{"id":7582,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/festa-e-inquietacao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"festa-e-inquietacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festa-e-inquietacao\/","title":{"rendered":"Festa e inquieta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com todas as incertezas que os \u00faltimos tempos t\u00eam acentuado, come\u00e7ou um novo ano escolar. Crian\u00e7as, jovens e adultos, alunos e professores, iniciam mais uma etapa de encanto e luta no patamar superior do saber e do crescer em humanidade. A cultura n\u00e3o \u00e9 uma oficina de mec\u00e2nica mas uma forja de tratamento delicado do mais sublime que existe na terra: o ser humano. Por isso, instruir \u00e9 sempre educar ainda que a educa\u00e7\u00e3o nunca deva ser lan\u00e7ada \u00e0 escola como demiss\u00e3o dos pais. Esses n\u00e3o cessam a perpetua\u00e7\u00e3o do dom da vida, gerada e alimentada at\u00e9 \u00e0 sua maturidade plena. Nunca \u00e9 demais enaltecer a fun\u00e7\u00e3o do professor. Melhor dizendo, a miss\u00e3o. Ele n\u00e3o \u00e9 um repetidor maquinal de n\u00fameros e letras. \u00c9, ele mesmo, transmissor de si, no que comunica e silencia, no que escolhe e rejeita, no que revela e oculta, nos trilhos que escolhe para a viagem fant\u00e1stica daqueles que convida a entrar na carruagem sacral do seu saber. D\u00f3i, por isso, notar que muitos professores passam cada ano o supl\u00edcio da incerteza sobre, como, e onde ser\u00e3o colocados para exercerem a sua miss\u00e3o teoricamente t\u00e3o eminente. N\u00e3o se entende que, sobre um trabalho que requer serenidade interior, entrega profunda de afecto, profissionalismo rigoroso no tratamento da mat\u00e9ria prima \u2013 o aluno \u2013 paire um constante sobressalto e incerteza. Sabe-se que alguns professores exercem o seu of\u00edcio sem qualquer entusiasmo, apenas como instrumento de sobreviv\u00eancia material. Sabe-se que a m\u00e1quina da Educa\u00e7\u00e3o deve ser das mais complexas de gerir porque oculta muitos interesses pessoais, sociais e ideol\u00f3gicos. Sabe-se que a ferrugem vem de longe, n\u00e3o obstante a coragem de alguns gover-nantes que nos \u00faltimos dec\u00e9nios tentaram, at\u00e9 \u00e0 sua pr\u00f3pria imola\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, alterar um sistema que parece n\u00e3o encontrar o seu caminho. Mas importa nunca perder de vista o essencial, o humano profundo, presente e futuro, singular e plural, que comp\u00f5e o tecido da popula\u00e7\u00e3o escolar. Aluno e professor. Importa aqui n\u00e3o esconder os cruzamentos que toda esta tem\u00e1tica envolve na escola p\u00fablica e privada como dois agentes opcionais de uma miss\u00e3o comum: fazer crescer, na maturidade e dignidade, um povo que tem uma heran\u00e7a e um horizonte.  E que n\u00e3o fique no sil\u00eancio a dimens\u00e3o do Transcendente como o eterno inacess\u00edvel, mas a fonte de luz donde, em \u00faltimo lugar, jorra o saber. \u00c9 este todo que faz do recome\u00e7o um momento de festa e inquieta\u00e7\u00e3o.  Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com todas as incertezas que os \u00faltimos tempos t\u00eam acentuado, come\u00e7ou um novo ano escolar. Crian\u00e7as, jovens e adultos, alunos e professores, iniciam mais uma etapa de encanto e luta no patamar superior do saber e do crescer em humanidade. 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