{"id":7610,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-conversa-com-prof-jose-hermano-saraiva\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-conversa-com-prof-jose-hermano-saraiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-conversa-com-prof-jose-hermano-saraiva\/","title":{"rendered":"\u00c0 conversa com&#8230; Prof. Jos\u00e9 Hermano Saraiva"},"content":{"rendered":"<p>VP \u2013 O Sr. Prof. faz hist\u00f3ria e fica para a Hist\u00f3ria atrav\u00e9s da sua estrita e admir\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o com a nossa Hist\u00f3ria. Onde reside a sua extrema paix\u00e3o e enamoramento pelo passado, presente e futuro de Portugal? Jos\u00e9 Hermano Saraiva (JHS) \u2013 Bem, compreende que s\u00e3o coisas que v\u00eam de muito longe. O meu pai era historiador, autor dos famosos pain\u00e9is do Ano Santo, que deu lugar a um livro publicado em 1925. Ora, em 1925 eu tinha 5 anos e recordo-me da paix\u00e3o que l\u00e1 em casa se discutiam todos os problemas relacionados com a iconografia dos pain\u00e9is, com a pintura medieval, com a possibilidade de autoria portuguesa. Enfim, eu fui criado no meio de viva investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na casa dos meus pais, que estava completamente cheia: cheia de 6 filhos e por mais 6.000 livros. Portanto, n\u00f3s fomos embalados nos livros.  VP \u2013 \u00c9 caso para afirmar que \u00abfilho de peixe sabe nadar\u00bb&#8230; JHS \u2013 Claro que a jun\u00e7\u00e3o e a viv\u00eancia vem da\u00ed. Depois tirei a Licenciatura em Filosofia e em Hist\u00f3ria e fui professor de ambas as \u00e1reas. Evidentemente que isso marca. Quer se queira, quer n\u00e3o, eu consagrei a melhor parte da minha vida \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Portanto, mau seria se isso n\u00e3o deixasse uma marca profunda nas minhas preocupa\u00e7\u00f5es mentais e na minha actividade, j\u00e1 quase instintiva.  VP \u2013 Estamos perante um historiador com distin\u00e7\u00e3o e com qualidades not\u00e1veis, mesmo no campo da comunica\u00e7\u00e3o, o que causa uma certa inveja a muitos outros bem menos reconhecidos. Inclusive, foi j\u00e1 agraciado com o t\u00edtulo de \u201cPersonalidade do Ano\u201d em Portugal. De que forma lida com estas realidades? JHS \u2013 N\u00e3o penso que as distin\u00e7\u00f5es possam empobrecer ou enriquecer as pessoas. Ali\u00e1s, \u00e9 vis\u00edvel. Normalmente as pessoas que coleccionam condecora\u00e7\u00f5es fazem-no por falta de outras qualidades. As grandes personalidades portuguesas est\u00e3o recamadas de distin\u00e7\u00f5es e de t\u00edtulos. As pessoas que, depois do cart\u00e3o de visita, depois do seu nome pr\u00f3prio, p\u00f5em as 3 ou 4 fun\u00e7\u00f5es daquilo que s\u00e3o ou que foram, ou as Academias a que pertencem, considero-o negativo. Olhamos para aquilo e sorrimos, pode ser com simpatia, pode ser com misera\u00e7\u00e3o. A mim, de facto, n\u00e3o me alteram nada e aquelas que recebi atribuo-as mais \u00e0 amizade e simpatia das pessoas que mas concederam, do que aos meus pr\u00f3prios merecimentos. Portanto, este \u00e9 um ponto que nada me diz.  VP \u2013 Os historiadores portugueses, bem como arque\u00f3logos, t\u00eam tido ultimamente um papel fundamental na descoberta de novos f\u00f3sseis, ru\u00ednas e objectos elementares do Patrim\u00f3nio Cultural. Esta escola de historiadores est\u00e1 bem implantada e dinamizada ou v\u00ea os seus doutos pilares por vias de extin\u00e7\u00e3o? JHS \u2013 Tem-se feito muito, sobretudo os arque\u00f3logos. T\u00eam escavado, t\u00eam feito investiga\u00e7\u00e3o. Embora, eu lhe diga, que o livro mais importante, mais conjuntivo e mais explicativo da Arqueologia Portuguesa j\u00e1 tem cerca de 100 anos. \u00c9 \u201cAs Regi\u00f5es da Lusit\u00e2nia\u201d, do Dr. Leite Vasconcelos, e \u00e9 um livro que, por enquanto, n\u00e3o foi ultrapassado. Tamb\u00e9m isto \u00e9 desolador: ent\u00e3o 100 anos depois e ainda n\u00e3o se deu um passo em frente?  VP \u2013 Mas acha que h\u00e1 algu\u00e9m capaz que possa vir a alterar esta situa\u00e7\u00e3o eficazmente? JHS \u2013 N\u00e3o sei quem possa vir (risos)&#8230; Ora que, por agora, o panorama n\u00e3o \u00e9 animador e h\u00e1 uma falta de coordena\u00e7\u00e3o. Cada investigador tem a sua \u00e1rea e conhece a verdade dada pela sua escava\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 interdisciplinaridade indispens\u00e1vel para haver progresso no campo da Hist\u00f3ria.  VP \u2013 Concorda que n\u00f3s hoje somos aquilo que somos gra\u00e7as ao nosso passado, \u00e0 Hist\u00f3ria, ou adulteramos a riqueza cultural, os costumes e tradi\u00e7\u00f5es dos nossos antepassados? JHS \u2013 \u00c9 evidente que a Hist\u00f3ria nos modelou muito. N\u00f3s hoje existimos como na\u00e7\u00e3o independente em virtude de uma cadeia de ac\u00e7\u00f5es que come\u00e7am no s\u00e9c. XII. E, realmente, face \u00e0 Expans\u00e3o e aos Descobrimentos, permite que o portugu\u00eas seja uma l\u00edngua falada numa grande parte do mundo, ao que se n\u00e3o fosse isso n\u00f3s \u00e9ramos um Estado que teria uma import\u00e2ncia inferior \u00e0 Alb\u00e2nia. A Alb\u00e2nia ainda fica na Europa central e n\u00f3s ficamos no calcanhar ocidental da Europa. Ser\u00edamos um pa\u00eds sem import\u00e2ncia nenhuma\u2026 E assim somos um pa\u00eds cuja refer\u00eancia e presen\u00e7a n\u00e3o se pode descrever a Hist\u00f3ria da cultura europeia. Evidentemente que a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, a presen\u00e7a portuguesa na Am\u00e9rica do Sul, na \u00cdndia e na China, e em toda a \u00e1rea do Pac\u00edfico, s\u00e3o cap\u00edtulos indel\u00e9veis na Hist\u00f3ria Universal. E deixaram marcas na nossa pr\u00f3pria maneira de ser. Por exemplo, quase toda a cidade do Porto est\u00e1 ligada \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o para o Brasil. Portanto, o presente, numa grande parte, \u00e9 uma heran\u00e7a e um produto das ac\u00e7\u00f5es passadas durante mais de 800 anos.  VP \u2013 Falemos agora mais a fundo da Hist\u00f3ria de Portugal: o que considera como incontorn\u00e1vel nela? Quais os factos e epis\u00f3dios mais salientes? JHS \u2013 \u00c9 dif\u00edcil de responder porque, como lhe digo, a Hist\u00f3ria \u00e9 um elo. Imagine-se uma cadeia que tem muitos metros. Agora faz-me a pergunta: qual destes elos \u00e9 o mais importante? Repare, se algum alargar parte a cadeia: s\u00e3o todos igualmente importantes.  VP \u2013 H\u00e1 alguma situa\u00e7\u00e3o, dinastia ou acontecimento que facilmente se possa e\/ou se deva apagar da mem\u00f3ria?  JHS \u2013 Nada se pode apagar da mem\u00f3ria sob pena de criar uma desolu\u00e7\u00e3o de continuidade. Os momentos hist\u00f3ricos mais ilustres ou os grandes s\u00e9culos, como o s\u00e9c. XVI, ou os s\u00e9culos com sombras, como o s\u00e9c. XVII, fazem parte de uma mesma Hist\u00f3ria, que \u00e9 cont\u00ednua. O passado \u00e9 uma coisa que n\u00e3o podemos renunciar em parte nenhuma. \u00c9 uma cadeia dos dias e das noites.  VP \u2013 O que \u00e9 que no entender do Sr. Prof. falhou e\/ou foi mais forte para que reinasse a nova Rep\u00fablica e findasse assim o governo mon\u00e1stico? Ganh\u00e1mos e continuamos a ganhar com esta mudan\u00e7a? JHS \u2013 N\u00e3o ganh\u00e1mos nada nem nunca ningu\u00e9m disse que se iria ganhar alguma coisa. Infelizmente, esta mudan\u00e7a foi introduzida por um crime sangrento que nos envergonhou face a toda a Europa. A chacina do Pa\u00e7o, em 1908, \u00e9 uma das grandes vergonhas da Hist\u00f3ria Portuguesa. E a reabilita\u00e7\u00e3o saiu muito cara! Foi para n\u00f3s voltarmos a alinhar no quadro dos pa\u00edses, enfim, com cr\u00e9dito, que entr\u00e1mos na Grande Guerra. E isso custou-nos 10.000 mortos. A Rep\u00fablica n\u00e3o trouxe absolutamente nada que n\u00e3o tiv\u00e9ssemos, pelo contr\u00e1rio, abre um per\u00edodo terr\u00edvel de lutas internas de camarilhas e partidos. Revolu\u00e7\u00f5es constantes que deram milhares de mortos. Isto \u00e9 uma trag\u00e9dia! Ningu\u00e9m pode ter d\u00favidas.  VP \u2013 A Hist\u00f3ria de Portugal continua, n\u00e3o se preenche apenas de reis e castelos, certo? Como analisa os sinais dos tempos que esta Hist\u00f3ria permite-nos viver e faz-nos contar? JHS \u2013 Bom, a Hist\u00f3ria continua. Eu n\u00e3o sou futur\u00f3logo, mas penso que nesta altura h\u00e1 sinais preocupantes. Portugal n\u00e3o est\u00e1 a produzir o suficiente para a sua independ\u00eancia. Est\u00e1 a depender quase inteiramente do que lhe vem do exterior e a actividade interna n\u00e3o gera riqueza suficiente para pagar, isso \u00e9 que cria este clima deficit\u00e1rio em que estamos a viver e que, como sabemos, est\u00e1 a dominar a pol\u00edtica portuguesa, mesmo no Governo. Esse d\u00e9fice n\u00e3o \u00e9 porque gastamos muitos, mas porque produzimos pouco, porque trabalhamos pouco. H\u00e1 hoje muitos mais portugueses que n\u00e3o fazem nada, do que portugueses que est\u00e3o a fazer alguma coisa. Isto \u00e9 profundamente preocupante. N\u00e3o vejo que se estejam a tomar posi\u00e7\u00f5es para corrigir esse desvio. Vejo Universidades que continuam a deitar c\u00e1 para fora licenciados sem perspectiva de emprego; vejo que as tecnol\u00f3gicas do progresso est\u00e3o a produzir cada vez menos, ao passo que os bachar\u00e9is em coisas cientificamente muito interessantes, mas que n\u00e3o solucionadas no nosso mercado de trabalho e que n\u00e3o podem ter efeito nenhum no aumento da nossa produ\u00e7\u00e3o interna, est\u00e3o a aumentar. O resultado \u00e9 milhares e milhares de diplomados sem emprego. Podemos dizer que, por este caminho, temos uma Universidade a fabricar os desempregados. Isso \u00e9 n\u00e3o preparar o futuro.  VP \u2013 Trazendo agora um panorama mais optimista, neste livro da vida, que cap\u00edtulo da nossa Hist\u00f3ria gostaria de ver, no presente ou num futuro pr\u00f3ximo, bem retratado e vincado com triunfo e sucesso? JHS \u2013 Para mim, sem d\u00favida, n\u00e3o falo de Hist\u00f3ria de Portugal mas de Hist\u00f3ria Universal. Penso que \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o de todos os homens de boa vontade do mundo \u2013 refiro de boa vontade, porque neste mundo h\u00e1 muitos homens que n\u00e3o s\u00e3o de boa vontade \u2013 \u00e9 a conquista da paz. Assim como o s\u00e9c. XIX conseguiu erradicar completamente o fantasma da escravatura; assim como o s\u00e9c. XX conseguiu erradicar o fantasma da peste e da tuberculose; eu espero que no s\u00e9c. XXI se consiga finalmente acabar com esse flagelo ominoso que \u00e9 a guerra entre os homens. H\u00e1 homens que, h\u00e1 na\u00e7\u00f5es que, o seu principal esfor\u00e7o \u00e9 fazer armas para matar outros homens, seus irm\u00e3os. Isto \u00e9 uma ofensa \u00e0 pr\u00f3pria ideia de progresso e civiliza\u00e7\u00e3o. Creio que todos estamos unidos no desejo que se ultrapasse essa fase de homic\u00eddio colectivo e que se entre numa paz em que os homens sejam realmente todos irm\u00e3os entre si.  VP \u2013 Como encara a nossa presen\u00e7a, actividade, desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o na U.E.? A nossa personalidade e feitos gloriosos demarcam-se e destacam-se entre os outros povos, na\u00e7\u00f5es e culturas? JHS \u2013 Somos um parceiro da Uni\u00e3o Europeia coordenador e obediente. Enfim, a direc\u00e7\u00e3o da nossa economia e do nosso territ\u00f3rio n\u00e3o nos permitem ter uma ades\u00e3o de lideran\u00e7a. Bem, mas tamb\u00e9m n\u00e3o fazemos m\u00e1 figura. Enfim, somos do pacto um dos mais antigos, n\u00e3o digo dos primeiros, mas dos seguintes. \u00c9 racional que hoje o Presidente seja um portugu\u00eas: significa que Portugal tem uma posi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 justo que tenha, proporcional \u00e0 sua pr\u00f3pria dimens\u00e3o econ\u00f3mica e hist\u00f3rica.   TR\u00cdMERO TEM\u00c1TICO:  VP \u2013 Barragem no rio Sabor: pol\u00e9mica precoce e\/ou solu\u00e7\u00e3o desenvencilhada&#8230; JHS \u2013 N\u00e3o conhe\u00e7o o problema em pormenor e, portanto, n\u00e3o me pronuncio.  VP \u2013 Faro: capital da Cultura em 2005. Promo\u00e7\u00e3o cultural ou promo\u00e7\u00e3o tur\u00edstica?&#8230; JHS \u2013 Promo\u00e7\u00e3o inteiramente tur\u00edstica, mas n\u00e3o acho mal. Tudo o que seja chamar aten\u00e7\u00e3o para o Algarve \u00e9 importante. O Algarve \u00e9 uma parcela privilegiada da Europa e que nem todos os europeus conhecem. Portanto, acho oportuno esse projecto. Evidente que, na raiz disso, est\u00e1 o turismo, est\u00e1 a cultura.  VP \u2013 Barco do Aborto vs Aborto desembargado&#8230; JHS \u2013 Isso \u00e9 um problema de civiliza\u00e7\u00e3o. Na nossa cultura ocidental o valor capital \u00e9 o valor da vida. E, portanto, a legisla\u00e7\u00e3o portuguesa impede que se ponha termo \u00e0 vida. H\u00e1 pessoas, sobretudo senhoras, que acham muito mal isso. Bom, eu penso que, qualquer pa\u00eds civilizado respeita a vida, como valor fundamental. \u00c9 em nome do respeito \u00e0 vida que a gente se op\u00f5e \u00e0 droga, se op\u00f5e ao suic\u00eddio e se op\u00f5e \u00e0 guerra. S\u00f3 a pessoas com um horizonte problem\u00e1tico, de curto prazo, \u00e9 que podem estar com essa guerra vergonhosa. Essa visita do navio \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o, uma provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o e \u00e0 soberania portuguesa. E acho que tem havido muita paci\u00eancia a esses elementos provocadores.    ASPECTOS DE ELEI\u00c7\u00c3O  VP \u2013 Um Rei de Portugal&#8230; JHS \u2013 O maior foi, de facto, o primeiro, D. Afonso Henriques. Teve um longo reinado, o que foi muito importante para n\u00f3s; era um habil\u00edssimo pol\u00edtico, com uma competitividade e energia. Depois dele h\u00e1 um outro grande rei, a quem devemos a reconcilia\u00e7\u00e3o da Fam\u00edlia Portuguesa, D. Manuel I, o Venturoso. Restabeleceu a paz.  VP \u2013 Um Cognome de Rei&#8230; JHS \u2013 \u00c9, com certeza, o do primeiro: o Fundador. Fundou Portugal.  VP \u2013 Uma Rainha de Portugal&#8230; JHS \u2013 Bom, j\u00e1 \u00e9 mais dif\u00edcil. Embora a mais c\u00e9lebre, por muitas raz\u00f5es, \u00e9 a Rainha Santa Isabel, da nobreza e da Coroa de Arag\u00e3o. Teve um papel muito importante na defesa da paz interna e da paz ib\u00e9rica. Mas h\u00e1 muitos nomes de mulheres ilustres que passaram pelo trono portugu\u00eas. N\u00f3s tivemos muita sorte com as Rainhas, que prestigiaram o pa\u00eds.  VP \u2013 Um Castelo de Portugal&#8230; JHS \u2013 \u00c9 muito dif\u00edcil de responder. Repare, se me pergunta o castelo mais ilustre claro que \u00e9 o de Guimar\u00e3es; se me vai perguntar o meu mais querido \u00e9 o de Leiria, onde eu passei uma parte da minha inf\u00e2ncia; se me vai perguntar o castelo mais po\u00e9tico, naturalmente que o dos Templ\u00e1rios, na ilha de Almorol, no meio do Tejo. E h\u00e1 um extremamente interessante e espantoso: o de Palmela, pois em dias bem claros consegue avistar-se bem ao longe Set\u00fabal, Lisboa e uma grande parte da Estremadura. Portanto, todos eles s\u00e3o bonitos. E sem perguntar-me qual \u00e9 a mulher mais bonita do mundo, s\u00e3o todas bonitas!  Entrevista de ANDR\u00c9 RUBIM RANGEL rangel@aeiou.pt In Voz Portucalense  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VP \u2013 O Sr. Prof. faz hist\u00f3ria e fica para a Hist\u00f3ria atrav\u00e9s da sua estrita e admir\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o com a nossa Hist\u00f3ria. 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