{"id":76179,"date":"2016-03-24T16:02:00","date_gmt":"2016-03-24T16:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/03\/24\/ii-concilio-do-vaticano-quando-os-seminaristas-eram-estorninhos-e-melros-pretos\/"},"modified":"2016-03-24T16:02:00","modified_gmt":"2016-03-24T16:02:00","slug":"ii-concilio-do-vaticano-quando-os-seminaristas-eram-estorninhos-e-melros-pretos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-quando-os-seminaristas-eram-estorninhos-e-melros-pretos\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano: Quando os seminaristas eram \u00abestorninhos\u00bb e \u00abmelros pretos\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Para o padre Jo\u00e3o Maria Borges da Costa de Sousa Mendes, esta din\u00e2mica conciliar come\u00e7ou a ganhar ra\u00edzes, tanto na vertente exterior como na viv\u00eancia eclesial. Os seminaristas ficaram cada vez &#8220;mais arredados das tradicionais vestes talares e dos passeios em numeroso grupo pelas ruas da cidade, ao ponto de serem jocosa e carinhosamente tratados por \u00abestorninhos\u00bb ou \u00abmelros pretos\u00bb&#8221; <!--more--> <\/p>\n<p> \tCinquenta anos depois do II Conc&iacute;lio Vaticano II (1962-65), a realidade dos semin&aacute;rios em Portugal alterou-se radicalmente. Foram intensas as transforma&ccedil;&otilde;es que muito contribu&iacute;ram para uma renova&ccedil;&atilde;o da Igreja. O Papa Jo&atilde;o XXIII quando anunciou (1959) a inten&ccedil;&atilde;o de convocar um conc&iacute;lio marcou o in&iacute;cio de uma nova era na vida da Igreja.<\/p>\n<p> \tCom a realiza&ccedil;&atilde;o desta assembleia magna, na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, durante o pontificado de Jo&atilde;o XXIII e do Papa Paulo VI, e os documentos conciliares nascidos neste per&iacute;odo, a realidade posterior tinha, indubitavelmente, de ser diferente. Ora, a renova&ccedil;&atilde;o traz sempre consigo uma din&acirc;mica que se contrap&otilde;e &ldquo;dolorosamente ao imobilismo e &agrave; estagna&ccedil;&atilde;o das ideias e dos costumes assentes num conservadorismo estagnado e perp&eacute;tuo&rdquo; (In: MENDES, Jo&atilde;o Maria Borges da Costa de Sousa; <em>&laquo;O Semin&aacute;rio de Angra &ndash; 150 anos de forma&ccedil;&atilde;o&raquo;<\/em>).<\/p>\n<p> \tNa referida obra, o professor do Semin&aacute;rio Episcopal de Angra (A&ccedil;ores) real&ccedil;a que este confronto entre o est&aacute;vel e conservador e o inovador e progressista provocou, sem d&uacute;vidas, &ldquo;transforma&ccedil;&otilde;es que uns aceitaram e acarinharam de bom grado enquanto outros opuseram s&eacute;rias resist&ecirc;ncias a tudo o que era novo&rdquo;. Este debate de ideias marcou a vida daquele semin&aacute;rio, naqueles anos da segunda metade do s&eacute;culo passado, no entanto, aos poucos e poucos, &ldquo;foi-se adaptando aos ensinamentos e &agrave; din&acirc;mica conciliar&rdquo;.<\/p>\n<p> \tPara o padre Jo&atilde;o Maria Borges da Costa de Sousa Mendes, esta din&acirc;mica conciliar come&ccedil;ou a ganhar ra&iacute;zes, tanto na vertente exterior como na viv&ecirc;ncia eclesial. Os seminaristas ficaram cada vez &ldquo;mais arredados das tradicionais vestes talares e dos passeios em numeroso grupo pelas ruas da cidade, ao ponto de serem jocosa e carinhosamente tratados por &laquo;estorninhos&raquo; ou &laquo;melros pretos&raquo;&rdquo; (l&ecirc;-se na p&aacute;gina 70 da obra citada). Por outro lado, a sua forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-conciliar come&ccedil;ou a abordar uma viv&ecirc;ncia eclesial completamente diferente&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSem querer fazer ju&iacute;zos de valor, o sacerdote a&ccedil;oriano revela que estas transforma&ccedil;&otilde;es trazidas pela riqueza e diversidade dos documentos conciliares tiveram &ldquo;um tremendo impacto&rdquo; na vida do Semin&aacute;rio de Angra a partir de 1965, &ldquo;gerando mesmo diversas controv&eacute;rsias pessoais e institucionais que s&oacute; o decorrer do tempo e os futuros historiadores poder&atilde;o analisar com a frieza cient&iacute;fica&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o padre Jo\u00e3o Maria Borges da Costa de Sousa Mendes, esta din\u00e2mica conciliar come\u00e7ou a ganhar ra\u00edzes, tanto na vertente exterior como na viv\u00eancia eclesial. 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