{"id":7590,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/uma-continua-caminhada-de-fe\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"uma-continua-caminhada-de-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-continua-caminhada-de-fe\/","title":{"rendered":"Uma cont\u00ednua caminhada de f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Exortou D. Antonino Dias aos peregrinos no Santu\u00e1rio da Senhora da Penha  <!--more--> A Senhora da Penha teve, dia 12 de Setembro, aos p\u00e9s milhares de peregrinos. A peregrina\u00e7\u00e3o anual vimaranense ao santu\u00e1rio mariano foi das maiores de sempre e serviu para pedir aos crist\u00e3os uma cont\u00ednua caminhada na f\u00e9.  D. Antonino Dias, Bispo Auxiliar de Braga, que presidiu \u00e0 concelebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, exortou os peregrinos a um permanente contributo individual e comunit\u00e1rio para um modelo de Igreja vigilante e interventivo.  D. Antonino Dias, Bispo Auxiliar de Braga, pediu ontem aos peregrinos da Senhora da Penha, em Guimar\u00e3es, que n\u00e3o cedam \u00ab\u00e0 tenta\u00e7\u00e3o da apatia, do mais f\u00e1cil, do que mina uma comunidade paroquial\u00bb, mas que permane\u00e7am em todos os momentos vigilantes e interventivos.  No alvor de um novo s\u00e9culo, o Bispo Auxiliar de Braga interpelou individualmente cada crist\u00e3o, levando-o a reflectir sobre a vida de cada comunidade, sobre o sentido de exig\u00eancia colectiva e a din\u00e2mica dos gestos e ac\u00e7\u00f5es crist\u00e3os. \u00abEm que movimentos e servi\u00e7os \u00e9 que tu participas? O que tens ajudado a construir no seio da tua comunidade crist\u00e3 e no meio da sociedade civil a que pertences? E como estimulas e animas os que dinamizam?\u00bb, questionou o prelado, atirando mesmo um directo ponto de interroga\u00e7\u00e3o: \u00abporque vens aqui?\u00bb \u00c0s quest\u00f5es, o presidente daquela celebra\u00e7\u00e3o religiosa, lembrou que \u00abtodos somos enviados em miss\u00e3o para dentro e fora da Igreja como fermento, sal e luz\u00bb.  Presentes e comprometidos pelo baptismo, de forma consciente e alegre, na realidade da vida e na rotina do quotidiano, com tudo o que implica de exig\u00eancia pessoal, familiar, laboral, social, etc., os crist\u00e3os t\u00eam ainda responsabilidades acrescidas na sua caminhada de f\u00e9.  \u00abCada comunidade paroquial precisa de todos e de cada um\u00bb, n\u00e3o podendo ningu\u00e9m ser dispensado ou auto-dispensar-se \u00abnuma cont\u00ednua caminhada de f\u00e9\u00bb, enfatizou o Bispo Auxiliar de Braga.  Presidindo \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o religiosa da peregrina\u00e7\u00e3o vimaranense \u00e0quele santu\u00e1rio mariano, o Bispo Auxiliar de Braga notou que, num tempo em crise de valores e amea\u00e7ado por falsas ilus\u00f5es, a f\u00e9 crist\u00e3 nasce, cresce e tem igualmente que se robustecer no seio de cada comunidade. Perempt\u00f3rio, o prelado considerou mesmo que sem uma pr\u00e1tica de entrega, disponibilidade e servi\u00e7o \u00aba f\u00e9 serve de pouco ou de nada\u00bb.  \u00abO crist\u00e3o que tem a verdadeira consci\u00eancia de perten\u00e7a \u00e0 Igreja de Jesus Cristo, pela e na comunidade, n\u00e3o pode contentar-se em ir \u00e0 comunidade, mais ou menos an\u00f3nima, assistir a actos de culto ou a pedir sacramentos e servi\u00e7os\u00bb, mas antes \u00abtem de se sentir e ser construtor da mesma\u00bb, apontou D. Antonino Dias.  Lembrando tamb\u00e9m os desafios lan\u00e7ados para o novo ano pastoral, no decurso da homilia daquela celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, a que assistiram milhares de fi\u00e9is, o Bispo Auxiliar bracarense apelou ainda a toda a comunidade cat\u00f3lica sem excep\u00e7\u00e3o a um empenho s\u00e9rio e desmedido \u00abnuma din\u00e2mica e cultura vocacional que nos envolva a todos pela ora\u00e7\u00e3o e pela ac\u00e7\u00e3o\u00bb.  Exaltando ainda os presentes a munir-se do amor divino e a coloc\u00e1-lo sempre em lugar de destaque no seu cora\u00e7\u00e3o, como uma verdadeira gra\u00e7a, o prelado evocou o evangelho para sacudir as consci\u00eancias e notar que o pr\u00f3ximo ano pastoral ser\u00e1 dedicado \u00e0 eucaristia, correspondendo ao desejo do Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II.  Referindo-se \u00e0 beleza da sabedoria mariana enquanto trave de valores profundos, aquele Bispo Auxiliar pediu ainda que \u00aba Senhora do Carmo, companheira na peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9, santu\u00e1rio vivo do Verbo de Deus, nos aben\u00e7oe e ajude\u00bb naquelas dif\u00edceis e exigentes miss\u00f5es e compromissos, bem como contribua para uma consci\u00eancia mais forte e esclarecida do significado de perten\u00e7a \u00e0 Igreja de Cristo.    O apelo da peregrina\u00e7\u00e3o e dos santu\u00e1rios  Milhares de pessoas subiram, ontem, em peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Penha. Mas, muitas mais subiram pelo prazer da merenda, movidas pelo prazer das barracas de comes-e-bebes e dos atempados farn\u00e9is. Muitos j\u00e1 tinham, mesmo, de v\u00e9spera, delimitado os seus lugares para o repasto e o descanso do corpo, que da alma outros tratariam por si.  Os que fizeram a caminhada a p\u00e9, desde a cidade de Guimar\u00e3es, serpenteando a montanha, chegaram e arrumaram-se, em calma e sil\u00eancio, muitos procurando a sombra dos arbustos, para participar na eucaristia.  Os outros, os \u201cturistas religiosos\u201d, passeavam, falavam alto, riam, cumprimentavam-se, diziam adeus, preferindo deambular entre as barraquinhas de bugigangas e da m\u00fasica pimba. Apesar disso, as peregrina\u00e7\u00f5es \u00e0 Senhora da Penha continuam a ser o que eram. Muitos continuam a peregrinar, comprometidos, agradecendo gra\u00e7as e pedindo for\u00e7as para determinados momentos, geralmente dif\u00edceis, da vida.  \u00abA peregrina\u00e7\u00e3o mant\u00e9m os tra\u00e7os essenciais que determinam a sua espiritualidade e ao caminhar at\u00e9 aqui o peregrino faz um percurso que vai da tomada de consci\u00eancia do seu pecado e dos la\u00e7os que o prendem a coisas ef\u00e9meras \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da liberdade interior e \u00e0 compreens\u00e3o do significado profundo da vida\u00bb, resumiu, na sua elaborada homilia, D. Antonino Dias, Bispo Auxiliar de Braga. Evidenciando conhecer bem a realidade da religiosidade da maior parte dos santu\u00e1rios, D. Antonino Dias voltou a insistir na necessidade urgente de que os espa\u00e7os religiosos possam constituir-se verdadeiramente como locais capazes de promover uma verdadeira educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9, lugares de evangeliza\u00e7\u00e3o eficaz, que levem a uma f\u00e9 viva e comprometida.  Desenvolvendo ainda o seu pensamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 e ao que ela implica enquanto compromisso e estilo de vida, o prelado bracarense apontou ainda dois verbos que, na sua opini\u00e3o, todos os crist\u00e3os devem saber conjugar em todos os tempos, modos e pessoas: formar e participar.  Formar, porque s\u00f3 um crist\u00e3o bem formado e com uma f\u00e9 esclarecida est\u00e1 apto a participar e a intervir na vida eclesial e social, dom\u00ednios por excel\u00eancia da viv\u00eancia e da tradu\u00e7\u00e3o da f\u00e9. E participar porque \u00e9 a isso que tem de levar uma f\u00e9 verdadeira.  \u00abO santu\u00e1rio \u00e9 um lugar de paragem, onde o povo de Deus, peregrinando pelos caminhos do mundo, se revigora para prosseguir a caminhada\u00bb, observou o prelado, advogando que os seus respons\u00e1veis devem promover um trabalho que conduza \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o de \u00ablugares excelentes de aprofundamento da f\u00e9, com ocasi\u00f5es privilegiadas para a nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exortou D. 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