{"id":76843,"date":"2016-05-13T11:51:00","date_gmt":"2016-05-13T11:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/05\/13\/homilia-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-na-missa-de-13-de-maio-na-peregrinacao-aniversaria-ao-santuario-de-fatima\/"},"modified":"2016-05-13T11:51:00","modified_gmt":"2016-05-13T11:51:00","slug":"homilia-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-na-missa-de-13-de-maio-na-peregrinacao-aniversaria-ao-santuario-de-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-na-missa-de-13-de-maio-na-peregrinacao-aniversaria-ao-santuario-de-fatima\/","title":{"rendered":"Homilia do cardeal-patriarca de Lisboa na Missa de 13 de maio na peregrina\u00e7\u00e3o anivers\u00e1ria ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p> \t<strong>Para tomarmos Maria como M&atilde;e, como Ela nos toma como filhos<\/strong><\/p>\n<p> \tCar&iacute;ssimos irm&atilde;os, a dupla entrega, da M&atilde;e ao disc&iacute;pulo e do disc&iacute;pulo &agrave; sua M&atilde;e, &eacute; parte relevante do &ldquo;testamento&rdquo; de Jesus, ao partir deste mundo vis&iacute;vel, para ainda mais o preencher com a sua humanidade crucificada e ressuscitada. Irrecus&aacute;vel, pois, esta dupla entrega. Pelo momento definitivo em que foi feita, quando cada palavra de Jesus lhe resumiu a vida, a gra&ccedil;a e o dom.<\/p>\n<p> \tSe estamos aqui reunidos, provindos dos quatro cantos da terra e de todos os rinc&otilde;es de Portugal, &eacute; porque, antes de mais e por parte de Maria, a entrega foi inteiramente correspondida. Nos trinta e poucos anos da vida terrena de Jesus, Maria foi alargando espiritualmente a maternidade aos disc&iacute;pulos do seu Filho. Com eles se manteve depois da ressurrei&ccedil;&atilde;o, at&eacute; ao Pentecostes que os enviou a todos os povos, para ainda a estes se alargar tamb&eacute;m.<\/p>\n<p> \tQuando o Evangelho chegou ao que &eacute; hoje a nossa terra portuguesa, o envolvimento maternal de Maria, foi somando refer&ecirc;ncias, que dela passaram para as nossas etapas coletivas, como que as garantindo muito mais. Se era sobretudo a sua &ldquo;maternidade expectante&rdquo; (18 de dezembro) quando est&aacute;vamos para nascer como povo, foi a &ldquo;assun&ccedil;&atilde;o&rdquo; (15 de agosto) quando crescemos e a &ldquo;imaculada concei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (8 de dezembro) quando nos restaur&aacute;mos. Revemo-nos hoje, com a Mensagem de F&aacute;tima, no Imaculado Concei&ccedil;&atilde;o de Maria. E aqui estamos no seu lugar de excel&ecirc;ncia, agradecendo com Maria os muitos dons que nos obteve do C&eacute;u, como M&atilde;e e Padroeira: &laquo;O meu esp&iacute;rito alegra-se em Deus meu Salvador!&raquo;<\/p>\n<p> \tN&atilde;o pretendi nesta breve alus&atilde;o demorar-vos com nada de secund&aacute;rio. Nem esque&ccedil;o que, em muitas na&ccedil;&otilde;es, o legado maternal de Maria tem outras refer&ecirc;ncias, pr&oacute;prias e marcantes tamb&eacute;m. Mas, estando n&oacute;s em tempo de grandes indefini&ccedil;&otilde;es culturais, lembro t&atilde;o-somente que Portugal nunca se entendeu sem Santa Maria, cuja &ldquo;terra&rdquo; &eacute;. E adianto ainda que s&oacute; por grande distra&ccedil;&atilde;o ou preconceito n&atilde;o se notar&aacute; o que aqui sucede h&aacute; um s&eacute;culo quase, neste ch&atilde;o bendito da Cova da Iria.<\/p>\n<p> \tSendo as fam&iacute;lias e o catolicismo realidades fundantes do que somos hoje, ainda que sejamos diversos, h&atilde;o de ser tidos em conta por organiza&ccedil;&otilde;es posteriores, como o Estado ou as inst&acirc;ncias internacionais, quando legislam ou administram o que a todos respeita. As entidades pol&iacute;ticas servem o bem comum, que &eacute; o bem de todos segundo as leg&iacute;timas escolhas de cada um. Porque solidariedade sem subsidiariedade, n&atilde;o o &eacute; de facto. &Eacute; neste ponto que culto, cultura e sociedade se devem harmonizar, mesmo e sobretudo em sociedades plurais e democr&aacute;ticas, como quer ser a nossa.<\/p>\n<p> \tGera&ccedil;&otilde;es somamos de peregrina&ccedil;&atilde;o, em tempos de guerra e em tempos de paz, em horas de dor e ainda de esperan&ccedil;a, por si, pelos seus e por muitos outros. Porque em tantos lugares continua a vida, pessoal ou p&uacute;blica, como sempre acontece. Buscam-se solu&ccedil;&otilde;es, tomam-se medidas, de acerto vari&aacute;vel&hellip; Mas, aqui em F&aacute;tima, antes, durante e depois disso e muito mais, cumpre-se o legado do Senhor na Cruz: temos uma m&atilde;e, pulsa um cora&ccedil;&atilde;o. Uma m&atilde;e que, sendo de Jesus, o &eacute; de n&oacute;s todos. Um cora&ccedil;&atilde;o em que cabem e se sublimam os de todas as m&atilde;es. Ser&aacute; esse talvez o maior &ldquo;segredo&rdquo; de F&aacute;tima. E assim mesmo atrai, assim mesmo perdura.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&#8211; Mas, se a M&atilde;e de Jesus cumpre assim totalmente o que lhe incumbiu, de ser tamb&eacute;m nossa, como cumprimos n&oacute;s a parte correspondente de sermos seus filhos e a guardarmos connosco e nas nossas vidas?<\/p>\n<p> \tNa verdade, &eacute; sobretudo com Ela que a maternidade ocupa na Igreja o seu lugar devido e completo. Sem Maria n&atilde;o houve Cristo no mundo e sem Maria n&atilde;o h&aacute; Igreja de crist&atilde;os. O carisma mariano antecede e excede o petrino, porque antes de sermos minist&eacute;rio somos mist&eacute;rio &ndash; e precisamente um mist&eacute;rio de amor, que nisso mesmo encontra a express&atilde;o mais intensa.<\/p>\n<p> \tMaternidade que tem no feminino a concretiza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, mas se alarga a Deus e &agrave; Igreja toda, como sentimento geral e necess&aacute;rio. Ali&aacute;s, nem captar&iacute;amos algo de Deus, realidade absoluta, sem o feminino, em que tamb&eacute;m Se exprime, como lembra o Catecismo, quando ensina: &laquo;Deus n&atilde;o &eacute;, de modo algum, &agrave; imagem do homem. N&atilde;o &eacute; homem nem mulher. [&hellip;] Mas as &ldquo;perfei&ccedil;&otilde;es&rdquo; do homem e da mulher refletem qualquer coisa da infinita perfei&ccedil;&atilde;o de Deus: as de uma m&atilde;e e as dum pai e esposo&raquo; (Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 370).<\/p>\n<p> \tComo quando Deus a si mesmo refere superlativamente o amor materno, para acalentar o seu povo (cf. Is 50, 15); ou quando o pr&oacute;prio Jesus queria guardar &ldquo;maternalmente&rdquo; os habitantes de Jerusal&eacute;m, como a galinha aos pintainhos (cf. Lc 13, 34); ou quando Paulo diz de si pr&oacute;prio aos tessalonicenses, resumindo a alma do apostolado em geral: &laquo;Quando nos poder&iacute;amos impor como ap&oacute;stolos de Cristo, fomos, antes, afetuosos no meio de v&oacute;s, como uma m&atilde;e que acalenta os seus filhos quando os alimenta&raquo; (1 Ts 2, 7).<\/p>\n<p> \t&ndash; Quantas consequ&ecirc;ncias espirituais e pr&aacute;ticas devemos tirar daqui! Atendamos ao Papa Francisco, quando escreve assim: &laquo;Ao p&eacute; da cruz, na hora suprema da nova cria&ccedil;&atilde;o, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a ela, porque n&atilde;o quer que caminhemos sem uma m&atilde;e [&hellip;]. N&atilde;o &eacute; do agrado do Senhor que falte &agrave; Igreja o seu &iacute;cone feminino. Ela, que o gerou com tanta f&eacute;, tamb&eacute;m acompanha &ldquo;o resto da sua descend&ecirc;ncia, isto &eacute;, os observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus&rdquo; (Ap 12, 17)&raquo; (Evangelii Gaudium, 285).<\/p>\n<p> \tO &iacute;cone da ades&atilde;o a Cristo como em Maria aconteceu, de sentimento profundo, decis&atilde;o forte e pr&aacute;tica consequente. E com Maria h&aacute; de acontecer em n&oacute;s &ndash; e por n&oacute;s no mundo, o nosso mundo agora. Miseric&oacute;rdia, Igreja e Maria s&atilde;o express&otilde;es maternas do amor envolvente, em torno de Cristo e do seu Cora&ccedil;&atilde;o: ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus pelo Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, assim resumiremos a devo&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &ndash; e a pr&oacute;pria mensagem de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tNeste lugar bendito, como nas nossas comunidades e fam&iacute;lias, a devo&ccedil;&atilde;o mariana n&atilde;o distrai do mesmo Cristo, que afinal a autoriza. Mas tem de lhe obedecer estritamente: &ldquo;Eis a&iacute; a tua m&atilde;e!&rdquo; &eacute; uma indica&ccedil;&atilde;o precisa, como Ele a d&aacute; ao disc&iacute;pulo, que nos representa a todos. A exegese, a teologia, o magist&eacute;rio e a vida do Povo de Deus ajudar-nos-&atilde;o a dar-lhe o valor devido, mas nunca dispens&aacute;vel.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tE s&atilde;o os pr&oacute;prios Papas a insistirem neste &ldquo;lugar&rdquo; materno e mariano, como imprescind&iacute;vel para nos concentrarmos em Deus, como se revelou em Cristo. S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, devoto e peregrino deste Santu&aacute;rio, nunca esqueceu no seu preenchido magist&eacute;rio o lugar e o papel de Maria na vida de Cristo e dos disc&iacute;pulos. Na esteira de grandes autores do ocidente e oriente crist&atilde;os e em grande correspond&ecirc;ncia &agrave; piedade mariana do Povo de Deus, sublinhou, com o Conc&iacute;lio, o lugar da Bem-Aventurada Virgem Maria, M&atilde;e de Deus, no mist&eacute;rio de Cristo e da Igreja (cf. Lumen Gentium, cap. VIII). Deixou-nos, Jo&atilde;o Paulo II, quase como testamento espiritual, a carta apost&oacute;lica Rosarium Virginis Mariae, que nos far&aacute; muito bem reler e retomar, para cumprirmos a nossa parte da heran&ccedil;a de Jesus, no que a Maria se refere.<\/p>\n<p> \tA&iacute; lemos frases como esta: &laquo;Recitar o Ros&aacute;rio nada mais &eacute; sen&atilde;o contemplar com Maria o rosto de Cristo&raquo; (RVM, 3). Rosto de Cristo que nos indica tudo o que havemos de fazer no mundo, como Ela exemplarmente o cumpriu. E o Papa Wojtyla j&aacute; nos indicava como urg&ecirc;ncias para a recita&ccedil;&atilde;o do Ros&aacute;rio as duas causas maiores da atualidade eclesial e social: a paz e a fam&iacute;lia.<\/p>\n<p> \tPorque, escrevia ele, &laquo;descobrir novamente o Ros&aacute;rio significa mergulhar na contempla&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio daquele que &eacute; a nossa paz&raquo; e &laquo;n&atilde;o se pode recitar o Ros&aacute;rio sem sentir-se chamado a um preciso compromisso de servi&ccedil;o &agrave; paz&raquo;. Semelhantemente, &laquo;an&aacute;loga urg&ecirc;ncia de empenho e de ora&ccedil;&atilde;o surge de outra realidade cr&iacute;tica da nossa &eacute;poca, a da fam&iacute;lia, c&eacute;lula da sociedade, cada vez mais amea&ccedil;ada por for&ccedil;as desagregadoras a n&iacute;vel ideol&oacute;gico e pr&aacute;tico, que fazem temer pelo futuro desta institui&ccedil;&atilde;o fundamental e imprescind&iacute;vel e, consequentemente, pela sorte da sociedade inteira&raquo;. E, juntando ora&ccedil;&atilde;o mariana e pr&aacute;tica eclesial, prossegue: &laquo;O relan&ccedil;amento do Ros&aacute;rio nas fam&iacute;lias crist&atilde;s, no &acirc;mbito de uma pastoral mais ampla da fam&iacute;lia, prop&otilde;e-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores desta crise da nossa &eacute;poca&raquo; (RVM, 6).<\/p>\n<p> \tMais uma vez, &ldquo;para grandes males, grandes rem&eacute;dios&rdquo;: asseguremos a fam&iacute;lia no pr&oacute;prio n&uacute;cleo em que esta divinamente se revela, na Sagrada Fam&iacute;lia, da Anuncia&ccedil;&atilde;o &agrave; P&aacute;scoa. Com Jesus por Maria, em ora&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica.<\/p>\n<p> \tO nosso querido Papa Francisco abriu-nos na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Evangelii Gaudium (24 de novembro de 2013) o percurso eclesial que agora percorremos (cf. EG, 1). E &eacute; ele mesmo a dizer-nos que n&atilde;o o faremos sozinhos, mas precisamente envoltos pela maternidade de Maria, como o pr&oacute;prio Jesus o quis e disp&ocirc;s. Com palavras luminosas faz-nos seguir o percurso de Cristo em comunh&atilde;o com a sua M&atilde;e: &laquo;Maria &eacute; aquela que sabe transformar um est&aacute;bulo de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. [&hellip;] &Eacute; a amiga sempre sol&iacute;cita para que n&atilde;o falte o &ldquo;vinho&rdquo; na nossa vida. &Eacute; aquela que tem o cora&ccedil;&atilde;o trespassado pela espada, que compreende todas as penas. [&hellip;] Como uma verdadeira m&atilde;e, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus. Atrav&eacute;s dos diferentes t&iacute;tulos marianos, conclui o Papa, geralmente ligados aos santu&aacute;rios, partilha as vicissitudes de cada povo que recebeu o Evangelho e entra a formar parte da sua identidade hist&oacute;rica&raquo; (EG, 286). E como n&oacute;s portugueses poderemos compreender e sentir isto mesmo.<\/p>\n<p> \tMist&eacute;rios de Cristo, que Maria ensina, a favor de todos e das variadas situa&ccedil;&otilde;es da vida e dos povos &#8211; como aqui rezamos por s&atilde;os e enfermos, s&oacute;s ou sem trabalho, v&iacute;timas e refugiados, neste Santu&aacute;rio de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima! Vai para um s&eacute;culo, era apenas Ela, a ensinar tr&ecirc;s crian&ccedil;as a rezar assim. Hoje somos tantos e a aprender tamb&eacute;m. Mas &eacute; como crian&ccedil;as que entraremos num Reino que vai da terra ao c&eacute;u. Com os Pastorinhos, comecemos j&aacute;, prossigamos sempre.<\/p>\n<p> \tSantu&aacute;rio de F&aacute;tima, 13 de maio de 2016<\/p>\n<p> \t<em>D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para tomarmos Maria como M&atilde;e, como Ela nos toma como filhos Car&iacute;ssimos irm&atilde;os, a dupla entrega, da M&atilde;e ao disc&iacute;pulo e do disc&iacute;pulo &agrave; sua M&atilde;e, &eacute; parte relevante do &ldquo;testamento&rdquo; de Jesus, ao partir deste mundo vis&iacute;vel, para ainda mais o preencher com a sua humanidade crucificada e ressuscitada. Irrecus&aacute;vel, pois, esta dupla entrega. 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