{"id":75872,"date":"2016-03-02T12:53:00","date_gmt":"2016-03-02T12:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/03\/02\/eutanasia-medicos-catolicos-dizem-que-estao-a-ser-aproveitadas-condicoes-politicas-para-impor-uma-cultura-de-morte\/"},"modified":"2016-03-02T12:53:00","modified_gmt":"2016-03-02T12:53:00","slug":"eutanasia-medicos-catolicos-dizem-que-estao-a-ser-aproveitadas-condicoes-politicas-para-impor-uma-cultura-de-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eutanasia-medicos-catolicos-dizem-que-estao-a-ser-aproveitadas-condicoes-politicas-para-impor-uma-cultura-de-morte\/","title":{"rendered":"Eutan\u00e1sia: M\u00e9dicos Cat\u00f3licos dizem que est\u00e3o a ser aproveitadas \u00abcondi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas\u00bb para impor uma \u00abcultura de morte\u00bb"},"content":{"rendered":"<p> \tLisboa, 02 mar 2016 (Ecclesia) &ndash; A Associa&ccedil;&atilde;o dos M&eacute;dicos Cat&oacute;licos Portugueses (AMCP) diz que aprovar a eutan&aacute;sia seria introduzir no pa&iacute;s uma &ldquo;cultura de morte&rdquo;, e considera incompreens&iacute;vel este debate quando h&aacute; pessoas que ainda nem sequer t&ecirc;m acesso a cuidados de sa&uacute;de.<\/p>\n<p> \tPara o presidente da AMCP, o que est&aacute; em causa &eacute; um conjunto de pessoas que encontraram &ldquo;as condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas&rdquo; necess&aacute;rias para tentar impor &ldquo;uma nova vis&atilde;o&rdquo;, assente num &ldquo;humanismo laico&rdquo;, e que &eacute; &ldquo;radicalmente diferente daquela que tem sido consensual na sociedade portuguesa&rdquo;.<\/p>\n<p> \tIsto abre toda uma &ldquo;caixa de Pandora&rdquo; que pode ter &ldquo;consequ&ecirc;ncias cada vez maiores&rdquo;, ao n&iacute;vel do modo como se olha para o papel do m&eacute;dico, que &ldquo;seja em que circunst&acirc;ncia for, jamais deve dar a morte ao doente&rdquo;, e tamb&eacute;m no plano de como se poder&aacute; passar a encarar a &ldquo;vida humana&rdquo; e &ldquo;a doen&ccedil;a&rdquo;, frisa Carlos Alberto da Rocha.<\/p>\n<p> \tUm grupo de cidad&atilde;os da sociedade portuguesa, congregados num movimento intitulado &ldquo;Direito a morrer com dignidade&rdquo;, conseguiu reunir as assinaturas necess&aacute;rias para levar a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia a debate, no parlamento.<\/p>\n<p> \tO manifesto da iniciativa, que tem como um dos rostos principais Jo&atilde;o Semedo, antigo coordenador do Bloco de Esquerda, sublinha as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es em que se morre em Portugal e defende a despenaliza&ccedil;&atilde;o da morte assistida.<\/p>\n<p> \tSegundo Sofia Reim&atilde;o, presidente do n&uacute;cleo da AMCP de Lisboa, &eacute; &ldquo;muito importante clarificar conceitos&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o esconder o que &eacute; proposto&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Quando falamos de eutan&aacute;sia e ouvimos morte assistida, a assist&ecirc;ncia na morte &eacute; exatamente o que n&oacute;s queremos (&hellip;) acompanhar o doente nas suas situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento&rdquo;, salienta.<\/p>\n<p> \tAquela respons&aacute;vel prossegue apontando que, com a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, o que &eacute;&nbsp; &eacute; propostos &ldquo;&eacute; que os m&eacute;dicos matem os doentes a seu pedido&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;E isto n&atilde;o s&oacute; &eacute; contr&aacute;rio &agrave; &eacute;tica m&eacute;dica, &agrave; deontologia como &eacute; contradit&oacute;rio &agrave; fun&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio m&eacute;dico&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p> \tSofia Reim&atilde;o lamenta que &ldquo;num momento em que Portugal vive uma crise econ&oacute;mica complicada, em que os cuidados de sa&uacute;de s&atilde;o confrontados diariamente com problemas dif&iacute;ceis de resolver, em que n&atilde;o existem ainda cuidados de sa&uacute;de para toda a popula&ccedil;&atilde;o, se esteja a discutir a morte&rdquo;.<\/p>\n<p> \tPorque n&atilde;o vemos &ldquo;iniciativas partid&aacute;rias, propostas, para alargar os cuidados paliativos&rdquo; em &aacute;reas como &ldquo;as doen&ccedil;as neuro-degenerativas?&rdquo;, exemplifica.<\/p>\n<p> \tA m&eacute;dica recorda ainda que antes de pressupostos como a liberdade e a autonomia das pessoas est&aacute; &ldquo;o valor e a indisponibilidade da vida humana&rdquo;.<\/p>\n<p> \tUm conceito que n&atilde;o pode ser tido como algo a manter ou a descartar &ldquo;consoante as fases da vida&rdquo; ou com base em &ldquo;crit&eacute;rios utilitaristas e de economicismo que s&atilde;o muito graves&rdquo;, frisa Sofia Reim&atilde;o.<\/p>\n<p> \tA AMCP invoca casos de pa&iacute;ses como a B&eacute;lgica e a Holanda, onde a eutan&aacute;sia foi aprovada h&aacute; j&aacute; alguns anos e onde em 2015 se registaram &ldquo;mais de dois mil pedidos&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEsta pr&aacute;tica, que come&ccedil;ou por envolver &ldquo;doentes terminais&rdquo;, progressivamente &ldquo;foi amplificada a situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento psicol&oacute;gico&rdquo; e a uma conjuntura &ldquo;onde j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os doentes que a pedem mas tamb&eacute;m as fam&iacute;lias&rdquo;, explica Sofia Reim&atilde;o.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Portanto acho que h&aacute; algo aqui a aprender e Portugal pode ser pioneiro nesta defesa do valor indispon&iacute;vel da vida humana&rdquo;, conclui a m&eacute;dica cat&oacute;lica.<\/p>\n<p> \t<em>PR\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 02 mar 2016 (Ecclesia) &ndash; A Associa&ccedil;&atilde;o dos M&eacute;dicos Cat&oacute;licos Portugueses (AMCP) diz que aprovar a eutan&aacute;sia seria introduzir no pa&iacute;s uma &ldquo;cultura de morte&rdquo;, e considera incompreens&iacute;vel este debate quando h&aacute; pessoas que ainda nem sequer t&ecirc;m acesso a cuidados de sa&uacute;de. 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