{"id":76077,"date":"2016-03-17T11:55:00","date_gmt":"2016-03-17T11:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/03\/17\/lisboa-uma-igreja-ativa-na-justica-na-participacao-e-na-luta-contra-a-pobreza\/"},"modified":"2016-03-17T11:55:00","modified_gmt":"2016-03-17T11:55:00","slug":"lisboa-uma-igreja-ativa-na-justica-na-participacao-e-na-luta-contra-a-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lisboa-uma-igreja-ativa-na-justica-na-participacao-e-na-luta-contra-a-pobreza\/","title":{"rendered":"Lisboa: Uma Igreja ativa na justi\u00e7a, na participa\u00e7\u00e3o e na luta contra a pobreza"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente recebeu documento s\u00edntese das seis sess\u00f5es da din\u00e2mica \u00abEscutar a Cidade\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 17 mar 2016 (Ecclesia) &ndash; A erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza, a promo&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a e da participa&ccedil;&atilde;o e o fomento da arte como caminho de express&atilde;o da f&eacute; s&atilde;o alguns dos desafios que constam num documento entregue esta quarta-feira ao cardeal-patriarca de Lisboa.<\/p>\n<p> \tOs movimentos associados &agrave; din&acirc;mica &laquo;Escutar a Cidade&raquo; sintetizaram as propostas dos intervenientes nas seis sess&otilde;es, que decorrem na capital com o objetivo de escutar contributos para o S&iacute;nodo de Lisboa, de quem &ldquo;vivendo no mesmo tecido social&rdquo; n&atilde;o partilha &ldquo;a perten&ccedil;a eclesial&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO documento, enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, assinala a pobreza como uma de tr&ecirc;s &aacute;reas preferencialmente &ldquo;priorit&aacute;rias&rdquo; na a&ccedil;&atilde;o da Igreja diocesana relembrando a &ldquo;urg&ecirc;ncia de voltar a colocar a pessoa no centro da sociedade e da cidade, construindo processos que combatam a cultura do descart&aacute;vel e criem uma cultura mais inclusiva de todos, derrubando barreiras geracionais, econ&oacute;micas e sociais&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA justi&ccedil;a e a participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, segundo o documento, condi&ccedil;&otilde;es essenciais para o exerc&iacute;cio da Democracia, situa&ccedil;&atilde;o atualmente posta em causa pelo desemprego e desigualdade econ&oacute;mica.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Torna-se imperioso revisitar os temas e as realidades do trabalho e do desemprego, colocando a pessoa e o sujeito do trabalho no centro da economia&rdquo;, pode ler-se no documento que pede &agrave; Igreja uma &ldquo;renovada reflex&atilde;o antropol&oacute;gica e teol&oacute;gica&rdquo; sobre o trabalho, numa altura em que a sociedade e a economia est&atilde;o marcadas pelo &ldquo;&laquo;deus do mercado&raquo;&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA s&iacute;ntese indica ainda a necessidade de a Igreja aperfei&ccedil;oar &ldquo;pelo discurso e pela pr&aacute;tica cat&oacute;lica&rdquo; a &ldquo;linguagem da arte, como questionamento e cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Enquanto manifesta&ccedil;&otilde;es do pulsar humano e de uma inquieta&ccedil;&atilde;o quantas vezes prof&eacute;tica, de den&uacute;ncia e an&uacute;ncio, a arte e a cultura foram sempre e continuam a ser lugares essenciais da express&atilde;o da f&eacute;&rdquo;, devendo a Igreja procurar novas formas de &ldquo;hoje falar das verdades de sempre com novas palavras&rdquo; e com &ldquo;novos discursos em que a f&eacute; se possa dizer&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO documento fala de uma Igreja que deve acolher e aceitar ser acolhida, que deve refletir sobre &ldquo;os h&aacute;bitos&rdquo;, &ldquo;os preconceitos&rdquo; e &ldquo;as barreiras&rdquo; erguidas que afastam alguns de se sentirem &ldquo;parte desejada da mesa da comunh&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOs promotores assinalam que o reconhecimento da B&iacute;blia e do texto b&iacute;blico como &ldquo;fundamentos essenciais&rdquo; para a constru&ccedil;&atilde;o pessoal foi um denominador comum nos encontros.<\/p>\n<p> \tSublinhar, por isso, a centralidade da palavra b&iacute;blica nas comunidades crist&atilde;s &ldquo;&eacute; uma urg&ecirc;ncia&rdquo;, afirmam os promotores do &laquo;Escutar a Cidade&raquo;, sublinhando o papel da catequese infantil e da necess&aacute;ria &ldquo;participa&ccedil;&atilde;o criativa das fam&iacute;lias&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&ldquo;A utiliza&ccedil;&atilde;o da linguagem simb&oacute;lica como express&atilde;o da beleza, n&atilde;o apenas com crian&ccedil;as, mas nas pr&oacute;prias comunidades e grupos, na liturgia e na assembleia crist&atilde;, deve ser cada vez mais cuidada e pensada&rdquo;.<\/p>\n<p> \tO documento critica uma Igreja &ldquo;cautelosa&rdquo; e &ldquo;passiva&rdquo; no olhar atento &agrave; situa&ccedil;&atilde;o europeia e pede, perante a &ldquo;fragmenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;desarticula&ccedil;&atilde;o&rdquo; um debate &ldquo;numa base ecum&eacute;nica e inter-religiosa, com as outras Igrejas crist&atilde;s e outras comunidades religiosas&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOs organizadores sublinham o &ldquo;elevado grau de expetativa&rdquo;, que a maioria das personalidades n&atilde;o-cat&oacute;licas exprimiu nas seis sess&otilde;es, sobre &ldquo;o papel da Igreja diocesana e das mudan&ccedil;as vividas pelas comunidades crist&atilde;s em todo o mundo&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOs encontros, realizados entre janeiro e junho de 2015, pretenderam ser um contributo para a reflex&atilde;o do S&iacute;nodo diocesano 2016 &laquo;O sonho mission&aacute;rio de chegar a todos&raquo; mas tamb&eacute;m suscitar &ldquo;interroga&ccedil;&atilde;o&rdquo; aos participantes, grupos, comunidades e movimentos.<\/p>\n<p> \tO documento s&iacute;ntese vai ser apresentado publicamente na tarde do dia 16 de abril em local a anunciar.<\/p>\n<p> \t<em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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