{"id":75437,"date":"2016-01-29T11:46:00","date_gmt":"2016-01-29T11:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/01\/29\/perguntas-e-silencios\/"},"modified":"2016-01-29T11:46:00","modified_gmt":"2016-01-29T11:46:00","slug":"perguntas-e-silencios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/perguntas-e-silencios\/","title":{"rendered":"Perguntas e sil\u00eancios"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais <!--more--> <\/p>\n<p> \tConclui-se, no pr&oacute;ximo dia 2 de Fevereiro, o Ano da Vida Consagrada iniciado, por vontade do Papa Francisco, em 29 de Novembro de 2014.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o quero &ndash; nem sou capaz &ndash;de fazer o balan&ccedil;o deste ano entre n&oacute;s. Mas partilho com gosto algumas notas retiradas de um dossi&ecirc; de imprensa estes dias disponibilizado pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Francesa.<\/p>\n<p> \tNo dossi&ecirc; atraiu-me especial aten&ccedil;&atilde;o o resultado de uma sondagem intitulada &ldquo;A vida religiosa em Fran&ccedil;a e os jovens&rdquo; &ndash; sondagem acompanhada por um estudo efetuado junto dos consagrados com menos de 40 anos de idade: &ldquo;O compromisso na vida religiosa&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSobre o olhar dos jovens, alguns sublinhados: metade dos jovens franceses acredita na exist&ecirc;ncia de Deus e 15% deles j&aacute; alguma vez se confrontaram com um eventual compromisso na vida religiosa. O estudo mostra mesmo que &eacute;, afinal, o grupo et&aacute;rio 50-65 anos o mais secularizado; o que os analistas explicam com os efeitos do Maio de 68.<\/p>\n<p> \tSegundo os mesmos comentadores da sondagem, esta mostra que &ldquo;estamos a viver hoje na era da p&oacute;s-seculariza&ccedil;&atilde;o, sendo os mais jovens os primeiros atores e portadores de uma nova sede espiritual e de uma nova vis&atilde;o do religioso&rdquo;. Certamente, uma vis&atilde;o marcada por novas formas e pr&aacute;ticas &ldquo;menos institucionais e sacramentais&rdquo;, mas indubitavelmente valoriz&aacute;veis.<\/p>\n<p> \tSobre a vida religiosa, afirma-se uma imagem positiva. De facto, apenas 28% dos franceses consideram estar perante um non-sens &ndash; sendo de referir que &eacute; no grupo 18-24 anos que &eacute; mais elevado o pare&ccedil;o: 74%.<\/p>\n<p> \tBoas not&iacute;cias, pois. Ou seja: h&aacute; terreno ar&aacute;vel e campo dispon&iacute;vel para a sementeira da proposta mediante o testemunho!..<\/p>\n<p> \tComo?&#8230; Pessoalmente penso que o testemunho exige a alegria vivida no dia a adia da consagra&ccedil;&atilde;o. Mas ao encontro deste ponto de vista vem a opini&atilde;o dos jovens religiosos inquiridos no segundo estudo que referi: quase todos (99%) consideram o seu compromisso como um caminho de felicidade &ndash; ainda que, de facto, nem todos vejam os religiosos felizes&hellip;<\/p>\n<p> \tSimultaneamente, revela-se muito elevado o n&uacute;mero dos jovens consagrados que se dizem incompreendidos pela fam&iacute;lia ou pelos amigos. Pedem, por isso, acompanhamento mais pr&oacute;ximo e desejam uma rede de rela&ccedil;&otilde;es mais rica e diversificada e uma maior presen&ccedil;a da comunidade crente. Nada de ins&oacute;lito, como se l&ecirc; na Evangelii Gaudium,107, onde se valoriza a presen&ccedil;a da comunidade crist&atilde; no germinar das voca&ccedil;&otilde;es, assim como forma&ccedil;&atilde;o dos que s&atilde;o chamados e na perseveran&ccedil;a dos que acolheram o apelo.<\/p>\n<p> \tIniciei este texto confessando-me incapaz de fazer o balan&ccedil;o do Ano da Vida Consagrada. Mas encontro na Carta Apost&oacute;lica em que o mesmo foi anunciado os par&acirc;metros para fazermos o nosso exame de consci&ecirc;ncia. Fa&ccedil;amos as perguntas e oi&ccedil;amo-nos no sil&ecirc;ncio:<\/p>\n<p> \t1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao longo deste ano, olh&aacute;mos o passado com gratid&atilde;o?<\/p>\n<p> \t2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vivemos o presente com paix&atilde;o?<\/p>\n<p> \t3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abra&ccedil;amos o futuro com esperan&ccedil;a?<\/p>\n<p style=\"margin-left:18.0pt;\"> \tPassados estes meses,<\/p>\n<p style=\"margin-left:54.0pt;\"> \ta-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descobrimo-nos portadores da alegria?<\/p>\n<p style=\"margin-left:54.0pt;\"> \tb-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mantemos vivas as utopias?<\/p>\n<p style=\"margin-left:54.0pt;\"> \tc-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estamos dispon&iacute;veis para as periferias existenciais?<\/p>\n<p style=\"margin-left:54.0pt;\"> \td-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estamos &agrave; escuta dos apelos de Deus e da humanidade?<\/p>\n<p> \tFa&ccedil;o sil&ecirc;ncio para ouvir as minhas pr&oacute;prias respostas&hellip;<\/p>\n<p> \t<em>Jo&atilde;o Aguiar Campos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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