{"id":75555,"date":"2016-02-05T18:41:00","date_gmt":"2016-02-05T18:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/02\/05\/por-uma-experiencia-feliz-de-fatima\/"},"modified":"2016-02-05T18:41:00","modified_gmt":"2016-02-05T18:41:00","slug":"por-uma-experiencia-feliz-de-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/por-uma-experiencia-feliz-de-fatima\/","title":{"rendered":"Por uma experi\u00eancia Feliz de F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>O reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, padre Carlos Cabecinhas, apresenta em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o programa para a celebra\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio das Apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, em 2017, avalia o itiner\u00e1rio de prepara\u00e7\u00e3o que marcou os \u00faltimos anos, desde 2010, e reflete sobre a difus\u00e3o da Mensagem de F\u00e1tima em todo o mundo ao longo de um s\u00e9culo. <!--more--> <\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>2010-2017: Mais do que uma evoca&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia Ecclesia &ndash; Em 2010, quando foi apresentado o itiner&aacute;rio de prepara&ccedil;&atilde;o para o centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, o bispo de Leira-F&aacute;tima desejou que as v&aacute;rias iniciativas n&atilde;o se reduzissem a uma &ldquo;evoca&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica&rdquo; para confirmar que a mensagem de Nossa Senhora &ldquo;n&atilde;o ressoou em v&atilde;o&rdquo;. &Eacute; isso que est&aacute; a acontecer?<\/em><\/p>\n<p> \tPadre Carlos Cabecinha &#8211;&nbsp; Todas as iniciativas que t&ecirc;m dinamizado a vida do Santu&aacute;rio desde finais de 2010 t&ecirc;m mostrado essa atualidade da mensagem e que n&atilde;o foi em v&atilde;o que a voz de Nossa Senhora ressoou na Cova da Iria. Como n&atilde;o &eacute; em v&atilde;o que continua hoje a ressoar essa voz e a mesma mensagem! O que se foi promovendo foi mostrar aspetos por vezes esquecidos da Mensagem de F&aacute;tima e uma riqueza que temos vindo a descobrir progressivamente.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &#8211; Por exemplo?<\/em><\/p>\n<p> \tCC &ndash; Come&ccedil;aria pelo Ano da Miseric&oacute;rdia, que estamos a viver. Um dos aspetos que se aprofundou relativamente &agrave; Mensagem de F&aacute;tima foi a dimens&atilde;o da miseric&oacute;rdia, ainda sem suspeitarmos que o Papa Francisco convocaria este Jubileu extraordin&aacute;rio. A reflex&atilde;o teol&oacute;gica que se fez sobre a Mensagem de F&aacute;tima destacou a dimens&atilde;o de miseric&oacute;rdia da Mensagem e apresenta o conceito de miseric&oacute;rdia como a palavra chave que permite ler a totalidade da mensagem.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; A planifica&ccedil;&atilde;o dos sete anos de prepara&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio teve sempre presente esse desafio de &ldquo;ser mais do que uma evoca&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica&rdquo;?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O grande desafio partiu do Papa Bento XVI quando, em 2010, em peregrina&ccedil;&atilde;o no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, diz &ldquo;sete anos nos separam da celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio&rdquo; e faz votos de que sejam um itiner&aacute;rio estimulante para a prepara&ccedil;&atilde;o dessa celebra&ccedil;&atilde;o festiva. Esse foi o ponto de partida para a programa&ccedil;&atilde;o deste septen&aacute;rio. Desde o in&iacute;cio procurou-se ter por crit&eacute;rio n&atilde;o fazer uma evoca&ccedil;&atilde;o do passado, mas olh&aacute;-lo para descobrir a sua riqueza, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura do presente e &agrave; proje&ccedil;&atilde;o do futuro. As v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es que dinamizaram a vida do santu&aacute;rio n&atilde;o se orientaram na busca do passado mas, partindo das fontes, procuraram apresentar propostas de viv&ecirc;ncia presente. Por exemplo, no &ldquo;Itiner&aacute;rio do Peregrino&rdquo;, que em cada ano foi dinamizando a visita ao Santu&aacute;rio dos que aqui chegam, como uma proposta da viv&ecirc;ncia hoje da Mensagem de F&aacute;tima; ou o conjunto de ciclos de confer&ecirc;ncias anuais, que nos ajudaram a olhar para as fontes para perceber a Mensagem de F&aacute;tima hoje e o seu impacto; e os v&aacute;rios simp&oacute;sios teol&oacute;gico-pastorais, que nos foram ajudando a olhar para a mensagem e a fazer a ponte com o mundo de hoje.<\/p>\n<p> \tUm conjunto de iniciativas reflexivas que nos ajudaram a compreender a atualidade da mensagem.<\/p>\n<p> \tPor outro lado, houve tamb&eacute;m a preocupa&ccedil;&atilde;o de proporcionar aos peregrinos melhores condi&ccedil;&otilde;es de viv&ecirc;ncia da peregrina&ccedil;&atilde;o, o que passa pelo cuidado com as celebra&ccedil;&otilde;es, a cria&ccedil;&atilde;o do hino do centen&aacute;rio, o arranjo dos espa&ccedil;os, como os parques envolventes, a Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio ou o altar do recinto.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Proporcionar ao peregrino uma experi&ecirc;ncia feliz de F&aacute;tima<\/strong><\/p>\n<p> \tAE &ndash; Os peregrinos, quem chega aos Santu&aacute;rio, est&aacute; no centro de todo esse itiner&aacute;rio&#8230;<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O peregrino &eacute; sempre o nosso grande ponto de interesse. N&oacute;s queremos proporcionar ao peregrino uma experi&ecirc;ncia feliz de F&aacute;tima: um maior conhecimento da mensagem, uma profunda experi&ecirc;ncia de Deus, que est&aacute; no centro da Mensagem de F&aacute;tima, e, por outro lado, a experi&ecirc;ncia festiva por estes 100 anos das apari&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Sendo a experi&ecirc;ncia do peregrino em F&aacute;tima sobretudo espiritual e emotiva, como criar sintonias com a experi&ecirc;ncia de estudo e reflex&atilde;o de confer&ecirc;ncias e simp&oacute;sios?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; N&oacute;s n&atilde;o temos ilus&atilde;o de que toda a reflex&atilde;o chegue a todos os peregrinos. O que procuramos fazer &eacute; proporcionar o fruto dessa reflex&atilde;o, at&eacute; de forma mais acess&iacute;vel, atrav&eacute;s do &lsquo;Livro Ano&rsquo;, por exemplo, que publicamos regularmente neste septen&aacute;rio e procura apresentar reflex&otilde;es diversas que ajudem a profundar a Mensagem de F&aacute;tima atrav&eacute;s do tema de cada ano, e tamb&eacute;m a pr&oacute;pria celebra&ccedil;&atilde;o, que deve ajudar o peregrino a dar um passo mais para uma viv&ecirc;ncia efetiva da sua f&eacute; a partir de F&aacute;tima&nbsp; n&atilde;o se limitando a uma viv&ecirc;ncia afetiva.<\/p>\n<p> \tA pastoral do Santu&aacute;rio tem na celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute; a sua grande a&ccedil;&atilde;o pastoral, tamb&eacute;m em F&aacute;tima, quer na celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica, quer noutro tipo de celebra&ccedil;&otilde;es (estou a pensar por exemplo no Ter&ccedil;o), que &eacute; tamb&eacute;m o elemento de maior impacto formativo nos fi&eacute;is, uma vez que transmite valores, transmite mensagens, a Palavra de Deus. Se h&aacute; peregrinos para quem isso basta, h&aacute; outros que procuram mais.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; N&atilde;o &eacute; um p&uacute;blico distinto?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; N&atilde;o. S&atilde;o os mesmos peregrinos! Nem se trata de classes sociais entre os peregrinos, porque encontramos peregrinos de todas as classes sociais interessados no aprofundamento da Mensagem de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Que avalia&ccedil;&atilde;o faz o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima dos ciclos de confer&ecirc;ncias e dos simp&oacute;sios que j&aacute; aconteceram?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; As confer&ecirc;ncias e os simp&oacute;sios t&ecirc;m permitido aprofundar a Mensagem de F&aacute;tima e fazer s&iacute;nteses da mensagem. At&eacute; aqui, fomos descobrindo documenta&ccedil;&atilde;o, o Santu&aacute;rio publicou as fontes atrav&eacute;s da &lsquo;Documenta&ccedil;&atilde;o Cr&iacute;tica de F&aacute;tima&rsquo;, para tornar acess&iacute;vel a documenta&ccedil;&atilde;o fundamental para o conhecimento da Mensagem de F&aacute;tima. Estamos agora numa dimens&atilde;o reflexiva de s&iacute;ntese, de procurar aprofundar as fontes, descobrindo os vetores fundamentais da mensagem.<\/p>\n<p> \tEu n&atilde;o digo uma s&iacute;ntese. A mensagem &eacute; demasiado rica para ser contida numa &uacute;nica leitura.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Os temas anuais que determinaram o itiner&aacute;rio de prepara&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio s&atilde;o tamb&eacute;m s&iacute;nteses da mensagem?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O primeiro grupo de trabalho que pensou esse itiner&aacute;rio tem&aacute;tico tinha um princ&iacute;pio basilar: n&atilde;o se afastar da Mensagem de F&aacute;tima. A op&ccedil;&atilde;o foi partir das mem&oacute;rias da Irm&atilde; L&uacute;cia e do relato que faz de cada uma das apari&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \tO primeiro tema congregava as Apari&ccedil;&otilde;es do Anjo, em 1916, a partir da&iacute;, cada tema anual deste itiner&aacute;rio de sete anos ocupa-se de uma das apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora, come&ccedil;ando na apari&ccedil;&atilde;o de maio at&eacute; &agrave; de outubro, que dar&aacute; tema ao Ano Pastoral 2016\/2017.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; E de que forma esse tema passou para o quotidiano do Santu&aacute;rio, nomeadamente dos maiores momentos celebrativos?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; N&oacute;s n&atilde;o quisemos um conjunto de atividades avulsas, mas que tivessem impacto na vida do Santu&aacute;rio.<\/p>\n<p> \tOs temas anuais n&atilde;o s&oacute; guiavam o conjunto das peregrina&ccedil;&otilde;es anivers&aacute;rias e das outras celebra&ccedil;&otilde;es como tema unificador, como procur&aacute;mos que houvesse um conjunto de elementos visuais gr&aacute;ficos que chamasse a aten&ccedil;&atilde;o para isso, tivemos tamb&eacute;m as exposi&ccedil;&otilde;es tem&aacute;ticas, numa outra linguagem, a da cultura e da beleza para aprofundar a mensagem, procuramos ter contributos espec&iacute;ficos para a ora&ccedil;&atilde;o (referi j&aacute; o &lsquo;Itiner&aacute;rio do Peregrino&rsquo;) e preparamos um conjunto de subs&iacute;dios, como catequeses, encontros, esquemas de ora&ccedil;&atilde;o, a propor aos peregrinos que aqui v&ecirc;m e tamb&eacute;m a quem, fora do Santu&aacute;rio, queira rezar em sintonia conosco.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Dizer F&aacute;tima por novas linguagens<\/strong><\/p>\n<p> \tAE &ndash; Com que objetivos foram promovidas outras iniciativas, com recurso a novas linguagens, como o concurso de fotografia ou o mural digital?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; N&oacute;s temos consci&ecirc;ncia de que a f&eacute; hoje tem de passar por novas linguagens. O grande desafio &eacute; n&atilde;o ficar nas linguagens que j&aacute; usamos. Quisemos envolver a dimens&atilde;o da imagem, atrav&eacute;s da fotografia, propondo um concurso fotogr&aacute;fico, e tamb&eacute;m propondo &agrave;s crian&ccedil;as itiner&aacute;rios diversos de envolvimento com a Mensagem de F&aacute;tima pela pintura, desenho, a m&uacute;sica. Procuramos tamb&eacute;m caminhos musicais que nos falem de F&aacute;tima, de dan&ccedil;a contempor&acirc;nea sobre F&aacute;tima&#8230; Uma diversidade de linguagens que possam falar. A arte tem esta capacidade de nos tocar profundamente falando-nos de um outro tipo de discurso que n&atilde;o &eacute; o das palavras. E quisemos n&atilde;o descurar nenhuma destas linguagens para chegar aos peregrinos.<\/p>\n<p> \tO mundo digital exige tamb&eacute;m a nossa presen&ccedil;a, o que estamos a fazer com o mural digital e a renova&ccedil;&atilde;o do nosso site, que est&aacute; em curso, e o desenvolvimento de aplica&ccedil;&otilde;es para dispositivos m&oacute;veis, em desenvolvimento.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Essas novas linguagens s&atilde;o o motivo de rutura com o ambiente que caracteriza F&aacute;tima?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; N&atilde;o h&aacute; rutura nem pretendemos que haja!<\/p>\n<p> \tAlgumas destas linguagens podem n&atilde;o ser muito significativas para a totalidade dos peregrinos, mas s&ecirc;-lo-&atilde;o para uma parte deles. E n&oacute;s queremos que nenhum peregrino se sinta exclu&iacute;do. Por isso, diversificamos a nossa linguagem!<\/p>\n<p> \tVamos ao encontro dos peregrinos que aqui v&ecirc;m e, atrav&eacute;s destas linguagens, alargamos o leque: se poss&iacute;vel tocar outros para que venham, experimentem F&aacute;tima, conhe&ccedil;am F&aacute;tima!<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Que crit&eacute;rios presidiram &agrave; escolha de projetos e dos parceiros para os executar?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Procuramos parceiros relevantes e linguagens atuais. N&atilde;o nos interessou procurar linguagens que fossem r&eacute;plica do passado. Por exemplo, na m&uacute;sica: procuramos grandes nomes, de sentido religioso, e por isso fomos buscar um grande nome internacional, James Mac Millan, compositor escoc&ecirc;s, e, a n&iacute;vel nacional para o mesmo concerto, Eurico Carrapatoso. Duas obras encomendadas com linguagens necessariamente diferentes mas numa sintonia espiritual e religiosa numa linguagem musical atualizada.<\/p>\n<p> \tTamb&eacute;m na dan&ccedil;a procuramos nomes j&aacute; consagrados que possam expressar nessa &aacute;rea art&iacute;stica que t&atilde;o pouco exploramos na Mensagem de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tA nossa preocupa&ccedil;&atilde;o foi sempre diversificar aqueles a quem podemos chegar. A escolha de linguagens teve a preocupa&ccedil;&atilde;o de chegar a quem n&atilde;o presta aten&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima, n&atilde;o se sentem sintonizados com F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tRespondemos aos nossos peregrinos e tamb&eacute;m alargar o horizonte.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Mas para traduzir F&aacute;tima nessas express&otilde;es art&iacute;sticas n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio experimentar F&aacute;tima?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Sem d&uacute;vida que &eacute; preciso experimentar F&aacute;tima. Por isso desafiamos todos estes art&iacute;sticas a experimentar F&aacute;tima, a estar numa grande peregrina&ccedil;&atilde;o, antes de compor.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Estou a pensar na obra musical &ldquo;Os tr&ecirc;s Pastorinhos de F&aacute;tima&rdquo; de<u> Arvo P&auml;rt <\/u>comparando-a com o Hino dos Pastorinhos na celebra&ccedil;&atilde;o de beatifica&ccedil;&atilde;o. H&aacute; uma grande dist&acirc;ncia entre essas obras musicais&#8230;<\/p>\n<p> \tCC &ndash; S&atilde;o necessariamente duas linguagens musicais completamente diferentes.<\/p>\n<p> \t<u>Arvo P&auml;rt<\/u> foi algu&eacute;m que convidamos a vir fazer a experi&ecirc;ncia de F&aacute;tima e, quando lhe pedimos um testemunho da sua presen&ccedil;a em F&aacute;tima para a revista &ldquo;F&aacute;tima XXI&rdquo;, ele presenteou-nos com uma obra musical sobre os Pastorinhos, que n&atilde;o pretende ser um hino cantado por uma grande assembleia em F&aacute;tima, mas exprimir a experi&ecirc;ncia das crian&ccedil;as que s&atilde;o as destinat&aacute;rias das apari&ccedil;&otilde;es. &Eacute; o testemunho pessoal de um grande artista.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Papa Francisco em F&aacute;tima<\/strong><\/p>\n<p> \tAE &ndash; Em 2016 e 2017, o que podemos esperar que aconte&ccedil;a no Santu&aacute;rio para assinalar o centen&aacute;rio?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; H&aacute; um conjunto de atividades, nomeadamente as mais festivas, que se concentram em 2016 e 2017, para assinalar o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es do Anjo e de Nossa Senhora. O centro desta grande celebra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; em 12 e 13 de maio de 2017, com a presen&ccedil;a do Papa Francisco, que j&aacute; est&aacute; confirmada.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; O que espera da presen&ccedil;a do Papa?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Do ponto de vista do Santu&aacute;rio, temos a expectativa da presen&ccedil;a do Santo Padre nas celebra&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o sabemos se nos dias 12 e 13, gostar&iacute;amos que sim, mas certamente na grande celebra&ccedil;&atilde;o do dia 13. O programa n&atilde;o depende do Santu&aacute;rio nem est&aacute; elaborado.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; A proposta est&aacute; feita, por parte do Santu&aacute;rio?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; A proposta est&aacute; feita para que o Santo Padre esteja nas celebra&ccedil;&otilde;es de 12 e 13 de maio de 2017, em F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tA presen&ccedil;a do Papa, que esperamos nos dias 12 e 13, &eacute; suficiente para motivar uma grande festa, quer pelos peregrinos que atrai, quer pela palavra prof&eacute;tica do Papa.<\/p>\n<p> \tO Papa Francisco, desde o primeiro momento do seu pontificado, mostrou o seu car&aacute;ter mariano (temos na mem&oacute;ria a sua desloca&ccedil;&atilde;o &agrave; Bas&iacute;lica de Santa Maria Maior ap&oacute;s a sua elei&ccedil;&atilde;o para entregar um ramo de flores a Nossa Senhora como sinal da consagra&ccedil;&atilde;o do seu pontificado a Nossa Senhora e o pedido feito ao ent&atilde;o cardeal-patriarca para consagrar o seu pontificado a Nossa Senhora, o que foi feito neste Santu&aacute;rio). E a sua palavra &eacute; sempre prof&eacute;tica, que nos toca e desinstala. Por isso a expectativa &eacute; a de que o Papa venha e, estando presente, nos desinstale e desafie na viv&ecirc;ncia da nossa f&eacute;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>P&oacute;rtico do Centen&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p> \tAE &ndash; E para al&eacute;m do dia 12 e 13 de maio de 2017?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Temos um conjunto de iniciativas festivas!<\/p>\n<p> \tN&atilde;o h&aacute; festa sem m&uacute;sica, e por isso a m&uacute;sica tem um peso particularmente grande.<\/p>\n<p> \tEm mar&ccedil;o vamos inaugurar o &oacute;rg&atilde;o da Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima, ap&oacute;s uma profunda renova&ccedil;&atilde;o. Temos um concerto inaugural que iniciar&aacute; um conjunto de concertos de &oacute;rg&atilde;o, outros concertos ligados &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, no dia 20 de fevereiro, quer este ano quer no pr&oacute;ximo; temos o grande espet&aacute;culo de dan&ccedil;a e, em outubro de 2017, o grande concerto com as obras encomendada a James MacMillan e Eurico Carrapatoso, que pretende ser o encerramento deste grande centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tCelebrativamente, o que vai marcar estes dois anos e sobretudo 2017, s&atilde;o as &ldquo;Peregrina&ccedil;&otilde;es Jubilares&rdquo;, os peregrinos que v&ecirc;m e celebram festivamente conosco o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es. Para esses temos preparado um esquema com propostas para a &lsquo;Peregrina&ccedil;&atilde;o Jubilar&rsquo;, uma ora&ccedil;&atilde;o, um itiner&aacute;rio pr&oacute;prio do peregrino que este ano os leva a passar pela &lsquo;Porta Santa da Miseric&oacute;rdia&rsquo; e em 2017 os vai convidar a atravessar o &lsquo;P&oacute;rtico do Centen&aacute;rio&rsquo;, que vai ser criado&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Entre que per&iacute;odo ser&aacute; poss&iacute;vel realizar essa peregrina&ccedil;&atilde;o jubilar?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O Ano Pastoral no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima come&ccedil;a sempre com o primeiro Domingo do Advento. Ser&aacute;, por isso, em final de 2016 at&eacute; final de 2017.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; As peregrina&ccedil;&otilde;es de maio a outubro far&atilde;o mem&oacute;ria centen&aacute;ria de cada uma das apari&ccedil;&otilde;es&#8230;<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Faremos essa evoca&ccedil;&atilde;o centen&aacute;ria das apari&ccedil;&otilde;es e procuraremos que sejam particularmente festivas essas peregrina&ccedil;&otilde;es de 12 e 13 de outubro, que j&aacute; procuramos dar particular destaque, agora com muito mais raz&atilde;o neste ano. Mesmo em termos de presen&ccedil;a de presidentes convidados para estas peregrina&ccedil;&otilde;es, teremos presen&ccedil;as muito significativas, que n&atilde;o posso ainda confirmar.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; A presen&ccedil;a do cardeal Parolin em outubro de 2016 &eacute; bom lan&ccedil;amento dessas peregrina&ccedil;&otilde;es do ano seguinte&#8230;<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Sem d&uacute;vida! Por um lado, pela import&acirc;ncia que tem no contexto eclesial e porque vem preparar a vinda do Papa Francisco. O secret&aacute;rio de Estado vem presidir &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o de outubro de 2016 lan&ccedil;ando aquela que ser&aacute; outra grande peregrina&ccedil;&atilde;o, que o Papa Francisco far&aacute; em maio de 2017.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Que iniciativas culturais acontecem neste ano e em 2017?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Procuraremos que a s&iacute;ntese e o aprofundamento da Mensagem de F&aacute;tima continue. Destaco dois acontecimentos reflexivos: o Mariano-Mariol&oacute;gico, em setembro de 2016, organizado pela Pontif&iacute;cia Academia Mariana Internacional que ter&aacute; lugar aqui em F&aacute;tima e sobre F&aacute;tima. Um Congresso que vai reunir os grandes mari&oacute;logos de todo o mundo para refletir sobre F&aacute;tima. Em 2017, &eacute; o Santu&aacute;rio que promove um grande congresso internacional que procura fazer a leitura da Mensagem de F&aacute;tima 100 anos depois.<\/p>\n<p> \tDepois, os concertos, os concursos e outras inciativas para marcar o ritmo do culminar do itiner&aacute;rio de sete anos, para que fique na nossa mem&oacute;ria, do Santu&aacute;rio e sobretudo dos peregrinos, a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da celebra&ccedil;&atilde;o dos 100 anos das apari&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; O centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es &eacute; tamb&eacute;m celebrado em todo o mundo?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Sim. E esse &eacute; um dos aspetos que mais comove: o impacto de F&aacute;tima fora das fronteiras de Portugal. A devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora de F&aacute;tima continua a expandir-se e &eacute; interessante notar que o continente em que percentualmente mais tem crescido o n&uacute;mero de peregrinos &eacute; o asi&aacute;tico. N&atilde;o em n&uacute;meros absolutos, mas percentualmente.<\/p>\n<p> \tIsso mostra que a difus&atilde;o da Mensagem de F&aacute;tima continua a fazer-se, continua a chegar longe e esta gente que longe vibra com o centen&aacute;rio pede-nos contributos para celebrar conosco o centen&aacute;rio.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; A &Aacute;sia &eacute; tamb&eacute;m o continente onde mais cresce o n&uacute;mero de peregrina&ccedil;&otilde;es?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O maior crescimento percentual sim, o maior n&uacute;mero de peregrina&ccedil;&otilde;es n&atilde;o. Espanha e depois a It&aacute;lia s&atilde;o os pa&iacute;ses de origem do maior n&uacute;mero de peregrinos estrangeiros.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Para al&eacute;m do centen&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p> \tAE &ndash; Que iniciativas assinalam o Jubileu da Miseric&oacute;rdia?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O primeiro aspeto &eacute; a riqueza da Mensagem de F&aacute;tima como mensagem de miseric&oacute;rdia, caminho de miseric&oacute;rdia que nos revela o rosto misericordioso de Deus. Por outro lado, a valoriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o do sacramento da reconcilia&ccedil;&atilde;o, que ao longo deste ano vai merecer uma aten&ccedil;&atilde;o particular, quer nas condi&ccedil;&otilde;es que procuraremos criar para todos os peregrinos que procuram aquele que &eacute; por excel&ecirc;ncia o sacramento da miseric&oacute;rdia, como no trabalho com os sacerdotes que exercem este minist&eacute;rio t&atilde;o delicado. E o itiner&aacute;rio do peregrinos prop&otilde;e a passagem pela &ldquo;porta da Miseric&oacute;rdia&rdquo;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; De que forma o sacramento da reconcilia&ccedil;&atilde;o vai merecer a aten&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Estamos a trabalhar para uma melhoria no espa&ccedil;o das confiss&otilde;es do ponto de vista simb&oacute;lico e queremos fazer uma reflex&atilde;o sobre o acolhimento que se faz ao peregrino penitente, procurando melhorar o nosso acolhimento dos peregrinos. Com os confessores, trata-se de ir alertando para o que diz o Papa Francisco: a reconcilia&ccedil;&atilde;o &eacute; o sacramento da miseric&oacute;rdia, onde se exprime a miseric&oacute;rdia do Senhor.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Porque pediu recentemente rigor teol&oacute;gico a quem dinamiza o ter&ccedil;o na capelinha?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Esse cuidado aparecia como um desafio, n&atilde;o porque n&atilde;o haja rigor teol&oacute;gico, mas porque &eacute; importante o rigor de linguagem, tamb&eacute;m a n&iacute;vel teol&oacute;gico, e a renova&ccedil;&atilde;o da linguagem se queremos que a mensagem seja ouvida.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Que centralidade tem F&aacute;tima na dinamiza&ccedil;&atilde;o do turismo religioso em Portugal?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; F&aacute;tima tem um lugar central. Sem desprimor para muitos outros locais &ndash; e gra&ccedil;as a Deus temos muitos &ndash; F&aacute;tima &eacute; um lugar emblem&aacute;tico para o turismo religioso. Os inqu&eacute;ritos feitos mostram que F&aacute;tima &eacute; o lugar mais procurado pelos estrangeiros e tamb&eacute;m pelos portugueses. Naturalmente, F&aacute;tima tema centralidade efetiva no turismo religioso em Portugal.<\/p>\n<p> \t&Eacute; necess&aacute;rio n&atilde;o partir do princ&iacute;pio de que n&atilde;o &eacute; preciso falar de F&aacute;tima&nbsp; por ser o principal polo de atra&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica.<\/p>\n<p> \tContinuo a sentir que F&aacute;tima &eacute; o parente pobres da promo&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica fora de Portugal. Localmente, os v&aacute;rios parceiros t&ecirc;m todos um cuidado grande nessa divulga&ccedil;&atilde;o, mas parece que lutam sozinhos. Por exemplo, se t&ecirc;m a preocupa&ccedil;&atilde;o de estar numa feira de turismo, n&atilde;o vemos a mesma preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a al&eacute;m-fronteiras.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; O que depende do Turismo de Portugal&#8230;<\/p>\n<p> \tCC &ndash; A promo&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica no estrangeiro depende do Turismo de Portugal. E n&atilde;o me parece que a divulga&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima seja feita com grande vigor ou entusiasmo. Vejo o Turismo do Centro de Portugal com algumas iniciativas, dizendo que o turismo religioso &eacute; uma prioridade, apontando destinos concretos nomeadamente F&aacute;tima. A n&iacute;vel da internacionaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o me parece que esteja a ser feito o esfor&ccedil;o necess&aacute;rio para levar o nome de F&aacute;tima al&eacute;m-fronteiras.<\/p>\n<p> \tO Santu&aacute;rio tem tido a preocupa&ccedil;&atilde;o no que lhe &eacute; pr&oacute;prio, com atividades diversas, como um f&oacute;rum sobre F&aacute;tima em Roma em maio &uacute;ltimo, estamos a preparar a edi&ccedil;&atilde;o de uma sele&ccedil;&atilde;o da Documenta&ccedil;&atilde;o Cr&iacute;tica de F&aacute;tima em italiano e ingl&ecirc;s para uma maior difus&atilde;o.<\/p>\n<p> \tAE &ndash; O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima tem disponibilidade para cooperar com o Turismo de Portugal na internacionaliza&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; H&aacute; sempre disponibilidade do Santu&aacute;rio no que lhe &eacute; espec&iacute;fico, que n&atilde;o &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica, mas levar a Mensagem de F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Qual o papel do Santu&aacute;rio na Rede dos Santu&aacute;rios de Portugal?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima fez parte desde o in&iacute;cio desta associa&ccedil;&atilde;o de santu&aacute;rios, atrav&eacute;s dos seus reitores. Nunca quisemos um protagonismo no conjunto dos santu&aacute;rios portugueses, que s&atilde;o uma realidade muito diversificada. Temos tido a felicidade de sermos os anfitri&otilde;es dos encontros dos reitores dos santu&aacute;rios, no m&ecirc;s de janeiro. &Eacute; tamb&eacute;m uma associa&ccedil;&atilde;o jovem, que tem de ser valorizada, porque os santu&aacute;rios s&atilde;o focos de atra&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica e focos de dinamiza&ccedil;&atilde;o da viv&ecirc;ncia crist&atilde; e de nova evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; F&aacute;tima continua a ter um papel central na reuni&atilde;o de diferentes grupos que dinamizam a pastoral da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Sim, mas sou suspeito, porque sou parte interessada.<\/p>\n<p> \tF&aacute;tima tem, por um lado, a import&acirc;ncia relacionada com o acontecimento sobrenatural que aqui teve lugar e &eacute; o &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o espiritual de Portugal&rdquo;, para utilizar uma express&atilde;o do Papa Bento XVI, e por isso para aqui confluem movimentos e institui&ccedil;&otilde;es eclesiais para as suas a&ccedil;&otilde;es. E, por outro lado, tem a grande vantagem de uma certa centralidade geogr&aacute;fica e de ter as estruturas preparadas para o acolhimento. Por isso, ao longo do tempo, F&aacute;tima foi-se tornando o centro catalizador para as diversas atividades da Igreja em Portugal. Penso que continuar&aacute; a s&ecirc;-lo e o Santu&aacute;rio, pela sua parte, tem toda a disponibilidade para continuar a acolher a Igreja nas suas diversas institui&ccedil;&otilde;es e no seu dinamismo para que aqui se re&uacute;na.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Nessa disponibilidade, o pressuposto &eacute;: quem chega insere-se nas propostas celebrativas?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; O Santu&aacute;rio tem os seus pr&oacute;prios dinamismos para os quais convida aqueles que v&ecirc;m. Mas aqueles que chegam t&ecirc;m os seus programas e t&ecirc;m sempre a possibilidade de, n&atilde;o se inserindo no programa do Santu&aacute;rio, desenvolver a sua a&ccedil;&atilde;o de outro modo. F&aacute;tima tem espa&ccedil;o para toda a pluralidade!<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Tamb&eacute;m com a determina&ccedil;&atilde;o de acolher express&otilde;es inter-religiosas?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; F&aacute;tima foi sempre um lugar de grande abertura. O recinto &eacute; imagem disso mesmo, &eacute; um recinto aberto. Nesse sentido, F&aacute;tima pode acolher quem vier. Mas F&aacute;tima &eacute; um Santu&aacute;rio Cat&oacute;lico, tem essa especificidade, que acolhe todos os que chegam.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Qual a disponibilidade do Santu&aacute;rio para acolher refugiados?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Manifestamos a nossa total disponibilidade para acolher refugiados e comunicamos &agrave; Plataforma de Apoio aos Refugiados as condi&ccedil;&otilde;es de acolhimento. Temos um espa&ccedil;o preparado, com boas condi&ccedil;&otilde;es, para acolher os refugiados que possam vir.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAE &ndash; Quantos refugiados?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; N&atilde;o definimos um n&uacute;mero. Temos uma casa familiar, com muitos lugares, que pode acolher uma fam&iacute;lia numerosa ou duas fam&iacute;lias.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Imagem peregrina<\/strong><\/p>\n<p> \tAE &ndash; Qual o impacto da presen&ccedil;a da Imagem Peregrina de Nossa Senhora nas v&aacute;rias dioceses de Portugal?<\/p>\n<p> \tCC &ndash; Essa foi uma iniciativa abra&ccedil;ada desde o primeiro momento pelo episcopado portugu&ecirc;s. A visita da Imagem Peregrina n&atilde;o abre notici&aacute;rios, mas o impacto que est&aacute; a ter tem sido incr&iacute;vel e enorme. Em todas as dioceses.<\/p>\n<p> \tAntes desta iniciativa houve uma outra, direcionada &agrave;s comunidades contemplativas, que foi tamb&eacute;m uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o pelo modo como estas comunidades viveram esta visita.<\/p>\n<p> \tMantemos a expectativa de que Nossa Senhora vai visitar e tamb&eacute;m convidar para que depois venham ao seu Santu&aacute;rio para a celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, padre Carlos Cabecinhas, apresenta em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o programa para a celebra\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio das Apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, em 2017, avalia o itiner\u00e1rio de prepara\u00e7\u00e3o que marcou os \u00faltimos anos, desde 2010, e reflete sobre a difus\u00e3o da Mensagem de F\u00e1tima em todo o mundo ao longo 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