{"id":77736,"date":"2016-07-18T16:35:00","date_gmt":"2016-07-18T16:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/07\/18\/encontro-de-jovens-em-cracovia-ajuda-a-manter-a-frescura-impacto-e-finalidade-da-jmj\/"},"modified":"2016-07-18T16:35:00","modified_gmt":"2016-07-18T16:35:00","slug":"encontro-de-jovens-em-cracovia-ajuda-a-manter-a-frescura-impacto-e-finalidade-da-jmj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/encontro-de-jovens-em-cracovia-ajuda-a-manter-a-frescura-impacto-e-finalidade-da-jmj\/","title":{"rendered":"Encontro de jovens em Crac\u00f3via ajuda a manter \u00aba frescura, impacto e finalidade\u00bb da JMJ"},"content":{"rendered":"<p>A poucos dias de come\u00e7ar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Crac\u00f3via 2016, D. Joaquim Mendes, membro da Comiss\u00e3o Episcopal Laicado e Fam\u00edlia que acompanha o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), aconselha os jovens a partirem com &#8220;o cora\u00e7\u00e3o aberto&#8221; para o que pode acontecer na Capital da Pol\u00f3nia, para o que a experi\u00eancia das jornadas &#8220;possa proporcionar&#8221;. <!--more--> <\/p>\n<p> \tO tamb&eacute;m bispo auxiliar de Lisboa considera que a centralidade do Papa Francisco &ldquo;&eacute; conduzir os jovens ao encontro com Jesus Cristo&rdquo; e observa que o encontro mundial de jovens regressa &ldquo;&agrave;s origens, ao seu in&iacute;cio&rdquo; para que &ldquo;mantenham a mesma frescura, o mesmo impacto e a mesma finalidade&rdquo;.<\/p>\n<p> \tD. Joaquim Mendes comenta e analisa tamb&eacute;m a &ldquo;debandada&rdquo; juvenil da Igreja em Portugal, express&atilde;o usada por Francisco em setembro de 2015 na audi&ecirc;ncia aos bispos portugueses.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"> \tEntrevista conduzida por Carlos Borges<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &#8211; A Jornada Mundial da Juventude 2016 come&ccedil;a a 26 de julho. Que mensagem quer transmitir aos jovens que v&atilde;o participar na JMJ mas tamb&eacute;m aos outros que n&atilde;o t&ecirc;m oportunidade de ir?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>D. Joaquim Mendes (JM) &#8211;<\/em> Parti com o cora&ccedil;&atilde;o aberto para fazer uma experi&ecirc;ncia de Jornadas Mundiais da Juventude, n&atilde;o &eacute; para ir fazer turismo, n&atilde;o &eacute; para estar mais perto do meu amigo ou com o meu grupo mas ir com o cora&ccedil;&atilde;o aberto aos outros, que eles v&atilde;o encontrar nos pequenos ou grandes encontros. Abertos tamb&eacute;m &agrave; mensagem que o Papa trar&aacute;, abertos a uma experi&ecirc;ncia de comunh&atilde;o eclesial, a uma experi&ecirc;ncia da universalidade do mundo juvenil.<\/p>\n<p> \tIr com o cora&ccedil;&atilde;o aberto e at&eacute; n&atilde;o criar muitas expetativas, porque &agrave;s vezes fica frustrado porque n&atilde;o as alcan&ccedil;ou. Ir com o cora&ccedil;&atilde;o aberto para aquilo que pode acontecer, para o que a experi&ecirc;ncia das jornadas possa proporcionar.<\/p>\n<p> \t&Agrave;s vezes temos surpresas mas quando vamos com tudo calculado e tudo programado, se calhar, nem o Esp&iacute;rito do Senhor tem espa&ccedil;o para nos levar para outros s&iacute;tio ou proporcionar outra experi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> \tVai, participa, aceita as condi&ccedil;&otilde;es, e valorizar o positivo e deixar-se interpelar porque quando a gente vai de cora&ccedil;&atilde;o aberto deixa-se surpreender por Deus, que se manifesta. Foi uma experi&ecirc;ncia de grupo, a palavra do Papa, uma celebra&ccedil;&atilde;o e alguma coisa muda na nossa vida, nos transforma.<\/p>\n<p> \tQuando vai fechado, j&aacute; direcionados, fica privado, se calhar, de outras experi&ecirc;ncias mais ricas e profundas.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; D. Joaquim Mendes vai participar na JMJ, &eacute; um dos quatro bispos portugueses catequistas em Crac&oacute;via. Que expetativas tem como participante e que import&acirc;ncia assume este contacto como bispos catequistas?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &#8211;<\/em> Para o bispo &eacute; tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia forte crist&atilde; porque a f&eacute; do bispo cresce com a f&eacute; do povo de Deus e, naturalmente, tamb&eacute;m com a f&eacute; dos jovens.<\/p>\n<p> \tA experi&ecirc;ncia que tenho, como sou Salesiano, a minha vida desenvolveu-se grande parte dela no mundo juvenil, estar com os jovens &eacute; sempre receber uma lufada de ar fresco. Eles tamb&eacute;m t&ecirc;m coisas para nos ensinar e a gente aperceber-se da realidade: Quais s&atilde;o as suas aspira&ccedil;&otilde;es, quais s&atilde;o as suas dificuldades, quais s&atilde;o os seus limites.<\/p>\n<p> \tConhec&ecirc;-los melhor para poder caminhar com eles, para os poder acompanhar e dar-se conta de como &eacute; a vida dos jovens nos diversos pa&iacute;ses, nas diversas realidades.<\/p>\n<p> \tAinda agora estive oportunidade de participar num encontro na Hungria, com os bispos das confer&ecirc;ncias episcopais que acompanham a Pastoral Juvenil e a Pastoral Universit&aacute;ria, e dei-me conta que a realidade dos jovens &eacute; diversa. Portanto, conhecer esta realidade global dos jovens e ver como &eacute; que depois n&oacute;s na vida concreta podemos ajudar os padres, os animadores, os catequistas, a compreender esta realidade juvenil, a caminhar com os jovens n&atilde;o ao nosso ritmo, ao ritmo deles e os poder ajudar melhor.<\/p>\n<p> \tSem se conhecer, e conhece-se convivendo, estando, falando e escutando, rezando com eles, celebrando com eles a Eucaristia, escutando aquilo que s&atilde;o as aspira&ccedil;&otilde;es do seu cora&ccedil;&atilde;o e traduzem em ora&ccedil;&atilde;o. Tudo isto para n&oacute;s nos ajuda a participar, ou seja, tomar parte de uma realidade que &eacute; a realidade juvenil e n&atilde;o a ver da varanda, da janela, mas estar dentro, caminhar com eles.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; &Eacute; a segunda JMJ que se vive com o Papa Francisco, depois do Rio de Janeiro 2013. Que expetativas existe deste encontro entre o Papa e os jovens e do que ele pode pedir, incentivar, motivar?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &ndash;<\/em> Eu penso que a grande mensagem que o Papa vai dar aos jovens &eacute; que procurem seguir Jesus Cristo. Este Papa tem este carisma da proximidade, este carisma da simplicidade, este carisma de cativar e o carisma, sobretudo, da autenticidade.<\/p>\n<p> \tPelo que o Papa tem dito, quando se refere aos jovens, que sejam aut&ecirc;nticos, sejam verdadeiros, que n&atilde;o tenham medo de seguir Jesus Cristo, que n&atilde;o tenham medo de ir contra a corrente, que vivam a sua f&eacute; enraizados Nele, que confiem, para que possam crescer felizes. O Papa centra muito a espiritualidade juvenil neste encontro com Jesus Cristo, neste seguir e descobrir. Em apostar em Jesus Cristo que n&atilde;o engana, n&atilde;o defrauda.<\/p>\n<p> \tA centralidade &eacute; conduzir os jovens ao encontro com Jesus Cristo e segui-Lo com cora&ccedil;&atilde;o misericordioso. Serem canais e instrumentos da miseric&oacute;rdia de Deus no mundo de hoje, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o ao seu mundo juvenil, aos outros jovens.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Em ano de Jornada Mundial da Juventude quais s&atilde;o as prioridades de a&ccedil;&atilde;o, de forma&ccedil;&atilde;o\/informa&ccedil;&atilde;o que deve ter o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil e os respetivos secretariados diocesanos?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>D. Joaquim Mendes (JM) &ndash; <\/em>Como em todas as coisas, a participa&ccedil;&atilde;o depende muito da prepara&ccedil;&atilde;o. Primeiro preparar os jovens que trata-se uma peregrina&ccedil;&atilde;o, de um encontro, &eacute; tamb&eacute;m um conv&iacute;vio mas n&atilde;o &eacute; prioritariamente um conv&iacute;vio. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia de f&eacute;, uma experi&ecirc;ncia de universalidade da igreja. &Eacute; um contacto com outros jovens que como eles tamb&eacute;m creem em Jesus e &eacute; tamb&eacute;m um sentido desta vis&atilde;o da universalidade da Igreja caminhar juntos.<\/p>\n<p> \tPortanto, uma prepara&ccedil;&atilde;o espiritual sobretudo sobre o tema das jornadas, a miseric&oacute;rdia, como &eacute; que se pode ser misericordioso&hellip; Ou seja, dispor o cora&ccedil;&atilde;o dos jovens para este encontro juntos, com o Papa e um encontro de celebra&ccedil;&atilde;o de f&eacute;, um encontro que reavive neles o desejo de seguir Jesus, a alegria de ser crist&atilde;o, a alegria de ser misericordiosos, a alegria de comunicar aos outros uma mensagem que enche o seu cora&ccedil;&atilde;o e enche a sua vida.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; O DNPJ disponibilizou catequeses, organizou o p&eacute;riplo da Cruz da Evangeliza&ccedil;&atilde;o pelas dioceses. O que destaca por exemplo dessas iniciativas?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &#8211;<\/em> Destaco a experi&ecirc;ncia da Cruz. A experi&ecirc;ncia da cruz congrega os jovens e congrega &agrave; volta daquilo que &eacute; essencial do cristianismo, que &eacute; o amor de Jesus Cristo que teve a sua express&atilde;o mais eloquente na cruz.<\/p>\n<p> \tA cruz simboliza o sinal mais eloquente do amor de Jesus por n&oacute;s que nos chama a participar desse amor, a viv&ecirc;-lo e a comunica-lo aos outros. Congrega os jovens &agrave; volta desta realidade que &eacute; Jesus Cristo, da celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, tamb&eacute;m de refor&ccedil;ar a identidade crist&atilde;, no sentido de perten&ccedil;a &agrave; Igreja, a experi&ecirc;ncia da comunh&atilde;o eclesial. Esses momentos s&atilde;o importantes.<\/p>\n<p> \tPara vivermos a f&eacute;, no quotidiano, na comunidade, n&oacute;s precisamos de vez em quando ter alguns encontros mais alargados, encontros de massa, que nos fa&ccedil;am sentir que n&atilde;o estamos s&oacute;s, que somos muitos mais do que o nosso grupo, que h&aacute; outros jovens que partilham o nosso ideal, que buscam Deus, a verdade, que seguem Jesus Cristo, que t&ecirc;m valores crist&atilde;os. Isto ajuda a f&eacute; tamb&eacute;m cresce por cont&aacute;gio e o sentido de Igreja.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Referiu a import&acirc;ncia do tema da Jornada Mundial da Juventude que este ano &eacute; &lsquo;Bem-aventurados os misericordiosos porque alcan&ccedil;ar&atilde;o miseric&oacute;rdia&rsquo;. O que na sua opini&atilde;o deve dizer e incentivar os jovens a fazer hoje? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &ndash;<\/em> O Papa no Jubileu dos Adolescentes, em abril, deu uma mensagem muito bonita que &eacute; &ldquo;crescer misericordiosos&rdquo;. Crescer com cora&ccedil;&atilde;o misericordioso; Crescer com cora&ccedil;&atilde;o que se compadece, que olha para os outros, que olha para a realidade que o envolve e depois essa misericordiosa se traduz em gestos. Uma boa maneira de vivermos a mensagem das jornadas &eacute; trazer para a vida, para a mente, para o cora&ccedil;&atilde;o e para a vida as Obras de Miseric&oacute;rdia que na pr&aacute;tica s&atilde;o muito simples de viver o Evangelho e ao mesmo tempo s&atilde;o um cart&atilde;o de identidade, da nossa identidade crist&atilde;.<\/p>\n<p> \tOs jovens crescerem com cora&ccedil;&atilde;o misericordioso para tornar este mundo mais misericordioso. O Papa na Bula, n&uacute;mero 12, diz que em cada comunidade crist&atilde;, onde houver um crist&atilde;o deve-se criar um o&aacute;sis de miseric&oacute;rdia. Que os jovens crist&atilde;os percebam esta miseric&oacute;rdia e tornem este mundo mais misericordioso, mais fraterno, mais amigo, mais solid&aacute;rio.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O encontro mundial de jovens regressa &agrave; Pol&oacute;nia, terra-natal do Papa S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, que foi o fundador da JMJ e &eacute; seu patrono. Qual a import&acirc;ncia deste regresso?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &#8211;<\/em> Regressar &agrave; Pol&oacute;nia com esta refer&ecirc;ncia ao Papa Jo&atilde;o Paulo II &eacute; um voltar &agrave;s origens das jornadas porque, ao longo do tempo, as jornadas podem perder um bocadinho a sua identidade e o objetivo com que foram criadas.<\/p>\n<p> \tA Pol&oacute;nia tem estas duas refer&ecirc;ncias: primeiro a figura do Papa S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II que &eacute; uma figura marcante. Foi uma figura marcante para os jovens, deu-lhes muita for&ccedil;a e ajudou-os num caminho de autenticidade e coer&ecirc;ncia de f&eacute;, de ir contra a corrente.<\/p>\n<p> \tDepois, outro aspeto &eacute; voltar &agrave;s origens, ao seu in&iacute;cio para que as jornadas mantenham a mesma frescura, o mesmo impacto e a mesma finalidade.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>&laquo;Debandada&raquo;, a pastoral juvenil em Portugal<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O ano pastoral que est&aacute; a terminar come&ccedil;ou com a express&atilde;o bastante divulgada e comentada do Papa Francisco sobre a &ldquo;debandada dos jovens&rdquo;, na visita Ad Limina dos bispos portugueses &agrave; Santa S&eacute;, em setembro de 2015&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>&nbsp;JM &ndash;<\/em> O discurso do Papa &eacute; decorrente dos relat&oacute;rios que cada diocese enviou para o Vaticano. De facto, verifica-se que no p&oacute;s-crisma h&aacute; muitos jovens que abandonam. N&atilde;o abandonam, v&atilde;o &agrave; procura de outras novidades. N&atilde;o &eacute; propriamente uma debandada v&atilde;o &agrave; procura, j&aacute; tiveram aquela experi&ecirc;ncia, n&oacute;s vivemos num mundo global, h&aacute; muita propostas, muitas sugest&otilde;es. V&atilde;o &agrave; procura de outras novidades.<\/p>\n<p> \tDepois, h&aacute; um outro fator, que &eacute; a mobilidade. H&aacute; muitos jovens que terminam o percurso escolar no 12.&ordm; ano e v&atilde;o para a universidade onde encontram lugar segundo os cursos que escolhem e as universidades onde ficam.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o &eacute; para dramatizar, at&eacute; porque nos p&oacute;s-crisma, quando v&atilde;o &agrave; procura de outras novidades, depois sentem que aquilo que os atraiu n&atilde;o os preenche voltam &agrave; experi&ecirc;ncia inicial. Temos muitos jovens que agora na pastoral universit&aacute;ria aderem &agrave;s propostas da &lsquo;Miss&atilde;o pa&iacute;s&rsquo;, que tomam parte dos n&uacute;cleos de crist&atilde;os nas universidades, que realizam atividades.<\/p>\n<p> \tH&aacute; um reencontro, com mais maturidade, com a experi&ecirc;ncia crist&atilde; que depois se consolida. N&atilde;o podemos tamb&eacute;m ignorar que muitas vezes esta debandada se pode dever a uma inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; que n&atilde;o vinculou, nem &agrave; pessoa de Jesus, nem &agrave; comunidade crist&atilde;. A inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; n&atilde;o pode ser s&oacute; doutrinal, tem de ser mistag&oacute;gica, da experi&ecirc;ncia crist&atilde;. &Eacute; uma inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; vida crist&atilde; tem que ser apoiada ou por uma igreja dom&eacute;stica ou por uma igreja comunidade. Uma Igreja que acolha, que acarinhe, que acompanhe e onde os jovens se sintam como uma segunda fam&iacute;lia. Uma comunidade crist&atilde; na sua globalidade ou nos grupos onde est&atilde;o.<\/p>\n<p> \tTemos de repensar, se calhar, a inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; vida crist&atilde; e potenciar a parte mistag&oacute;gica, a parte da experi&ecirc;ncia crist&atilde; e a parte da experi&ecirc;ncia comunit&aacute;ria. A comunidade &eacute; muito importante e a experi&ecirc;ncia na comunidade &eacute; muito importante. Os adultos mostrem aos jovens como se vive a vida crist&atilde; e como se pode ser feliz, por exemplo na voca&ccedil;&atilde;o matrimonial.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash;A Igreja fala a mesma linguagem dos jovens hoje?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &#8211;<\/em> Mais importante &eacute; escut&aacute;-los e compreender como &eacute; que formulam os seus problemas e as suas quest&otilde;es na sua linguagem e tamb&eacute;m nos seus sil&ecirc;ncios. N&atilde;o &eacute; s&oacute; o que eles dizem, &eacute; tamb&eacute;m no sil&ecirc;ncio.<\/p>\n<p> \tH&aacute; uma linguagem que &eacute; universal que &eacute; do amor crist&atilde;o. O meu fundador, S&atilde;o Jo&atilde;o Bosco, o ap&oacute;stolo da juventude &#8211; Jo&atilde;o Paulo II enquanto Papa chamou-lhe pai e mestre da juventude &ndash; dizia uma coisa muito importante: Que a gente n&atilde;o lhes diga s&oacute; que os ama mas que sintam; e dizia tamb&eacute;m que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma coisa do cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tQuando n&oacute;s os escutamos e muitas vezes acolhemos o que dizem, sem julgar, sem condenar, sem ter logo receitas ou discursos moralizantes, &eacute; estabelecer um di&aacute;logo existencial com eles. &Eacute; um am&aacute;-los incondicionalmente e respeitar a sua liberdade e ajud&aacute;-los a amadurecer op&ccedil;&otilde;es de forma gradual, progressiva, com avan&ccedil;os e recuos.<\/p>\n<p> \tA pastoral juvenil n&atilde;o pode ser s&oacute; uma pastoral de atividades.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; O que &eacute; a pastoral juvenil?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>JM &#8211;<\/em> A pastoral juvenil tem de ser uma pastoral de processos, de acompanhamentos, de rezar com eles, de os escutar, de estar dispon&iacute;vel para quando eles ligam, quando mandam um email, e, sobretudo, valorizar muito o encontro pessoal. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o aproximam-nos, mas n&atilde;o nos tornam mais irm&atilde;os, e acompanh&aacute;-los em todos os momentos da vida.<\/p>\n<p> \tOs jovens devem saber que no animador, no padre, t&ecirc;m algu&eacute;m que os escuta, que os ama, e que tem sempre a porta aberta. &Eacute; aquela imagem do pai misericordioso que S&atilde;o Lucas nos conta no cap&iacute;tulo 15: ficamos muitos tristes quando n&atilde;o v&ecirc;m ou voltam as costas, mas ficamos sempre &agrave; espera.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poucos dias de come\u00e7ar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Crac\u00f3via 2016, D. 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