{"id":74676,"date":"2015-11-27T15:58:00","date_gmt":"2015-11-27T15:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2015\/11\/27\/africa-acolhimento-aos-migrantes-e-refugiados-e-teste-de-humanidade-para-todos\/"},"modified":"2015-11-27T15:58:00","modified_gmt":"2015-11-27T15:58:00","slug":"africa-acolhimento-aos-migrantes-e-refugiados-e-teste-de-humanidade-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/africa-acolhimento-aos-migrantes-e-refugiados-e-teste-de-humanidade-para-todos\/","title":{"rendered":"\u00c1frica: Acolhimento aos migrantes e refugiados \u00e9 \u00abteste de humanidade\u00bb para todos"},"content":{"rendered":"<p>Francisco iniciou visita ao Uganda com elogio \u00e0 mem\u00f3rias dos m\u00e1rtires crist\u00e3os, \u00abher\u00f3is nacionais\u00bb  <!--more--> <\/p>\n<p> \tEntebe, Uganda, 27 nov 2015 (Ecclesia) &#8211; O Papa disse hoje no Uganda que a forma como se acolhem os migrantes &eacute; um &ldquo;teste&rdquo; &agrave; humanidade de cada pessoa, recordando as consequ&ecirc;ncias de &ldquo;guerras, viol&ecirc;ncia e v&aacute;rias formas de injusti&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O nosso mundo testemunha um movimento migrat&oacute;rio de povos sem precedentes. O modo como enfrentamos este fen&oacute;meno &eacute; um teste &agrave; nossa humanidade, ao nosso respeito pela dignidade humana e, acima de tudo, &agrave; nossa solidariedade para com os irm&atilde;os e irm&atilde;s necessitados&rdquo;, declarou, no pal&aacute;cio presidencial de Entebe, perante o presidente Yoweri Kaguta Museveni, no poder h&aacute; tr&ecirc;s d&eacute;cadas, membros do Governo e do corpo diplom&aacute;tico.<\/p>\n<p> \tNo seu primeiro discurso em territ&oacute;rio ugand&ecirc;s, Francisco declarou que a sua visita de 43 horas quer ser &ldquo;um sinal de amizade, estima e encorajamento&rdquo; para todos.<\/p>\n<p> \tO Papa saudou o &ldquo;compromisso excecional&rdquo; do pa&iacute;s no acolhimento dos refugiados, &ldquo;permitindo-lhes reconstruir as suas vidas em seguran&ccedil;a&rdquo;, bem como os &ldquo;esfor&ccedil;os silenciosos&rdquo; para assistir os pobres e os doentes.<\/p>\n<p> \t&ldquo;De muitas maneiras, o nosso mundo vai-se tornando mais solid&aacute;rio; ao mesmo tempo, por&eacute;m, assistimos com preocupa&ccedil;&atilde;o &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o duma &laquo;cultura do descarte&raquo;, que nos torna cegos aos valores espirituais&rdquo;, observou.<\/p>\n<p> \tO Uganda foi o primeiro pa&iacute;s africano a ser visitado por um Papa, quando Paulo VI viajou at&eacute; Campala, a 29 de julho de 1969; o mesmo pont&iacute;fice tinha canonizado os chamados m&aacute;rtires do Uganda, a 18 de outubro de 1964, no Vaticano.<\/p>\n<p> \tFrancisco mostrou-se &ldquo;feliz&rdquo; por fazer esta viagem, &ldquo;com o principal objetivo de comemorar o cinquenten&aacute;rio da canoniza&ccedil;&atilde;o dos m&aacute;rtires do Uganda&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Os m&aacute;rtires, tanto cat&oacute;licos como anglicanos, s&atilde;o verdadeiros her&oacute;is nacionais. D&atilde;o testemunho dos princ&iacute;pios orientadores expressos no lema do Uganda: Por Deus e pelo meu pa&iacute;s&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p> \tSegundo o Papa, estes crist&atilde;os recordam &ldquo;a import&acirc;ncia que a f&eacute;, a retid&atilde;o moral e o servi&ccedil;o ao bem comum desempenharam e continuam a desempenhar na vida cultural, econ&oacute;mica e pol&iacute;tica&rdquo; do pa&iacute;s.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Apesar das nossas cren&ccedil;as religiosas e convic&ccedil;&otilde;es diferentes, somos todos chamados a procurar a verdade, a trabalhar pela justi&ccedil;a e a reconcilia&ccedil;&atilde;o, e a respeitar-nos, proteger-nos e ajudar-nos uns aos outros como membros da &uacute;nica fam&iacute;lia humana&rdquo;, prosseguiu.<\/p>\n<p> \tFrancisco recordou a responsabilidade de todos os que t&ecirc;m cargos pol&iacute;ticos e s&atilde;o chamados a governar com &ldquo;transpar&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A minha visita visa ainda chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a &Aacute;frica no seu conjunto, para a promessa que representa, as suas esperan&ccedil;as, as suas lutas e as suas conquistas&rdquo;, adiantou, a respeito da primeira viagem ao continente africano no atual pontificado, iniciada esta quarta-feira, no Qu&eacute;nia.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O mundo olha para a &Aacute;frica como o continente da esperan&ccedil;a&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p> \tO Papa elogiou o papel das fam&iacute;lias no Uganda e antecipou o encontro com os jovens do pa&iacute;s, para lhes deixar palavras de &ldquo;encorajamento e est&iacute;mulo&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Como &eacute; importante que lhes sejam oferecidas a esperan&ccedil;a, a oportunidade de receber uma instru&ccedil;&atilde;o adequada e um trabalho remunerado e sobretudo a oportunidade de participar plenamente na vida da sociedade&rdquo;, precisou.<\/p>\n<p> \tFrancisco saudou tamb&eacute;m os idosos, como &ldquo;mem&oacute;ria viva de cada povo&rdquo;, uma &ldquo;b&uacute;ssola capaz de permitir que a sociedade encontre a orienta&ccedil;&atilde;o certa&rdquo;.<\/p>\n<p> \tAp&oacute;s o encontro, o Papa desloca-se para a cidade de Munionio, a 38 quil&oacute;metros da capital Campala, lugar onde o rei Mwanga tomou a decis&atilde;o de exterminar os crist&atilde;os, em 1886.<\/p>\n<p> \t<em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco iniciou visita ao Uganda com elogio \u00e0 mem\u00f3rias dos m\u00e1rtires crist\u00e3os, \u00abher\u00f3is 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