{"id":75149,"date":"2016-01-07T10:55:00","date_gmt":"2016-01-07T10:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2016\/01\/07\/publicacoes-sacra-pagina-o-inicio-da-biblia-portatil-nas-colecoes-portuguesas\/"},"modified":"2016-01-07T10:55:00","modified_gmt":"2016-01-07T10:55:00","slug":"publicacoes-sacra-pagina-o-inicio-da-biblia-portatil-nas-colecoes-portuguesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/publicacoes-sacra-pagina-o-inicio-da-biblia-portatil-nas-colecoes-portuguesas\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00f5es: \u00abSacra Pagina\u00bb, o in\u00edcio da b\u00edblia port\u00e1til nas cole\u00e7\u00f5es portuguesas"},"content":{"rendered":"<p>Historiador Lu\u00eds Correia de Sousa quer aproximar obras do s\u00e9culo XIII do grande p\u00fablico  <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 07 jan 2016 (Ecclesia) &ndash; O historiador Lu&iacute;s Correia de Sousa publicou a obra &lsquo;Sacra Pagina&rsquo; dedicada ao in&iacute;cio das b&iacute;blias port&aacute;teis do s&eacute;culo XIII onde inclui textos e imagens, iluminuras, de cole&ccedil;&otilde;es portuguesas sobre manuscritos que n&atilde;o est&atilde;o acess&iacute;veis ao grande p&uacute;blico.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Considerei que era uma oportunidade n&atilde;o s&oacute; de estudar mas divulgar este patrim&oacute;nio. Inicialmente estava pensado apenas a segunda parte deste livro, a descri&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o dos manuscritos do s&eacute;culo XIII&rdquo;, explicou o autor &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCCLESIA.<\/p>\n<p> \tQuando surgiu a oportunidade da Editora Paulus publicar &lsquo;Sacra Pagina&rsquo;, Lu&iacute;s Correia de Sousa acrescentou uma primeira parte para mostrar ao p&uacute;blico em geral o que &ldquo;encerra um destes manuscritos&rdquo;, em termos de patrim&oacute;nio art&iacute;stico.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; um programa iconogr&aacute;fico completo. Uma iluminura para cada um dos livros da B&iacute;blia. Era assim que eram feitos os mais ricos, cada um dos livros iniciava com uma iluminura, uma cena b&iacute;blica, com o conte&uacute;do do texto&rdquo;, desenvolve o investigador do Instituto de Estudos Medievais, da Universidade Nova de Lisboa.<\/p>\n<p> \tEsta tipologia de manuscritos marca o in&iacute;cio das b&iacute;blias port&aacute;teis no s&eacute;culo XIII, &ldquo;n&atilde;o &eacute; exagerar que elas cabiam no bolso, algumas mais pequenas que as atuais&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Hoje &eacute; estranho falar em b&iacute;blias port&aacute;teis porque s&atilde;o todas. At&eacute; ao s&eacute;culo XIII eram muito raros os manuscritos que tivessem os livros todos da B&iacute;blia, a norma era estarem dispersos por v&aacute;rios volumes e cada um podia ter 70 cent&iacute;metros de altura e pesar 15 quilos&rdquo;, explica.<\/p>\n<p> \tPara al&eacute;m da &ldquo;grande mudan&ccedil;a&rdquo; de reunir os livros todos num &uacute;nico manuscrito port&aacute;til, o historiador destaca que deixou de ser uma publica&ccedil;&atilde;o rara e &ldquo;passou a <em>bestseller<\/em>&rdquo;, &ldquo;o livro mais copiado no s&eacute;culo XIII, produziram-se aos milhares&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEste &ldquo;fen&oacute;meno estranho e curioso&rdquo; est&aacute; associado a outros fatores como o desenvolvimento das grandes universidades europeias, &ldquo;grandes centros produtores de B&iacute;blias&rdquo;; o surgimento das ordens mendicantes &ndash; Dominicanos e Franciscanos -, e as classes &ldquo;mais favorecidas&rdquo; tamb&eacute;m passaram a ter acesso a estes manuscritos.<\/p>\n<p> \tSegundo o historiador, que comp&ocirc;s uma B&iacute;blia a partir das iluminuras das 35 b&iacute;blias existentes, estes manuscritos s&atilde;o uma &ldquo;oportunidade&rdquo; de a pegar no livro Sagrado e ver o que &ldquo;encerra em termos patrimoniais e art&iacute;sticos&rdquo;, para al&eacute;m da riqueza dos textos.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Nas iluminuras temos conjunto fabuloso de obras de arte do s&eacute;culo XIII como n&atilde;o existe em nenhum outro suporte em Portugal. Permite perceber evolu&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria da arte Ocidental na Idade M&eacute;dia porque muitos temas nascem ai&rdquo;, acrescenta Lu&iacute;s Correia de Sousa.<\/p>\n<p> \tO investigador considera que hoje a B&iacute;blia perdeu um pouco o interesse do p&uacute;blico em geral, &ldquo;um afastamento hist&oacute;rico talvez por ignor&acirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;H&aacute; muito a ideia que a B&iacute;blia &eacute; para a religi&atilde;o mas &eacute; quase a base da cultura ocidental porque antes de ser texto era leitura, oralidade, experi&ecirc;ncias de vida, quase como elemento simb&oacute;lico que modela a civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental&rdquo;, comenta.<\/p>\n<p> \tA publica&ccedil;&atilde;o surge de um projeto de p&oacute;s-doutoramento de Lu&iacute;s Correia de Sousa que antes deste projeto estudou Iconografia Musical Medieval<\/p>\n<p> \t&ldquo;Percebi com outros colegas que as b&iacute;blias port&aacute;teis que existem em Portugal nunca tinham sido estudadas. Os manuscritos est&atilde;o dispersos em v&aacute;rias bibliotecas nacionais e &eacute; um patrim&oacute;nio precioso para conhecer&rdquo;, esclarece o historiador.<\/p>\n<p> \tO livro &lsquo;<a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/nacional\/publicacoes-sacra-pagina-o-inicio-da-biblia-portatil\/\" target=\"_blank\">Sacra P&aacute;gina<\/a>&rsquo; mostra manuscritos de cole&ccedil;&otilde;es nacionais que em regra est&atilde;o &ldquo;guardados em cofre&rdquo;, em condi&ccedil;&otilde;es muito especiais de conserva&ccedil;&atilde;o, humidade, luz, &ldquo;acess&iacute;veis apenas aos investigadores&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>HM\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historiador Lu\u00eds Correia de Sousa quer aproximar obras do s\u00e9culo XIII do grande p\u00fablico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,190,213],"class_list":["post-75149","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-dominicanos","tag-franciscanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75149"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75149\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}