{"id":76389,"date":"2016-04-08T12:38:00","date_gmt":"2016-04-08T12:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/04\/08\/a-alegria-do-amor-pela-familia\/"},"modified":"2016-04-08T12:38:00","modified_gmt":"2016-04-08T12:38:00","slug":"a-alegria-do-amor-pela-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-alegria-do-amor-pela-familia\/","title":{"rendered":"A alegria do amor pela fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> <\/p>\n<p> \tO Papa Francisco revela na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal &ldquo;Amoris Laetitia&rdquo; uma declarada alegria do seu amor pela fam&iacute;lia e a determina&ccedil;&atilde;o em fazer da Igreja, com as suas normas, sacramentos, comunidades, grupos, l&iacute;deres e inst&acirc;ncias de di&aacute;logo ou de decis&atilde;o o ambiente prop&iacute;cio para a experi&ecirc;ncia familiar, configurada num ideal afirmado neste documento em termos semelhantes aos dos &uacute;ltimos 50 anos, sem dar como adquirido, no entanto, o percurso que &eacute; necess&aacute;rio fazer para o atingir.<\/p>\n<p> \tFeita esta considera&ccedil;&atilde;o, tudo o mais deve seguir uma das primeiras indica&ccedil;&otilde;es do Papa Francisco, logo no in&iacute;cio do documento, que n&atilde;o aconselha uma &ldquo;leitura geral apressada&rdquo; do longo texto, porque considera &ldquo;ser de maior proveito, tanto para as fam&iacute;lias como para os agentes de pastoral familiar, aprofundar pacientemente uma parte de cada vez ou procurar nela aquilo de que precisam em cada circunst&acirc;ncia concreta&rdquo;. Na atual, nos momentos seguintes &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o do texto, uma anota&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica e uma refer&ecirc;ncia &agrave; quest&atilde;o que concentrou debates nas assembleias sinodais e nos meses que se seguiram.<\/p>\n<p> \tSeguindo de perto as v&aacute;rias sugest&otilde;es que resultaram de duas assembleias sinodais, assim como indica&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias confer&ecirc;ncias episcopais, o Papa Francisco n&atilde;o se fixa na norma geral e na sua aplica&ccedil;&atilde;o indiferenciada nem muda tudo a partir de um novo corpo normativo, ditado como todos a partir de um centro, sem atender a todas as periferias. Neste caso, a pastoral familiar na Igreja Cat&oacute;lica tem no documento &ldquo;A Alegria do Amor&rdquo; uma refer&ecirc;ncia que, por um lado, foge ao &ldquo;desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflex&atilde;o ou fundamenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; e, por outro, &ldquo;n&atilde;o pretende resolver tudo atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de normas gerais ou deduzindo conclus&otilde;es excessivas de algumas reflex&otilde;es teol&oacute;gicas&rdquo;. A partir da relevante ausculta&ccedil;&atilde;o que precedeu cada reuni&atilde;o dos bispos de todo o mundo reunidos em S&iacute;nodo, dos debates que a&iacute; decorreram e da s&iacute;ntese feita pelo Papa na exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal, resulta uma porta aberta a &ldquo;uma pastoral positiva&rdquo; a respeito da fam&iacute;lia, que &ldquo;torna poss&iacute;vel um aprofundamento gradual das exig&ecirc;ncias do Evangelho&rdquo;.<\/p>\n<p> \tParticularmente significativa &eacute; esta atitude a respeito de designadas &ldquo;situa&ccedil;&otilde;es irregulares&rdquo;. Seguindo essa metodologia, o Papa n&atilde;o equipara uni&otilde;es de facto ou entre pessoas do mesmo sexo ao matrim&oacute;nio; nem diz que o primeiro &eacute; igual ao segundo casamento e afirma o ideal da &ldquo;uni&atilde;o entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem at&eacute; &agrave; morte e abrem &agrave; transmiss&atilde;o da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a gra&ccedil;a para se constitu&iacute;rem como igreja dom&eacute;stica e serem fermento de vida nova para a sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p> \tAssumindo que algumas formas de uni&atilde;o &ldquo;contradizem radicalmente este ideal&rdquo; e outras &ldquo;o realizam pelo menos de forma parcial e anal&oacute;gica&rdquo;, o documento afirma, como as conclus&otilde;es do S&iacute;nodo, que &ldquo;n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel dizer que todos os que est&atilde;o numa situa&ccedil;&atilde;o chamada &lsquo;irregular&rsquo; vivem em estado de pecado mortal, privados da gra&ccedil;a santificante&rdquo;, declarando tamb&eacute;m que &ldquo;um pastor n&atilde;o pode sentir-se satisfeito apenas aplicando leis morais &agrave;queles que vivem em situa&ccedil;&otilde;es &lsquo;irregulares&rsquo;, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas.<\/p>\n<p> \tAssim, o Papa prop&otilde;e tr&ecirc;s a&ccedil;&otilde;es &#8211; acompanhar, discernir e integrar a fragilidade &#8211; admitindo que a Hist&oacute;ria da Igreja foi-se construindo umas vezes a partir da l&oacute;gica da marginaliza&ccedil;&atilde;o e outras da integra&ccedil;&atilde;o, optando claramente pela segunda, mesmo que seja um grande desafio e com contornos pouco definidos.<\/p>\n<p> \tA Alegria do Amor do Papa Francisco pela fam&iacute;lia n&atilde;o se alarga a um relativismo generalizado nem esquece o realismo familiar da atualidade. &Eacute;, ali&aacute;s, a partir de fam&iacute;lias reais que o Papa sugere o amor como caminho de alegria para fam&iacute;lias reais.<\/p>\n<p> \t<em>Paulo Rocha<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[334,206,274,294],"class_list":["post-76389","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-amoris-laetitia","tag-familia","tag-papa-francisco","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}