{"id":76457,"date":"2016-04-15T11:29:00","date_gmt":"2016-04-15T11:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/04\/15\/eutanasia-se-legitimar-negocio-da-morte-humanidade-bate-no-fundo-laurinda-alves\/"},"modified":"2016-04-15T11:29:00","modified_gmt":"2016-04-15T11:29:00","slug":"eutanasia-se-legitimar-negocio-da-morte-humanidade-bate-no-fundo-laurinda-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eutanasia-se-legitimar-negocio-da-morte-humanidade-bate-no-fundo-laurinda-alves\/","title":{"rendered":"Eutan\u00e1sia: Se legitimar \u00abneg\u00f3cio da morte\u00bb, humanidade \u00abbate no fundo\u00bb &#8211; Laurinda Alves"},"content":{"rendered":"<p>Cronista e professora apela a debate s\u00e9rio na sociedade portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 15 abr 2016 (Ecclesia) &#8211; A cronista e professora universit&aacute;ria Laurinda Alves afirmou que a eutan&aacute;sia exige &ldquo;um debate s&eacute;rio&rdquo; na sociedade portuguesa, por considerar que o tema est&aacute; a ser conduzido com base em &ldquo;pressupostos pouco claros&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEm entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a jornalista salientou que em causa n&atilde;o est&aacute; apenas &ldquo;uma quest&atilde;o de compaix&atilde;o, de quem est&aacute; mais pelo lado da dignidade&rdquo;, ou de &ldquo;quem &eacute; mais humano e humanit&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSegundo a cronista, a legaliza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o legaliza&ccedil;&atilde;o desta pr&aacute;tica vai tamb&eacute;m al&eacute;m da discuss&atilde;o do &ldquo;valor da vida&rdquo; que &ldquo;&eacute; um valor sem valor&rdquo; pelo qual &eacute; preciso lutar &ldquo;coletivamente&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o pode haver relativismo quando falamos de vida, a vida ao nascer e ao morrer. Dar como &uacute;nica resposta a eutan&aacute;sia &eacute; dar muito pouco&rdquo;, sustentou Laurinda Alves.<\/p>\n<p> \tPara a professora de Comunica&ccedil;&atilde;o, Lideran&ccedil;a e &Eacute;tica na Universidade Nova de Lisboa, &eacute; essencial &ldquo;p&ocirc;r todas as cartas na mesa&rdquo; e perceber que do resultado desta reflex&atilde;o &agrave; volta da eutan&aacute;sia depende tamb&eacute;m determinar a quem pertence &ldquo;a decis&atilde;o &uacute;ltima de terminar uma vida&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Quem n&atilde;o pode pagar, ir &agrave; clinica, quem n&atilde;o pode sequer decidir, ou seja, um doente do foro psiqui&aacute;trico, um doente mental, vai decidir sobre a sua pr&oacute;pria vida e morte?&rdquo;, questiona a jornalista.<\/p>\n<p> \tLegitimar a eutan&aacute;sia, prossegue Laurinda Alves, seria abrir as portas a &ldquo;um neg&oacute;cio, o neg&oacute;cio da morte&rdquo; que traz consigo toda &ldquo;uma l&oacute;gica comercial que tem de estar dentro da discuss&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Como &eacute; que se gera lucro, como &eacute; que se fidelizam clientes, se levam pessoas a uma cl&iacute;nica destas. Quem seriam estes profissionais que, sob a apar&ecirc;ncia de m&eacute;dicos e a capa da medicina&rdquo;, seriam &ldquo;os profissionais da morte?&rdquo;, aponta Laurinda Alves, convicta de que quando forem iluminadas estas &ldquo;zonas de sombra&rdquo;, talvez &ldquo;mais pessoas n&atilde;o queiram a eutan&aacute;sia&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSobre o argumento de que a eutan&aacute;sia ser&aacute; uma forma de acabar com o sofrimento das pessoas mais doentes e debilitadas, a jornalista salienta que &ldquo;n&atilde;o existem vidas indignas de serem vividas&rdquo; e que a humanidade, ao considerar isto, &ldquo;bate no fundo&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Conhe&ccedil;o pessoas que atravessaram n&atilde;o um, nem dois mas tr&ecirc;s cancros. Pessoas que s&atilde;o pais e m&atilde;es de filhos, que vivem felizes, que atravessaram esse massacre e porque o atravessaram se fortaleceram, apesar da fragilidade toda. Imagine que ao primeiro cancro s&oacute; eram confrontadas com a possibilidade de acabar com a vida&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p> \tPara Laurinda Alves, exemplos como estes mostram que &eacute; poss&iacute;vel querer mais do que a eutan&aacute;sia, que &eacute; poss&iacute;vel &ldquo;abrir para outras perspetivas para al&eacute;m de uma morte imediata ou de uma morte a pedido&rdquo;.<\/p>\n<p> \tPorque &ldquo;existem outras maneiras de minimizar, &agrave;s vezes at&eacute; eliminar o sofrimento f&iacute;sico&rdquo;, lembra a tamb&eacute;m tradutora, apontando para os cuidados paliativos que existem apenas para possibilitar a &ldquo;estas pessoas viverem com dignidade at&eacute; &agrave; hora da morte&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o h&aacute; vida sem sofrimento, e n&atilde;o &eacute; por masoquismo, &eacute; porque ele existe. E no dia em que acharmos que descartando o sofrimento, descartando os velhos, os feios, os gordos, os magros, os que t&ecirc;m qualquer coisa fora do padr&atilde;o, acho isto muito perigoso&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p> \tLaurinda Alves &eacute; uma das entrevistadas do pr&oacute;ximo programa &lsquo;70&#215;7&rsquo; (RTP2), que vai ser transmitido no domingo, &agrave;s 13h30, tendo como pano de fundo a recente <a href=\"http:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/2016\/03\/14\/eutanasia-o-que-esta-em-causa-contributos-para-um-dialogo-sereno-e-humanizador\/\" target=\"_blank\">nota pastoral<\/a> da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa sobre a Eutan&aacute;sia, tema em destaque na mais recente edi&ccedil;&atilde;o do Seman&aacute;rio ECCLESIA.<\/p>\n<p> \t<em>LFS\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cronista e professora apela a debate s\u00e9rio na sociedade portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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