{"id":7583,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/vocacao-de-catequista-para-chamar\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"vocacao-de-catequista-para-chamar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vocacao-de-catequista-para-chamar\/","title":{"rendered":"Voca\u00e7\u00e3o de catequista para chamar"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jorge Ortiga no Dia Diocesano do Catequista &#8211; Sameiro <!--more--> Importa come\u00e7ar por reconhecer que a Arquidiocese est\u00e1 a assumir, dum modo crescente, a aceita\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia dos \u201cDias Diocesanos\u201d. Infelizmente, temos de lamentar que muitas comunidades se alheiam refugiando-se na desculpa da inutilidade destes momentos. Continuarei a sublinhar \u2013 e a agradecer aos Departamentos que esmeradamente os organizam \u2013 a import\u00e2ncia dos encontros por sectores de pastoral. O conv\u00edvio ajuda a conhecer-se, o di\u00e1logo facilita a compreens\u00e3o da identidade da miss\u00e3o confiada pela Igreja e a partilha de experi\u00eancias torna-se est\u00edmulo e gera a coragem para ultrapassar todas as dificuldades. Neste Ano Vocacional, gostaria de interpelar-vos \u2013 e em v\u00f3s a todos os catequistas \u2013 a que interiorizeis que o vosso servi\u00e7o catequ\u00e9tico antes de ser um trabalho \u00e9 um chamamento que, constantemente, devereis acolher na ora\u00e7\u00e3o e no acolhimento da Palavra. Como tal, devereis alimentar-vos duma s\u00f3lida espiritualidade eclesial que vai evidenciando a maravilha e a beleza deste dom consignado na voca\u00e7\u00e3o de ser catequista. Preparando-vos para esta experi\u00eancia em primeira pessoa, n\u00e3o temais o encargo que a Igreja vos confia e vivei-o responsavelmente e com alegria. Aceitai a grande certeza de S. Paulo a Tim\u00f3teo: \u201cDou gra\u00e7as \u00c0quele que me deu for\u00e7a, Jesus Cristo, nosso Senhor, que me julgou digno de confian\u00e7a e me chamou ao seu servi\u00e7o\u201d (1 Tim. 1, 12). \u00c9 em Cristo que est\u00e1 a vossa for\u00e7a. S\u00f3 Ele pode seduzir e motivar. Nesta consci\u00eancia tornai-vos mediadores do chamamento de Cristo. Todos os catecismos est\u00e3o permeados de hip\u00f3teses de propostas e s\u00e3o um verdadeiro e pr\u00f3prio itiner\u00e1rio vocacional. Aproveitai os conte\u00fados e os valores que eles encerram atrav\u00e9s dum uso inteligente e constante tornando a vossa catequese uma catequese vocacional. Na verdade, a dimens\u00e3o vocacional n\u00e3o \u00e9 algo a acrescentar ocasionalmente. A voca\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais um tema a abordar mas importa fazer com que ela emerja dos v\u00e1rios conte\u00fados e momentos catequ\u00e9ticos. Catequese e voca\u00e7\u00e3o tornam-se, ou devem tornar-se, realidades sin\u00f3nimas e nunca separadas, de dif\u00edcil articula\u00e7\u00e3o. Se a catequese, no seu itiner\u00e1rio unit\u00e1rio e progressivo, n\u00e3o d\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o para considerar a vida crist\u00e3 \u2013 desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 idade adulta \u2013 como uma resposta ao chamamento de Deus falha no seu objectivo essencial. Pe\u00e7o-vos, por isso, acreditai na responsabilidade e dever de anunciar o Evangelho do chamamento; privilegiai a alegria de seguirdes Cristo e de acolher a Sua Boa Nova na certeza de que um ensino separado do testemunho da vida dificilmente se torna \u201citiner\u00e1rio\u201d de f\u00e9 vocacional; prestai uma aten\u00e7\u00e3o cuidada a cada crian\u00e7a ou adolescente onde poder\u00e1 germinar uma semente vocacional que deve ser n\u00e3o s\u00f3 estimulada mas acompanhada; dai as vossas sess\u00f5es em ambiente de ora\u00e7\u00e3o para que a catequese n\u00e3o redunde numa aula onde se aprendem coisas mas seja um local onde nos habituamos a \u201cescutar\u201d o Senhor que tem sempre algo a dizer na vida; n\u00e3o receeis a proposta explicita das v\u00e1rias voca\u00e7\u00f5es onde sublinhais a exist\u00eancia de caminhos diferentes mas um \u00fanico amor a experimentar e a comunicar. Nesta catequese vocacional, o Evangelho de hoje convida-nos a prestar um cuidado especial \u00e0s \u201covelhas perdidas\u201d que \u00e9 necess\u00e1rio encontrar para alegria comum. Que mensagem nos poder\u00e1 dizer esta passagem? Levanto uma quest\u00e3o que n\u00e3o podemos ignorar. S\u00e3o cada vez mais as crian\u00e7as e os jovens das nossas comunidades que se alheiam \u00e0 din\u00e2mica dum processo de forma\u00e7\u00e3o. Parece-me oportuno que todas as comunidades se consciencializem desta realidade e conhe\u00e7am a verdadeira dimens\u00e3o do problema. Exagerarei se afirmar que o n\u00famero cresce? Que as crian\u00e7as fogem? N\u00e3o ouso responder. Interpelo-vos a \u201cver\u201d serenamente. Perante este cen\u00e1rio n\u00e3o basta uma catequese de imposi\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as. Quem n\u00e3o vier nada pode fazer isto ou receber este sacramento. Com este comportamento, caracter\u00edstico dum autoritarismo da \u00e9poca da cristandade que j\u00e1 passou, poderemos conseguir que alguns venham contrariados para efectuarem a \u201cdespedida\u201d quando atingirem o momento pretendido que ficar\u00e1 marcado nos livros mas n\u00e3o na vida. A\u00ed permanecer\u00e1 a revolta que se foi ocultando. Talvez n\u00e3o seja f\u00e1cil descobrir a melhor maneira de agir. Parece-me, por\u00e9m, que o chamamento de Cristo \u00e9 para a experi\u00eancia do Amor e s\u00f3 com este conseguiremos trazer para a Casa de Deus quem dela se afastou. Direi que a voca\u00e7\u00e3o do catequista \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o de amor e este n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente. Mois\u00e9s, na primeira leitura, n\u00e3o \u201cpermitiu\u201d que Deus \u201cinflamasse a Sua indigna\u00e7\u00e3o contra o povo\u201d que havia retirado do Egipto. Recordou-lhe a fidelidade de Abra\u00e3o, Isaac e Israel e Deus voltou \u00e0 experi\u00eancia da intimidade na heran\u00e7a saboreada com o Seu povo. H\u00e1 aqui um campo onde a imagina\u00e7\u00e3o criativa deve ser pr\u00f3diga. \u201cLevantai-vos. Vamos\u201d. \u00c9 a s\u00edntese program\u00e1tica para este ano a vivenciar em todos os sectores da pastoral. Os disc\u00edpulos partiram para o encontro com a cruz. Tamb\u00e9m o nosso trabalho est\u00e1 repleto de contrariedades. Deveremos \u201clevantar\u201d a qualidade da catequese e deveremos \u201clevantar-nos\u201d para \u201cir\u201d ao encontro dos mais afastados. N\u00e3o o poderemos fazer com facilidades. H\u00e1 quem teime em m\u00e9todos tradicionais e espere contentar com eles quem vive dentro doutros contextos. Surge, aqui, a forma\u00e7\u00e3o permanente como a \u00fanica capaz de dar resposta. Crescei, por isso, na qualidade da vossa catequese. Car\u00edssimos(as) catequistas, \u201cLevantai-vos. Vamos\u201d. O caminho \u00e9 longo. A luz que vos espera \u00e9 consoladora. Experimentareis o manancial de felicidade que mais ningu\u00e9m oferece.  Sameiro, 11.09.04 + Jorge Ortiga, A.P.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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