{"id":76341,"date":"2016-04-06T15:13:00","date_gmt":"2016-04-06T15:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/04\/06\/algarve-missionaria-leiga-partiu-para-o-maior-campo-de-refugiados-da-europa\/"},"modified":"2016-04-06T15:13:00","modified_gmt":"2016-04-06T15:13:00","slug":"algarve-missionaria-leiga-partiu-para-o-maior-campo-de-refugiados-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/algarve-missionaria-leiga-partiu-para-o-maior-campo-de-refugiados-da-europa\/","title":{"rendered":"Algarve: Mission\u00e1ria leiga partiu para o maior campo de refugiados da Europa"},"content":{"rendered":"<p> \tFaro, 06 abr 2016 (Ecclesia) &ndash; L&iacute;gia Gon&ccedil;alves partiu esta ter&ccedil;a-feira como volunt&aacute;ria para o campo de refugiados de Idomeni, no norte da Gr&eacute;cia, na fronteira com a Maced&oacute;nia porque o sofrimento dos outros &ldquo;nunca pode ser indiferente e nunca est&aacute; demasiado longe&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Chegam-nos apelos constantes para que possamos fazer l&aacute; chegar todos os bens materiais de que precisam, mas tamb&eacute;m pessoas que possam ajudar a distribuir esses bens. Temo-nos mantido em contacto com as redes de volunt&aacute;rios dos v&aacute;rios campos e, recebendo esta solicita&ccedil;&atilde;o de Idomeni e sabendo que &eacute; nesta altura o [campo] mais necessitado de pessoas, decidimos ir para l&aacute;&rdquo;, revelou ao jornal diocesano &lsquo;Folha do Domingo&rsquo;.<\/p>\n<p> \tO improvisado campo de refugiados de Idomeni, no norte da Gr&eacute;cia, era um pequeno local de passagem para cerca de 500 pessoas antes de a Maced&oacute;nia ter fechado as fronteiras, no in&iacute;cio de mar&ccedil;o e agora s&atilde;o 12 mil habitantes com &ldquo;caf&eacute;s e barbearias mas acima de tudo tendas enterradas em lama e expostas &agrave; chuva, ao vento e ao frio&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEmbora considere que &ldquo;fechar portas seja sempre uma coisa muito mazinha&rdquo;, a quest&atilde;o pol&iacute;tica para L&iacute;dia Gon&ccedil;alves fica de fora, porque n&atilde;o quer &ldquo;discutir se &eacute; humilhante ou n&atilde;o fechar portas&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Unicamente sabemos que s&atilde;o pessoas que est&atilde;o l&aacute; e que pertencem &agrave; mesma fam&iacute;lia humana que n&oacute;s e t&ecirc;m que abandonar as suas casas e as suas terras, a sua liberdade e s&atilde;o dignas de algum esfor&ccedil;o&nbsp; para que vivam melhor e para que tenham alguma vida&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Elas nem pedem uma vida melhor, muitas vezes s&oacute; pedem mesmo uma vida&rdquo;, observa.<\/p>\n<p> \tA mission&aacute;ria algarvia revela que quer apenas a cada noite, quando se deita, pensar que consegue &ldquo;fazer alguma coisa para que o mundo seja um bocadinho melhor&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNeste contexto, L&iacute;dia Gon&ccedil;alves no concerto de solidariedade para os refugiados de Idomeni, que promoveu em Faro e onde angariou 362 euros, desafiou os presentes a &ldquo;contagiar tamb&eacute;m outros no mesmo sentido&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;H&aacute; marginalizados,&nbsp;vulner&aacute;veis e necessitados em todo o s&iacute;tio e cada um de n&oacute;s pode sempre fazer alguma coisa, mesmo que seja s&oacute; um pensamento de carinho&rdquo;, acrescentou, pedindo ainda que espalhem tamb&eacute;m pelas outras pessoas que quando ouvirem &ldquo;falar de refugiados e de imigrantes n&atilde;o pensem em terroristas, em maus e em diferentes&rdquo;.<\/p>\n<p> \tIr para terra de miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; novidade para L&iacute;dia Gon&ccedil;alves que j&aacute; participou em&nbsp;cinco miss&otilde;es em Mo&ccedil;ambique,&nbsp;entre&nbsp;2004&nbsp;e 2008, onde trabalhou com comunidades locais, crian&ccedil;as &oacute;rf&atilde;s de pais que morreram de SIDA e jovens estudantes.<\/p>\n<p> \t&ldquo;As experi&ecirc;ncias em Mo&ccedil;ambique ajudaram-me a ter esta sensa&ccedil;&atilde;o de que fa&ccedil;o parte do mundo. Os outros est&atilde;o sempre no meu cora&ccedil;&atilde;o e interrogo-me sempre sobre o que &eacute; que posso fazer&rdquo;, disse.<\/p>\n<p> \tNo final do concerto solid&aacute;rio L&iacute;dia Gon&ccedil;alves&nbsp; prometeu ainda que quando regressar a Portugal lan&ccedil;a o desafio para encontrarem-se todos de novo e &ldquo;partilhar&rdquo; o que viveu.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Para que o mundo inteiro caiba no cora&ccedil;&atilde;o de cada um de n&oacute;s e n&atilde;o sejamos indiferentes e n&atilde;o achemos que Idomeni &eacute; o fim do mundo porque &eacute; ao p&eacute; de n&oacute;s&rdquo;, <a href=\"http:\/\/folhadodomingo.pt\/a-algarvia-que-partiu-para-o-maior-campo-de-refugiados-da-europa\/\" target=\"_blank\">concluiu<\/a>.<\/p>\n<p> \t<em>CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faro, 06 abr 2016 (Ecclesia) &ndash; L&iacute;gia Gon&ccedil;alves partiu esta ter&ccedil;a-feira como volunt&aacute;ria para o campo de refugiados de Idomeni, no norte da Gr&eacute;cia, na fronteira com a Maced&oacute;nia porque o sofrimento dos outros &ldquo;nunca pode ser indiferente e nunca est&aacute; 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