{"id":76027,"date":"2016-03-14T10:34:00","date_gmt":"2016-03-14T10:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/03\/14\/eutanasia-o-que-esta-em-causa-contributos-para-um-dialogo-sereno-e-humanizador\/"},"modified":"2016-03-14T10:34:00","modified_gmt":"2016-03-14T10:34:00","slug":"eutanasia-o-que-esta-em-causa-contributos-para-um-dialogo-sereno-e-humanizador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eutanasia-o-que-esta-em-causa-contributos-para-um-dialogo-sereno-e-humanizador\/","title":{"rendered":"\u00abEutan\u00e1sia: o que est\u00e1 em causa?  Contributos para um di\u00e1logo sereno e humanizador\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p> \t1. As quest&otilde;es ligadas &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido est&atilde;o em discuss&atilde;o na Assembleia da Rep&uacute;blica e na sociedade. Como contributo para esse debate, que desejamos seja em di&aacute;logo sereno e humanizador, surge esta Nota Pastoral do Conselho Permanente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa sobre o que verdadeiramente est&aacute; em causa[1].<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t2. Por eutan&aacute;sia, deve entender-se &laquo;uma a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o que, por sua natureza e nas inten&ccedil;&otilde;es, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento&raquo;[2]. A ela se pode equiparar o suic&iacute;dio assistido, isto &eacute;, o ato pelo qual n&atilde;o se causa diretamente a morte de outrem, mas se presta aux&iacute;lio para que essa pessoa ponha termo &agrave; sua pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p> \tDistinta da eutan&aacute;sia &eacute; a decis&atilde;o de renunciar &agrave; chamada <em>obstina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica<\/em>[3], ou seja, &laquo;a certas interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas j&aacute; inadequadas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o real do doente, porque n&atilde;o proporcionadas aos resultados que se poderiam esperar ou ainda porque demasiado gravosas para ele e para a sua fam&iacute;lia&raquo;[4]. &laquo;A ren&uacute;ncia a meios extraordin&aacute;rios ou desproporcionados n&atilde;o equivale ao suic&iacute;dio ou &agrave; eutan&aacute;sia; exprime, antes, a aceita&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o humana perante a morte&raquo;[5]. &Eacute;, pois, bem diferente <em>matar<\/em> e <em>aceitar a morte<\/em>. Quer a eutan&aacute;sia, quer a <em>obstina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica<\/em>, constituem uma inger&ecirc;ncia humana antinatural nesse momento-limite que &eacute; a morte: a primeira antecipa esse momento, a segunda prolonga-o de forma artificialmente in&uacute;til e penosa.<\/p>\n<p> \t&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p> \t3. De forma sint&eacute;tica, podemos dizer que subjacente &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido est&aacute; a pretens&atilde;o de redefinir tomadas de consci&ecirc;ncia &eacute;ticas e jur&iacute;dicas ancestrais relativas ao respeito e &agrave; sacralidade da vida humana. Pretende-se que o mandamento de que nunca &eacute; l&iacute;cito matar uma pessoa humana inocente (&ldquo;N&atilde;o matar&aacute;s&rdquo;) seja substitu&iacute;do por um outro, que s&oacute; torna il&iacute;cito o ato de matar quando o visado quer viver. Consequentemente, intenta-se que a norma segundo a qual a vida humana &eacute; sempre merecedora de prote&ccedil;&atilde;o, porque um bem em si mesma e porque dotada de dignidade em qualquer circunst&acirc;ncia, seja substitu&iacute;da por um outro crit&eacute;rio, segundo o qual a dignidade e valor da vida humana podem variar e podem perder-se. Ora, na nossa conce&ccedil;&atilde;o, isto &eacute; inaceit&aacute;vel.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t4. Para os crentes, a vida n&atilde;o &eacute; um objeto de que se possa dispor arbitrariamente, &eacute; um dom de Deus e uma miss&atilde;o a cumprir. E &eacute; no mist&eacute;rio da morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus que os crist&atilde;os encontram o sentido do sofrimento. Mas quando se discute a legisla&ccedil;&atilde;o de um Estado laico importa encontrar na raz&atilde;o, na lei natural e na tradi&ccedil;&atilde;o de uma sabedoria acumulada um fundamento para as op&ccedil;&otilde;es a tomar. O valor intr&iacute;nseco da vida humana em todas as suas fases e em todas as situa&ccedil;&otilde;es est&aacute; profundamente enraizado na nossa cultura e tem, inegavelmente, a marca judaico-crist&atilde;. Mas n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil encontrar na raz&atilde;o universal uma s&oacute;lida base para esse princ&iacute;pio. A Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa reconhece-o ao afirmar categoricamente que &laquo;a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel&raquo; (artigo 24&ordm;, n&ordm; 1).<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t5. A vida humana &eacute; o pressuposto de todos os direitos e de todos os bens terrenos. &Eacute; tamb&eacute;m o pressuposto da autonomia e da dignidade. Por isso, n&atilde;o pode justificar-se a morte de uma pessoa com o consentimento desta. O homic&iacute;dio n&atilde;o deixa de ser homic&iacute;dio por ser consentido pela v&iacute;tima. A inviolabilidade da vida humana n&atilde;o cessa com o consentimento do seu titular.<\/p>\n<p> \tO direito &agrave; vida &eacute; indispon&iacute;vel, como o s&atilde;o outros direitos humanos fundamentais, express&atilde;o do valor objetivo da dignidade da pessoa humana. Tamb&eacute;m n&atilde;o podem justificar-se, mesmo com o consentimento da v&iacute;tima, a escravatura, o trabalho em condi&ccedil;&otilde;es desumanas ou um atentado &agrave; sa&uacute;de, por exemplo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t6. Por outro lado, nunca &eacute; absolutamente seguro que se respeita a vontade aut&ecirc;ntica de uma pessoa que pede a eutan&aacute;sia. Nunca pode haver a garantia absoluta de que o pedido de eutan&aacute;sia &eacute; verdadeiramente livre, inequ&iacute;voco e irrevers&iacute;vel.<\/p>\n<p> \t&nbsp;Muitas vezes, traduz um estado de esp&iacute;rito moment&acirc;neo, que pode ser superado, ou &eacute; fruto de estados depressivos pass&iacute;veis de tratamento, ou ser&aacute; express&atilde;o de uma vontade de viver de outro modo (sem o sofrimento, a solid&atilde;o ou a falta de amor experimentados), ou um grito de desespero de quem se sente abandonado e quer chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros. Mas n&atilde;o ser&aacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o de uma aut&ecirc;ntica vontade de morrer. &Eacute;, pois, uma linguagem alternativa de quem pede socorro e proximidade afetiva. A d&uacute;vida h&aacute; de subsistir sempre, sendo que a decis&atilde;o de suprimir uma vida &eacute; a mais absolutamente irrevers&iacute;vel de qualquer das decis&otilde;es.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t7. Em nome da autonomia, os que defendem a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido n&atilde;o chegam, por ora, ao ponto de pretender a legaliza&ccedil;&atilde;o do homic&iacute;dio a pedido e do aux&iacute;lio ao suic&iacute;dio em quaisquer circunst&acirc;ncias. Pretendem apenas reconhecer a licitude da supress&atilde;o da vida, quando consentida, em situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento intoler&aacute;vel ou em fases terminais. Desta forma, atentam contra o princ&iacute;pio de que a vida humana tem sempre a mesma dignidade, em todas as suas fases e independentemente das condi&ccedil;&otilde;es externas que a rodeiam. A dignidade da vida humana deixa de ser uma qualidade intr&iacute;nseca, passa a variar em grau e a depender de alguma dessas condi&ccedil;&otilde;es externas. Haveria, pois, situa&ccedil;&otilde;es em que a vida j&aacute; n&atilde;o merece prote&ccedil;&atilde;o (a prote&ccedil;&atilde;o que merece na generalidade das situa&ccedil;&otilde;es), por perder dignidade.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t8. Invocam os partid&aacute;rios da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido que, com essa legaliza&ccedil;&atilde;o, se respeita, apenas, a vontade e as conce&ccedil;&otilde;es sobre o sentido da vida e da morte, de quem solicita tais pedidos, sem tomar partido. Mas n&atilde;o &eacute; assim. O Estado e a ordem jur&iacute;dica, ao autorizarem tal pr&aacute;tica, est&atilde;o a tomar partido, est&atilde;o a confirmar que a vida permeada pelo sofrimento, ou em situa&ccedil;&otilde;es de total depend&ecirc;ncia dos outros, deixa de ter sentido e perde dignidade, pois s&oacute; nessas situa&ccedil;&otilde;es seria l&iacute;cito suprimi-la.<\/p>\n<p> \tQuando um doente pede para morrer porque acha que a sua vida n&atilde;o tem sentido ou perdeu dignidade, ou porque lhe parece que &eacute; um peso para os outros, a resposta que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, a sociedade e o Estado devem dar a esse pedido n&atilde;o &eacute;: &laquo;<em>Sim, a tua vida n&atilde;o tem sentido, a tua vida perdeu dignidade, &eacute;s um peso para os outros<\/em>&raquo;. Mas a resposta deve ser outra: &laquo;<em>N&atilde;o, a tua vida n&atilde;o perdeu sentido, n&atilde;o perdeu dignidade, tem valor at&eacute; ao fim, tu n&atilde;o &eacute;s peso para os outros, continuas a ter valor incomensur&aacute;vel para todos n&oacute;s<\/em>&raquo;. Esta &eacute; a resposta de quem coloca todas as suas energias ao servi&ccedil;o dos doentes mais vulner&aacute;veis e sofredores e, por isso, mais carecidos de amor e cuidado; a primeira &eacute; a atitude simplista e anti-humana de quem n&atilde;o pretende implicar-se na quest&atilde;o do sentido da verdadeira &laquo;qualidade de vida&raquo; do pr&oacute;ximo e embarca na solu&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil da eutan&aacute;sia ou do suic&iacute;dio assistido.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t9. N&atilde;o se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, n&atilde;o com a morte. E hoje, as t&eacute;cnicas analg&eacute;sicas conseguem preservar de um sofrimento f&iacute;sico intoler&aacute;vel. Desta forma, pode afirmar-se que a eutan&aacute;sia &eacute; uma forma f&aacute;cil e ilus&oacute;ria de encarar o sofrimento, o qual s&oacute; se enfrenta verdadeiramente atrav&eacute;s da medicina paliativa e do amor concreto para com quem sofre.<\/p>\n<p> \tComo afirma Bento XVI, &laquo;a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na rela&ccedil;&atilde;o com o sofrimento e com quem sofre&raquo;[6].<\/p>\n<p> \tPara al&eacute;m do c&iacute;rculo afetivo dos seus familiares e amigos, a dignidade de quem sofre reclama o cuidado m&eacute;dico proporcionado, mesmo que os atos terap&ecirc;uticos e os analg&eacute;sicos possam, pelo efeito secund&aacute;rio inerente a muitos deles, contribuir para algum encurtamento da vida. Neste caso, n&atilde;o se trata de eutan&aacute;sia, pois o objetivo n&atilde;o &eacute; dar a morte, mas preservar a dignidade humana e a &laquo;santidade de vida&raquo;, minimizando o sofrimento e criando as condi&ccedil;&otilde;es para a &laquo;qualidade de vida&raquo; poss&iacute;vel.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t10. A mensagem que, atrav&eacute;s da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido, assim se veicula tem graves implica&ccedil;&otilde;es sociais, que v&atilde;o para al&eacute;m de cada situa&ccedil;&atilde;o individual. Esta mensagem n&atilde;o pode deixar de ter efeitos no modo como toda a sociedade passar&aacute; a encarar a doen&ccedil;a e o sofrimento.<\/p>\n<p> \tH&aacute; o s&eacute;rio risco de que a morte passe a ser encarada como resposta a estas situa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passaria por um esfor&ccedil;o solid&aacute;rio de combate &agrave; doen&ccedil;a e ao sofrimento, mas pela supress&atilde;o da vida da pessoa doente e sofredora, pretensamente diminu&iacute;da na sua dignidade. E &eacute; mais f&aacute;cil e mais barato. Mas n&atilde;o &eacute; humano! Neste novo contexto cultural, o amor e a solidariedade para com os doentes deixar&atilde;o de ser t&atilde;o encorajados, como j&aacute; t&ecirc;m alertado associa&ccedil;&otilde;es de pessoas que sofrem das doen&ccedil;as em quest&atilde;o e que se sentem, obviamente, ofendidas quando veem que a morte &eacute; apresentada como &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o&rdquo; para os seus problemas. E tamb&eacute;m &eacute; natural que haja doentes, de modo particular os mais pobres e d&eacute;beis, que se sintam socialmente pressionados a requerer a eutan&aacute;sia, porque se sentem &ldquo;a mais&rdquo; ou &ldquo;um peso&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&Eacute; este, sem d&uacute;vida, um perigo agravado num contexto de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e de restri&ccedil;&otilde;es financeiras dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de que impl&iacute;cita ou explicitamente se podem questionar: para qu&ecirc; gastar tantos recursos com doentes terminais quando as suas vidas podem ser encurtadas?<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t11. N&atilde;o podemos ignorar que, entre n&oacute;s, uma grande parte dos doentes, especialmente os mais pobres e isolados, n&atilde;o tem acesso aos cuidados paliativos, que s&atilde;o a verdadeira resposta ao seu sofrimento.<\/p>\n<p> \tA legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido contribuir&aacute; para atenuar a consci&ecirc;ncia social da import&acirc;ncia e urg&ecirc;ncia de alterar esta situa&ccedil;&atilde;o, porque poder&aacute; ser vista como uma alternativa mais f&aacute;cil e econ&oacute;mica.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t12. Com esta Nota Pastoral, apelamos &agrave; consci&ecirc;ncia dos nossos legisladores.<\/p>\n<p> \tMas tamb&eacute;m sabemos que uma grande percentagem dos nossos concidad&atilde;os afirma aprovar a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido. Estamos convictos de que muitos o fazem sem a consci&ecirc;ncia clara do que est&aacute; verdadeiramente em causa. Da&iacute; a import&acirc;ncia de um vasto trabalho de esclarecimento para o qual queremos dar o nosso contributo.<\/p>\n<p> \tNo Ano Jubilar da Miseric&oacute;rdia, recordamos que esta nos leva a ajudar a viver at&eacute; ao fim. N&atilde;o a matar ou a ajudar a morrer.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tF&aacute;tima, 8 de mar&ccedil;o de 2016<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<div> \t<br clear=\"all\" \/> \t<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<p> \t\t\t[1] Sugerimos tamb&eacute;m a leitura da Nota Pastoral da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa,<em> &laquo;Cuidar da Vida at&eacute; &agrave; Morte&raquo;. Contributo para a reflex&atilde;o &eacute;tica sobre o morrer<\/em>, publicada a 12 de novembro de 2009, in <em>Documentos Pastorais<\/em>, vol. VII, Lisboa 2002, 123-131.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<p> \t\t\t[2] Jo&atilde;o Paulo II, Carta enc&iacute;clica <em>Evangelium Vitae <\/em>(25 de mar&ccedil;o de 1995), n. 65.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<p> \t\t\t[3] Tamb&eacute;m designada por &ldquo;encarni&ccedil;amento m&eacute;dico&rdquo;.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<p> \t\t\t[4] Jo&atilde;o Paulo II, Carta enc&iacute;clica <em>Evangelium Vitae <\/em>(25 de mar&ccedil;o de 1995), n. 65.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<p> \t\t\t[5] <em>Ibidem<\/em>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<p> \t\t\t[6] Carta enc&iacute;clica <em>Spe Salvi<\/em> (30 de novembro de 2007), n. 38.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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