{"id":75399,"date":"2016-01-26T13:30:00","date_gmt":"2016-01-26T13:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/01\/26\/mensagem-do-papa-francisco-para-a-quaresma-de-2016\/"},"modified":"2016-01-26T13:30:00","modified_gmt":"2016-01-26T13:30:00","slug":"mensagem-do-papa-francisco-para-a-quaresma-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-francisco-para-a-quaresma-de-2016\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2016"},"content":{"rendered":"<p>\u00ab&#8221;Prefiro a miseric\u00f3rdia ao sacrif\u00edcio&#8221; (Mt 9, 13).  As obras de miseric\u00f3rdia no caminho jubilar\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p> \t<strong>1. <\/strong><strong><em>Maria, &iacute;cone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada<\/em><\/strong><\/p>\n<p> \tNa Bula de proclama&ccedil;&atilde;o do Jubileu, fiz o convite para que &laquo;a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a miseric&oacute;rdia de Deus&raquo; (<em>Misericordi? Vultus<\/em>, 17). Com o apelo &agrave; escuta da Palavra de Deus e &agrave; iniciativa &laquo;24 horas para o Senhor&raquo;, quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra prof&eacute;tica. Com efeito, a miseric&oacute;rdia de Deus &eacute; um an&uacute;ncio ao mundo; mas cada crist&atilde;o &eacute; chamado a fazer pessoalmente experi&ecirc;ncia de tal an&uacute;ncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Mission&aacute;rios da Miseric&oacute;rdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perd&atilde;o de Deus.<\/p>\n<p> \tMaria, por ter acolhido a Boa Not&iacute;cia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no <em>Magnificat<\/em>, a miseric&oacute;rdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazar&eacute;, prometida esposa de Jos&eacute;, torna-se o &iacute;cone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Esp&iacute;rito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradi&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica, a miseric&oacute;rdia aparece estreitamente ligada &ndash; mesmo etimologicamente &ndash; com as v&iacute;sceras maternas (<em>rahamim<\/em>) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (<em>hesed<\/em>) que se vive no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es conjugais e parentais.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>2. <\/strong><strong><em>A alian&ccedil;a de Deus com os homens: uma hist&oacute;ria de miseric&oacute;rdia<\/em><\/strong><\/p>\n<p> \tO mist&eacute;rio da miseric&oacute;rdia divina desvenda-se no decurso da hist&oacute;ria da alian&ccedil;a entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de miseric&oacute;rdia, pronto em qualquer circunst&acirc;ncia a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaix&atilde;o viscerais, sobretudo nos momentos mais dram&aacute;ticos quando a infidelidade quebra o v&iacute;nculo do Pacto e se requer que a alian&ccedil;a seja ratificada de maneira mais est&aacute;vel na justi&ccedil;a e na verdade. Encontramo?nos aqui perante um verdadeiro e pr&oacute;prio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido tra&iacute;do, enquanto Israel desempenha o de filho\/filha e esposa infi&eacute;is. S&atilde;o precisamente as imagens familiares &ndash; como no caso de Oseias (cf. <em>Os <\/em>1-2) &ndash; que melhor exprimem at&eacute; que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.<\/p>\n<p> \tEste drama de amor alcan&ccedil;a o seu &aacute;pice no Filho feito homem. N&rsquo;Ele, Deus derrama a sua miseric&oacute;rdia sem limites at&eacute; ao ponto de fazer d&rsquo;Ele a Miseric&oacute;rdia encarnada (cf. <em>Misericordi?<\/em> <em>Vultus<\/em>, 8). Na realidade, Jesus de Nazar&eacute; enquanto homem &eacute;, para todos os efeitos, filho de Israel. E &eacute;?o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo <em>Shem&agrave;<\/em>, fulcro ainda hoje da alian&ccedil;a de Deus com Israel: &laquo;Escuta, Israel! O Senhor &eacute; nosso Deus; o Senhor &eacute; &uacute;nico! Amar&aacute;s o Senhor, teu Deus, com todo o teu cora&ccedil;&atilde;o, com toda a tua alma e com todas as tuas for&ccedil;as&raquo; (<em>Dt <\/em>6, 4-5). O Filho de Deus &eacute; o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, &agrave; qual O liga o seu amor incondicional que se torna vis&iacute;vel nas n&uacute;pcias eternas com ela.<\/p>\n<p> \tEste &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o pulsante do querigma apost&oacute;lico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a miseric&oacute;rdia divina. Nele sobressai &laquo;a beleza do amor salv&iacute;fico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado&raquo; (<em>Evangelii gaudium<\/em>, 36), aquele primeiro an&uacute;ncio que &laquo;sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese&raquo; (<em>Ibid.<\/em>, 164). Ent&atilde;o a Miseric&oacute;rdia &laquo;exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar&raquo; (<em>Misericordi? Vultus<\/em>, 21), restabelecendo precisamente assim a rela&ccedil;&atilde;o com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcan&ccedil;ar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente l&aacute; onde ele se perdeu e afastou d&#39;Ele. E faz isto na esperan&ccedil;a de assim poder finalmente comover o cora&ccedil;&atilde;o endurecido da sua Esposa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>3. <\/strong><strong><em>As obras de miseric&oacute;rdia<\/em><\/strong><\/p>\n<p> \tA miseric&oacute;rdia de Deus transforma o cora&ccedil;&atilde;o do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de miseric&oacute;rdia. &Eacute; um milagre sempre novo que a miseric&oacute;rdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de n&oacute;s, estimulando-nos ao amor do pr&oacute;ximo e animando aquilo que a tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja chama as obras de miseric&oacute;rdia corporal e espiritual. Estas recordam?nos que a nossa f&eacute; se traduz em atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso pr&oacute;ximo no corpo e no esp&iacute;rito e sobre os quais havemos de ser julgados: aliment&aacute;-lo, visit&aacute;-lo, confort&aacute;-lo, educ&aacute;?lo. Por isso, expressei o desejo de que &laquo;o povo crist&atilde;o reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de miseric&oacute;rdia corporal e espiritual. Ser&aacute; uma maneira de acordar a nossa consci&ecirc;ncia, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no cora&ccedil;&atilde;o do Evangelho, onde os pobres s&atilde;o os privilegiados da miseric&oacute;rdia divina&raquo; (<em>Ibid.<\/em>, 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo &laquo;torna-se de novo vis&iacute;vel como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga&#8230; a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por n&oacute;s&raquo; (<em>Ibid.<\/em>, 15). &Eacute; o mist&eacute;rio inaudito e escandaloso do prolongamento na hist&oacute;ria do sofrimento do Cordeiro Inocente, sar&ccedil;a ardente de amor gratuito na presen&ccedil;a da qual podemos apenas, como Mois&eacute;s, tirar as sand&aacute;lias (cf. <em>Ex <\/em>3, 5); e mais ainda, quando o pobre &eacute; o irm&atilde;o ou a irm&atilde; em Cristo que sofre por causa da sua f&eacute;.<\/p>\n<p> \tDiante deste amor forte como a morte (cf. <em>Ct <\/em>8, 6), fica patente como o pobre mais miser&aacute;vel seja aquele que n&atilde;o aceita reconhecer-se como tal. Pensa que &eacute; rico, mas na realidade &eacute; o mais pobre dos pobres. E isto porque &eacute; escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, n&atilde;o para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consci&ecirc;ncia profunda de ser, ele tamb&eacute;m, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de n&atilde;o querer ver sequer o pobre L&aacute;zaro que mendiga &agrave; porta da sua casa (cf. <em>Lc <\/em>16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa convers&atilde;o. L&aacute;zaro &eacute; a possibilidade de convers&atilde;o que Deus nos oferece e talvez n&atilde;o vejamos. E esta cegueira est&aacute; acompanhada por um soberbo del&iacute;rio de omnipot&ecirc;ncia, no qual ressoa sinistramente aquele demon&iacute;aco &laquo;sereis como Deus&raquo; (<em>Gn <\/em>3, 5) que &eacute; a raiz de qualquer pecado. Tal del&iacute;rio pode assumir tamb&eacute;m formas sociais e pol&iacute;ticas, como mostraram os totalitarismos do s&eacute;culo XX e mostram hoje as ideologias do pensamento &uacute;nico e da tecnoci&ecirc;ncia que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa poss&iacute;vel de instrumentalizar. E podem atualmente mostr&aacute;-lo tamb&eacute;m as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se at&eacute; mesmo a v&ecirc;-los.<\/p>\n<p> \tPortanto a Quaresma deste Ano Jubilar &eacute; um tempo favor&aacute;vel para todos poderem, finalmente, sair da pr&oacute;pria aliena&ccedil;&atilde;o existencial, gra&ccedil;as &agrave; escuta da Palavra e &agrave;s obras de miseric&oacute;rdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irm&atilde;os e irm&atilde;s necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, &eacute; precisamente tocando, no miser&aacute;vel, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consci&ecirc;ncia de ser ele pr&oacute;prio um pobre mendigo. Por esta estrada, tamb&eacute;m os &laquo;soberbos&raquo;, os &laquo;poderosos&raquo; e os &laquo;ricos&raquo;, de que fala o <em>Magnificat<\/em>, t&ecirc;m a possibilidade de aperceber-se que s&atilde;o, imerecidamente, amados pelo crucificado, morto e ressuscitado tamb&eacute;m por eles. Somente neste amor temos a resposta &agrave;quela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os &iacute;dolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos &ndash; por causa de um fechamento cada vez mais herm&eacute;tico a Cristo, que, no pobre, continua a bater &agrave; porta do seu cora&ccedil;&atilde;o &ndash; acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solid&atilde;o que &eacute; o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos n&oacute;s, as palavras veementes de Abra&atilde;o: &laquo;T&ecirc;m Mois&eacute;s e o Profetas; que os oi&ccedil;am!&raquo; (<em>Lc <\/em>16, 29). Esta escuta ativa preparar-nos-&aacute; da melhor maneira para festejar a vit&oacute;ria definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo j&aacute; ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o percamos este tempo de Quaresma favor&aacute;vel &agrave; convers&atilde;o! Pedimo-lo pela intercess&atilde;o materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da miseric&oacute;rdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. <em>Lc <\/em>1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. <em>Lc <\/em>1, 38).<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tVaticano, 4 de Outubro de 2015<\/p>\n<p> \t<em>Festa de S. Francisco de Assis<\/em><\/p>\n<p> \tFRANCISCUS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ab&#8221;Prefiro a miseric\u00f3rdia ao sacrif\u00edcio&#8221; (Mt 9, 13). 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