{"id":76728,"date":"2016-05-06T11:26:00","date_gmt":"2016-05-06T11:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/05\/06\/dividir-para-reinar-2\/"},"modified":"2016-05-06T11:26:00","modified_gmt":"2016-05-06T11:26:00","slug":"dividir-para-reinar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dividir-para-reinar-2\/","title":{"rendered":"Dividir para reinar"},"content":{"rendered":"<p>Oct\u00e1vio Carmo, Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> <\/p>\n<p> \tOs media t&ecirc;m de deixar definitivamente de lado a ilus&atilde;o ou pretens&atilde;o de apresentar &ldquo;a&rdquo; realidade, numa rela&ccedil;&atilde;o unidirecional com o seu p&uacute;blico. A ideia de que seria poss&iacute;vel, quando n&atilde;o mesmo desej&aacute;vel, uma uniformiza&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o global sobre o mundo e a humanidade encontrou no desenvolvimento dos v&aacute;rios meios de comunica&ccedil;&atilde;o social um aliado, em determinadas alturas, mas tamb&eacute;m um forte opositor e, neste momento, provavelmente o seu maior obst&aacute;culo. O que n&atilde;o &eacute; mau, necessariamente. A diferen&ccedil;a &eacute; um valor fundamental da humanidade, mas o seu endeusamento, esquecendo a dimens&atilde;o relacional &#8211; e o respeito pelo outro, que &eacute; o diferente -, &eacute; um perigo muito significativo.<\/p>\n<p> \tO problema est&aacute;, muitas vezes, no discurso de &ldquo;&oacute;dio&rdquo;, para o qual alerta o Papa Francisco na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais 2016. Muitos t&ecirc;m a experi&ecirc;ncia do que significa, por exemplo, participar regularmente num f&oacute;rum ou num grupo do Facebook em temas que lhes s&atilde;o particularmente caros. Ali s&oacute; existe um caminho, a defesa daquela &ldquo;verdade&rdquo;, muitas vezes em confronto com outros grupos, o &ldquo;inimigo&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEssa pretens&atilde;o de ter &ldquo;a&rdquo; verdade sobre os factos tem-se generalizado e agravado pela desconfian&ccedil;a face &agrave;s media&ccedil;&otilde;es tradicionais &#8211; a Comunica&ccedil;&atilde;o Social transmite &ldquo;uma&rdquo; realidade e opta por faz&ecirc;-lo como resposta a condicionantes e interesses das mais variadas origens.<\/p>\n<p> \tObviamente, n&atilde;o existe no jornalismo uma comunica&ccedil;&atilde;o ass&eacute;tica, completamente equidistante de todas as vis&otilde;es. A quest&atilde;o, no entanto, &eacute; a tenta&ccedil;&atilde;o de se prescindir desta media&ccedil;&atilde;o para nos fecharmos em grupos ideol&oacute;gicos, sem ouvir os outros, convencidos de que encontramos a verdade e de que tudo o resto &eacute; uma fabrica&ccedil;&atilde;o. Em vez de nos realizarmos mais como seres humanos, em rela&ccedil;&atilde;o, acabamos por definhar, surdos e cegos ao que acontece para l&aacute; da &ldquo;cerca digital&rdquo; que levantamos &agrave; nossa volta.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o surpreende, por isso, que tantos se preocupem com a solid&atilde;o ou o isolamento num mundo que as tecnologias permitem ligar como nunca antes. Porque a tecnologia, por si s&oacute;, n&atilde;o traz mais conhecimento nem capacidade de interpreta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o aumenta a qualidade dos relacionamentos nem define o que &eacute; bom e verdadeiro.<\/p>\n<p> \tO apelo do Papa Francisco para que se abandone o discurso do &oacute;dio na comunica&ccedil;&atilde;o, para que as pessoas saiam das suas trincheiras, num dia que passa cada vez mais pelas redes sociais e o mundo digital, ganha por isso um relevo particular: &ldquo;Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com miseric&oacute;rdia significa contribuir para a boa, livre e solid&aacute;ria proximidade entre os filhos de Deus e irm&atilde;os em humanidade&rdquo;. Porque o segredo do mal sempre foi dividir para reinar.<\/p>\n<p> \t<em>Oct&aacute;vio Carmo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oct\u00e1vio Carmo, Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[274],"class_list":["post-76728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76728\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}