{"id":74994,"date":"2015-12-23T12:02:00","date_gmt":"2015-12-23T12:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/12\/23\/vaticano-papa-recebe-premio-internacional-carlos-magno-pela-paz-de-2016\/"},"modified":"2015-12-23T12:02:00","modified_gmt":"2015-12-23T12:02:00","slug":"vaticano-papa-recebe-premio-internacional-carlos-magno-pela-paz-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vaticano-papa-recebe-premio-internacional-carlos-magno-pela-paz-de-2016\/","title":{"rendered":"Vaticano: Papa recebe pr\u00e9mio internacional \u00abCarlos Magno\u00bb pela paz de 2016"},"content":{"rendered":"<p>Distin\u00e7\u00e3o europeia consagra mensagem de \u00abesperan\u00e7a e encorajamento\u00bb de uma \u00abvoz moral extraordin\u00e1ria\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 23 dez 2015 (Ecclesia) &ndash; O Papa Francisco foi hoje anunciado como vencedor do pr&eacute;mio internacional &laquo;Carlos Magno&raquo; pela paz de 2016, distin&ccedil;&atilde;o que vem distinguir os seus esfor&ccedil;os em favor das popula&ccedil;&otilde;es atingidas pela guerra e as injusti&ccedil;as sociais e econ&oacute;micas.<\/p>\n<p> \tEsta distin&ccedil;&atilde;o, considerada como uma das mais importantes na Europa, tinha sido outorgada ao Papa Jo&atilde;o Paulo II, em 2004.<\/p>\n<p> \tO pr&eacute;mio foi estabelecido em 1949, quando a cidade alem&atilde; se encontrava em ru&iacute;nas, ap&oacute;s a II Guerra Mundial, e destina-se a pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que tenham um papel importante no processo de unifica&ccedil;&atilde;o da Europa.<\/p>\n<p> \tO comit&eacute; elogia a figura de Francisco como uma &ldquo;voz da consci&ecirc;ncia&rdquo; e uma &quot;autoridade moral extraordin&aacute;ria&quot; para a Europa, com uma mensagem de &ldquo;esperan&ccedil;a e encorajamento&rdquo; em tempos de crise.<\/p>\n<p> \tNesse sentido, evoca-se em particular o discurso do Papa perante o Parlamento Europeu, a 25 de novembro de 2014, em Estrasburgo, Fran&ccedil;a.<\/p>\n<p> \tFrancisco <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2014\/november\/documents\/papa-francesco_20141125_strasburgo-parlamento-europeo.html\">disse<\/a> ent&atilde;o que &quot;a Europa tem uma necessidade imensa de redescobrir o seu rosto para crescer, segundo o esp&iacute;rito dos seus pais fundadores, na paz e na conc&oacute;rdia, j&aacute; que ela mesma n&atilde;o est&aacute; ainda isenta dos conflitos&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEm pouco mais de mil dias de pontificado, o Papa Francisco deixou atr&aacute;s v&aacute;rios gestos e mensagens de paz, como o in&eacute;dito encontro de ora&ccedil;&atilde;o que reuniu os presidentes de Israel e da Palestina, a 8 de junho de2014, marcada por uma ora&ccedil;&atilde;o: &ldquo;&laquo;Nunca mais a guerra&raquo;; &laquo;com a guerra, tudo fica destru&iacute;do&raquo;&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;&ldquo;Para fazer a paz &eacute; preciso coragem, muita mais do que para fazer a guerra. &Eacute; preciso coragem para dizer sim ao encontro e n&atilde;o ao confronto; sim ao di&aacute;logo e n&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia; sim &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o &agrave;s hostilidades; sim ao respeito dos pactos e n&atilde;o &agrave;s provoca&ccedil;&otilde;es&quot;, referiu o Papa.<\/p>\n<p> \tEm setembro de 2013, Francisco assumiu a iniciativa de escrever ao presidente russo, Vladimir Putin, antes de uma cimeira do G20 em que se previa o envio de tropas para o conflito na S&iacute;ria, algo que veio a n&atilde;o acontecer.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A todos eles [l&iacute;deres do G20], e a cada um deles, dirijo um sentido apelo para que ajudem a encontrar caminhos para superar as diversas contraposi&ccedil;&otilde;es e abandonem qualquer v&atilde; pretens&atilde;o de uma solu&ccedil;&atilde;o militar&rdquo;, escreveu.<\/p>\n<p> \tA primeira viagem do pontificado teve como paragem a ilha italiana de Lampedusa, onde deixou um apelo contra a &lsquo;globaliza&ccedil;&atilde;o da indiferen&ccedil;a&rsquo;, lembrando quem morre no Mediterr&acirc;neo.<\/p>\n<p> \tV&aacute;rios foram os apelos em defesa dos refugiados, em favor da paz na Ucr&acirc;nia e os alertas para a situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os no M&eacute;dio Oriente, com o Papa a admitir o uso da for&ccedil;a para travar os jihadistas do Estado Isl&acirc;mico, uma decis&atilde;o que teria de ser tomada pela ONU.<\/p>\n<p> \tO pontificado contou tamb&eacute;m com v&aacute;rias mensagens condenando a a&ccedil;&atilde;o da Mafia na It&aacute;lia, o tr&aacute;fico de seres humanos, a fome ou os crimes e abusos contra menores.<\/p>\n<p> \tO pensamento de Francisco sobre todos estes temas est&aacute; condensado nas suas mensagens para o Dia Mundial da Paz, que a Igreja celebra anualmente a 1 de janeiro.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam viol&ecirc;ncia e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irm&atilde;o e detende a vossa m&atilde;o&rdquo;, acrescentou, escreveu, no primeiro texto que assinou para esta celebra&ccedil;&atilde;o, um apelo que tem vindo a repetir sistematicamente.<\/p>\n<p> \tO Papa denunciou as consequ&ecirc;ncias da &ldquo;trag&eacute;dia da explora&ccedil;&atilde;o do trabalho&rdquo; e das &ldquo;guerras&quot; econ&oacute;mico-financeiras, que lan&ccedil;am na pobreza &ldquo;milh&otilde;es de homens e mulheres&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNo centen&aacute;rio da I Guerra Mundial, em 2014 Francisco esteve no maior cemit&eacute;rio militar da It&aacute;lia para afirmar que &ldquo;a guerra &eacute; uma loucura&rdquo;.<\/p>\n<p> \tJ&aacute; na sua mensagem para o 49.&ordm; Dia Mundial da Paz (1 de janeiro de 2016), Francisco critica as consequ&ecirc;ncias do esquecimento de Deus nas rela&ccedil;&otilde;es entre os seres humanos e na natureza.<\/p>\n<p> \tO Papa deixou um &ldquo;triplo apelo&rdquo; aos respons&aacute;veis pol&iacute;ticos: que n&atilde;o arrastem &ldquo;outros povos para conflitos ou guerras&rdquo;; a &ldquo;elimina&ccedil;&atilde;o ou gest&atilde;o sustent&aacute;vel da d&iacute;vida&rdquo;; a &ldquo;ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de coopera&ccedil;&atilde;o que, em vez de submeter &agrave; ditadura dalgumas ideologias, sejam respeitadoras dos valores das popula&ccedil;&otilde;es locais&rdquo;.<\/p>\n<p> \t<em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Distin\u00e7\u00e3o europeia consagra mensagem de \u00abesperan\u00e7a e encorajamento\u00bb de uma \u00abvoz moral 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