{"id":7754,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-televisao-na-familia\/"},"modified":"2018-03-06T13:50:37","modified_gmt":"2018-03-06T13:50:37","slug":"a-televisao-na-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-televisao-na-familia\/","title":{"rendered":"A televis\u00e3o na fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de Manuel Pinto nas Jornadas de Comunica\u00e7\u00e3o Social <!--more--> Jornadas de Comunica\u00e7\u00e3o Social 23 e 24 de Setembro de 2004  A televis\u00e3o na fam\u00edlia  Bem vistas as coisas, pode dizer-se que a televis\u00e3o \u00e9 um assunto de fam\u00edlia. Desde logo porque \u00e9 l\u00e1 que ocorre o grosso do consumo, quer de adultos quer de crian\u00e7as. Mas ela \u00e9 uma quest\u00e3o da e na fam\u00edlia porque se foi convertendo num factor de estrutura\u00e7\u00e3o do tempo e at\u00e9 dos espa\u00e7os familiares. N\u00e3o foi sempre assim, no entanto. Embora o aparelho televisivo s\u00f3 se tenha massificado e difundido depois da Segunda Guerra Mundial (e, em Portugal, ap\u00f3s o 25 de Abril de 1974), a verdade \u00e9 que, nos tempos iniciais, o contexto do consumo era bastante diferente, em parte devido ao facto de pouca gente ter televis\u00e3o em casa.  Nesse per\u00edodo, o caf\u00e9, a associa\u00e7\u00e3o desportiva ou cultural e outras institui\u00e7\u00f5es locais tomaram-se centros privilegiados para seguir a programa\u00e7\u00e3o. Deste modo, ver TV tomou-se um acto colectivo e, em boa medida, p\u00fablico. Mas igualmente as fam\u00edlias que tinham adquirido aparelho juntavam, em alguns momentos da semana, vizinhos e amigos, conferindo ao consumo de televis\u00e3o este car\u00e1cter colectivo. O panorama mudou radicalmente, entretanto. Os televisores tomaram-se mais acess\u00edveis e mais atraentes os conte\u00fados por eles difundidos, com o surgimento da televis\u00e3o a cores, a multiplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de canais e a diversifica\u00e7\u00e3o das modalidades de acesso (parab\u00f3lica, cabo, assinaturas, etc.). Ao aparelho que praticamente cada lar passou a ter veio somar-se, a partir dos anos 80 e 90, um segundo, um terceiro e at\u00e9 um quarto aparelho, primeiro a pretexto da mudan\u00e7a do preto e branco para a cor e, depois, por motivos diversos que podem ir da facilidade \u00e0 competi\u00e7\u00e3o com amigos e conhecidos. As transforma\u00e7\u00f5es no modo de consumir televis\u00e3o no quadro familiar alteraram-se ao mesmo ritmo. O consumo que j\u00e1 se havia privatizado com o acesso massificado aos aparelhos, sofre agora uma &#8211; digamos assim &#8211; segunda privatiza\u00e7\u00e3o, na medida em que abandona paulatinamente o lugar privilegiado que constitu\u00eda a sala de estar (e em alguns meios a cozinha) e passa a decorrer noutros espa\u00e7os da casa, nomeadamente nos quartos dos pais e das crian\u00e7as. Por um lado, esta modifica\u00e7\u00e3o de fundo permite resolver uma s\u00e9rie de conflitos e tens\u00f5es que inevitavelmente surgiam no tempo do aparelho \u00fanico, quanto a mat\u00e9rias como ligar ou n\u00e3o ligar o televisor, o programa a seguir, o volume do som, o controlo do telecomando (quando este se implantou com todo o seu vigor como perif\u00e9rico do receptor, inaugurando a pr\u00e1tica nova do zapping). Em contrapartida, perdeu-se a interac\u00e7\u00e3o e a conversa que acabavam por acontecer quando a fam\u00edlia ou parte dela se reunia para ver televis\u00e3o. n\u00e3o deixa de ser curioso que se possa agora considerar que ver tv em conjunto possa ser motivo de encontro e de enriquecimento m\u00fatuo, quando precisamente uma das criticas que era comum escutar-se contra a televis\u00e3o \u00e9 que ela comprometia o di\u00e1logo familiar. sendo certo que o seguimento de alguns programas, em especial durante as refei\u00e7\u00f5es, podia ser utilizado como biombo que impedia a conversa, a verdade \u00e9 que eram e s\u00e3o tamb\u00e9m frequentes as situa\u00e7\u00f5es em que s\u00e3o precisamente esses programas que originam e alimentam interac\u00e7\u00f5es que de outro modo poderiam nem sequer ocorrer.  Uma das perguntas que pode fazer-se, neste contexto. refere-se aos factores que influenciam no consumo de TV. S\u00e3o muitos e de natureza diferente. H\u00e1 os que se prendem com a oferta dos canais e os que se ligam aos contextos dos telespectadores. No primeiro caso, pesa, por exemplo, a imagem e o conhecimento que se tem de um determinado canal: o tipo de programas que costuma emitir, o grau de satisfa\u00e7\u00e3o ou de interesse que eles suscitam, uma emiss\u00e3o especial num determinado dia, etc. Tudo isso pode influenciar. Quanto aos factores contextuais, eles podem ter a ver com os valores, ideologias e gostos de cada qual ou dos respectivo agregado familiar, com os estilos de vida, com a exist\u00eancia e acessibilidade de actividades alternativas, com disponibilidade existente conforme as horas do dia, os dias da semana, e as alturas do ano, com as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, etc. H\u00e1 ainda outros factores, menos conjunturais, que entram aqui em jogo e que dizem respeito \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de cada pessoa no ciclo de vida. Trocando por mi\u00fados: se virmos a vida humana como um arco (um ciclo), nos respectivos extremos, as crian\u00e7as pequenas e os mais idosos s\u00e3o aqueles que, em princ\u00edpio, t\u00eam o tempo mais liberto de actividades e compromissos constringentes. N\u00e3o espanta, por isso, que seja tamb\u00e9m entre esses grupos de idade que encontramos os mais elevados \u00edndices m\u00e9dios de tempo de televis\u00e3o. \u00c0 medida que as crian\u00e7as crescem e se v\u00e3o autonomizando da depend\u00eancia dos pais, o seu raio de ac\u00e7\u00e3o alarga-se significativamente e a televis\u00e3o tende a perder o lugar destacado que at\u00e9 ent\u00e3o ocupava. Mas quando os jovens adultos constituem novas fam\u00edlias e se voltam a centrar sobre o seu novo lar, eventualmente com filhos, a TV volta a receber uma certa aten\u00e7\u00e3o que n\u00e3o parar\u00e1 de crescer, \u00e0 medida que a idade avan\u00e7ar. V\u00e1rios dos aspectos que acabo de referir mereceriam um desenvolvimento mais alargado, que raz\u00f5es de economia deste livro n\u00e3o permitem. Limito-me, assim, a exemplificar com o factor a que chamei anteriormente estilos de vida. Por estilos de vida podemos entender, na esteira de soci\u00f3logos como o franc\u00eas Pierre Bourdieu ou o ingl\u00eas Anthony Giddens, os padr\u00f5es que orientam e estruturam as nossas prefer\u00eancias e as nossas escolhas e que ficam a dever-se, em boa medida, ao ambiente em que crescemos. No caso da rela\u00e7\u00e3o entre a televis\u00e3o e as crian\u00e7as, podemos admitir que os valores que presidem \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos filhos levem os pais a utilizar de diferentes modos a TV. Com base em estudos desenvolvidos noutras paragens, eu pr\u00f3prio procurei saber, por exemplo, se a decis\u00e3o de ver televis\u00e3o entre crian\u00e7as em idade escolar de diferentes meios s\u00f3cio-econ\u00f3micos do distrito de Braga era tomada livremente pelas pr\u00f3prias crian\u00e7as, se eram os pais que decidiam por elas ou se essa decis\u00e3o era tomada atrav\u00e9s do di\u00e1logo entre os dois lados implicados. Repare-se que cada uma destes comportamentos habituais foi aqui tomado como indicador de um estilo de educa\u00e7\u00e3o: mais deixa-correr no primeiro caso, mais autorit\u00e1ria no segundo e mais dialogante ou, se preferirmos, democr\u00e1tica, no terceiro. Para que a hist\u00f3ria n\u00e3o fique a meio, direi apenas que o estilo dialogante era o menos praticado, preferindo a maioria dos pais, aparentemente, ora as solu\u00e7\u00f5es impositivas ora o &#8220;n\u00e3o te rales&#8221;. Sabemos muito bem, no entanto, que com demasiada frequ\u00eancia, as condi\u00e7\u00f5es concretas da vida e dos ritmos da fam\u00edlia n\u00e3o permitem levar \u00e0 pr\u00e1tica os valores e atitudes que achar\u00edamos prefer\u00edveis. Uma das maiores dificuldades consiste em articular os hor\u00e1rios dos diferentes membros da fam\u00edlia, de modo a poder concretizar o acompanhamento que julgar\u00edamos desej\u00e1vel \u00e0 vida familiar e aos filhos. As dist\u00e2ncias, as dificuldades de transportes, as condi\u00e7\u00f5es impostas nos empregos, a sobrevaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho convertem a vida quotidiana, para muitas fam\u00edlias, numa esp\u00e9cie de montanha russa a que nem todos conseguem sobreviver. As mudan\u00e7as nos modelos e tipos de fam\u00edlia e a desigualdade entre sexos que prevalece na assun\u00e7\u00e3o das diferentes tipos de tarefas dom\u00e9sticas podem ser factores que agravam ainda mais um quadro j\u00e1 de si com tonalidades bastante sombrias. o resultado deste diverso tipo de factores \u00e9 que muitas crian\u00e7as passam uma parte do dia cada vez mais sozinhas em casa ou com irm\u00e3os (mais velhos ou mais novos), enquanto muitas outras fazem a experi\u00eancia de quotidianos super-ocupados, justamente como estrat\u00e9gia que pode ter tanto de investimento numa super qualifica\u00e7\u00e3o por parte dos  pais como de recurso para fazer face aos desencontros e vazios dos hor\u00e1rios dos diversos membros do agregado familiar. A televis\u00e3o surge, neste contexto, como um recurso acess\u00edvel, f\u00e1cil e atractivo. Desperta interesse desde praticamente os primeiros meses de vida, povoa o universo infantil de hist\u00f3rias (a ponto de lhe chamarem av\u00f2zinha electr\u00f3nica) e, sobretudo, mant\u00e9m as crian\u00e7as ocupadas e afastadas de perigos que a rua hoje comporta, designadamente em meios urbanos (da\u00ed chamarem-lhe tamb\u00e9m baby-sitter).  Por conseguinte, a televis\u00e3o torna-se, na realidade da vida quotidiana, a solu\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel e interessante para ocupar as crian\u00e7as, precisamente a mesma televis\u00e3o que \u00e9 acusada tantas vezes de exercer uma influ\u00eancia nefasta sobre os mais pequenos. Paradoxos!  Actividades  Forma\u00e7\u00e3o de pais Costuma dizer-se que h\u00e1 cursos para tudo, menos para aprender a ser pai ou m\u00e3e. A escola da vida continua a figurar no topo da tabela das escolas poss\u00edveis, mas isso n\u00e3o dispensa que se possa pensar em encontrar espa\u00e7os e tempos de troca de inquieta\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias e de procura de caminhos mais seguros para os desafios que a educa\u00e7\u00e3o dos filhos hoje em dia suscita. Os problemas que tantas vezes andam associados \u00e0 televis\u00e3o podem ser um excelente pretexto para o encontro das pessoas, seja em estruturas j\u00e1 existentes, como as associa\u00e7\u00f5es de pais, movimentos familiares ou grupos de forma\u00e7\u00e3o de natureza diversa, seja em iniciativas ad hoc entre pessoas que partilham dificuldades id\u00eanticas (veja-se, no final, algumas indica\u00e7\u00f5es sobre onde encontrar recursos para apoio a esta forma\u00e7\u00e3o).  Informa\u00e7\u00e3o sobre os programas A forma\u00e7\u00e3o deve apoiar-se na informa\u00e7\u00e3o, nomeadamente sobre os programas televisivos, e esta deve ser completa e atempada. Sem excluir a possibilidade de se poder sensibilizar algumas das revistas sobre TV para esta fun\u00e7\u00e3o, torna-se importante que haja um ou mais servi\u00e7os que se proponham coligir, sistematizar e tratar a informa\u00e7\u00e3o sobre os programas, incluindo fontes complementares, pistas de explora\u00e7\u00e3o, etc. Apesar do fosso social ao n\u00edvel do digital, a Internet poderia constituir um ambiente \u00f3ptimo e expedito para divulgar essa informa\u00e7\u00e3o e, num \u00e2mbito mais ambicioso, para promover o debate sobre ela.  Retratos da fam\u00edlia no pequeno ecr\u00e3 A fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9, nas nossas sociedades, uma realidade est\u00e1tica ou uniforme. Ternos vindo a assistir a mudan\u00e7as significativas na estrutura e nas formas de vida familiar, nas \u00faltimas d\u00e9cadas. H\u00e1 quem atribua aos media, e especialmente \u00e1 televis\u00e3o, uma certa responsabilidade nessas mudan\u00e7as. A quest\u00e3o que se pode colocar \u00e9 saber como \u00e9 que a programa\u00e7\u00e3o televisiva, nos seus diferentes g\u00e9neros, retrata a vida familiar. Este pode ser um terna interessante para an\u00e1lise e reflex\u00e3o. Eis algumas perguntas poss\u00edveis: Ser\u00e1 que certos estere\u00f3tipos predominam? Quais e como caracteriz\u00e1-los? Por exemplo: como \u00e9 a fam\u00edlia dos protagonistas e her\u00f3is? Que modelo de fam\u00edlia predomina nas s\u00e9ries e nas novelas? Qual o papel de cada uma das figuras parentais? Qual o lugar dos filhos? E dos membros mais idosos da fam\u00edlia? Com que frequ\u00eancia surgem representadas situa\u00e7\u00f5es de ruptura de formas de vida familiar, como separa\u00e7\u00f5es, div\u00f3rcios, etc.? Como s\u00e3o representadas as tarefas dom\u00e9sticas?   Imagens das crian\u00e7as na TV \u00c9 ainda um esfor\u00e7o de observar e analisar o lugar que ocupam os mais pequenos na televis\u00e3o e o modo como esta os trata nos seus programas (que n\u00e3o apenas na dita programa\u00e7\u00e3o infanto-juvenil). T\u00f3picos poss\u00edveis para tal an\u00e1lise: que voz e que vez t\u00eam as crian\u00e7as na programa\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios canais; em que pap\u00e9is e situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o colocadas quando surgem em est\u00fadio; em que medida s\u00e3o salvaguardados direitos das crian\u00e7as \u00e0 privacidade, \u00e0 n\u00e3o revela\u00e7\u00e3o da identidade e \u00e0 n\u00e3o explora\u00e7\u00e3o da sua vulnerabilidade, nomeadamente na obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.   Conversando sobre viol\u00eancia O tema da viol\u00eancia \u00e9 recorrente quando se fala de televis\u00e3o. Por vezes, refere-se viol\u00eancia como se fosse um conceito evidente e claro. N\u00e3o se distingue viol\u00eancia realmente acontecida de viol\u00eancia ficcionada; viol\u00eancia f\u00edsica de viol\u00eancia social ou psicol\u00f3gica; viol\u00eancia veros\u00edmil de viol\u00eancia inveros\u00edmil; viol\u00eancia como recurso do triunfo do mal ou do bem, etc. Com base em diferentes g\u00e9neros de programas, este tema pode ser objecto de conversa em casa (ou noutro contexto). Em que medida h\u00e1 uma sobre-representa\u00e7\u00e3o de actos violentos no ecr\u00e3 relativamente ao meio em que se vive? Em que medida a viol\u00eancia televisiva \u00e9 express\u00e3o de uma viol\u00eancia social ou (e) agente produtor dessa mesma viol\u00eancia? Que modalidades de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos e problemas apresenta um epis\u00f3dio de uma s\u00e9rie? Que viol\u00eancia choca mais: a do telejornal ou a do cinema? Em que medida \u00e9 poss\u00edvel criar um clima altamente violento sem que se registem cenas expl\u00edcitas de agress\u00e3o f\u00edsica? Porque \u00e9 que a viol\u00eancia atrai? Em que medida existe ou se pode gerar uma insensibilidade face \u00e0 viol\u00eancia? Eis alguns t\u00f3picos para conversar.  Estilos de educa\u00e7\u00e3o relativos \u00e0 TV Esta actividade pode ser interessante como motivo de encontro de pais e encarregados de educa\u00e7\u00e3o. Tem subjacentes as preocupa\u00e7\u00f5es face ao lugar que a TV ocupa na vida dos mais novos (e por vezes dos mais gra\u00fados tamb\u00e9m). H\u00e1 quem seja de um rigorismo exacerbado, com a pretens\u00e3o de controlar at\u00e9 ao \u00faltimo pormenor o consumo dos filhos; h\u00e1 quem utilize a TV como pr\u00e9mio ou castigo; h\u00e1 quem avalie negativamente a TV, mas a ache prefer\u00edvel, apesar de tudo, aos perigos da rua; h\u00e1 os que nunca se preocuparam muito com o assunto; h\u00e1, enfim, os que tendem a atribuir \u00e0 televis\u00e3o em geral, ou a certo tipo de conte\u00fados em particular, a causa mais evidente para certos comportamentos e atitudes dos filhos, ao n\u00edvel da linguagem, da concentra\u00e7\u00e3o no estudo, no rendimento escolar, na rela\u00e7\u00e3o com os pais e os colegas, etc. Alguns estudos realizados sobre esta mat\u00e9ria sugerem que um bom come\u00e7o pode estar em ser capaz de verbalizar e p\u00f4r em comum a experi\u00eancia pessoal e familiar, os temores e os fantasmas, as descobertas e as aprendizagens. Um aspecto que certamente surgir\u00e1 \u00e9 que aquilo que se passa com a TV tem bastante a ver com o resto da vida quotidiana e os desafios que ela coloca. A Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jornalistas (FU) debru\u00e7ou-se, n\u00e3o h\u00e1 muito tempo, sobre a representa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as na informa\u00e7\u00e3o, tendo aprovado, numa confer\u00eancia realizada no Recife (Brasil), em 2 de Maio de 1998, e que contou com participantes de mais de 70 pa\u00edses, o documento Children&#8217;s Rights and Media: Guidelines and Principles for Reporting on Issues Involving Children (o texto pode ser consultado no site da FIJ, em www.ifj.org\/working\/issues\/children\/guidelines.html).  Para Caixilho 1: &#8220;Uma das coisas mais importantes que podemos fazer como pais \u00e9 mostrar aos nossos filhos que levamos a s\u00e9rio aquilo que v\u00eaem na TV. (&#8230;) Por isso \u00e9 importante sentar-se e ver um programa com eles, reflectir sobre ele em conjunto, valorizar as opini\u00f5es deles e mostrar-lhes que o programa pode ser interpretado&#8221; (Milton Chen).  Dr. Manuel Pinto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de Manuel Pinto nas Jornadas de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[122,154,168,172,191,193,206],"class_list":["post-7754","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-brasil","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-economia","tag-educacao","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7754\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}