{"id":76026,"date":"2016-03-14T10:32:00","date_gmt":"2016-03-14T10:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/03\/14\/sociedade-bispos-rejeitam-legalizacao-da-eutanasia-e-generalizacao-de-respostas-de-morte\/"},"modified":"2016-03-14T10:32:00","modified_gmt":"2016-03-14T10:32:00","slug":"sociedade-bispos-rejeitam-legalizacao-da-eutanasia-e-generalizacao-de-respostas-de-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sociedade-bispos-rejeitam-legalizacao-da-eutanasia-e-generalizacao-de-respostas-de-morte\/","title":{"rendered":"Sociedade: Bispos rejeitam legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia e generaliza\u00e7\u00e3o de respostas de \u00abmorte\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral recorda \u00abinviolabilidade\u00bb da vida <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 14 mar 2016 (Ecclesia) &#8211; A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou hoje uma nota para contestar uma eventual legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia no pa&iacute;s, rejeitando solu&ccedil;&otilde;es que coloquem em causa a &ldquo;inviolabilidade&rdquo; da vida.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o pode justificar-se a morte de uma pessoa com o consentimento desta. O homic&iacute;dio n&atilde;o deixa de ser homic&iacute;dio por ser consentido pela v&iacute;tima: a inviolabilidade da vida humana n&atilde;o cessa com o consentimento do seu titular&rdquo;, refere o texto do Conselho Permanente da CEP, enviado hoje &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p> \tA nota pastoral, intitulada &lsquo;Eutan&aacute;sia: o que est&aacute; em causa? Contributos para um di&aacute;logo sereno e humanizador&rsquo; come&ccedil;a por recordar o debate em curso na Assembleia da Rep&uacute;blica e na sociedade sobre estas mat&eacute;rias.<\/p>\n<p> \tOs bispos criticam a &ldquo;atitude simplista e anti-humana&rdquo; de quem embarca em solu&ccedil;&otilde;es tidas como &ldquo;f&aacute;ceis&rdquo;, sublinhando que &ldquo;n&atilde;o se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Pode afirmar-se que a eutan&aacute;sia &eacute; uma forma f&aacute;cil e ilus&oacute;ria de encarar o sofrimento, o qual s&oacute; se enfrenta verdadeiramente atrav&eacute;s da medicina paliativa e do amor concreto para com quem sofre&rdquo;, sustentam.<\/p>\n<p> \tPara CEP, a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido seria uma mensagem com &ldquo;graves implica&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; na forma de encarar a doen&ccedil;a e o sofrimento.<\/p>\n<p> \t&ldquo;H&aacute; o s&eacute;rio risco de que a morte passe a ser encarada como resposta a estas situa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passaria por um esfor&ccedil;o solid&aacute;rio de combate &agrave; doen&ccedil;a e ao sofrimento, mas pela supress&atilde;o da vida da pessoa doente e sofredora, pretensamente diminu&iacute;da na sua dignidade. E &eacute; mais f&aacute;cil e mais barato. Mas n&atilde;o &eacute; humano!&rdquo;, pode ler-se.<\/p>\n<p> \tOs respons&aacute;veis cat&oacute;licos assinalam que alguns doentes, de modo particular os mais pobres e d&eacute;beis, poderiam sentir-se &ldquo;socialmente pressionados a requerer a eutan&aacute;sia, porque se sentem &lsquo;a mais&rsquo; ou &lsquo;um peso&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOs bispos cat&oacute;licos equiparam a eutan&aacute;sia ao suic&iacute;dio assistido, distinguindo estas pr&aacute;ticas da &ldquo;obstina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; bem diferente matar e aceitar a morte. Quer a eutan&aacute;sia, quer a obstina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, constituem uma inger&ecirc;ncia humana antinatural nesse momento-limite que &eacute; a morte: a primeira antecipa esse momento, a segunda prolonga-o de forma artificialmente in&uacute;til e penosa&rdquo;, precisam.<\/p>\n<p> \tSegundo a CEP, subjacente &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido est&aacute; &ldquo;a pretens&atilde;o de redefinir tomadas de consci&ecirc;ncia &eacute;ticas e jur&iacute;dicas ancestrais&rdquo; relativas ao respeito e &agrave; sacralidade da vida humana.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O valor intr&iacute;nseco da vida humana em todas as suas fases e em todas as situa&ccedil;&otilde;es est&aacute; profundamente enraizado na nossa cultura e tem, inegavelmente, a marca judaico-crist&atilde;&rdquo;, referem.<\/p>\n<p> \tOs bispos recordam ainda que a pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa o reconhece, ao &ldquo;afirmar categoricamente que &laquo;a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel&raquo;&rdquo; (artigo 24&ordm;, n&ordm; 1).<\/p>\n<p> \tComo a eutan&aacute;sia, acrescenta a <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/documentos\/eutanasia-o-que-esta-em-causa-contributos-para-um-dialogo-sereno-e-humanizador\/\" target=\"_blank\">nota<\/a>, &ldquo;nunca &eacute; absolutamente seguro que se respeita a vontade aut&ecirc;ntica de uma pessoa&rdquo;, dado que este pedido pode representar &ldquo;um estado de esp&iacute;rito moment&acirc;neo&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O Estado e a ordem jur&iacute;dica, ao autorizarem tal pr&aacute;tica, est&atilde;o a tomar partido, est&atilde;o a confirmar que a vida permeada pelo sofrimento, ou em situa&ccedil;&otilde;es de total depend&ecirc;ncia dos outros, deixa de ter sentido e perde dignidade, pois s&oacute; nessas situa&ccedil;&otilde;es seria l&iacute;cito suprimi-la&rdquo;, lamentam.<\/p>\n<p> \tA CEP apela a um &ldquo;vasto trabalho de esclarecimento&rdquo; para que a sociedade opte por &ldquo;ajudar a viver at&eacute; ao fim&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o a matar ou a ajudar a morrer&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral recorda \u00abinviolabilidade\u00bb da vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-76026","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76026","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76026"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76026\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}