{"id":75929,"date":"2016-03-05T18:58:00","date_gmt":"2016-03-05T18:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/03\/05\/portugal-educar-para-os-direitos-dos-outros-e-um-instrumento-de-convivencia-social\/"},"modified":"2016-03-05T18:58:00","modified_gmt":"2016-03-05T18:58:00","slug":"portugal-educar-para-os-direitos-dos-outros-e-um-instrumento-de-convivencia-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-educar-para-os-direitos-dos-outros-e-um-instrumento-de-convivencia-social\/","title":{"rendered":"Portugal: Educar para os \u00abdireitos dos outros\u00bb \u00e9 \u00abum instrumento de conviv\u00eancia social\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>\u00abNova \u00c1gora\u00bb debate pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o com antigos ministros <!--more--> <\/p>\n<p> \tBraga, 05 mar 2015 (Ecclesia) &ndash; O antigo ministro da Justi&ccedil;a Laborinho L&uacute;cio defendeu na segunda sess&atilde;o do ciclo de confer&ecirc;ncias &acute;Nova &Aacute;gora&acute;, em Braga, que a escola deve ter como &ldquo;des&iacute;gnio fundamental os direitos do outro&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&quot;N&atilde;o quer dizer que n&atilde;o se eduque para os deveres. Educar para os direitos &eacute; educar para os direitos do outro, n&atilde;o &eacute; educar para os pr&oacute;prios direitos&rdquo;, disse Laborinho L&uacute;cio citado pela p&aacute;gina da internet da Diocese de Braga.<\/p>\n<p> \tPara o ex-ministro da Justi&ccedil;a, na medida em que se educar para os direitos dos outros, &eacute; poss&iacute;vel &ldquo;ter nos direitos um instrumento de conviv&ecirc;ncia social&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Pergunto se n&atilde;o &eacute; esse o caminho da educa&ccedil;&atilde;o e se n&atilde;o seria bom um dia termos uma escola tendo como des&iacute;gnio fundamental os direitos do outro, tendo como garantia que assim ter&iacute;amos respeitados os direitos de cada um&quot;, defendeu.<\/p>\n<p> \tPara Laborinho L&uacute;cio, a escola tem de ajudar a &ldquo;saber pensar&rdquo;, &ldquo;saber escolher&rdquo; e &ldquo;ensinar a fazer&quot;, dependendo do exerc&iacute;cio a aprendizagem de todos os conte&uacute;dos e dos valores.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A escola s&oacute; ensina solidariedade se for um espa&ccedil;o solid&aacute;rio. A crian&ccedil;a percebe este tipo de valores atrav&eacute;s do exemplo dado&rdquo;, sustentou.<\/p>\n<p> \tNum sess&atilde;o moderada por F&aacute;tima Campos Ferreira, a confer&ecirc;ncia &ldquo;Olhares sobre a educa&ccedil;&atilde;o&rdquo; contou com comunica&ccedil;&otilde;es de Mar&ccedil;al Grilo, antigo ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, e Ant&oacute;nio Guterres, antigo primeiro-ministro.<\/p>\n<p> \tPara Mar&ccedil;al Grilo, &eacute; necess&aacute;rio estabelecer acordos a m&eacute;dio prazo entre todos os intervenientes na educa&ccedil;&atilde;o que permitam um &ldquo;desenvolvimento harm&oacute;nico para o setor&rdquo;, condi&ccedil;&atilde;o fundamental para o &ldquo;desenvolvimento econ&oacute;mico, cultural e social de uma sociedade moderna&rdquo;.<\/p>\n<p> \tPara o ex-ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, o papel dos pais na educa&ccedil;&atilde;o, valorizado em diferentes interven&ccedil;&otilde;es, tem de se distinguir pela capacidade de &ldquo;orientar, dar o exemplo e mostrar o caminho dentro dos valores que devem presidir &agrave; forma&ccedil;&atilde;o antes de se entrar na idade adulta&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Os pais n&atilde;o t&ecirc;m que dar aulas de matem&aacute;tica, portugu&ecirc;s ou ci&ecirc;ncias. Mas t&ecirc;m o dever de ajudar os seus filhos a construir a sua pr&oacute;pria trajet&oacute;ria, assumindo por inteiro as responsabilidades que lhes cabem&rdquo;, referiu Mar&ccedil;al Grilo, citado pela p&aacute;gina da internet da Diocese de Braga.<\/p>\n<p> \tA &ldquo;despreocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em geral&rdquo; por parte das elites portuguesas, a afirma&ccedil;&atilde;o dos valores da solidariedade e da toler&acirc;ncia na escola como &ldquo;um fator decisivo de integra&ccedil;&atilde;o&rdquo; e a convic&ccedil;&atilde;o de que a diversidade &ldquo;&eacute; uma riqueza&rdquo;, marcaram a interven&ccedil;&atilde;o de Ant&oacute;nio Guterres.<\/p>\n<p> \tO antigo primeiro-ministro denunciou &ldquo;o avan&ccedil;o das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que fazem da xenofobia, do racismo e do &oacute;dio ao estrangeiro uma bandeira eleitoral fundamental&rdquo;, mesmo em &ldquo;pa&iacute;ses europeus mais desenvolvidos&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Est&atilde;o a cavar problemas muito s&eacute;rios nos seus pr&oacute;prios pa&iacute;ses&rdquo;, recordou.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; indispens&aacute;vel ultrapassar isto e que os valores da toler&acirc;ncia ou da solidariedade sejam reafirmados nas nossas sociedades europeias e que a escola seja um fator decisivo, de integra&ccedil;&atilde;o e de afirma&ccedil;&atilde;o desses mesmos valores&rdquo;, <a href=\"http:\/\/diocese-braga.pt\/noticia\/1\/8627#sthash.XQxPBUw5.dpbs\">defendeu <\/a>Ant&oacute;nio Guterres&nbsp;<\/p>\n<p> \tD. Jorge Ortiga, que abriu a sess&atilde;o, disse que &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o as mudan&ccedil;as que garantem a qualidade&rdquo; na educa&ccedil;&atilde;o, um &acirc;mbito onde &ldquo;as religi&otilde;es tamb&eacute;m t&ecirc;m um papel a desempenhar&rdquo; e onde depende dos pais um &ldquo;&aacute;rduo o trabalho de casa&rdquo;, que n&atilde;o pode ser substitu&iacute;do pela escola.<\/p>\n<p> \tA &uacute;ltima confer&ecirc;ncia do ciclo &lsquo;Nova &Aacute;gora&rsquo; vai decorrer no dia 11 de mar&ccedil;o, no Audit&oacute;rio Vita, em Braga, para debater o tema &ldquo;Olhares sobre a arte&rdquo; com Rui Chafes, M&aacute;rio Cl&aacute;udio e Pedro Sobrado e modera&ccedil;&atilde;o de Maria Jo&atilde;o Costa<\/p>\n<p> \t<em>PR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abNova \u00c1gora\u00bb debate pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o com antigos 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