{"id":75359,"date":"2016-01-22T12:33:00","date_gmt":"2016-01-22T12:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/01\/22\/ii-concilio-do-vaticano-um-atelier-de-arquitetura-conhecido-por-sacristia\/"},"modified":"2016-01-22T12:33:00","modified_gmt":"2016-01-22T12:33:00","slug":"ii-concilio-do-vaticano-um-atelier-de-arquitetura-conhecido-por-sacristia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-um-atelier-de-arquitetura-conhecido-por-sacristia\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano: Um atelier de arquitetura conhecido por \u00absacristia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Arquiteto diplomado com 18 valores pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 19 de Abril de 1949, Nuno Teot\u00f3nio Pereira nasceu na capital e o seu &#8220;atelier&#8221; no meio dos arquitetos era conhecido pela &#8220;sacristia&#8221; porque ele e Nuno Portas eram &#8220;cat\u00f3licos militantes&#8221;. Nascido a 30 de janeiro de 1922, Nuno Teot\u00f3nio Pereira faleceu esta quarta-feira (20 de janeiro). <!--more--> <\/p>\n<p> \tArquiteto diplomado com 18 valores pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 19 de Abril de 1949, Nuno Teot&oacute;nio Pereira nasceu na capital e o seu &ldquo;atelier&rdquo; no meio dos arquitetos era conhecido pela &ldquo;sacristia&rdquo; porque ele e Nuno Portas eram &ldquo;cat&oacute;licos militantes&rdquo;. Nascido a 30 de janeiro de 1922, Nuno Teot&oacute;nio Pereira faleceu esta quarta-feira (20 de janeiro).<\/p>\n<p> \tA luta pela liberdade pol&iacute;tica e as preocupa&ccedil;&otilde;es sociais foram um dos tra&ccedil;os da vida deste arquiteto que abdicou, &ldquo;aos 18 anos, do &laquo;H&raquo; de Theot&oacute;nio&rdquo;, confessou &agrave; revista &laquo;P&uacute;blico Magazine&raquo; de 31 de Janeiro de 1993.<\/p>\n<p> \tCom barbas brancas &ndash; interrompidas em tempos pela PIDE &ndash; o &laquo;Patriarca da Arquitetura&raquo; fundou, em 1952, juntamente com alguns artistas pl&aacute;sticos e arquitetos o Movimento para a Renova&ccedil;&atilde;o da Arte Religiosa, cuja a&ccedil;&atilde;o propunha &ldquo;uma arte religiosa de cariz pastoral, moderna, em contraponto aos modelos tradicionais ent&atilde;o em voga&rdquo;, l&ecirc;-se no cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica &laquo;Nuno Teot&oacute;nio Pereira&raquo;.<\/p>\n<p> \tAo longo da sua carreira recebeu v&aacute;rios pr&eacute;mios de arquitetura e os pr&eacute;mios Valmor de 1967, 1971, 1975, respetivamente Torre de Habita&ccedil;&atilde;o nos Olivais Norte, Edif&iacute;cio Franjinhas na Rua Braamcamp e Igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p> \tAp&oacute;s os 18 anos, Nuno Teot&oacute;nio Pereira come&ccedil;ou a &ldquo;ver muito a s&eacute;rio os aspetos sociais do catolicismo&rdquo; e procurou contactos com o padre Abel Varzim, &ldquo;um homem do Movimento Oper&aacute;rio Cat&oacute;lico que depois foi desterrado de Lisboa&rdquo;. Com os contactos, leituras e os jornais da &ldquo;esquerda cat&oacute;lica europeia&rdquo;, o arquiteto foi-se &ldquo;definindo nessa dire&ccedil;&atilde;o, mas o que me interessava eram os acontecimentos, n&atilde;o era a teoria&rdquo;, l&ecirc;-se na entrevista ao referido jornal.<\/p>\n<p> \tPreso pela PIDE em 1967, 1972 e 1973, tendo sido libertado da pris&atilde;o de Caxias ap&oacute;s o 25 de Abril de 1974, Nuno Teot&oacute;nio Pereira afirma que a certa altura, ap&oacute;s a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos, come&ccedil;ou a sentir-se &ldquo;fora da Igreja&rdquo; e o primeiro elemento que o levou a tomar esta decis&atilde;o foi sentir-se &ldquo;incapaz de estar em comunh&atilde;o, como se diz na Igreja, com os bispos, com os dirigentes&rdquo; e acrescenta: &ldquo;N&atilde;o pod&iacute;amos estar no mesmo barco&rdquo;. (Cf. Jornal citado anteriormente).<\/p>\n<p> \tAtivista na luta contra a guerra colonial, o arquiteto reconhece que foi alertado para o problema &ldquo;atrav&eacute;s das publica&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas&rdquo; e recebeu influ&ecirc;ncia &ldquo;dos padres angolanos que foram desterrados para c&aacute;&rdquo;. Considerou que o tempo da clandestinidade &ldquo;foi um per&iacute;odo apaixonante&rdquo; visto que pretendia &ldquo;que a opini&atilde;o cat&oacute;lica tomasse consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o e da contradi&ccedil;&atilde;o entre a guerra colonial e os apelos de paz que o Papa fazia com frequ&ecirc;ncia, sobretudo o Jo&atilde;o XXIII&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arquiteto diplomado com 18 valores pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 19 de Abril de 1949, Nuno Teot\u00f3nio Pereira nasceu na capital e o seu &#8220;atelier&#8221; no meio dos arquitetos era conhecido pela &#8220;sacristia&#8221; porque ele e Nuno Portas eram &#8220;cat\u00f3licos militantes&#8221;. 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