{"id":76980,"date":"2016-05-21T13:33:00","date_gmt":"2016-05-21T13:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/05\/21\/igreja-ensino-parece-que-o-estado-nao-e-pessoa-de-bem-arcebispo-de-braga\/"},"modified":"2016-05-21T13:33:00","modified_gmt":"2016-05-21T13:33:00","slug":"igreja-ensino-parece-que-o-estado-nao-e-pessoa-de-bem-arcebispo-de-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-ensino-parece-que-o-estado-nao-e-pessoa-de-bem-arcebispo-de-braga\/","title":{"rendered":"Igreja\/Ensino: \u00abParece que o Estado n\u00e3o \u00e9 pessoa de bem\u00bb &#8211; Arcebispo de Braga"},"content":{"rendered":"<p>D. Jorge Ortiga questiona mudan\u00e7as nos contratos de associa\u00e7\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p> \tBraga, 21 mai 2016 (Ecclesia) &ndash; O arcebispo de Braga considera que o sistema educativo nacional &ldquo;necessita de uma profunda reflex&atilde;o&rdquo; e o Governo portugu&ecirc;s n&atilde;o escolheu a melhor altura do ano escolar para anunciar mudan&ccedil;as nos contratos de associa&ccedil;&atilde;o porque &ldquo;merecia mais reflex&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Parece que o Estado n&atilde;o &eacute; pessoa de bem e que corta, rompe imediatamente, com um contrato que assumiu quando me parece que se seguisse o que &eacute; normal, pensando e refletindo, talvez se encontrasse uma solu&ccedil;&atilde;o a contento de todos&rdquo;, disse D. Jorge Ortiga hoje &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, &agrave; margem da celebra&ccedil;&atilde;o do Jubileu diocesano das Miseric&oacute;rdias, Confrarias e Irmandades.<\/p>\n<p> \tO prelado alertou para as consequ&ecirc;ncias das&nbsp;mudan&ccedil;as nos contratos de associa&ccedil;&atilde;o do Governo com as escolas do ensino particular e cooperativo uma vez que se h&aacute; pessoas ligadas ao ensino estatal que podem ficar desempregadas &ldquo;h&aacute; outros cidad&atilde;os ligados aos estabelecimentos de ensino ditos privados que ir&atilde;o passar pelo mesmo problema&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO tamb&eacute;m presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana considera a &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o lament&aacute;vel&rdquo; e, &ldquo;naturalmente&rdquo;, sofre com os pais e as crian&ccedil;as que, de um momento para o outro, &ldquo;t&ecirc;m de abandonar um col&eacute;gio onde sempre viveram&rdquo;.<\/p>\n<p> \tD. Jorge Ortiga alerta que este &eacute; o per&iacute;odo do ano escolar &ldquo;menos adequado&rdquo; para resolver esse assunto porque os jovens e as crian&ccedil;as &ldquo;est&atilde;o, ou deveriam estar&rdquo;, concentradas nas provas finais e nos exames, bem como os professores.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; um momento de aferi&ccedil;&atilde;o de trabalho, n&atilde;o &eacute; agora o momento adequado para resolver um assunto destes&rdquo;, observa.<\/p>\n<p> \tO arcebispo de Braga sublinha que os contratos de associa&ccedil;&atilde;o do Governo com as escolas do ensino particular e cooperativo, como muitos outros assuntos, &ldquo;merecia mais reflex&atilde;o, mais pondera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e as respostas deviam ser dadas num momento oportuno.<\/p>\n<p> \tDeixando de parte quest&otilde;es ideol&oacute;gicas ou de justi&ccedil;a da medida, D. Jorge Ortiga pensa que o sistema da educa&ccedil;&atilde;o em Portugal &ldquo;necessita de uma profunda reflex&atilde;o&rdquo; que devia ser abrangente e, nessa altura, &ldquo;envolver a sociedade portuguesa&rdquo; na reflex&atilde;o e a &ldquo;encontrar respostas&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA Diocese de Braga tem um estabelecimento de ensino em regime de contrato de associa&ccedil;&atilde;o, o Instituto Nun&rsquo;&Aacute;lvares, mas o arcebispo n&atilde;o precisou e prefere que a sua an&aacute;lise tenha &ldquo;um sentido mais gen&eacute;rico&rdquo;.<\/p>\n<p> \tD. Jorge Ortiga recorda que os col&eacute;gios &ldquo;nasceram para servir popula&ccedil;&otilde;es&rdquo;, numa altura e num momento, em que n&atilde;o existiam estabelecimentos que &ldquo;pudessem proporcionar a forma&ccedil;&atilde;o adequada&rdquo; &agrave;s crian&ccedil;as daquelas zonas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Prestaram um servi&ccedil;o com qualidade, este assunto devia ser muit&iacute;ssimo mais pensado, mais refletido, e n&atilde;o resolvido quase de maneira precipitada, muito mais consciente comprometendo as diversas inst&acirc;ncias&rdquo;, frisou o prelado.<\/p>\n<p> \tPara o arcebispo de Braga os tr&ecirc;s anos de dura&ccedil;&atilde;o dos contratos de associa&ccedil;&atilde;o &eacute; &ldquo;precisamente aquele tempo devido para pensar&rdquo; sobre como o &ldquo;problema poderia ser resolvido, com aquela calma necess&aacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o divulgou o&nbsp;<a href=\"http:\/\/s3.observador.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/20204402\/aviso-de-abertura-de-procedimento-para-celebracao-de-contratos-de-extensao-de-contratos-de-associacao-em-2015_2016.pdf\" target=\"_blank\">despacho&nbsp;<\/a>de abertura de turmas de in&iacute;cio de ciclo (5.&ordm;, 7.&ordm; e 10.&ordm; ano) para o ano letivo 2016\/2017 nos estabelecimentos de ensino privados com contrato de associa&ccedil;&atilde;o e 21 v&atilde;o manter o n&uacute;mero atual de turmas, 19 v&atilde;o ter de abrir menos turmas e 39 col&eacute;gios n&atilde;o v&atilde;o poder abrir novas turmas.<\/p>\n<p> \tEm causa est&atilde;o os contratos que o Estado celebra com escolas privadas para permitir a frequ&ecirc;ncia dos col&eacute;gios em condi&ccedil;&otilde;es de gratuitidade, como oferta educativa p&uacute;blica equiparada &agrave; das escolas estatais (contrato de associa&ccedil;&atilde;o), onde a rede p&uacute;blica &eacute; insuficiente.<\/p>\n<p> \t<em>LFS\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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