{"id":76919,"date":"2016-05-17T17:28:00","date_gmt":"2016-05-17T17:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/05\/17\/portugal-exposicao-destaca-epoca-em-que-a-biblia-deixou-de-ser-um-exclusivo-da-comunidade-religiosa\/"},"modified":"2016-05-17T17:28:00","modified_gmt":"2016-05-17T17:28:00","slug":"portugal-exposicao-destaca-epoca-em-que-a-biblia-deixou-de-ser-um-exclusivo-da-comunidade-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-exposicao-destaca-epoca-em-que-a-biblia-deixou-de-ser-um-exclusivo-da-comunidade-religiosa\/","title":{"rendered":"Portugal: Exposi\u00e7\u00e3o destaca \u00e9poca em que a B\u00edblia \u00abdeixou de ser um exclusivo da comunidade religiosa\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Na Biblioteca Nacional, em Lisboa <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 17 mai 2016 (Ecclesia) &ndash; Uma exposi&ccedil;&atilde;o patente na Biblioteca Nacional at&eacute; este s&aacute;bado explica como a B&iacute;blia come&ccedil;ou a tornar-se um fen&oacute;meno social, a partir do s&eacute;culo XIII, com o surgimento das edi&ccedil;&otilde;es de bolso e das primeiras tradu&ccedil;&otilde;es para linguagem corrente. &nbsp;<\/p>\n<p> \tEm entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o historiador Lu&iacute;s Correia de Sousa, respons&aacute;vel pelo projeto, sublinha a import&acirc;ncia de dar a conhecer um per&iacute;odo da Hist&oacute;ria, entre o rom&acirc;nico e o g&oacute;tico, que marcou &ldquo;a grande explos&atilde;o&rdquo; da produ&ccedil;&atilde;o destes livros &ldquo;para outros p&uacute;blicos&rdquo; que n&atilde;o os religiosos.<\/p>\n<p> \t&ldquo;At&eacute; ao s&eacute;culo XIII, a produ&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica era feita em contexto mon&aacute;stico, pelos monges e para os monges, e depois sai para o contexto secular. No fundo deixa de ser um exclusivo da comunidade religiosa, passa a ser um livro para os leigos tamb&eacute;m&rdquo;, salienta o investigador.<\/p>\n<p> \tNa exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;A B&iacute;blia Medieval: Do Rom&acirc;nico ao G&oacute;tico (S&eacute;culos XII e XIII), encontramos &ldquo;tesouros&rdquo; como a b&iacute;blia de bolso da rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I; a primeira tradu&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia para franc&ecirc;s; e exemplares de manuscritos copiados no &lsquo;scriptorium&rsquo; do Mosteiro de Alcoba&ccedil;a, na &eacute;poca um dos principais centros de produ&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica na Europa.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Pela primeira vez identificamos dois manuscritos que foram copiados em Alcoba&ccedil;a, no final do s&eacute;culo XIII, duas b&iacute;blias completas, o que n&atilde;o era comum&rdquo;, explica Lu&iacute;s Correia de Sousa.<\/p>\n<p> \tSegundo o historiador, a B&iacute;blia assumiu-se nesta &eacute;poca n&atilde;o s&oacute; como um objeto religioso mas como ponto de partida para toda uma evolu&ccedil;&atilde;o cultural e econ&oacute;mica.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A quantidade de profiss&otilde;es que nascem &agrave; volta da produ&ccedil;&atilde;o do livro, a cultura que temos hoje, dos livreiros aut&oacute;nomos para o p&uacute;blico, nasce neste contexto&rdquo;, aponta aquele respons&aacute;vel.<\/p>\n<p> \tUm dos fatores decisivos para a mudan&ccedil;a do contexto da produ&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica foi o &ldquo;grande desenvolvimento das principais universidades europeias, Paris, Oxford e Bolonha&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&ldquo;Paris recebe milhares de estudantes nesse s&eacute;culo XIII, parece-nos hoje um bocadinho estranho, n&atilde;o &eacute; estranho, e &eacute; preciso livros para esta gente. A B&iacute;blia &eacute; um manual escolar, n&atilde;o s&oacute; para o Direito Can&oacute;nico, para a Teologia, mas para o Direito em geral, &eacute; preciso produzir livros&rdquo;, real&ccedil;a o investigador.<\/p>\n<p> \tAinda segundo Lu&iacute;s Correia de Sousa, outro aspeto fundamental foi o surgimento de ordens religiosas mendicantes, como os franciscanos e os dominicanos.<\/p>\n<p> \t&ldquo;J&aacute; n&atilde;o s&atilde;o religiosos fechados no seu convento e que t&ecirc;m a B&iacute;blia pousada na estante, s&atilde;o ordens que andam na rua, na cidade, e que precisam do livro para andar na m&atilde;o&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p> \tDeu-se tamb&eacute;m &ldquo;o desenvolvimento das cortes e das cidades, da burguesia, h&aacute; toda uma comunidade que cresce e isso muda tudo na hist&oacute;ria deste livro e tamb&eacute;m na hist&oacute;ria do livro em geral&rdquo;, ainda antes da inven&ccedil;&atilde;o da imprensa, no s&eacute;culo XV.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A B&iacute;blia passa a ser um livro muito mais acess&iacute;vel e que &eacute; produzido em larga escala. Ainda hoje temos milhares destes manuscritos produzidos no s&eacute;culo XIII. A grande difus&atilde;o da B&iacute;blia come&ccedil;a nesta altura&rdquo;, complementa Lu&iacute;s Correia de Sousa.<\/p>\n<p> \tA exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;A B&iacute;blia Medieval: Do Rom&acirc;nico ao G&oacute;tico (S&eacute;culos XII e XIII), na Biblioteca Nacional at&eacute; dia 21 de maio, &eacute; composta por cerca de 20 exemplares de b&iacute;blias manuscritas, de grandes dimens&otilde;es e de bolso.<\/p>\n<p> \tO projeto &eacute; enriquecido com um conjunto de quadros da pintora portuguesa Ilda David, autora que j&aacute; assinou centenas de pinturas sobre a B&iacute;blia, tendo colaborado inclusivamente numa nova edi&ccedil;&atilde;o da primeira tradu&ccedil;&atilde;o do livro para portugu&ecirc;s, em oito volumes, coordenada pelo padre Jos&eacute; Tolentino Mendon&ccedil;a.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<em>JCP &nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Biblioteca Nacional, em Lisboa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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