seriam independentes. A resist&ecirc;ncia durou 24 anos mas podia durar 50, o povo de Timor jamais aceitaria a integra&ccedil;&atilde;o na Rep&uacute;blica da Indon&eacute;sia&rdquo;, disse o sacerdote &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p> \tAquando a ocupa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s lus&oacute;fono o ent&atilde;o jovem padre &ldquo;estava em ang&uacute;stia&rdquo; mas quando decidiu ficar no pa&iacute;s invadido ficou &ldquo;calmo&rdquo;: &ldquo;Refleti, tentei rezar, mas acho que n&atilde;o rezei nada, e decidi ficar&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Sentia-me cobarde se abandonava o povo entregue a si mesmo. Nunca me arrependi. V&aacute;rias vezes senti a irm&atilde; morte ao meu lado. N&atilde;o estou arrependido do que vivi&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p> \tAos 33 anos de idade, e depois de ter estudado em Roma, o padre Jos&eacute; Alves Martins teve a proposta do seu provincial de &ldquo;ir a Timor por dois anos&rdquo;, porque era preciso um diretor espiritual para o semin&aacute;rio diocesano ent&atilde;o responsabilidade da Companhia de Jesus.<\/p>\n<p> \tSegundo entrevistado, que chegou a pa&iacute;s lus&oacute;fono 23 de setembro de 1974, o povo timorense cativa &ldquo;muito, muito pela sua simplicidade, pela hospitalidade&rdquo; e por um &ldquo;carinho especial&rdquo; que ainda mant&eacute;m por Portugal, mas que h&aacute; 42 anos &ldquo;tinha mais relevo&rdquo;.<\/p>\n<p> \tQuando Timor-Leste foi ocupado, alguma popula&ccedil;&atilde;o e militares fugiram para as montanhas, onde foi organizada a resist&ecirc;ncia timorense, que fez um &ldquo;trabalho heroico de luta armada&rdquo; e quem ficou nas cidades e aldeias &ldquo;lutou atrav&eacute;s e com a sua f&eacute; em Deus&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O trabalho da Igreja foi fundamental no processo da independ&ecirc;ncia de Timor. Se n&atilde;o fosse o papel da Igreja e um certo jogo, certamente que nunca seria independente&rdquo;, observa o padre jesu&iacute;ta que durante 24 anos animou a f&eacute; do povo e aliava o minist&eacute;rio de diretor espiritual ao &ldquo;ajudar a guerrilha&rdquo; armada nas montanhas, &ldquo;com grande risco&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO padre Jos&eacute; Alves Martins recordou que ajudou a guerrilha, j&aacute; sob o comando de Xanana Gusm&atilde;o, a montar um r&aacute;dio nas montanhas, um epis&oacute;dio que foi &ldquo;um risco&rdquo;, dado que &ldquo;no m&iacute;nimo&rdquo; podia ter originado a sua expuls&atilde;o ou mesmo lev&aacute;-lo a ser morto.<\/p>\n<p> \tA pedido de uma fam&iacute;lia, o sacerdote escondeu no semin&aacute;rio um r&aacute;dio transmissor, que transportou demonstrado em pe&ccedil;as, depois de ter conseguido passar pelos postos de controlo em Jacarta e D&iacute;li sem ser descoberto.<\/p>\n<p> \tO sacerdote recorda tamb&eacute;m que durante um per&iacute;odo da ocupa&ccedil;&atilde;o indon&eacute;sia, gra&ccedil;as a um programa de encripta&ccedil;&atilde;o, conseguiu enviar mensagens a grupos de Direitos Humanos em Londres e em Portugal.<\/p>\n<p> \tAtualmente, segundo o religioso, a Igreja continua a sua miss&atilde;o como antes mas tem de &ldquo;intensificar a forma&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os, sobretudo a juventude&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO padre Jos&eacute; Alves Martins observa ainda que no tempo da resist&ecirc;ncia havia &ldquo;uma unidade muito grande&rdquo; entre o povo que lutava pela independ&ecirc;ncia e considera que falta escrever sobre o que se viveu, para que a mem&oacute;ria n&atilde;o seja esquecida.<\/p>\n<p> \t<em>HM\/CB\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sacerdote assinala que Igreja Cat\u00f3lica viveu os 24 anos da ocupa\u00e7\u00e3o indon\u00e9sia ao lado da popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[187,189],"class_list":["post-78078","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-porto","tag-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78078\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}