{"id":7588,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/dois-em-cada-dez-portugueses-em-risco-de-pobreza\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"dois-em-cada-dez-portugueses-em-risco-de-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dois-em-cada-dez-portugueses-em-risco-de-pobreza\/","title":{"rendered":"Dois em cada dez portugueses em risco de pobreza"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Pe. Agostinho Jardim, analisa este relat\u00f3rio  <!--more--> \u201cEstes \u00faltimos governos n\u00e3o passaram do discurso \u00e0 pr\u00e1tica. Falam muito da ac\u00e7\u00e3o social mas nem para o di\u00e1logo est\u00e3o abertos\u201d \u2013 denuncia o Pe. Agostinho Jardim, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, a prop\u00f3sito do relat\u00f3rio da ag\u00eancia Habitat, das Na\u00e7\u00f5es Unidas, onde aponta que a pobreza amea\u00e7a 22% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa (dados relativos ao per\u00edodo entre 1996 e 2000).  O estudo refere que dois em cada 10 portugueses est\u00e3o em &#8220;risco de pobreza&#8221; ou sobrevivem com menos de 60 por cento da m\u00e9dia nacional de rendimentos. \u201cJ\u00e1 t\u00ednhamos consci\u00eancia que os n\u00fameros eram estes\u201d. E aponta as causas: \u201cdesemprego a subir, idosos a aumentar, imigrantes a entrar, a escola no estado em que est\u00e1 e a Sa\u00fade com dificuldades\u201d \u2013 adianta o Pe. Agostinho Jardim. O estudo, que avalia o estado das cidades do planeta, coloca a popula\u00e7\u00e3o portuguesa em segundo lugar &#8211; entre os antigos 15 membros da Uni\u00e3o Europeia e apenas atr\u00e1s da Gr\u00e9cia &#8211; nos n\u00edveis de pobreza europeus. Uma situa\u00e7\u00e3o \u201cnegra\u201d que leva o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza a sublinhar: \u201cn\u00e3o \u00e9 nos gabinetes nem com leis que se faz nada. \u00c9 preciso que o dinheiro n\u00e3o se sobreponha \u00e0 pessoa humana. Neste momento tudo est\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o do lucro e do d\u00e9ficit e as pessoas est\u00e3o a ficar para tr\u00e1s\u201d. Portugal surge ainda referenciado no que toca ao n\u00famero de sem-abrigo, com o documento a referir, citando dados oficiais, que em 2000 havia 1.300 pessoas a viver nas ruas de Lisboa e cerca de um milhar nas do Porto.  Independentemente disso, o relat\u00f3rio da Habitat, indica que o n\u00famero dos sem-abrigo na Europa Ocidental chegou hoje ao seu valor mais elevado em 50 anos: estima-se que mais de tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas vivem na rua nas principais cidades europeias.  O relat\u00f3rio refere ser imposs\u00edvel uma compara\u00e7\u00e3o internacional neste dom\u00ednio, dadas as \u201cvari\u00e1veis defini\u00e7\u00f5es nacionais\u201d aplicadas para determinar quem \u00e9 um sem-abrigo. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio praticar os compromissos assumidos a n\u00edvel nacional. Apostar na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e n\u00e3o na l\u00f3gica do voto\u201d \u2013 disse o Pe. Agostinho Jardim. A pobreza tem ali\u00e1s \u201caumentando dramaticamente\u201d em toda a UE durante as \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, refere o estudo, o que se evidencia especialmente a n\u00edvel infantil, com o desemprego a manter-se em n\u00edveis praticamente imut\u00e1veis nos \u00faltimos 15 anos. Dados que merecem reflex\u00e3o e \u2013 segundo o Pe. Agostinho Jardim \u2013 \u201cum comunicado para divulgar os n\u00fameros\u201d. O relat\u00f3rio revela ainda que, nos pr\u00f3ximos 25 anos, mais de metade da popula\u00e7\u00e3o vai viver em cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Pe. 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