{"id":74925,"date":"2015-12-17T12:30:00","date_gmt":"2015-12-17T12:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/12\/17\/refugiados-portugal-recebe-grupo-de-24-pessoas-do-programa-de-relocalizacao\/"},"modified":"2015-12-17T12:30:00","modified_gmt":"2015-12-17T12:30:00","slug":"refugiados-portugal-recebe-grupo-de-24-pessoas-do-programa-de-relocalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-portugal-recebe-grupo-de-24-pessoas-do-programa-de-relocalizacao\/","title":{"rendered":"Refugiados: Portugal recebe grupo de 24 pessoas do programa de relocaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Religiosa que integra comiss\u00e3o executiva da Plataforma de Apoio aos Refugiados diz que atual situa\u00e7\u00e3o revela baixo \u00abgrau de humanidade\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 17 dez 2015 (Ecclesia) &ndash; Portugal recebe hoje o primeiro grupo de refugiados de diversas nacionalidades, vindos de It&aacute;lia e da Gr&eacute;cia, no &acirc;mbito do Programa de Relocaliza&ccedil;&atilde;o de Refugiados na Uni&atilde;o Europeia que v&atilde;o ter &agrave; sua espera respons&aacute;veis da Administra&ccedil;&atilde;o Interna.<\/p>\n<p> \tNum comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o Minist&eacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o Interna informa que o primeiro grupo de refugiados &eacute; constitu&iacute;do por 24 cidad&atilde;os de v&aacute;rias nacionalidades &#8211; Eritreia, Sud&atilde;o, Iraque, S&iacute;ria e Tun&iacute;sia &ndash; e que se encontram, nesta altura, na Gr&eacute;cia e em It&aacute;lia.<\/p>\n<p> \tO primeiro grupo de refugiados que vai ser acolhido no &acirc;mbito do Programa de Relocaliza&ccedil;&atilde;o de Refugiados na Uni&atilde;o Europeia vai ser distribu&iacute;do por seis cidades: Lisboa; Cac&eacute;m; Torres Vedras, Marinha Grande; Penafiel e Vinhais.<\/p>\n<p> \tEm entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a irm&atilde; Irene Guia considera que &ldquo;continua&rdquo; a ser &ldquo;incompreens&iacute;vel toda a lentid&atilde;o&rdquo; do processo de acolhimento &agrave;s pessoas que fogem da guerra e da morte nos seus pa&iacute;ses de origem.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Parece que queremos resolver primeiro uma crise na regi&atilde;o, que tem de ser resolvida, mas entretanto h&aacute; milh&otilde;es de pessoas que est&atilde;o de facto a precisar de salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;, observa a religiosa da congrega&ccedil;&atilde;o das Escravas do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p> \tA consagrada revela ainda que &ldquo;nunca&rdquo; sentiu &ldquo;tantos sintomas da cultura da morte&rdquo; como agora e destaca a a&ccedil;&atilde;o e palavras do Papa Francisco, &ldquo;apologista de levar cada um ao melhor de si&rdquo; e os &ldquo;riscos que tem tido&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Creio que esta quest&atilde;o dos refugiados tamb&eacute;m est&aacute; a revelar qual o grau de humanidade que temos. Eu diria um grau bastante baixinho&rdquo;, indica a irm&atilde; Irene Guia.<\/p>\n<p> \tA religiosa recorda que uma das caracter&iacute;sticas da humanidade, &ldquo;ou do cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; salvar&rdquo;: &ldquo;Sempre que v&iacute;amos algu&eacute;m em perigo estend&iacute;amos a m&atilde;o, n&atilde;o o estamos a fazer&quot;.<\/p>\n<p> \tA irm&atilde; que integra a comiss&atilde;o executiva da PAR &ndash; Plataforma de Apoio aos Refugiados, que tem capacidade acolhimento para &ldquo;mais de 600 pessoas&rdquo;, destaca que esta situa&ccedil;&atilde;o devia fazer as pessoas refletir, &ldquo;n&atilde;o a refletir sentados&rdquo;, porque &ldquo;obrigatoriamente&rdquo; quando se come&ccedil;ar a agir vai-se perceber o que se est&aacute; a &ldquo;falhar agora&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Para mim torna-se cada vez mais incompreens&iacute;vel, toda esta lentid&atilde;o quando se trata de seres humanos. Faz mesmo confus&atilde;o que continuemos demagogicamente a fazer um tipo de ping-pong de argumenta&ccedil;&atilde;o &#8211; se acolhemos, o que fazemos&rdquo;, desenvolve a entrevistada que se revela incomodada por &ldquo;ter que invocar o Direito Internacional&rdquo; para dizer que h&aacute; &ldquo;obriga&ccedil;&atilde;o a acolher&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA irm&atilde; Irene Guia, que passou duas semanas em visita ao Iraque e ao L&iacute;bano, contextualiza que n&atilde;o pensa apenas nos refugiados e deslocados internos destes pa&iacute;ses mas &ldquo;todos aqueles que est&atilde;o na terra&rdquo; que est&aacute; a encontrar &ldquo;muito menos possibilidades e muito menos meios&rdquo; de poder atender estas pessoas na &ldquo;urg&ecirc;ncia&rdquo; em que se encontram.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Nos pa&iacute;ses que visitei a pobreza &eacute; muito maior. N&oacute;s somos os que estendemos o estandarte da bandeira dos Direitos Humanos e essa bandeira est&aacute; muito rasgada&rdquo;, alerta, fazendo diferen&ccedil;a entre &ldquo;migrantes econ&oacute;micos&rdquo; e os refugiados porque cerca de 80% quer regressar ao seu pa&iacute;s., &ldquo;&eacute; outra demagogia&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNeste contexto, a religiosa, que est&aacute; na educa&ccedil;&atilde;o &ldquo;h&aacute; muitos anos&rdquo;, revela que tem uma &ldquo;preocupa&ccedil;&atilde;o grande&rdquo; nesta &aacute;rea, que lhe &ldquo;faz confus&atilde;o&rdquo;, sobre que gera&ccedil;&atilde;o est&aacute; a crescer com a sociedade atual &ldquo;t&atilde;o fria para poder estender uma m&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Como podemos explicar a uma crian&ccedil;a que ama s&oacute; determinado ponto, cuidado, quando se est&aacute; a ver o outro a afundar e n&atilde;o digo vamos salvar mas deixa morrer&rdquo;, sublinha.<\/p>\n<p> \t<em>PR\/CB\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religiosa que integra comiss\u00e3o executiva da Plataforma de Apoio aos Refugiados diz que atual situa\u00e7\u00e3o revela baixo \u00abgrau de 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